domingo, 15 de novembro de 2015

A Revista Atlântida na Hemeroteca de Lisboa


Atlântida, mensário artístico, literário e social para Portugal e Brazil ─ publicou-se entre 1915 e 1920, em Portugal e no Brasil, sob a direção de João de Barros e de João do Rio, respetivamente. A eles se juntou, a partir de 1919, Graça Aranha, em Paris, França. O editor e co-proprietário da empresa, até 1919, é Pedro Bordalo Pinheiro, sobrinho, pelo lado do pai (Tomás Bordalo Pinheiro) de Rafael Bordalo Pinheiro. Embora o título aponte mais o pendor artístico, literário e social, a verdade é que os conteúdos da revista extravasaram em muito essa fronteira e se situam em boa parte na área da política internacional e, particularmente, na sua vertente económica – o que se justificará pelo ambiente da época (1ª Grande Guerra e suas consequências). 
[...] No que respeita às artes plásticas a Atlântida reproduz nas suas páginas quadros e desenhos de Alberto de Sousa, Almada Negreiros, António Carneiro, António Soares, Castelão, Columbano Bordalo Pinheiro, João Barreira, João Vaz, José Malhoa, José Pacheco, Navarro da Costa, Raul Lino, Saavedra Machado, Soares dos Reis e Veloso Salgado.
 Continuar a ler a ficha histórica da revista...



http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Atlantida/N1/N1_master/N01.PDF

Atlântida : mensário artístico literário e social para Portugal e Brazil
Rio, João do, pseud., dir. publ.; Barros, João de, 1881-1960, dir. publ.
  
Clicar na imagem para consultar o nº1 deste periódico mensal.
A hemeroteca digital da Câmara Municipal de Lisboa disponibiliza os 48 números digitalizados da revista (do n.º 1 de 15 nov. 1915, ao n.º 48, de jan. 1920), em HTML E PDF.

Biblioteca Nacional de Portugal | Centenário da Revista Atlântida


ENCONTRO | 23 e 27 out. | 18h00 | Auditório BNP | Entrada livre
MOSTRA | 23 out. - 31 dez. | Sala de Referência | Entrada livre






O primeiro número da revista mensal Atlântida foi publicado no dia 15 de novembro de 1915. Faz agora cem anos.
 
"Numa época em que as afinidades republicanas encurtavam o oceano e a ameaça pangermânica instigava a afirmação da civilização latina, a revista Atlântida propôs-se promover um conhecimento recíproco entre as nações da língua de Eça e de Assis que se mostrasse capaz de conduzi-las a um relacionamento próximo. 
Dirigido por João de Barros, poeta e publicista português, e por João do Rio, jornalista e cronista carioca, o Mensário Artístico, Literário e Social para Portugal e Brasil publicou 48 números entre os finais de 1915 e o início de 1920.  
Embora a colaboração literária e plástica de autores reputados e o gosto convencional da época tenham feito o tom geral da revista, de acordo com uma perspectiva que via nos escritores e nos artistas a expressão lídima dos povos, os focos de interesses da publicação abarcaram igualmente questões políticas, as relações económicas e a actualidade, nomeadamente o evoluir e o desfecho da Grande Guerra.
Volvido um século, pretende-se recordar o empreendimento ambicioso e generoso que a Atlântida representou, através de duas jornadas de reflexão, de uma exposição evocativa, da publicação das cartas de João do Rio a João de Barros e da reprodução do conjunto das edições da revista em página electrónica própria."  

 Luís Andrade (FCSH-UNL)
Ver programa do Encontro na página da Biblioteca Nacional de Portugal.

sábado, 14 de novembro de 2015

Livros & Leituras | «Almada. Os Painéis, a Geometria e tudo"



Almada. Os Painéis, a Geometria e TudoAs entrevistas com António Valdemar
de José de Almada Negreiros

Editora: Assírio & Alvim
Última edição: 2015
ISBN: 978-972-37-1842-3




Sinopse


«É preciso que o leitor saiba que, ao escolher este livro, acertou em cheio. Este é um livro que desfaz a nossa falta dele. É um livro que torna próximo, reunido e nítido o que até agora estava distante, disperso e desfocado. É um livro que, 55 anos depois, restitui à voz de Almada o seu som escrito mais sonoro, mais sucinto, mais sucessivo ("alto e bom som", gostava ele de dizer). É um livro atravessado por uma estrada que passa em todos os lugares onde aquele para quem a arte era um todo e o artista um tudo firmou a sua soberania, a sua sabedoria, o seu saque. É um livro de palavras que procuram uma verdade que não é o contrário de uma mentira, mas o oposto de uma outra verdade. É um livro por onde o tempo corre para acompanhar a sua fuga: garrafa arrebatada ao mar fundo do passado, lança atirada à terra seca do presente, nave apontada ao céu alto do futuro ("Até hoje fui sempre futuro", Almada). É um livro (documento, depoimento e testemunho) que fala da geometria que fala - que fala da geometria que "assim fala"».

José Manuel dos Santos, in Prefácio

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As Bibliotecas segundo Valter Hugo Mãe

 
 


As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.

Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.

Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.

O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.

Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.

Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.

As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.

Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra.

Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.

As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.

Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.

Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor.

Valter Hugo Mãe. As bibliotecas. Jornal de Letras, nº 1112 (15 de maio de 2013), p. 34.

 

São Martinho 2015






O que não se faz no dia de Santa Luzia, faz-se no outro dia...

Por conveniência de agenda, este ano celebramos o São Martinho na nossa escola a 13 de novembro. 

Haverá jogos populares e um vendedor que, juntamente com as castanhas, distribuirá quadras populares.

A atividade constitui uma iniciativa conjunta do Departamento de Expressões, da Biblioteca e da Mediateca.   

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Encontros com autores | Domingos Amaral




dia 17 nov. | 21h | Tertúlia na Biblioteca (aberta à Comunidade)

dia 18 nov. | 10h05 | Encontro com alunos no Auditório 1 






Está patente na biblioteca uma banca de livros do autor, para divulgação da sua obra e eventual aquisição (com 20% de desconto).



 6 dos 11 títulos já publicados 


Os livros poderão ser autografados pelo escritor nos próximos dias 17 e 18 de novembro. 

Boas leituras!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Leituras do mês, por João Ribeiro




Hoje, da parte da manhã, João Ribeiro, Pai / Encarregado de Educação de um aluno da escola, veio à Camilo partilhar leituras com alunos do Secundário: 11º E, 12º B, C, E, F e H.