quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Porque é que os alunos devem escrever em todas as disciplinas


 




A escrita melhora a aprendizagem, consolidando a informação na memória de longo prazo, explicam os investigadores. Além disso, eis cinco atividades de escrita interessantes para desenvolver em todas as disciplinas.

Para Kyle Pahigian, professora de matemática do 10.º ano numa escola em Massachusetts, uma aula sobre triângulos congruentes não começa com calculadoras e transferidores. Em vez disso, a professora distribui um mapa do tesouro aos alunos e pede-lhes para escreverem direções detalhadas para chegarem ao tesouro enterrado, usando pontos de referência como um guia.

«Não digo diretamente aos alunos “Hoje vamos estudar teoremas sobre triângulos congruentes”», disse Pahigian. «Em vez disso, pretendo que eles sintam que estão a experimentar e a fazer alguma coisa que sabem fazer bem.» Muitas vezes, os alunos sentem-se intimidados com a matemática, pelo que transformar a atividade num exercício de escrita alivia a tensão associada à introdução de conceitos difíceis, disse ela.

Na aula de matemática da professora Pahigian, a escrita regular é utilizada como uma estratégia de aprendizagem que lhe permite perceber como os seus alunos pensam. «Gosto de fazer pequenos exercícios de escrita quando estamos a lidar com definições», disse Pahigian. Em vez de dizer aos alunos o que é um polígono, por exemplo, opta por lhes mostrar um conjunto de políginos e um de não polígonos, perguntando-lhes «O que notam? Que diferenças veem?» Os alunos passam alguns minutos a anotar as suas respostas e depois juntam-se em grupos para compararem soluções.

«É muito interessante e divertido ver o que eles escreveram, porque consigo perceber as dúvidas. Consigo perceber o processo», disse Pahigian.

Um estudo recente esclarece porque é que a escrita é uma atividade com tantos benefícios, não apenas em disciplinas que habitualmente associamos à escrita, como a língua materna ou história, mas em todas as áreas. O professor catedrático Steve Graham e os seus colegas, do Arizona State University's Teachers College, analisaram 56 estudos procurando perceber os benefícios da escrita em ciências, estudos sociais e matemática, e descobriram que a escrita «melhorava seriamente a aprendizagem» em todos os níveis de ensino. Além de os exercícios escritos servirem para o professor avaliar se os alunos compreenderam ou não as matérias, o processo da escrita também melhora a capacidade de os alunos recordarem informação, fazerem conexões entre diferentes conceitos e sintetizarem informação de outras formas. De facto, a escrita não é apenas uma ferramenta para avaliar a aprendizagem, ela também a promove.

 Blogue da Rede de Bibliotecas Escolares

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terça-feira, 2 de agosto de 2022

Revista de Ciência Elementar

 

 

Capa da Revista de Ciência Elementar 

V10/02 | Junho 2022 

 

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Editorial

"Muito se tem escrito sobre o “Antropocénico/Antropoceno”! Num ápice, este tema foi absorvido no vocabulário mediático, seja nas mais diversas publicações e/ou opiniões. As evidências estão aí, o papel do Homem sobeja na poluição criada, a biodiversidade transformada, a alteração do clima, a emissão desmesurada dos gases de efeito de estufa, com os impactos nos diversos subsistemas terrestres. Desde logo, na atmosfera. Depois, nos oceanos, com a sua crescente acidificação e, na biosfera, com todo o efeito de stress, que lhe é reconhecido. Os três subsistemas que mais rapidamente interagem entre si."

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📌A versão impressa da revista está disponível na Biblioteca para consulta. 


Manifesto IFLA/UNESCO para a Biblioteca Pública 2022

 


















Biblioteca Central de Seattle, Washington



O “Manifesto IFLA/UNESCO Biblioteca Pública 2022” proclama a crença da UNESCO na biblioteca pública como uma força viva para a educação, cultura e informação, e como um agente essencial para promover a paz e o bem-estar no mundo. A sua atualização, apresentada no 87º Congresso Mundial de Bibliotecas e Informação, reexamina o papel da biblioteca pública e expande as versões anteriores para refletir com mais detalhes as maneiras pelas quais as bibliotecas atendem as suas comunidades hoje.

A versão mais recente do manifesto, publicada em 1994, tem sido a pedra angular da defesa da IFLA para bibliotecas públicas, mas as mudanças na tecnologia e na sociedade precisavam de ser incluídas para garantir que o manifesto continuasse a refletir as realidades e missões das bibliotecas públicas hoje. É por isso que em 2020 a IFLA lançou uma consulta para que os funcionários da biblioteca participem da mudança. No ano seguinte, e após recolher mais de 600 respostas, a IFLA trabalhou com a UNESCO IFAP num novo texto que estaria alinhado com o trabalho da UNESCO para promover o acesso à informação e ao conhecimento para todos.

Ressalta-se que dentre as atualizações incluídas no manifesto, as bibliotecas públicas são apresentadas como agentes do desenvolvimento sustentável, enfatiza-se a inclusão, o acesso e a participação cultural de todas as comunidades, o papel da biblioteca pública reflete-se em ajudar todos os membros da sociedade a acessar, produzir, criar e compartilhar todos os tipos de conhecimento (incluindo acesso remoto e digital a informações e materiais) sem quaisquer barreiras, enfatizando o desenvolvimento da literacia mediática e informacional e habilidades digitais, e afirma-se que na era digital as bibliotecas públicas devem ter os mesmos direitos de acesso ao conteúdo digital e aos recursos físicos.

O "Manifesto IFLA/UNESCO para a Biblioteca Pública 2022" apresenta uma definição de biblioteca pública, fala sobre o seu financiamento, legislação e redes, destaca como ela deve funcionar e ser gerida e comenta a importância das associações na sua defesa, mas gostaria de destacar as principais missões da biblioteca pública. Missões-chave relacionadas com a informação, literacia, educação, inclusão, empenhamento cívico e cultura, que devem estar no centro dos serviços das bibliotecas públicas. Além disso, por meio dessas missões-chave, as bibliotecas públicas contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e para a construção de sociedades mais equitativas, humanas e sustentáveis.

Quais são as principais missões da biblioteca pública hoje?
  • Proporcionar o acesso a uma ampla gama de informações e ideias livres de censura, apoiando a educação formal e informal em todos os níveis, bem como a aprendizagem ao longo da vida que possibilite a busca contínua, voluntária e autodirigida de conhecimento para pessoas em todas as fases da vida. 
  • Proporcionar oportunidades para o desenvolvimento criativo pessoal e estimular a imaginação, criatividade, curiosidade e empatia .
  • Criar e fortalecer hábitos de leitura nas crianças desde o nascimento até à idade adulta.
  • Iniciar, apoiar e participar em atividades e programas de literacia para desenvolver habilidades de leitura e escrita e facilitar o desenvolvimento de habilidades de literacia mediática e informacional e literacia digital para todas as pessoas, em todas as idades, no espírito de equipar uma sociedade informada e democrática.
  • Atenda as suas comunidades pessoalmente e remotamente, usando tecnologias digitais que permite o acesso a informações, coleções e programas sempre que possível.
  • Garantir o acesso de todas as pessoas a todo o tipo de informação comunitária e oportunidades para a comunidade, em reconhecimento do papel da biblioteca no centro do tecido social.
  • Proporcionar às suas comunidades o acesso ao conhecimento científico, como resultados de pesquisas e informações de saúde que possam afetar a vida dos seus usuários, bem como possibilitar a participação no progresso científico .
  • Prestar serviços de informação adequados às empresas, associações e grupos de interesse locais.
  • Preservar e fornecer acesso a dados, conhecimentos e patrimónios locais e indígenas (incluindo a tradição oral), proporcionando um ambiente em que a comunidade local possa desempenhar um papel ativo na identificação de materiais que devem ser capturados, preservados e compartilhados, de acordo com os desejos da comunidade.
  • Promover o diálogo intercultural e promover a diversidade cultural.
  • Promover a preservação e o acesso significativo às expressões culturais e patrimoniais, a valorização das artes, o acesso aberto ao conhecimento científico, à pesquisa e às inovações, expressas nos media tradicinais, bem como no material digitalizado e nascido no âmbito digital.
Fonte: Julián Marquina

Fundo documental | JL

 



JL Jornal de Letras, Artes e Ideias - de 13 a 26 de julho de 2022

Sá de Miranda - Uma edição inexcedível - por Sérgio Guimarães de Sousa

Arte portuguesa em França - por Raquel Henriques da Silva

Portugal na festa do livro em S. Paulo


📌 Disponível na Biblioteca






segunda-feira, 1 de agosto de 2022

eLyra | Vozes do poema em prosa

 









eLyra 19, 06/2022










eLyra 19, 06/2022eLyra 19, 06/2022
eLyra 19, 06/2022
eLyra 19, 06/2022

Junho, N.º 19 (2022): Vozes do Poema em Prosa


Ao estabelecer uma contiguidade entre prosa e poesia, formas associadas maioritariamente, ainda, a diferentes modos do discurso literário (o narrativo e o lírico) entendidos como contrastantes, o poema em prosa — bem como a prosa poética — parece constituir um inultrapassável paradoxo conceptual, insistentemente redefinido pela crítica e pela teoria literárias como pseudo-género em estado de permanente reformulação e assente na hibridez, na anomalia ou na “exploração metonímica da incompletude” (Atherton e Hetherington 2016: 22). Em suma, a forma do poema em prosa parece invocar certa ideia de deformidade como característica fundadora e fundamental, sugerindo que se trata de um objecto constitutivamente ou potencialmente disruptivo, experimental e inconfor-me, que, como afirma Suzanne Bernard em Le Poème en prose de Baudelaire jusqu’à nos jours, obra que continua a ser a grande referência neste campo de estudos, oscila entre dois pólos, o da “anarquia destrutiva” e o da “organização artística” (1978: 444). Este número da eLyra procura interrogar e re-perspectivar o poema em prosa e as margens entre prosa e poesia, sem limites pré-determinados no que toca a épocas, línguas ou tradições literárias. A incidência dos olhares críticos sobre pontos de confluência e de atravessamento pretende dar espaço a estudos que reconsiderem o lugar-comum do choque formal produzido pelo poema em prosa à luz de novos entendimentos. Associado tanto ao narrador quanto ao sujeito lírico, ou dissociado de ambos, o poema em prosa e a prosa poética possibilitam interrogações específicas, pelo viés da sua estrutu-ração narrativa ou da sua dimensão lírica, em relação a quem ou ao que fala (Kjerkegaard 2014: 188). É por esta razão que ao explorar também o “momento elástico” que configura a temporalidade do poema em prosa (Munden 2017), ou seja, a sua inscrição de histórias e a sua inscrição na História, este género tem sido um lugar privilegiado na manifestação de subjectividades alternativas e periféricas (feministas, queer, pós-coloniais, entre outras), e, ainda, subjectividades não-humanas (o objecto, a coisa, o animal). 


Jornalistas em Rede - Entrevistas

 





















Leia aqui as entrevistas produzidas pelos alunos do 11º F, no âmbito do Concurso Jornalistas em Rede, promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares, em parceria com o Público na Escola.



Férias combinam com leitura!

 





Um livro dá-nos felicidade. Cartoon de Arcadio Esquivel



A Biblioteca da Camilo deseja a toda a comunidade escolar umas merecidas férias e felizes Encontros de leituras!