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sábado, 14 de setembro de 2019

As 10 oportunidades das bibliotecas



Um profundo compromisso com o valor e o papel duradouro das bibliotecas.









  1. Devemos ser campeões da liberdade intelectual.
  2. Precisamos de atualizar os nossos papéis tradicionais na era digital.
  3. Precisamos de entender melhor as necessidades da comunidade e criar serviços de impacto.
  4. Devemos acompanhar as mudanças tecnológicas em curso.
  5. Precisamos de mais e melhores defensores em todos os níveis.
  6. Devemos garantir que as partes interessadas compreendam o nosso valor e impacto.
  7. Precisamos de desenvolver o espírito de colaboração.
  8. Temos que desafiar as estruturas e comportamentos atuais.
  9. Precisamos de maximizar o acesso ao património documental mundial.
  10. Devemos oferecer aos jovens oportunidades efetivas para aprender, desenvolver e liderar.



As conclusões do Relatório de Visão Global da IFLA são uma fonte de inspiração para a nova estratégia da IFLA, cuja principal missão é inspirar, participar, habilitar e conectar o setor global de bibliotecas, estratégia que permite a criação de um setor de bibliotecas forte e unido que contribua para o desenvolvimento de sociedades alfabetizadas, informadas e participativas.


* IFLA - International Federation of Library Associations and Institutions



sábado, 12 de janeiro de 2019

ODS's: Agenda IFLA 2019



Objetivos selecionados pela IFLA - International Federation of Library Associations and Institutions para este ano de 2019: 
- ODS4: Educação de qualidade;
- ODS8: Trabalho digno e crescimento económico;
- ODS10: Reduzir as desigualdades;
- ODS16: Paz, justiça e instituições eficazes



   



Acesso à informação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável | Cartões postais



Cartões postais com mensagens-chave sobre o que significa Desenvolvimento e Acesso à informação (DA21), promovendo a realização de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS's) selecionados:



ODS2
DA21 significa...
Saber o que produzir num ambiente em mudança e ao melhor preço 



ODS3
DA2I significa...
Ser capaz de manter minha família alimentada, em forma e saudável.



ODS5
DA2I significa...
Ter as mesmas oportunidades para aprender, ganhar e tomar o meu lugar na sociedade.



ODS9
DA2I significa...
Colaboração mais forte e mais rápida com colegas de todo o mundo para promover a inovação.



ODS16a
DA2I significa...
Encontrar conteúdo relevante para mim, com as habilidades e o suporte de que preciso para usá-lo



ODS16b
DA2I significa...
Mais do que apenas computadores e cabos, é sobre as habilidades e a confiança para obter o melhor da Internet 



Desenvolvimento e acesso à informação | Agenda 2030



Relatório 2017


Desenvolvimento e Acesso à Informação (DA2I) é o primeiro de uma série de relatórios que monitorizam o progresso que os países estão a fazer para cumprir o seu compromisso de promover acesso significativo à informação como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS's) das Nações Unidas.

Para além de atualizar o progresso de uma série de indicadores de acesso à informação, cada relatório da DA2I terá como foco os ODS selecionados para análise no HLPF no ano de publicação. Isso inclui capítulos temáticos sobre como o acesso à informação promove a realização de cada um dos ODS selecionados.

Os capítulos temáticos do DA2I 2017 concentram-se nos seguintes objetivos: Fome Zero (ODS2), Boa Saúde e Bem-Estar (ODS3), Igualdade de Género (ODS5) e Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS9).






No relatório de 2017, onde se sublinha a contribuição inestimável do acesso à informação, particularmente através das bibliotecas, na promoção de sociedades social e economicamente mais inclusivas, o acesso à informação é definido como o direito e a capacidade de usar, criar e compartilhar informações de maneira significativa por cada indivíduo, comunidade ou organização. 

A capacidade de acesso à informação para contribuir para o desenvolvimento sustentável é influenciada por uma combinação de fatores estruturais (por exemplo, políticas e infraestrutura física) e fatores humanos / sociais (por exemplo, uso, características da população e habilidades). Portanto, é proposta 

  1. Infra-estrutura de acesso à informação e comunicação: a conetividade (e recursos materiais) que estabelece a conexão física à informação.
  2. Contexto social de uso: a variedade de fatores locais e culturais que moldam o modo como os usuários se envolverão com a informação.
  3. Capacidades: o corpo de conhecimento funcional, habilidades e recursos que uma população desenvolve ao longo do tempo que molda o modo como a informação é usada ou não usada.
  4. Cenário jurídico e político: as políticas e estruturas regulatórias que promovem ou dificultam a conetividade, acessibilidade, inclusão e direitos. (Por exemplo, gerenciamento de espetro, fundos de acesso universal, direitos autorais, liberdade de expressão, privacidade e segurança).




Relatório 2017




Em todo o mundo, todos os dias, as bibliotecas estão a dar  às pessoas o acesso à informação de que precisam para viver, aprender, criar e inovar. Das maiores instituições das maiores cidades do mundo, às bibliotecas móveis que operamnas estradas secundárias rurais, elas sabem que esse acesso capacita indivíduos, comunidades, nações e organizações para tomar melhores decisões e viver uma vida melhor. Este é o argumento de que nós e muitos outros colegas, trazidos para as Nações Unidas como Estados Membros debateram a Agenda Pós-2015. A implicação, para nós, foi clara. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, como ficaram conhecidos, tinham que incluir o acesso à informação. Somos gratos pelos seus esforços.Temos o prazer de afirmar que os Estados Membros da ONU partilharam este entendimento, e incluiram o acesso à informação como um objetivo específico, bem como metas importantes em torno do acesso à Internet, proteção do património e literacia universal.

A prioridade agora é a implementação. Manter o impulso para um  maior e mais significativo acesso à informação exigirá tempo e recursos. Governos, empresas, sociedade civil, comunidade técnica e pesquisadores todos têm a responsabilidade de agir. Estamos orgulhosos que a IFLA esteja a levar o seu papel a sério. Assinou acordos com representantes de mais de 70 países para promover os ODS e garantir que os Planos Nacionais de Desenvolvimento incluem o acesso à informações e basear-se na contribuição que as bibliotecas pode trazer. 

Para ajudar outros atores relevantes a projetar e implementar as leis e os programas corretos, bem como para entender o seu impacto, são necessários de base, indicadore s e exemplos de boas práticas. Em resumo, boas políticas de acesso à informação exigem boa informação. 


Este relatório faz exatamente isso, cumprindo um compromisso assumido na Declaração de Lyon sobre o Acesso à Informação de 2014. O resultado de uma estreita parceria com o Technology & Social Change Group da University of Washington Information School sublinha a contribuição que o acesso à informação e o papel das bibliotecas como distribuidoras-chave da mesma  podem dar ao desenvolvimento.

Enquanto a capacidade das nossas instituições para melhorar as vidas das nossas comunidades é o que motiva a IFLA e os seus membros a fazer o seu trabalho, a pesquisa apresentada aqui oferece uma visão estimulante sobre o quão abrangente e quão significativa é essa contribuição, o que constitui uma mensagem clara e acessível para todos. Não pode haver nenhuma desculpa para deixar de fora o acesso à informação quando se desenham as políticas para o desenvolvimento sustentável. A IFLA e os seus membros estão prontos para trabalhar com governos, organizações internacionais e financiadores para que o acesso à informação seja uma realidade." ("Foreword")


Fonte: 
Garrido, M. & Wyber, S. Eds. (2017) Development and Access to Information. International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) and the Technology and Social Change Group, University of Washington : The Hague

O Resumo Executivo do Relatório pode ser acedido AQUI. 




Projeto DA21





A Declaração de Lyon sobre Acesso à Informação e Desenvolvimento insta instituições e associações globais a “ garantir que todos tenham acesso e sejam capazes de entender, usar e partilhar as informações necessárias para promover o desenvolvimento sustentável e sociedades democráticas."




Desenvolvimento e Acesso à Informação : 
O que é o Projeto DA21

Tomando como pressuposto que o acesso à informação e às bibliotecas contribui para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS's), a International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) e o Technology & Social Change Group (TASCHA) da  University of Washington Information School lançaram o Projeto DA21 / Desenvolvimento e Acesso à Informação, com os seguintes objetivos:

  • Demonstrar como o acesso à informação contribui para o desenvolvimento e está incorporado na Agenda 2030 da ONU;
  • Demonstrar as contribuições das bibliotecas para fornecer acesso equitativo à informação no contexto da Agenda 2030 da ONU;
  • Aumentar a visibilidade das bibliotecas dentro do contexto das agendas de desenvolvimento, particularmente a Agenda 2030 da ONU;
  • Servir como uma ferramenta para envolver ativistas, organizações e bibliotecas de acesso à informação a nível nacional para gerar conversas em torno das contribuições das bibliotecas para o desenvolvimento.



domingo, 12 de agosto de 2018

Dia Internacional da Juventude


12 de agosto

#IFLA 
#SafeSpaces4Youth



Bibliotecas, espaços seguros para os jovens

As bibliotecas oferecem a todos um espaço seguro para aprender, crescer e exercer os seus direitos.




terça-feira, 10 de abril de 2018

Literacia Informacional e Mediática = TIC?






Para sobreviver e evoluir, para tomar decisões e resolver problemas, em cada faceta da vida pessoal, social, educacional, e profissional, os indivíduos, as comunidades e as nações precisam de informação, acerca de si próprios e do seu ambiente físico e social. Esta informação está disponível por via de três processos: observação e experimentação, conversação (com outras pessoas) e consulta (a instituições de preservação do património). A competência para fazer isto de forma eficaz e eficiente é chamada Literacia Informacional e Mediática.

A Literacia Informacional e Mediática engloba o conhecimento, as atitudes, e o conjunto das capacidades necessárias para saber quando é necessária informação e qual é a informação necessária; onde e como obter essa informação; como avaliá-la criticamente e, uma vez encontrada, como a organizar; e como usar essa informação de forma ética. O conceito vai para além das tecnologias da informação e comunicação, abarcando a aprendizagem, o pensamento crítico e as capacidades interpretativas que cobrem e superam as fronteiras educativas e profissionais. A Literacia Informacional e Mediática inclui todos os tipos de recursos de informação: orais, impressos e digitais. A Literacia Informacional e Mediática é um novo campo emergente dos direitos humanos num mundo cada vez mais digital, interdependente e global, e promove uma maior inclusão social. Ela pode estabelecer a ponte entre a informação rica e a informação pobre. A Literacia Informacional e Mediática fortalece os indivíduos e fornece-lhes o conhecimento das funções dos sistemas de informação e dos média e das condições em que estas funções são desempenhadas. A Literacia Informacional e Mediática está intimamente ligada com a aprendizagem ao longo da vida. A aprendizagem ao longo da vida permite aos indivíduos, às comunidades e às nações atingir as suas metas e tomar partido das oportunidades emergentes no ambiente global envolvente para o benefício partilhado de todos os indivíduos e não apenas de uns poucos. Ela permite-lhes conhecer os seus desafios tecnológicos, económicos e sociais e os das suas instituições e organizações, para compensar as desvantagens, e para promover o bem estar de cada indivíduo. Sob o chapéu do desenvolvimento da sociedade da informação / conhecimento a todos os níveis - local, regional, nacional e internacional, nós instigamos os governos e as organizações intergovernamentais bem como as instituições e as organizações privadas a prosseguir as políticas e os programas que advogam a promoção da Literacia Informacional e Mediática e a Aprendizagem ao Longo da Vida para todos. Ao fazer isso, elas irão fornecer a base vital para atingir as metas da Declaração do Milénio das Nações Unidas e da Cimeira Mundial da Sociedade da Informação.
Em particular, a IFLA recomenda que os governos e as organizações façam o seguinte: 
• Encomendem investigação sobre o estado da Literacia Informacional e Mediática e produzam relatórios, usando os indicadores da Literacia Informacional e Mediática como uma base para que os especialistas, os educadores, e os profissionais fiquem aptos a desenhar iniciativas eficazes; 
• Apoiar o desenvolvimento profissional nas áreas da educação, bibliotecas, informação, arquivo, e saúde e serviços pessoais nos princípios e práticas da Literacia Informacional e Mediática e da Aprendizagem ao Longo da Vida;
• Integrar a educação em Literacia Informacional e Mediática em todos os currículos de aprendizagem ao longo da vida; 
• Reconhecer a Literacia Informacional e Mediática e a Aprendizagem ao Longo da Vida como elementos chave para o desenvolvimento de capacidades genéricas que devem ser demonstradas para a acreditação de todos os programas de educação e formação; 
• Incluir a Literacia Informacional e Mediática no núcleo e naformação contínua de profissionais da informação, educadores, decisores económicos e políticos e administradores, bem como nas práticas dos consultores dos setores de negócios, da indústria e da agricultura; e 
• Implementar programas de Literacia Informacional e Mediática para aumentar as capacidades de empregabilidade e empresariais das mulheres e de grupos desfavorecidos, incluindo migrantes, subempregados e desempregados; 
• Apoiar encontros temáticos que irão facilitar a aquisição de estratégias em Literacia Informacional e Mediática e de Aprendizagem ao Longo da Vida no seio de regiões, setores e grupos populacionais específicos. 


Aprovado pelo Conselho de Administração da IFLA, na sua realização que teve lugar na cidade de Haia na Holanda, no dia 7 de Dezembro de 2011. 

A 37ª Assembleia Geral da UNESCO convidou os Estados Membros a apoiar as Recomendações e a tê-las em consideração durante o planeamento de futuras estratégias, políticas e iniciativas.

Recomendações da IFLA sobre a Literacia Informacional e Mediática Versão Final