Documentário "Grandes Livros", da RTP
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Obra Aberta, de Umberto Eco
[...] quando Obra Aberta saiu, vi‑me envolvido num trabalho de ataque e de defesa que se arrastou por alguns anos. De um lado os amigos do Verri, o núcleo do futuro «Grupo 63», que se reconheceu em muitas das minhas posições teóricas, do outro lado os outros. Nunca vi tanta gente assim tão ofendida. Parecia que tinha insultado as suas mãezinhas. Diziam que não era assim que se falava de arte. Cobriram‑me de insultos. Foram anos de grande diversão."
Eco, Umberto, "Da parte do autor", Obra Aberta. Lisboa:Relógio D'Água, 2016, p.10.
"Nesta obra, Eco aborda a música serial, Joyce, a literatura experimental, a pintura informal, as estruturas temporais dos diretos televisivos, o novo romance, o cinema de Antonioni a Godard e a aplicação da teoria da informação à estética. A partir de uma série de pontos de vista diversos, elabora uma nova visão da arte contemporânea e dos modelos cognitivos que ela propõe, oferecendo uma espécie de metáfora epistemológica, que de modo autónomo apresenta uma definição do mundo próxima das novas metodologias científicas.
Surgida no início dos anos 60, a obra alimentou sucessivas polémicas ao propor uma abordagem estética não tradicional. Obra Aberta, entretanto prolongada em Os Limites da Interpretação, permanece ainda hoje uma referência para as discussões sobre a linguística, a interpretação literária e o papel das vanguardas artísticas."
Relógio D'Água
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
O verbo perguntar
"Mesmo se vivemos rodeados de perguntas, as mais preciosas são, porventura, aquelas que em silêncio nos acompanham desde o princípio, aquelas que se confundem com o que somos."
José Tolentino Mendonça, "Que coisa são as nuvens - O verbo perguntar". E-Expresso Revista, 6 de agosto de 2016, p. 88.
domingo, 14 de agosto de 2016
Camilo aLer+ | Parte 8
Publicamos hoje a última parte do vídeo Camilo aLer+ 2016
Continuação de boas férias e de excelentes leituras!
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016
In memoriam - Torga
Adolfo Correia da Rocha / Miguel Torga
(12 de agosto de 1907 | 17 de janeiro de 1995)
Terra Maninha
Se é um poema fraterno que pedis,
Arrancai-o de mim, escavando-lhe a raiz,
E plantai-o no vosso coração.
Nunca pegou nenhum? Tão infeliz
Era o terreno da plantação!
TORGA, Miguel, "Cântico do Homem". In: Miguel Torga - Obra completa. Antologia Poética. Lisboa: Círculo de Leitores, 2001, p. 125.
O cartoon, de Miguel Salazar, inspirado no apego do poeta à terra onde nasceu (Trás-os-Montes), participou no XI Salão Luso-Galaico de Caricatura de Vila Real - Torga ou a Poética da Vida (2007).
Diário da Grande Guerra
Testemunhos de portugueses
Já está disponível o mês de agosto de 1916
Consulte a cronologia dos acontecimentos do mês de agosto de 1916 e as notícias de imprensa AQUI.
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Dia Internacional da Juventude
12 de agosto
Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO
Os jovens não são apenas o nosso futuro – eles são o nosso presente. O nosso planeta nunca foi tão jovem, com 1,8 bilhão de jovens de ambos os sexos. Eles formam a geração mais conectada, mais sincera e mais aberta a outras opiniões que o mundo já viu. Eles são poderosos agentes de mudanças positivas, essenciais para o avanço da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Não é suficiente termos esperança por um futuro melhor – nós devemos agir agora. As mudanças estão em andamento, e milhões de cidadãos já estão a transformar as formas como nós produzimos, consumimos, nos comportamos e nos comunicamos. Jovens como Lauren Singer, a nossa defensora do consumo sustentável#YouthofUNESCO, mostram-nos o caminho para um estilo de vida sem desperdício, depositando todo o seu lixo produzido ao longo dos últimos quatro anos numa pequena jarra! Essa é uma inspiração para a comemoração deste ano – A Estrada para 2030: Erradicar a Pobreza e Alcançar a Produção e o Consumo Sustentáveis.
Existem inúmeras iniciativas como essa, e todas dão forma a um novo humanismo, a novos meios de solidariedade e cidadania para combater a pobreza, a marginalização e o desespero.
O facto de termos otimismo e confiança não significa que subestimamos os desafios futuros. Hoje, muitos jovens vivem em países menos desenvolvidos e carregam os pesados fardos dos conflitos e da pobreza. Não pode haver desenvolvimento sustentável se os jovens permanecerem à margem, e eu chamo todos os Estados-membros e parceiros da UNESCO a apoiar as suas iniciativas, a dar-lhes voz e a deixá-las crescer para, juntos, darmos forma à dignidade futura que estamos a construir hoje.
Photo credit: http://www.unesco.org/new/en/unesco/events/prizes-and-celebrations/celebrations/international-days/international-youth-day/
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