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Fiquei órfão cedo demais: primeiro perdi minha mãe, depois meu pai, Manuel Correia Botelho, natural de Vila Real. Foi essa dupla ausência que me trouxe, ainda menino, para estas terras transmontanas, onde a família paterna me acolheu e onde encontrei, entre montes severos e afetos discretos, um lugar que se tornou meu por necessidade, destino e formação.
Vim viver com a minha tia, D. Rita Emília, no solar da família Castelo Branco — a conhecida Casa dos Brocas. Mais tarde, vivi em Vilarinho de Samardã, junto da minha irmã, onde iniciei estudos sob a orientação do padre António Azevedo. Foi um período de disciplina, leitura e descoberta, que moldou a minha vocação literária.
Recordo-me de percorrer as ruas estreitas da cidade, de escutar o Corgo como quem escuta confidências, de observar as gentes firmes e reservadas que tanto inspiraram a minha pena. Cada rosto, cada gesto, cada sombra destas serras encontrou eco nos meus romances, mesmo quando disfarçados sob outros nomes e outras geografias.
Hoje, convido-vos a caminhar comigo por estes lugares que me viram crescer na dor, no afeto e na escrita.
Vim viver com a minha tia, D. Rita Emília, no solar da família Castelo Branco — a conhecida Casa dos Brocas. Mais tarde, vivi em Vilarinho de Samardã, junto da minha irmã, onde iniciei estudos sob a orientação do padre António Azevedo. Foi um período de disciplina, leitura e descoberta, que moldou a minha vocação literária.
Recordo-me de percorrer as ruas estreitas da cidade, de escutar o Corgo como quem escuta confidências, de observar as gentes firmes e reservadas que tanto inspiraram a minha pena. Cada rosto, cada gesto, cada sombra destas serras encontrou eco nos meus romances, mesmo quando disfarçados sob outros nomes e outras geografias.
Hoje, convido-vos a caminhar comigo por estes lugares que me viram crescer na dor, no afeto e na escrita.
Vila Real não foi apenas refúgio: foi raiz, escola, ferida e revelação.
(Texto produzido com recurso ao ChatGPT)

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