quinta-feira, 31 de maio de 2018

Feel good, do good



UNICEF
#Voices of Youth





Mãe, de Pearl S. Buck


Disponível na Biblioteca



Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura 
3º Ciclo | Leitura Autónoma 


 
 
Sinopse
Nesta obra, Pearl S. Buck descreve de um modo quase pictórico a vida simples e rude do povo Chinês, numa época que é pouco conhecida. A narrativa vívida e pormenorizada permite que o leitor capte toda a simplicidade e intensidade dos tempos descritos em "Mãe".
Ao penetrar no espírito da camponesa, Pearl S. Buck dá a conhecer os sentimentos mais profundos da mente e do coração de uma mulher e de uma mãe. Fá-lo de uma maneira comovente, enérgica e mesmo violenta. A personagem, sem qualquer dúvida estóica, assume uma grandeza sem par pela forma como encara e ultrapassa os obstáculos que a vida lhe coloca. Uma vida longa, árdua e solitária.

Uma obra-prima da literatura de viagens




Obra proposta para o projeto de leitura de 10º ano
Disponível na Biblioteca para consulta



As Ilhas Desconhecidas – Notas e Paisagens, de Raul Brandão,  é uma das obras-primas da literatura de viagens em língua portuguesa, facilmente ombreando com os melhores clássicos.


UMA OBRA - PRIMA 

No início das Memórias, Raul Brandão (1867-1930) define o seu modo de ver, a sua atitude: “Não me habituo: não posso ver uma árvore sem espanto, e acabo desconhecendo a vida e titubeando como comecei a vida. Ignoro tudo, acho tudo esplêndido, até as coisas vulgares: extraio ternura de uma pedra”. E isto plenamente se manifesta em As Ilhas Desconhecidas – Notas e Paisagens, sem sombra de dúvida uma das obras-primas da literatura de viagens em língua portuguesa, facilmente ombreando com os melhores clássicos. Com efeito, ainda hoje, é impossível compreender os Açores moderno, sem trilhar os passos e entender as apreciações do escritor nessa viagem realizada de junho a agosto de 1924, ao encontro de um mundo de magia e mistério. Ligam-se a natureza, as pessoas, as tradições e a história, e o que resulta é um panorama que naturalmente nos atrai, numa identificação em que nos tornamos participantes num extraordinário laboratório onde o povo açoriano se singulariza nas suas qualidades, através de um melting pot baseado numa rica simbiose entre natureza e sociedade. Dir-se-ia, pois, que Brandão pôde compreender bem a natureza da autonomia açoriana, confirmando os objetivos de sensibilização, que também levaram ao arquipélago no mesmo ano de 1924 a chamada “Missão Intelectual”, por iniciativa de José Bruno Carreiro, constituída entre outros por Antero de Figueiredo, José Leite de Vasconcelos, Teixeira Lopes, Luís de Magalhães, Armindo Monteiro e Joaquim Manso. Não esquecendo Mês de Sonho de José Leite de Vasconcelos, com objetivos mais específicos, pode dizer-se que a obra de Raul Brandão constitui uma peça crucial para a compreensão da especificidade açoriana e para a construção da autonomia constitucional hoje consagrada. E a grande qualidade cultural e literária contribuiu decisivamente para a afirmação da moderna identidade açoriana.

A AÇORIANIDADE
Não por acaso, Vitorino Nemésio coloca uma afirmação de As Ilhas Desconhecidas como uma das epígrafes, ao lado de Melville e Chateaubriand, em Mau Tempo no Canal: “Já percebi que o que as ilhas têm de mais belo e as completa é a ilha em frente - o Corvo as Flores, Faial o Pico, o Pico São Jorge, São Jorge a Terceira e a Graciosa...”. O arquipélago manifesta-se em toda a sua pujança e originalidade nessa relação entre as ilhas. E assim a identidade não é uniforme, mas necessariamente polifacetada. Como tem sido salientado, é talvez nesta afirmação que se encontra condensada a compreensão exata da açorianidade – como paradigma cultural, geográfico e antropológico. Lembremo-nos do capítulo emblemático sobre a pesca da baleia. É como se participássemos desse espetáculo único do homem perante a necessidade e o perigo: “A claridade espelha-se e escorre no dorso escuro e molhado. O barco aproxima-se sem ruído, o arpoador à proa, com o arpão erguido nas duas mãos, firme nos pés e na atitude de arremesso. É um ferro com setenta e cinco centímetros e dois metros de cabo. Ao lado, no barco, vai a lança, que é maior, para acabar este monstro do tamanho dum prédio. Mas o homem impressiona-me ainda mais que a baleia: é tremendo, de pé, minúsculo, com a vida no olhar e nas mãos. No barco está tudo calado e ansioso, ninguém diz palavra inútil: homens, barco, arpoador e arpão, tudo tem o mesmo corpo e a mesma alma…”. A descrição coloca-nos de pleno na cena teatral. Sentimo-nos protagonistas do combate. Como na grande literatura, as palavras servem para dar o ritmo certo – até ao momento em que tudo se consuma. O bicho hesita e é como na arena quando o touro é atingido pelas bandarilhas, com outra intensidade, com outra força. Garrett foi claro um dia: a valentia dos homens do mar sobreleva a dos toureiros e campinos. É que tudo começa aqui num verdadeiro combate de sobrevivência, até ao momento dramático e heroico, em que se ouve finalmente: “ – É nossa! é nossa!”. Arreiam-se as velas, tranca-se a baleia! Define-se quem partilha os louros. Mas a função não terminou. “Falta o pior; falta trazer o bicho para terra, o que leva horas, leva o dia”. Neste combate, está o climax da obra, justamente considerado como o elemento definidor do caráter dos protagonistas e do seu povo. E a descrição, apresentada na sua crueza e força, completa-se pelo testemunho das gentes. “Os homens do Pico são os homens mais sãos que conheço. Vejo-os diante de mim como torres e um olhar que não engana. (…) Quase toda a gente sabe ler no Corvo e no Faial. Há menos analfabetos que no continente. Reparem na gente do campo, na limpeza das casas, e na situação da mulher, que é tratada com respeito e ternura”. Ah! A gente falada é acolhedora e recorda a faina do mar e a labuta em terra, mas alimenta o sonho de ir até à América, levar a experiência do mar açoriano a terras longínquas – Nova Iorque, a grande metrópole, Califórnia, S. Francisco, a febre do ouro, as ilhas Fidji, as boas tripulações de portugueses. “Quase todos os homens, e até mulheres, emigram para a América, e os que não emigram é porque não podem fugir. Se a América abrisse largamente as portas, os Açores despovoavam-se. Já faltam braços para cultivar as terras”.


 UMA SOBERBA ESCRITA
O livro é feito de notas de viagem. E a escrita é soberba. “Os jardins são sempre uma obra de arte, e, quanto mais desordenados, mais belos”. Ao falar do Corvo o autor encontra braveza, solidão e negrume, nesta “democracia cristã de lavradores”, e recorda Mouzinho da Silveira e o seu incumprido testamento: “Quero que o meu corpo seja sepultado no cemitério da ilha do Corvo, a mais pequena das dos Açores. (…) Gosto agora da ideia de estar cercado, quando morto, de gente que na minha vida se atreveu a ser agradecida”... Enquanto o Corvo é espesso e nu, as Flores são violeta e verde. Brandão espanta-se por não ser o padre a oficiar o culto do Espírito Santo – “é o povo que o celebra, o povo grosseiro e rude, que traz para diante do Santo Espírito a Santa Matéria. O Padre apenas colabora”. O escritor vê e ouve, em êxtase, o límpido ruído das águas, descobrindo nas Flores a “música pastoril e sagrada”, que é a voz da “floresta adormecida”. No Faial, a ilha azul, Raul Brandão apaixona-se pelas hortenses que ladeiam os caminhos. “O Faial adormece em azul sob o céu de cinza e com o Pico todo violeta ao lado”. E tal é a luminosidade que os melros se enganam nas “noites de lua redonda e branca e desatam a cantar desvairados”. A Horta é uma cidade encantadora, de gente ilustrada e hospitaleira, tendo em frente o Pico formidável. O capote das mulheres protege-as de tudo – e é “pelo sapato e pela meia que se sabe se é bonita”. A beleza do Pico é estonteante, sem igual. É, como o Adamastor, “uma estátua erguida até ao céu e amoldada, pelo fogo”. Ponto a ponto, ilha por ilha, Raul Brandão deixa-se enamorar pelos Açores: em S. Miguel, com as Furnas e as Sete Cidades, transportado à pura natureza e às mais antigas lendas; em Angra do Heroísmo, perde-se “nas quintas e nos jardins entre quadros rústicos de lavoura”; ou no súbito vislumbrar de quatro ilhas, saindo do mar ao mesmo tempo – a Graciosa de um “verde muito tenro”, a Terceira quase desvanecida, o “biombo violeta” de S. Jorge e o “cone do Pico aguçado até ao céu”… Sente-se a cada passo um incontido prazer, de usufruir de uma beleza fantástica.


Guilherme d'Oliveira Martins


quarta-feira, 30 de maio de 2018

Eu não deixo nada feito






"Epitáfio"

eu não deixo nada feito
fica tudo por fazer

que eu passei parte da vida
a tentar sobreviver
a outra parte a dormir
e outra parte a comer
ou então a fazer coisas
que não vou aqui dizer
mas não deixo nada feito
fica tudo por fazer

eu não deixo nada escrito
fica tudo por escrever
que eu passei parte da vida
a aprender a saber ler
seria muita arrogância
eu pôr-me agora a escrever
e em verdade se diga
que tive mais que fazer
mas não deixo nada escrito
fica tudo por escrever

e até o que foi dito
do que se diz por dizer
às coisas mais delicadas
que põem um tipo a pensar
duvido que alguma coisa
fosse assim tão singular
ou que um dia ainda se diga
sim senhor gostei de ouvir
por isso, p'ra resumir
digo-te sem cortesias
aqui jaz o Malaquias

viesses mais cedo e ainda o vias


Pedro Malaquias

Nova revista portuguesa de poesia










A partir de janeiro de 2018, o panorama editorial português passou a apresentar mais uma revista literária - a Nervo - coletivo de poesia. Com uma periodicidade quadrimestral, a nova revista propõe-se divulgar os poetas contemporâneos das diferentes gerações, desde os consagrados aos que publicam pela primeira vez, e de diversas linhas estéticas. 

Para além dos poetas portugueses, a revista tem uma secção de poesia de autores estrangeiros (de países de língua oficial portuguesa e de outros idiomas).


A biblioteca Camilo Castelo Branco agradece a Maria F. Roldão a oferta dos dois números da Revista.


Blimunda 72



maio 2018



"A Blimunda de maio chega aos seus leitores dando destaque nas suas páginas à história da ETA, que agora chegou ao fim numa cerimónia que teve lugar no País Basco francês e que contou com a cobertura da revista.
Do Brasil, a Blimunda traz uma entrevista com as Bruxas de Blergh, coletivo feminista, literário e artístico.
No infantil e juvenil, revisita-se uma coleção já desaparecida das livrarias portuguesas, a Minoria Absoluta.
Quase a fechar esta edição, a Saramaguiana conta a história da participação de José Saramago na campanha pela paz no País Basco.
Como sempre, muitas e boas leituras em mais uma edição da Blimunda!"

Fundação José Saramago



Faz de cada dia um dia sem tabaco








O Dia Mundial Sem Tabaco 2018 visa:

- Destacar as ligações entre o uso de produtos de tabaco, o coração e outras doenças cardiovasculares.

- Aumentar a conscientização do público em geral sobre o impacto que o uso do tabaco e a exposição ao fumo passivo têm sobre a saúde cardiovascular.

- Proporcionar oportunidades para o público, governos e outros assumirem compromissos para promover a saúde do coração, protegendo as pessoas contra o uso de produtos de tabaco.

Incentivar os países a fortalecer a implementação das medidas comprovadas de controle do tabaco da MPOWER contidas na CQCT da Organização Mundial da Saúde / OMS.


Doenças Cardiovasculares - Atlas Global



Atlas global sobre a prevenção e controle de doenças cardiovasculares
- Políticas, estratégias e intervenções



 https://drive.google.com/open?id=1VoqNW6hWxlVCakKOSN-eZm-aD3Gia6UG
Clicar na imagem para aceder ao documento


Editor: Organização Mundial da Saúde; World Heart Federation; World Stroke Organization
Número de páginas164
Data de publicação2011
Língua: Inglês
ISBN978 92 4 156437 3


À medida que a magnitude das doenças cardiovasculares (DCVs) aumenta globalmente, a necessidade urgente de uma maior consciencialização e de respostas internacionais e nacionais mais fortes e mais focalizadas é cada vez mais reconhecida. Este atlas sobre prevenção e controle de doenças cardiovasculares faz parte da resposta a essa necessidade.

Ele documenta a magnitude do problema, usando dados globais de mortalidade e morbidade cardiovascular. Demonstra as desigualdades no acesso à proteção, a exposição ao risco e o acesso aos cuidados médicos como causa de grandes desigualdades entre países e populações na ocorrência e no resultado das DCV. 

O relatório apresenta gráficos mostrando as taxas de mortalidade por doença cardiovascular por idade e por país / região, e é dividido em três seções principais:

Seção A: Doenças cardiovasculares devido à aterosclerose
Seção B: Outras doenças cardiovasculares
Seção C: Prevenção e controle de DCV: Políticas, estratégias e intervenções.




Dia mundial sem tabaco


31 de maio



Escolhe a saúde, não o cigarro




Todos os anos, em 31 de maio, a Organização Mundial da Saúde/OMS e os seus parceiros celebram o Dia Mundial Sem Tabaco, destacando a saúde e outros riscos associados ao uso do tabaco, e defendendo políticas eficazes para reduzir o seu consumo.

O foco do Dia Mundial Sem Tabaco 2018 é "Tabaco e doenças cardíacas". Com a campanha deste ano pretende-se aumentar a consciencialização sobre:

- a ligação entre o tabaco, o coração e outras doenças cardiovasculares, incluindo o AVC, que combinadas são as principais causas de morte no mundo;

- as ações viáveis ​​e as medidas que as principais audiências, incluindo governos e público em geral, podem tomar para reduzir os riscos de saúde do coração representados pelo tabaco.

O Dia Mundial Sem Tabaco de 2018 coincide com uma série de iniciativas e oportunidades globais destinadas a abordar a epidemia do tabaco e o seu impacto na saúde pública, particularmente como causa de morte e sofrimento de milhões de pessoas em todo o mundo. 


O tabaco coloca em risco a saúde do coração  em todo o mundo

O uso de tabaco é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doença coronária, acidente vascular cerebral e doença vascular periférica.

As doenças cardiovasculares (DCV) matam mais pessoas do que qualquer outra causa de morte em todo o mundo, e o uso do tabaco e a exposição ao tabagismo passivo contribuem para aproximadamente 17% de todas as mortes por doenças cardíacas. O uso de tabaco é a segunda principal causa de DCV, após a hipertensão arterial.

A epidemia global do tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas por ano, das quais cerca de 900.000 são não-fumadores passivos. Quase 80% dos mais de 1 bilhão de fumadores em todo o mundo vivem em países de baixo e médio rendimento onde o peso das doenças relacionadas ao tabaco e da morte é maior.

As medidas da MPOWER da OMS estão alinhadas com a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da OMS (WHO FCTC) e podem ser usadas pelos governos para reduzir o uso do tabaco e proteger as pessoas das DNTs. Essas medidas incluem:

- Monitorizar o uso do tabaco e as políticas de prevenção;

- Proteger as pessoas da exposição ao fumo do tabaco criando locais públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos totalmente livres de fumo;

- Oferecer ajuda para deixar o tabaco (apoio a toda a população, com cobertura de custos, incluindo aconselhamento breve por parte de prestadores de cuidados de saúde e linhas nacionais gratuitas);

- Divulgação dos perigos do tabaco através da implementação de embalagens planas / padronizadas e / ou grandes advertências gráficas de saúde em todas as embalagens de tabaco e implementar campanhas antitabaco que informem o público sobre os danos do tabaco e a exposição ao fumo passivo;

- Impor proibições abrangentes à publicidade, promoção e patrocínio do tabaco; 

- Aumentar os impostos sobre os produtos do tabaco e torná-los menos acessíveis.











A maior parte dos fumadores desconhece que o tabaco provoca doenças cardíacas.

Horizontes da Memória


Nos Passos de Camões





As mulheres e os media





terça-feira, 29 de maio de 2018

domingo, 27 de maio de 2018

70 anos de serviço e sacrifício



O tema do Dia Internacional das Forças de Paz da ONU em 2018 é “70 anos de serviço e sacrifício”. O dia 29 de maio oferece uma oportunidade de homenagear as contribuições de pessoal civil e militar ao trabalho da Organização e honrar os mais de 3.700 soldados da paz que perderam as suas vidas servindo sob a bandeira da ONU desde 1948, incluindo 129 que morreram no ano passado.

Este ano, as Nações Unidas celebram o 70º aniversário da manutenção da paz da ONU, um instrumento único e dinâmico desenvolvido para ajudar os países divididos pelo conflito a criar as condições para uma paz duradoura.

Ao longo de sete décadas, mais de um milhão de homens e mulheres serviram sob a bandeira das Nações Unidas em 71 operações de manutenção da paz, impactando diretamente as vidas de centenas de milhões de pessoas, protegendo os mais vulneráveis ​​do mundo e salvando inúmeras vidas. Os nossos pacificadores fazem imensos sacrifícios, muitas vezes servindo com grande risco pessoal e sob condições desafiadoras. As famílias dos pacificadores e seus governos compartilham esse sacrifício.
ONU







Dia Internacional das forças de manutenção da paz das Nações Unidas


29 de maio




Mensagem do Secretário Geral da ONU - António Guterres







Em 29 de maio de 1948, o Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou a primeira operação de manutenção da paz das Nações Unidas - a Organização de Supervisão da ONU da Trégua no Médio Oriente.

Neste 70º aniversário, expressamos a nossa gratidão aos mais de um milhão de homens e mulheres que serviram sob a bandeira da ONU, poupando inúmeras vidas.

Honramos os mais de 3.700 capacetes azuis que morreram em ação.

E prestamos homenagem às catorze missões que hoje trabalham em contra relógio para proteger as pessoas e promover a causa da paz.

Este ano, vou passar o Dia Internacional das Forças de Manutenção da Paz das Nações Unidas no Mali para expressar a minha solidariedade para com os colegas que enfrentam enormes infortúnios e uma enorme volatilidade.

Como reconhecemos um legado de serviço e sacrifício em todo o mundo, também estou comprometido em agir para a manutenção da paz - ação para tornar as nossas operações mais seguras e eficazes nos ambientes desafiadores de hoje.

Também estamos comprometidos em reforçar o importante papel que as nossas forças devem desempenhar na promoção dos direitos humanos e na abordagem da exploração e abuso sexual.

A manutenção da paz das Nações Unidas é um investimento comprovado na paz, segurança e prosperidade globais.

Juntos, comprometemo-nos a fazer tudo o que pudermos para permitir que essa missão seja bem-sucedida.


Obrigado.

António Guterres

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Courrier Internacional


O número de junho já está disponível para consulta na Biblioteca



Futuros presidentes


Exposição | Área de exposições da Biblioteca











JL 1243


Disponível para consulta na Biblioteca




Neste JL

Lídia Jorge - Um Estuário com crises e afetos. Quatro anos depois de Os Memoráveis, um novo romance tendo em fundo um ‘mundo em sobressalto’. Entrevista e crítica de Miguel Real 

Germano Almeida - Prémio Camões 2018 

Gabriel Abrantes e João Salaviza - Cinema português triunfa em Cannes. Reportagem e entrevista de José Vieira Mendes 

O Maio de 68 - Textos de Teresa Rita Lopes e Fernando Pereira Marques 

Daniel Sampaio - Estimular os alunos 

Tiago Rodrigues - Um criador nos palcos do mundo

Tardes de Agustina





Estiveram presentes nas Tardes da Agustina, alunos do 7º A, D e J, acompanhados pelas professoras Angelina Pires e Adelaide Jordão.

O Senhor Vice-Reitor da UTAD para a Área do Planeamento e Internacionalização, Prof. Doutor Artur Cristóvão, abriu a sessão.












As crianças Rohingya


As crianças Rohingya fugiram da perseguição em Burma. 
Agora, nos campos de refugiados, correm o risco de serem traficadas.





 




A Sociedade de Bangladesh para os Direitos Humanos, a UNICEF, a Organização Internacional de Migração e outras organizações reconheceram um aumento no tráfico de crianças em todos os campos. Para tentar combater a prática, as agências de segurança de Bangladesh montaram 10 postos de controle policial que fazem fronteira com os campos de refugiados para tentar pegar os traficantes que entram ou saem. O número exato de crianças traficadas nos campos de refugiados de Rohingya é desconhecido.





Ler artigo AQUI.

Tardes de Agustina


Encontro com Autores






Alunos de 7º ano, em representação dos dois Agrupamentos e das duas Escolas Não Agrupadas de Vila Real, deslocaram-se ontem, à tarde, ao IPDJ, para "Uma conversa com Mónica Baldaque", filha de Agustina Bessa-Luís e ilustradora de várias das suas obras, incluindo Dentes de Rato. 

Esta iniciativa, incluida nas Tardes de Agustina, foi promovida pela UTAD e contou com a colaboração da Rede de Bibliotecas de Vila Real.




7º Ano de escolaridade - Leitura orientada na sala de aula 
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura


"Lourença tinha três irmãos. Todos aprendiam a fazer habilidades como cãezinhos, e tocavam guitarra ou dançavam em pontas dos pés. Ela não. Era até um bocado infeliz para aprender, e admirava-se que lhe quisessem ensinar tantas coisas aborrecidas e que ela tinha de esquecer o mais depressa possível. O que mais gostava de fazer era comer maçãs e deitar-se para dormir."

Assim começa este livro que Agustina Bessa-Luís escreveu para os leitores mais novos. Se lermos um pouco mais ficamos a saber porque é que Lourença era conhecida como «Dentes de Rato» e muitas outras coisas. As ilustrações são de Mónica Baldaque. 


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Semana da Educação Artística da UNESCO


de 21 a 26 de maio



Tema 2018: A função das artes na Educação





Na sua 30ª sessão da Conferência Geral, que decorreu em 1999, a UNESCO apelou para a promoção da Educação Artística nas escolas - para o papel interdisciplinar das artes como elemento fundamental na educação, especialmente no fortalecimento da promoção da diversidade cultural. 

A UNESCO reconhece deste modo a importância da criatividade e das artes, para o desenvolvimento sustentável das sociedades multiculturais e dos indivíduos.


O mundo camiliano visto por Júlio Pomar


«Desenhar será pôr em situação os elementos de uma relação. A ilustração de um texto poderá ser encarada como a hipótese de visualização da sua leitura, uma espécie de síntese do que o texto evoca. E por outro lado a ilustração servirá de pretexto à uma análise das situações que constituem a narrativa e será o resultado da selecção dos elementos que deverão assegurar a necessária e comunicabilidade. Do já visto se partirá para o imaginado, e aí se irá revelar a qualidade do observador, a invenção do artista e o entendimento do leitor que este começou por ser. Para esclarecimento do visitante desta exposição, sublinha-se o facto que os desenhos que nela se mostram não são os que integraram a edição original do livro de Aquilino, perdidos por incúria minha, mas os que se guardaram entre todos os estudos que preparam aqueles. Cada um dos desenhos que devia servir de ilustração fora ensaiado e repetido tantas vezes quanto as julgadas necessárias para a clareza da imagem, tal como o actor busca limpidez na boa articulação das palavras que compõem o texto dramático. A maior parte destes desenhos foi destruída, conservando-se apenas aqueles em que se julgou ver uma hipótese de clareza.» Júlio Pomar




Os desenhos de Júlio Pomar para O Romance de Camilo, de Aquilino Ribeiro, por ocasião das comemorações dos 150 anos da publicação de Amor de PerdiçãoSegundo o presidente do CCB, Vasco Graça Moura, a proposta passa, assim, por descobrir “o mundo camiliano do século XIX pelo pincel de um grande pintor do século XX”.



   
 Camilo visto por Júlio Pomar



A obra de Júlio Pomar revela com grande frequência uma relação muito estreita com a literatura. É extensa a lista das suas incursões nesse campo, abrangendo, entre outros, obras e nomes como os de Baudelaire e Jorge Luís Borges, Fernão Mendes Pinto e Luís de Camões, Edgar Poe e Fernando Pessoa, Dante Alighieri e José Cardoso Pires. O voo lírico, a ironia, a estranheza, o desassossego, a dimensão simbólica, reencontram-se nesse processo criativo de figuração e refiguração plástica de situações, de posturas, de atitudes e fisionomias, de circunspecções e divertimentos, por vezes em notações extremamente sintéticas, por vezes em exercícios de um ludismo realista e vertiginoso. 
À perspectiva do ilustrador de textos que sabe, de um modo certeiro, colher as sugestões neles contidas, junta-se a obra do retratista de autores, formando já uma considerável galeria de celebridades. Também aí, Pomar é de uma argúcia e de uma “literariedade” fora do comum, porquanto, no seu tão característico virtuosismo de execução, alia a uma reconhecibilidade perfeitamente conseguida, e por assim dizer emblemática, da figura do autor retratado, uma espécie de síntese penetrante que decorre da sua própria leitura da obra dele. Ou, se se quiser, Pomar propõe-nos visão e uma leitura, a sua visão e a sua leitura, da obra e do homem em termos tão pessoais e idiossincráticos que é como se cada um dos seus retratos de escritores funcionasse como um quase heterónimo do pintor... 
Vemos da presente série que o desenho a nanquim, a que recorre quase sempre, é também uma «forma de escrita», ágil, pitoresca, cheia de movimento, capaz de ângulos e planos quase cinematográficos, inesperados e saborosos na maneira de exprimir, nas suas rápidas notações, aquilo que o texto literário diz ou implica, quer se trate de situações individuais, quer de pequenos grupos ou conjuntos, quer de massas populares em agitação. Nestas ilustrações para o Romance de Camilo, de Aquilino Ribeiro, o traço e a mancha dão sucessivas expressões à ironia e à sátira, revisitando o mundo camiliano do século XIX pelo pincel de um grande pintor do século XX

Vasco Graça Moura

Júlio Pomar (1926-2018)



IN MEMORIAM


Fernando Pessoa visto por Júlio Pomar



Umas vezes falando através da pintura, outras fazendo o uso da palavra, Júlio Pomar nunca perdeu a irreverência, a vontade e a necessidade de pôr o mundo do avesso e todas as convenções em questão. A inquietação terá estado na base da transformação contínua da sua obra.

Ler AQUI o artigo de Sara Antónia Matos, "Revisitar Júlio Pomar: um artista em movimento", in Público, 22 de Maio de 2018