domingo, 15 de dezembro de 2024

Qual o segredo para formar leitores competentes?

 

 #RBE #rededebibliotecasescolarescasescolares #alermaisemelhor

 

 
 
 
Para formar leitores competentes, é fundamental trabalhar em três pilares - quantidade, qualidade e diversidade das leituras!  -, de forma sistemática (envolvendo todas as disciplinas/áreas disciplinares) e em articulação com a Biblioteca escolar.
 
Quantidade: Incentivar os alunos a lerem mais é o primeiro passo. A prática frequente melhora a fluência, alarga o vocabulário e torna a leitura uma ferramenta natural para aprender. Promover iniciativas frequentes de aproximação dos alunos aos livros é uma boa estratégia! Mais é mais! 
 
Qualidade: Garantir que o acervo da biblioteca inclui bons textos é imprescindível. Impulsionar o contacto com obras bem escritas e desafiantes ajuda os alunos a desenvolverem o pensamento crítico e a compreenderem textos mais complexos. Desafio é mais! 
 
Diversidade: Enriquecer o repertório cultural dos alunos é essencial: mais géneros, mais autores, mais culturas, mais pontos de vista! Favorecer a familiaridade com textos de géneros variados e de diferentes culturas e épocas desperta a curiosidade e promove uma visão mais ampla e inclusiva do mundo. Variedade é mais! 
 
Ao trabalharem estes três pilares, as bibliotecas tornam-se espaços de formação de leitores críticos e cidadãos conscientes e livres
 
Para a concretização do programa aLer mais e melhor, é fundamental que as intervenções pedagógicas a implementar sejam sistemáticas!

Fonte: Blogue da Rede de Bibliotecas Escolares

sábado, 14 de dezembro de 2024

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Maratona - Direitos Humanos em ação com o 11º G

 

 

#direitoshumanos #ODS2030 #amnistiainternacionalportugal

 






No passado dia 12 de dezembro, os alunos do 11º G tiveram aula de MACS na Biblioteca. Objetivo: escrever mensagens de solidariedade, no âmbito da Maratona de Cartas, a serem enviadas à Amnistia Internacional.

 

Educação e Inteligência Artificial

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Esta obra constituiu-se a partir de um processo colaborativo entre professores, estudantes e pesquisadores que se destacaram e qualificaram as discussões neste espaço formativo. Resulta, também, de movimentos interinstitucionais e de ações de incentivo à pesquisa que congregam pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento e de diferentes Instituições de Educação Superior públicas e privadas de abrangência nacional e internacional. Tem como objetivo integrar ações interinstitucionais nacionais e internacionais com redes de pesquisa que tenham a finalidade de fomentar a formação continuada dos profissionais da educação, por meio da produção e socialização de conhecimentos das diversas áreas do Saberes.
 
Educação e inteligência artificial: desafios e diálogos na contemporaneidade / Organização de Walmir Fernandes Pereira. – Guarujá-SP: Científica Digital, 2024. 

Maratona de Cartas - 1º A - TAS

 

 #direitoshumanos #ods2030  #amnistiainternacional

 

 



 

No passado dia 12 de dezembro, os alunos do 1ºA-TAS estiveram na Biblioteca a participar na Maratona, tendo escrito sentidas mensagens de solidariedade.

 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Navegações Portuguesas

 

#camões500anos




 

Ficha técnica

Os artigos da base de dados “Navegações Portuguesas” foram redigidos entre 2002 e 2005 por um grupo de antigos alunos da cadeira de História da Marinha Portuguesa, na licenciatura em História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


Camões 500

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Exposição | Fragmentos da figura humana - Diálogos com...

 

 





A representação do olho humano no desenho vai além da simples anatomia, refletindo a complexidade da visão, perceção e emoção.

O olho, muitas vezes é visto como a "janela da alma", simboliza tanto a capacidade de ver quanto de sentir e compreender o mundo. Ao desenhar um olho, o artista procura capturar a singularidade e a história de cada indivíduo, transmitindo uma ampla gama de emoções.

José Saramago, na sua obra "Ensaio sobre a cegueira", oferece uma reflexão sobre o olhar, enfatizando que ele é mais do que um ato físico; é uma forma de reconhecimento e conexão com o outro. A perda da visão provoca uma reflexão sobre a verdadeira perceção, sugerindo que o olhar vai além da visão física e se torna uma metáfora para compreensão e empatia.

Assim, o olho no desenho torna-se uma ponte entre o artista e o espectador, possibilitando um diálogo emocional que revela a profundidade da experiência humana. Tanto na arte quanto na literatura, o olhar é uma ferramenta poderosa na exploração da condição humana.
Profa Alcina Gonçalves, coordenadora do projeto






A representação do olho humano e o diálogo com José Saramago

Os trabalhos dos alunos do 12º F e G, atualmente em exposição na Biblioteca da Escola, transcendem o mero exercício técnico da disciplina de Desenho. Ao abordarem a representação do olho humano, eles abrem um diálogo sensível e profundo com a obra Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, em particular com a provocação contida na frase: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

O olho humano, como elemento central das composições, não é apenas uma forma anatómica. Ele é um símbolo da perceção, da consciência e, acima de tudo, da capacidade humana de ver além do visível. Nesta exposição, os alunos mostram-se não apenas como aprendizes de arte, mas como pensadores críticos, ao explorarem a tensão entre o que é visto e o que é percebido. A frase de Saramago desafia-nos a olhar para além da superfície e reparar no essencial — um convite que cada obra parece ecoar.


Aspetos técnicos e simbólicos 



Sob o ponto de vista técnico, os trabalhos impressionam pela diversidade de abordagens. Alguns desenhos destacam-se pela precisão dos detalhes, como a reprodução minuciosa das texturas e reflexos do íris, das pálpebras e dos cílios, sugerindo um estudo atento da forma. Outros optam por interpretações mais livres e abstratas, onde o olho se torna um elemento metafórico.

Os elementos composicionais usados pelos alunos — como o jogo de luz e sombra, o uso do contraste e a escolha das cores (ou sua ausência, em alguns casos) — acrescentam profundidade emocional às obras. Um olho desenhado em tons sombrios pode sugerir a cegueira emocional ou o vazio, enquanto outro, vibrante e detalhado, pode simbolizar a nitidez de uma consciência desperta. 

Diálogo com a literatura

A relação entre os desenhos e Ensaio sobre a Cegueira é instigante. O romance de Saramago trata da perda da visão não apenas no sentido literal, mas também como uma metáfora para a alienação e a falta de empatia que permeiam a sociedade contemporânea. Da mesma forma, os trabalhos expostos parecem indagar: que tipo de cegueira nos afeta hoje? Que verdades deixamos de reparar mesmo quando olhamos para elas?

Reflexão final

Esta exposição vai além do âmbito escolar e apresenta-se como um convite à reflexão sobre o nosso próprio olhar. Estamos a ver o mundo ou apenas a olhar para ele? Estamos a reparar no que realmente importa? Ao explorarem o potencial do desenho como ferramenta de expressão e questionamento, os alunos colocam-se como criadores de uma arte que é tanto visual quanto concetual.

Que cada visitante desta exposição se permita reparar, tal como os alunos o fizeram ao criar, no poder que há em cada olhar representado, pois, como nos lembra Saramago, o ato de reparar é, em última instância, uma forma de resistir à cegueira coletiva.