quarta-feira, 18 de março de 2026

segunda-feira, 16 de março de 2026

SL | Encontro com o cruciverbalista Paulo Freixinho

 

 #semanasdaleitura  #alermaisemelhor  #encontroscomautores #bibliotecaesccbvr






Duas sessões: 14:15 e 15:15 | Dia 17 de março

Público-alvo: 10ºB, 10ºE, 11ºE, 11ºF 

Atividade promovida pela Rede de Bibliotecas de Vila Real (RBVR), com o apoio do Município.




 

sexta-feira, 13 de março de 2026

Semanas da leitura 2026 | Programa

 

 

#semanasdaleitura  #alermaisemelhor  #bibliotecaesccbvr


Partilhamos o programa das Semanas da Leitura 2026 na Escola Secundária Camilo Castelo Branco.




Felizes Encontros de Leitura!

 

Semanas da Leitura 2026

 

 #semanasdaleitura  #alermaisemelhor  #bibliotecaccbvr

 

 

 



Celebrar a leitura, ampliar horizontes, fortalecer a comunidade

Na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, a leitura é uma presença constante. Integrados na Rede de Escolas Leitoras, através do projeto aLer mais e melhor, desenvolvemos ao longo de todo o ano um conjunto de dinâmicas que procuram aprofundar, na escola, uma cultura de leitura integral e aproximar os alunos dos livros, das histórias e das múltiplas formas de ler o mundo.

Mas este é um momento especial. As Semanas da Leitura, promovida pela Rede de Bibliotecas Escolares, e sob a forma de plural por opção da Rede Concelhia de Vila Real, convidam-nos a celebrar, com ainda maior intensidade, o poder transformador da leitura. Durante os meses de março e abril, a nossa escola junta-se a esta festa, abrindo portas a iniciativas que valorizam a leitura em diferentes suportes, linguagens e contextos.

Ler é descobrir, questionar, imaginar. É construir pensamento crítico, desenvolver competências essenciais, fortalecer a autonomia e a criatividade. É também criar laços: entre alunos, professores, famílias e toda a comunidade local. Por isso, estas Semanas da Leitura serão um tempo de partilha, encontro e participação ativa.

Ao longo destas semanas, a biblioteca escolar, em articulação com os diversos departamentos curriculares, irá dinamizar atividades que pretendem envolver todos: sessões de leitura, encontros com autores, desafios criativos, concursos, workshops, projetos colaborativos e momentos de fruição literária pensados para diferentes idades e interesses. Algumas iniciativas integram a programação comum da Rede de Bibliotecas de Vila Real, com o apoio do Município; outras nascem da identidade própria da nossa escola e da energia da nossa comunidade educativa.

Convidamos todos — alunos, famílias e parceiros — a juntar-se a nós nesta celebração. Porque ler amplia horizontes, fortalece a cidadania e aproxima as pessoas. E porque, quando a leitura ganha protagonismo, a escola torna-se um espaço ainda mais vivo, mais aberto e mais nosso.


terça-feira, 10 de março de 2026

“Camoinz Hépyco‑Lyrico”: teatro que faz a literatura ganhar vida


 
#camões500 #teatro #RBVR #bibliotecaccbvr #semanasdaleitura

 










Na ES Camilo Castelo Branco, as Semanas da Leitura abriram com o espetáculo “Camoinz Hépyco‑Lyrico”, de Simão Rubim e João Marta, que trouxe a poesia de Camões para o palco com humor, criatividade e enorme envolvimento.

De forma lúdica, os alunos revisitaram rimas, temas, conceitos e influências estéticas e assistiram à desconstrução de convenções e normas literárias. O espetáculo integrou ainda a leitura expressiva de textos camonianos, incluindo excertos de Os Lusíadas, revelando a força e atualidade da palavra poética.

Este momento artístico destacou o papel do teatro como ferramenta pedagógica, capaz de aproximar os estudantes da literatura, estimular a compreensão dos textos e transformar a aprendizagem num processo vivo e participativo.

Um espetáculo excelente e uma prova de que a arte continua a ser uma poderosa aliada da educação.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Chama o António




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Fazemos assim: vocês fingem que não se dão conta de que umas vezes a frase é sobre ele, outras, aposto que muitas, sou eu a falar com ele. Serão ideias dispersas. Por exemplo: ser-me-ia difícil responder com exactidão a uma interrogação quiçá legítima de um jornalista, diga-me aí umas cinco ou seis coisas que lhe ensinou António Lobo Antunes, uma vez que ele não ensinava, ele só escrevia, e era a gente, em querendo, que aprendia.

Soube agora, ao dizer umas palavras a uma rádio sobre a tua morte, que disseste numa ocasião com um sorriso que a esperança é a mais bela de todas as coisas. Disseste-o, contam-me, na Escritaria que te foi dedicada, e eu fiquei muito contente. Porque demasiadas vezes, injustas vezes, ignorantes vezes, te confundiam com um escritor cínico que navegava com prazer pelas maldades e agruras deste mundo.

Na verdade eu não soube da tua morte. Vou sabendo. Mesmo agora, ao dizer umas palavras vazias sobre ti, estava eu ao telefone para onde me ligaram, às voltas pela sala toda, movido a bichos-carpinteiros, porque não consigo falar ao telefone de outra maneira, não sei porquê, sei que os meus filhos são iguais, imagina tu que a minha filha um dia atendeu o telefone na praia, na toalha ao meu lado, e levantou-se a falar às voltas e às voltas, e quando dei por ela estava lá ao fundo ao pé das dunas, que até lhe fiz sinal para voltar.

A minha filha vai ter uma filha dentro de dois meses. Imagina, António. Vou ser avô. E portanto, e ainda que compreenda que mo peçam, não posso desatar já a falar sobre a tua morte, porque com a idade também eu peço tempo para digerir com calma, sob pena de me afogar de medo. Deixa-me explicar melhor, já sabemos que hoje não se pode escrever de certas maneiras que as pessoas ficam muito confundidas, é por isso, por razões práticas, que nas chamadas redes sociais escreves frases com mais de duas linhas e já foste.

Digo que me começaste a morrer assim que ouvi o telefone piar uma campainha e depois outra, e depois outra, e antes de espreitar, estremunhado à procura dos óculos, já sabia que o telemóvel ia piar muitas campainhas de manhã cedo quando fosse o dia que detesto.

E isto não tem relação com a doença que te roubou ao mundo antes. Nessa ocasião nunca me ocorreu dizer ou sentir ou escrever ou rezar que tinha começado a tua morte. Eu vou à minha estante e estão lá os livros, encostados uns aos outros, cronológicos, mais firmes e disciplinados do que as paradas em Angola, quando os soldados magros tentavam compor a farda para não levarem descomposturas.

Tu estavas doente e entre outras características insanas da condição, não escreverias mais. Mas eu passava na estante e estavas lá, estás lá, aqui, na minha casa, sempre, mesmo que mude de casa ou de estante, portanto tudo estava na mesma, em grande parte, ou na parte que interessa, o que já é bastante bom, porque tu explicaste muitas vezes que a tua biografia, ou seja, quem tu és ou queres dizer, estava nos livros e em mais lugar nenhum. A biografia de um escritor dificilmente se encontra nas amizades, amores e ódios da vida do lado de fora, o quotidiano, feito de circunstâncias e humores e etapas e idades. O que tem piada, falámos muito disto, as pessoas partirem do princípio de que é nos livros que mentimos.

Natureza de bicho, inteiro e limpo e sujo, só quando escrevemos, sozinhos com a página, sozinhos com a página, cada vez mais sós a cair, a cair dentro de cada vez mais páginas, porque a resposta tarda, porque a resposta pode estar na próxima frase, e na outra, e na outra. Inventamos personagens para falarem por nós, ou pelo que em nós não sabe nada, e fazemo-las como aos aviõezinhos de papel, todas um nadinha tortas e sem sabermos bem para onde vão voar, uma vez que algumas começam logo a dar cambalhotas e volteios que não respeitam planos iniciais, o que só nos garante que somos mesmo nós. 

Tenho na parede do quarto onde escrevo a carta que me escreveste no dia 1 de Fevereiro de 1999, só a mudo de sítio de tempos a tempos, quando começo a acumular os papelinhos com gatafunhos do que um dia serão os meus pobres livros. Não preciso já de a ler, sei-a como a um rebuçado que trago na boca a proteger-me de nervos, a carta de um consagrado a um aprendiz, com recomendações e pedidos. Procuro honrá-los, embora seja difícil que alguém entenda, porque além de escritores também vão morrendo os leitores que nos aguardavam como quem espera a carta de amor que o carteiro há-de trazer à primeira luz da manhã.

Agora, vai, meu querido António, que aprendi contigo a não ter medo de beijos, os que reservamos aos pais, aos irmãos, aos cúmplices.

Amo em ti a ternura com que nos vias. Sorrio quando me lembro que adoptei uma letra pimba para te invocar. Ainda hoje, quando me falta a musa, ou se atrasa, sorrio e chamo o António. E tu vens em meu socorro, como se eu fosse um filho às voltas na cama com um pesadelo. Hoje, peço-te que durmas bem.

Rodrigo Guedes de Carvalho. E-Revista Expresso, de 5 de março de 2026

Reinterpretação da taxonomia de Bloom na era da IA

 

 #inteligênciaartificial

 

 

 





A taxonomia original foi concebida numa época em que o acesso à informação era relativamente limitado e em que os processos cognitivos associados à aprendizagem eram frequentemente representados de forma hierárquica e linear, partindo de níveis mais básicos (como recordar informação) até níveis mais complexos (como criar). No entanto, o atual ecossistema informacional, marcado pela abundância de dados, pela automatização de processos cognitivos e pela presença de sistemas inteligentes capazes de produzir textos, imagens ou código, exige uma reinterpretação mais dinâmica e processual da aprendizagem.
 
Neste contexto, propõe-se um modelo cíclico e não linear da taxonomia. Os níveis Lembrar, Compreender, Aplicar, Analisar, Avaliar e (Co)Criar continuam a representar dimensões essenciais da atividade cognitiva, mas deixam de ser entendidos como etapas rigidamente sequenciais. Na prática, quando os alunos interagem com sistemas de inteligência artificial, os processos cognitivos ocorrem frequentemente de forma iterativa e recursiva: um aluno pode criar um produto com apoio da IA, analisá-lo criticamente, adaptá-lo, voltar a aplicá-lo e reavaliá-lo. Assim, a aprendizagem torna-se um processo circular de refinamento e reconstrução do conhecimento.
 
A introdução das dimensões Curar, Adaptar, Simular e Inovar, que atravessam transversalmente os níveis da taxonomia, procura captar novas práticas cognitivas emergentes no contexto da inteligência artificial.
 
Curar refere-se à capacidade de selecionar, filtrar e organizar informação proveniente de múltiplas fontes, incluindo conteúdos gerados por IA. Num ambiente de sobrecarga informacional, a competência de curadoria torna-se central para construir conhecimento fiável.
 
Adaptar diz respeito à capacidade de modificar, personalizar ou reconfigurar conteúdos, ajustando-os a novos contextos, problemas ou públicos.
 
 Simular representa a possibilidade de explorar cenários hipotéticos, testar ideias e experimentar soluções com o apoio de sistemas computacionais.
 
Inovar corresponde à capacidade de transformar conhecimento em novas ideias, produtos ou soluções, muitas vezes em colaboração com sistemas inteligentes. A criação deixa de ser apenas o nível final da taxonomia e passa a integrar um processo contínuo de experimentação e transformação.
 
Esta reinterpretação, em vez de substituir o modelo clássico, pretende expandir o seu alcance conceptual, permitindo compreender melhor as práticas cognitivas que emergem quando os estudantes trabalham em ambientes digitais avançados e interagem com sistemas de inteligência artificial. O modelo cíclico proposto oferece um quadro teórico que ajuda a repensar o desenho das atividades de aprendizagem, das estratégias de avaliação e das competências a desenvolver, numa era em que aprender implica cada vez mais dialogar com sistemas tecnológicos, interpretar os seus resultados e reconstruir continuamente o conhecimento.
 

domingo, 8 de março de 2026

Global Money Week 2026 | “Smart Money Talks”

 

#GMW2026 #GlobalMoneyWeek2026 #SmartMoneyTalks 

 



 
Global Money Week - GMW2026 é uma campanha anual de consciencialização global que visa garantir que os jovens, desde cedo, tenham consciência financeira e adquiram gradualmente o conhecimento, as habilidades, as atitudes e os comportamentos necessários para tomar decisões financeiras acertadas e, em última instância, alcançar o bem-estar e a resiliência financeira. A campanha é coordenada pela OCDE e implementada pelas autoridades nacionais. 
 
Este ano, decorre entre os dias 16 e 22 de março e tem como tema “Conversas Inteligentes sobre Dinheiro” 

A educação financeira fornece as ferramentas – desde o básico do orçamento e da poupança até ao crédito – para iniciar conversas que podem prevenir a ansiedade e os erros. A literacia financeira pode capacitar os jovens a construir hábitos financeiros mais saudáveis, evitar armadilhas e assumir o controlo da sua jornada rumo ao bem-estar financeiro.

A biblioteca escolar vai promover a participação da escola neste evento através da realização de duas palestras em parceria com o Banco de Portugal


👉ToolKit

 

 

Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas

 

 
#paratodasasmulheresemeninas  #forallwomenandgirls

 




 


No dia 8 de março de 2026, junte-se a mulheres e meninas de todo o mundo para exigir igualdade de direitos e justiça igualitária para garantir, exercer e desfrutar desses direitos.

Atualmente, nenhuma nação conseguiu eliminar as disparidades legais entre homens e mulheres. Hoje, as mulheres possuem apenas 64% dos direitos legais que os homens têm em todo o mundo. Em áreas fundamentais da vida, como trabalho, finanças, segurança, família, propriedade, mobilidade, negócios e aposentadoria, a lei sistematicamente coloca as mulheres em desvantagem.

O Dia Internacional da Mulher de 2026 (IWD 2026), sob o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as Mulheres e Meninas”, convoca à ação para desmantelar todas as barreiras à igualdade perante a lei: leis discriminatórias, proteções legais frágeis e práticas e normas sociais prejudiciais que corroem os direitos das mulheres e meninas.

ONU Mulheres 

 

sábado, 7 de março de 2026

É o António Lobo Antunes que o diz

 


#alermaisemelhor  #bibliotecaccbvr





"Não tenho dúvida em dizer que ninguém escreve como eu, mas não sou eu, é o António Lobo Antunes, que é uma pessoa que ninguém sabe quem é. Porque o eu é um menino assustado, muitas vezes com medo e por vezes perdido." 

Fonte: Diário de Notícias, 05.12.2015









 

quinta-feira, 5 de março de 2026

IN MEMORIAM

 

 António Lobo Antunes (1942_2026)

 



A morte de António Lobo Antunes representa uma grande perda para a literatura portuguesa e para a cultura contemporânea. Considerado um dos mais importantes escritores de língua portuguesa das últimas décadas, construiu uma obra marcante pela originalidade da linguagem e pela profundidade com que explorou temas como a memória, a guerra, a família e a condição humana.

Autor de romances fundamentais como Os Cus de Judas, As Naus, O esplendor de Portugal e A morte de Carlos Gardel, viu os seus livros traduzidos em numerosas línguas e publicados em vários países, conquistando reconhecimento internacional e leitores em todo o mundo.

Com a sua morte desaparece uma das vozes mais singulares da literatura portuguesa, permanecendo uma obra de enorme importância que continuará a ser lida e estudada em Portugal e no estrangeiro.
 
 
 
 
 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Teatro | Camoinz Hépyco‑Lyrico

 

 #camões500 #RBVR  #bibliotecasescolares  #bibliotecaccbvr

 

 


 

No dia 4 de março, às 15:15, o Auditório 1 transforma-se num palco onde Camões regressa — irreverente, apaixonado e surpreendentemente moderno. Camoinz Hépyco‑Lyrico apresenta um poeta que nos provoca a sentir: a morrer de amores, a recordar olhos que ficaram nos campos, a ver Leanor pela verdura e a pensar o Amor como quem o descobre pela primeira vez. E, porque Camões nunca foi homem de meias-medidas, até desafia um jovem D. Sebastião a novas aventuras.

Entre saltos altos, humor inteligente e uma energia contagiante, esta peça aproxima os alunos da poesia lírica e épica camoniana, revelando-a viva, vibrante e cheia de atualidade. Através da declamação das suas poesias mais emblemáticas, o público é convidado a revisitar momentos inesquecíveis da obra do poeta.

O espetáculo integra as comemorações do V Centenário de Luís de Camões e as Semanas de Leitura 2026, numa iniciativa da Rede de Bibliotecas de Vila Real, com o apoio do Município.

 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

EuDaMuS | Dia Europeu da Música na Escola

 

#eudamus2026 #musiceducation #europe #europeanday #schoolmusic



O EuDaMuS 2026 é o Dia Europeu da Música nas Escolas, uma iniciativa anual promovida pela European Association for Music in Schools (EAS) que celebra a importância da educação musical em contexto escolar. 
 
Incentiva escolas, professores e alunos a celebrarem a música como forma de expressão, criatividade e união cultural. Envolve atividades musicais, partilhas entre escolas e um evento online comum a toda a Europa.

As escolas podem envolver-se de várias formas: 
  • Participar no evento online via Zoom, com canto, música e quizzes interativos.
  • Criar e partilhar vídeos no YouTube mostrando atividades musicais da escola.
  • Organizar atividades internas que celebrem a música como linguagem universal.

A Biblioteca da ES Camilo Castelo Branco participa neste evento com a criação e partilha deste vídeo, mostrando uma das sessões da Música em cena, com a Maria João Cunha e o som do violoncelo, e com a presença online via Zoom.

 

 

 EuDEuDaMuS - European Day of Music in Schools!

 

Projeto LIDERA - Literacia Mediática

 

#projetoLidera   #literaciamediatica

 

 

 

 

 Projeto em curso na Camilo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Quadro de competências em IA para professores

 

 #inteligenciaartificial


UNESCO. 16 de julho de 2025

 

 

A IA processa informações abrangentes, gera novos conteúdos e ajuda na tomada de decisões através de análises preditivas. Na educação, a IA transformou a relação tradicional entre professor e aluno numa dinâmica entre professor, IA e aluno.

Essa mudança requer um reexame das funções dos professores e das competências de que precisam na era da IA. No entanto, poucos países definiram essas competências ou desenvolveram programas nacionais para formar professores em IA, deixando muitos educadores sem orientação adequada.  

O Marco referencial de competências em IA para professores aborda essa lacuna definindo os conhecimentos, as habilidades e os valores que os professores devem dominar na era da IA. Desenvolvida com princípios de proteção dos direitos dos professores, aperfeiçoamento da autonomia humana e promoção da sustentabilidade, a publicação descreve 15 competências em cinco dimensões

  • mentalidade centrada no ser humano,
  • ética da IA,
  • fundamentos e aplicações de IA,
  • pedagogia de IA e
  • IA para o desenvolvimento profissional.

Essas competências são categorizadas em três níveis de progressão:

  • Adquirir
  • Aprofundar
  • Criar

Como uma referência global, este recurso orienta o desenvolvimento de marcos referenciais nacionais de competências em IA, informa programas de formação de professores e ajuda a idealizar parâmetros de avaliação. Também fornece estratégias para que os professores construam conhecimento sobre IA, apliquem princípios éticos e apoiem o seu crescimento profissional.

 

Veja, agora, como o NotebookLM apresenta este Marco referencial de competências em IA para professores

 


 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Novas sessões sobre literacia financeira

 

 #literaciafinanceira  #bibliotecaccbvr

 

 




A biblioteca continua a promover a literacia financeira em articulação com os docentes e parceria com o Banco de Portugal. No próximo dia 26 de fevereiro, será a vez das turmas 12.º A e 10.º A e B participarem numa sessão dedicada ao tema “Poupança & Crédito”.
 
Uma oportunidade para compreender melhor como gerir dinheiro, tomar decisões informadas e preparar o futuro com mais segurança.

 

A IA na escola

 

 
#LiteraciaDigital #MILD #CidadaniaDigital #PensamentoCrítico #InteligênciaArtificial

 

 Pode ser uma imagem de texto que diz "KKI BIBLIOTECAS EDE EDE DE ESCOLARES literacia digital manual de Instrucões 小 Pode-se usar a IA na escola? MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA A LITERACIA DIGITAL https://mild.rbe.mec.pt" 

 



O MILD – Manual de Instruções para a Literacia Digital, disponível no Portal RBE, reúne temas, perguntas e orientações que ajudam a desenvolver uma relação crítica, ética e responsável com a informação, a tecnologia e a IA, em contexto escolar e para além dele.

Hoje destacamos a secção dedicada ao uso da inteligência artificial na escola, que reforça a importância da agência humana, da transparência, da autoria e do pensamento crítico na aprendizagem.

 

 Modelos de referenciação e citação de IA generativa

  

Estilo

Componentes da citação

Exemplo prático

APA

Companhia. (Ano). Modelo (Versão) [Chat]. URL

OpenAI. (2025). ChatGPT (GPT-4o) [Chat]. https://chatgpt.com

MLA

“Prompt” prompt. Ferramenta, versão, Data, URL.

“Análise do poema ‘Mar Português” prompt. Gemini, v. 1.5, 12 Jan. 2025, https://gemini.google.com

Declaração de uso

Descrição qualitativa do apoio recebido pela IA.

“Este trabalho utilizou o Claude 3 para a estruturação do índice e revisão gramatical do terceiro capítulo.”

 


A transparência protege-te de acusações de má conduta e demonstra uma competência avançada na gestão de ferramentas tecnológicas, uma habilidade altamente valorizada tanto no ensino superior como no mercado de trabalho. 

👉Não de esqueças:
A maior ameaça ao uso autónomo da IA é a confiança cega. Os modelos de linguagem não têm acesso à “verdade”; eles geram respostas baseadas em padrões estatísticos de associação de palavras. Isto leva ao fenómeno das “alucinações de IA”, onde o sistema produz informações que parecem plausíveis e confiáveis, mas que são totalmente falsas ou sem base factual. 
 
A tabela seguinte mostra tipos de falhas comuns na IA generativa e as estratégias para as poderes atenuar. 
 
 
 
 

Tipo de erro

Manifestação prática

Estratégia de mitigação

Erro factual

Invenção de datas, nomes ou eventos históricos.

Confrontar com manuais escolares ou enciclopédias.

Alucinação de referência

Invenção de links ou títulos de livros que não existem.

Procurar o título ou autor em bases de dados como o Google Scholar. Verificar se o link fornecido pela IA funciona.

Viés de estereótipo

Respostas que favorecem certas culturas ou géneros.

Pedir à IA para apresentar múltiplas perspetivas culturais.

Lógica circular

Argumentos que se repetem sem chegar a uma conclusão.

Decompor a pergunta em passos lógicos menores.



Usares o teu pensamento crítico é a ferramenta que te permite “desmontar” a resposta da IA. Em vez de perguntares “O que é isto?”, deves perguntar “Como é que a IA chegou a esta conclusão e quais são as evidências que a suportam?”.


Recomendações finais :
  • Trata a IA como um estagiário brilhante mas trapalhão: ela faz o trabalho pesado rapidamente, mas precisa de ser supervisionada em cada detalhe.
  • Não uses a IA para fugir ao pensamento: usa-a para chegar mais longe no pensamento. Se a IA escreve o teu ensaio, perdes a oportunidade de treinar o teu cérebro para estruturar ideias.
  • Sê transparente com os professores: o diálogo aberto sobre o uso da IA gera confiança e permite que o professor oriente a utilização para o que é pedagogicamente mais útil.
  • Pratica a “Recordação Ativa”: depois de usares a IA para aprender um conceito, fecha o computador e tenta explicá-lo por tuas palavras a um colega. Só assim o conhecimento passa da máquina para a tua memória de longo prazo. 
 
Para saberes mais não só sobre a inteligência artificial na escola, mas tabém sobre temas, perguntas e orientações que te ajudam a desenvolver uma relação crítica, ética e responsável com a informação, a tecnologia e a IA, em contexto escolar e para além dele, consulta o  MILD - Manual de Instruções da Literacia Digital.