segunda-feira, 6 de agosto de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Entrevista | José Tolentino Mendonça
"Trabalhar numa biblioteca é projetar o futuro"
D. José Tolentino Mendonça entrevistado por Paulo Rocha
70X7
Agência Ecclesia
José Tolentino Mendonça, ordenado Bispo no passado dia 28 de julho, no Mosteiro dos Jerónimos, foi vice-reitor da Universidade Católica e diretor da Faculdade de Teologia. Indigitado como arquivista e bibliotecário do Vaticano, vai agora tutelar a mais antiga biblioteca do mundo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Aniki
Já está disponível online o volume 5, nº2, da Aniki - Revista Portuguesa da Imagem em Movimento.
Esta revista é publicada pela AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento com o apoio do IHC - Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL) | Os textos aqui publicados têm uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional | Design: Bloco D | ISSN 2183-1750
Na última página de uma antologia nova
Tantos bons poetas!
Tantos bons poemas!
São realmente bons e bons,
Com tanta concorrência não fica ninguém,
Ou ficam ao acaso, numa lotaria da posteridade,
Obtendo lugares por capricho do Empresário.
Tantos bons poetas!
Para que escrevo eu versos?
Quando os escrevo parecem-me
O que a minha emoção, com que os escrevi, me parece —
A única coisa grande no mundo...
Enche o universo de frio o pavor de mim.
Depois, escritos, visíveis, legíveis...
Ora... E nesta antologia de poetas menores?
Tantos bons poetas!
O que é o génio, afinal, ou como é que se distingue
O génio, e os bons poemas dos bons poetas?
Sei lá se realmente se distingue...
O melhor é dormir...
Fecho a antologia mais cansado do que do mundo —
Sou vulgar?...
Há tantos bons poetas!
Santo Deus!...
1-5-1928
Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993.
- 83.Basta-me um pequeno gesto
Timidez
Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve…
- mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes…
- palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando…
e um dia me acabarei.
Cecília Meireles (1901-1964)
Subscrever:
Mensagens (Atom)




