quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dia mundial do livro 2014

 

São Salvador do Mundo, de Valter Hugo Mãe

no Dia mundial do livro

 
 
 
 
 




No Dia Mundial do Livro, a Biblioteca convidou os alunos do 7º C e 7º D, e respetivos professores, para ouvirem a leitura de um conto de Valter Hugo Mãe, São Salvador do Mundo. 
 
 
 



 
 
 
O conto de Valter Hugo Mãe foi escolhido pelas professoras Rosa Caneças e Leonor Vaz de Carvalho que, depois da receção às duas turmas de 7º ano, no hall de entrada da escola, se deslocaram às salas  de aula - do 10º E e 12º E - para lerem para os respetivos alunos.
 
 
São Salvador do Mundo é um notável acidente paisagístico que regista a admiração e devoção humanas desde épocas longínquas, inserido numa área classificada como Património Cultural da Humanidade do Douro Vinhateiro. Ao longo das épocas Moderna e Contemporânea quase todos os autores referem a grande afluência de devotos ao Santuário. Hoje, a festa ainda se realiza todos os anos.
 
 
Miradouro de São Salvador do Mundo, em São João da Pesqueira, situado na margem esquerda do Douro, a 493 metros de altura.
À esquerda, o Santuário. Disponível em  http://www.osmeustrilhos.pt/2013/03/25/miradouro-de-sao-salvador-do-mundo/
 
 

 


O escritor Valter Hugo Mãe e o ilustrador Rui Effe também responderam ao desafio " Pintar o Verde com Letras" que a Delegação Regional da Cultura propôs. Valter Hugo Mãe descreve de uma forma muito particular as práticas costumeiras e devocionais que aí se praticam num ato propiciatório ao casamento: acredita-se que uma jovem que vá em peregrinação ao santuário, se conseguir dar um nó na rama de uma giesta com a mão esquerda, sem parar, se este nó depois não se desatar, ela casará no espaço de um ano.

Ilustração de Rui Effe


"e o rapaz passa calado, diz-lhe com os braços onde está, ela sabe, e ele não diz mais nada, porque falam mudos pelo coração. está por todo o lado no chão, esse sol quente e molhado a entrar pela videira. a moça para brevemente para o lanche, são salvador do mundo, pertinho, pertinho, envia-lhe um recado. se ela sentir que está tudo de maneira, talvez o possa ver de mais cerca, muito cerca, quase tocado. e o sol quente e molhado dá-lhe a ela uma cor também, e de pão e de barriga calma ela vai ao pé das águas, espreita, vê-o por ali apaixonado. não lhe diz nada, ele já sabe, e ela sabe, é o tempo que parece andar muito parado."

HUGO MÃE, Valter ( 2007). São Salvador do Mundo, Vila Nova de Gaia: Direção Regional da Cultura do Norte - Gailivro [pp. 11-13]


 
Os Quatro Tesouros, um livro escrito a pensar nas crianças do IPO do Porto
 
 
Valer Hugo Mãe fala do livro da sua vida: Metamorfose, de F. Kafka



Para saber mais sobre o escritor e a sua obra:

 - ver entrevista com Valter Hugo Mãe na Revista Os meus livros.

 - ver documentário no Youtube Quem é que tu pensas que és? 
Inspirado na célebre série «Who do you think you are?», que leva o escritor Valter Hugo Mãe a descobrir informações sobre a sua própria família e sobre o lugar onde nasceu, Saurimo, em Angola, onde nunca voltara.
Produção de Valentim de Carvalho para a RTP1. Ano de 2013.

 



 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Montra de livros de / sobre Trás-os-Montes e Alto Douro











Caretos transmontanos




Blimunda #23





Abril 2014






"Numa data tão simbólica para Portugal, a Blimunda não poderia ficar alheia ao aniversário de 40 anos do 25 de Abril. Neste mês a revista dedica boa parte dos seus conteúdo à celebração da Revolução dos Cravos. Do acervo de Vasco Gonçalves, em depósito na Fundação José Saramago, recuperam-se 15 cartazes do 25 de Abril, acompanhados por frases de 15 convidados, de diferentes países, sobre o significado desse momento histórico. Sara Figueiredo Costa escreve sobre Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes, um precioso registo da manhã em que a democracia renasceu. Há ainda espaço para A Hora da Revolução: vinte anos depois, um texto escrito por Eduardo Lourenço em 1994, inédito em português, e para O sabor da palavra Liberdade, discurso proferido por José Saramago em 1990.

Na secção Infantil e Juvenil, o 25 de Abril está em destaque com um mosaico de obras revolucionárias publicadas antes de 1974. Andreia Brites conversa com as três editoras independentes que este ano marcaram presença na Feira do Livro Infantil de Bolonha com espaço próprio.

A abrir este número, num dos poucos textos sem referência ao 25 de Abril, Sara Figueiredo Costa publica as suas impressões sobre a terceira edição do festival literário Rota das Letras, em Macau."



Dia Mundial do Livro













Considerando que:

- o LIVRO é, historicamente, o instrumento mais potente de difusão dos conhecimentos,

 - todas as iniciativas para promover a difusão do LIVRO são um fator de enriquecimento cultural,

  - uma das formas mais eficazes de promoção do LIVRO é organizar todos os anos "O dia do livro",
 

a Conferência Geral da UNESCO, reunida em Paris, proclamou, em 15 de novembro de 1995, o dia 23 de abril "Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor". 
A escolha do dia 23 de abril não foi arbitrária... 



23 de Abril: dia de São Jorge, do Livro e da Rosa


S. Jorge e o Dragão, de Gustave Moreau
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Stgeorge-dragon.jpg


No dia de S. Jorge

http://www.portalangels.com/mensagens_e_poesias/mensagens-diversas/flores-virtuais/rosa-vermelha.html



uma rosa e

http://www.dannybia.com/danny/msg/l/livro_de_ouro.htm


um livro




São Jorge: a história e a lenda


Esta tradição, que combina o facto religioso, a rosa como símbolo do amor e o livro como símbolo da cultura, transformou o dia 23 de Abril na data mais comemorada, por todos os catalães.

Apesar da grande devoção que São Jorge despertou na Europa durante a Idade Média, pouco se sabe sobre a figura histórica: militar romano, cristão, foi martirizado por volta do ano 303 por não abdicar das suas crenças religiosas.

Etimologicamente, o seu nome, Georgius, quer dizer camponês. Esta é talvez a razão por que a comemoração litúrgica foi fixada em 23 de Abril, em plena Primavera, portanto, e as tradições populares fizeram dele o protetor das colheitas.


A ligação com a Primavera e o seu patrocínio dos namorados também o relacionam diretamente com a Feira das Rosas que, desde o século XV, se celebra na praça de Sant Jaume, onde está localizada a atual sede do Governo da Catalunha (Generalitat de Catalunya).

Em contraste com o pouco que se sabe sobre a história de São Jorge, a sua lenda está ampla e fortemente enraizada.

Uma tradição muito divulgada na Idade Média explicava que o martírio de São Jorge durou sete anos, diante de um tribunal formado por sete reis. Esta tradição, que lhe atribui uma grande tenacidade por não abdicar de sua fé durante sete anos de tortura, foi condenada até por Roma mas justifica que o jovem cavaleiro fosse invocado como patrono pelos cavaleiros e pelo Império Bizantino.

Naquela época, a sua ajuda era invocada para combater os infiéis. Foi escolhido como patrono pela Geórgia, pela Sérvia, pela Inglaterra, pela Grécia, por Aragão, pelos Países Catalães e por Portugal.

Surgiram também lendas e tradições sobre a sua ajuda aos exércitos cristãos. A lenda mais popular, escrita por Jaume de Vorágine na Llegenda Áurea, é a que explica a vitória de São Jorge sobre o dragão:

Num país não determinado, chamado Silene, um dragão aterrorizava os habitantes. Para o acalmar, ofereciam-lhe periodicamente um cordeiro e uma donzela escolhida por sorteio.

Mas um dia a sorteada foi a filha do rei; São Jorge venceu o dragão e libertou a donzela. Então o rei e todo o povo converteram-se à fé de Cristo.

Desde o século XIII, a imagem de São Jorge sobre um cavalo branco, libertando a donzela e vencendo o dragão, é a mais difundida de todas as lendas populares.

É muito difícil definir a data exata que marcou o início da tradição popular de oferecer rosas no dia de São Jorge. Deve ser muito antiga, já que, desde o século XV, há notícias da celebração da Feira das Rosas no dia de São Jorge.

Esta mesma antiguidade traz a tentação de buscar uma relação entre uma tradição popular e o simbolismo do amor cortês que a rosa representa.

Independentemente das possíveis teorias que possam justificar a tradição, o mais importante é que se tenha mantido viva e seja um símbolo indiscutível da Catalunha.

Em 1926, Espanha instaurou o dia 23 de Abril como Dia do Livro pois esta data coincide com a morte de Cervantes, imitando a Inglaterra que já o celebrava no mesmo dia porque também coincide com a morte de Shakespeare.



William Shakespeare (1564-1616)

Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616)
A celebração enraizou-se rapidamente em Barcelona e estendeu-se à Catalunha, mas o propósito oficial diluiu-se ao coincidir com o dia do Santo Padroeiro.
Enquanto em outros lugares se mantinha de maneira muito escassa ou desaparecia, na Catalunha tornou-se um dos dias populares mais celebrados e ao mesmo tempo ajudou muito a potenciar a difusão e a venda do livro catalão.
Assim, na Catalunha, 23 de Abril é o dia de São Jorge, da rosa e do livro: o dia do Santo Padroeiro, do amor e da cultura.

                                                                                      
http://www.catalonia.com.br/catala/catalunha_cultura5.asp (adaptado)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro


23 de abril











"Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem ou mal escritos."
                                                                                                             Oscar Wilde




A um livro

No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
Sombra roubada ao livro que ando a ler,
A esse livro de mágoas que me deste.

Estranho livro aquele que escreveste,
Artista da saudade e do sofrer!
Estranho livro aquele em que puseste
Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!

Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma!
O livro que me deste é meu, e salma
As orações que choro e rio e canto! ...

Poeta igual a mim, ai que me dera
Dizer o que tu dizes! ... Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto! ...


        Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"






As diferentes leituras unem as pessoas, tornando-as felizes.


Ler é cumplicidade. 

Os livros dão cor à vida

Um livro pode provocar mil sorrisos.


“Os meus filhos terão computadores, mas antes terão livros.” 
   Bill Gates








Marcia Toscan expõe na Camilo


de 22 de abril a 5 de maio

 


Feira do livro - Convite a toda a Comunidade Escolar