terça-feira, 13 de novembro de 2018

Da desumanização





Esta animação co-dirigida por Rafa Cano Méndez e Daniel Martínez Lara, que ganhou o Prémio Goya de Melhor Curta-Metragem de Animação, merece ser vista. 

Pela reivindicação do humano, da criatividade e da poesia!


domingo, 11 de novembro de 2018

Aula de Português e Flexibilidade Curricular





 https://drive.google.com/open?id=1k5gikEReNS3QHdL4giUT4cQw0JcnZCN-
Resumos das Comunicações apresentadas na 2.ª edição das IV 
Jornadas Pedagógicas da Associação de Professores de Português, 
que teve lugar em Lisboa, no dia 29 de setembro de 2018.








Nestas jornadas procurou-se:

promover a reflexão em torno de questões que se colocam aos professores de Português de todos os níveis de ensino, tendo como campo de atuação a escola e a sala de aula, no contexto da aplicação dos novos documentos de referência para o ensino do Português - Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e Aprendizagens Essenciais de Português;

lançar desafios, oferecer testemunhos;

responder a questões emergentes na didática do português;

promover um debate aprofundado no contexto da aplicação da Autonomia e Flexibilidade Curricular.


A Biblioteca escolar no contexto da Flexibilidade curricular e do Perfil dos alunos




Educação em quatro dimensões



As competências que os alunos do século XXI precisam de desenvolver



Educação em Quatro Dimensões fornece uma rara e profunda conversa estratégica sobre educação. Ao questionar o consenso datado e muitas vezes não declarado sobre o que os jovens aprendem na escola, os autores deixam explícitos os limites sistémicos que moldam o que é aprendido. Desenhar linhas analíticas para definir o que é aprendido pode ser visto como um convite para permanecer nos limites existentes ou como um desafio para ir além dos limites e imaginar objetivos sistemicamente diferentes e a organização do aprendizado. Educação em Quatro Dimensões estimula os dois tipos de pensamento inovador.” Riel Miller, Chefe do Fórum Futuro, UNESCO




“O que os estudantes devem aprender numa era de busca online, robótica e inteligência artificial? A aceleração da tecnologia e a explosão da informação criam a necessidade urgente de repensar o sistema educacional tradicionalmente centrado no conteúdo. Começando com uma profunda explicação de como as necessidades da sociedade moderna e da força de trabalho estão a mudar, este livro desafia-nos a dar um grande salto no currículo escolar para refletir competências profundas, incluindo conhecimento moderno relevante.” Steve Vinter, Diretor, unidade em Cambridge, Google




 https://drive.google.com/open?id=1EqWdSMtbB02UJBrplOKIaHbaGHzc6mPq


Autores: Charles Fadel Maya Bialik Bernie Trilling
Título: Educação em quatro dimensões: as competências que os aprendentes precisam para ter êxito
Editor: Center for Curriculum Redesign, Boston 
Data de publicação: Outubro de 2015 
Nº de páginas: 192 páginas
ISBN: 978-85-623228-37-4







sábado, 10 de novembro de 2018

Pôr de lado o ego para encontrar a compaixão






Imam Faisal Abdul Rauf combina os ensinamentos do Alcorão, as histórias de Rumi e os exemplos de Maomé e Jesus, para demonstrar que existe apenas um obstáculo entre cada um de nós e absoluta compaixão - nós mesmos.

Dedicou-se a curar as relações entre os muçulmanos-americanos e os seus vizinhos e a levar essa mensagem de paz para o mundo muçulmano mais amplo.

Em 2003, o Imã Feisal Abdul Rauf fundou a Iniciativa Córdoba, uma organização internacional não partidária que trabalha para fornecer soluções inovadoras para o conflito entre comunidades muçulmanas e ocidentais. Ele também atua como presidente da Iniciativa, promovendo e moderando ativamente o diálogo entre indivíduos e grupos. 

Esse projeto não foi a primeira incursão do imã nas conversações inter-religiosas. Em 1997, iniciou a Sociedade Americana para o Avanço dos Muçulmanos (ASMA), um grupo que reúne muçulmanos e não-muçulmanos americanos por meio de programas em política, assuntos atuais e cultura.

Além disso, participa regularmente no Conselho de Relações Exteriores e do Fórum Económico Mundial (Davos e Mar Morto) e escreveu vários livros sobre o tema da paz para as relações do Islão.



Dia Mundial da Ciência



10 de novembro


Tema 2018: "Ciência, um direito humano"





Celebrado a cada 10 de novembro, o Dia Mundial da Ciência pela Paz e Desenvolvimento destaca o papel significativo da ciência na sociedade e a necessidade de envolver o público em geral em debates sobre questões científicas emergentes. Sublinha também a importância e relevância da ciência nas nossas vidas diárias.

Ao associar a ciência mais intimamente à sociedade, o Dia Mundial da Ciência pela Paz e Desenvolvimento visa assegurar que os cidadãos sejam mantidos informados sobre os desenvolvimentos na ciência. Ressalta também o papel que os cientistas desempenham na ampliação da nossa compreensão do notável e frágil planeta a que chamamos de lar e em tornar as nossas sociedades mais sustentáveis.

O Dia oferece a oportunidade de mobilizar todos os atores em torno do tema da Ciência para a paz e o desenvolvimento - desde autoridades governamentais até aos media e alunos das escolas. A UNESCO incentiva fortemente todos a participar na celebração desta efeméride. 

Os objetivos do Dia Mundial da Ciência pela Paz e Desenvolvimento são:
  • Fortalecer a consciencialização pública sobre o papel da ciência para sociedades pacíficas e sustentáveis;
  • Promover a solidariedade nacional e internacional para a ciência partilhada entre os países;
  • Renovar o compromisso nacional e internacional pelo uso da ciência em benefício das sociedades;
  • Chamar a atenção para os desafios enfrentados pela ciência e aumentar o apoio ao esforço científico.


Ao associar a ciência à sociedade, o Dia Mundial da Ciência pela Paz e Desenvolvimento visa assegurar que os cidadãos sejam mantidos informados sobre os desenvolvimentos na ciência. Também ressalta o papel que os cientistas desempenham na ampliação de nossa compreensão do notável e frágil planeta que chamamos de lar e em tornar as nossas sociedades mais sustentáveis.

O tema para 2018 é “Ciência, um direito humano”, em comemoração do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 27), e da Recomendação sobre Ciência e Pesquisadores Científicos. Lembrando que todos têm o direito de participar e beneficiar da ciência, isso servirá para desencadear uma discussão global sobre as formas de melhorar o acesso à ciência e os benefícios da ciência para o desenvolvimento sustentável. (UNESCO)



                                                                              ⬕ Novembro, Mês da Ciência



Relatório de Ciência da UNESCO - Rumo a 2030




 http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002354/235406e.pdf




A ciência será essencial para atingir muitas das metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e, assim, garantir um futuro sustentável. O Relatório de Ciência da UNESCO: Rumo a 2030  é uma das ferramentas que os países podem usar para monitorizar o progresso em direção às metas da Agenda 2030.

A cada cinco anos, analisa as tendências emergentes da política e governança em ciência, tecnologia e inovação. A última edição foi publicada em novembro de 2015. A mensagem principal do Relatório pode ser resumida em apenas quatro palavras: mais pesquisa - melhor desenvolvimento.

Há duas décadas, Relatório de Ciência da UNESCO : Rumo a 2030, escrito por cerca de 60 especialistas, cada um cobrindo o país ou região onde reside, tem vindo a mapear regularmente a governança da Ciência, Tecnologia e Inovação (STI) em todo o mundo. O relatório é publicado a cada cinco anos, a 10 de novembro, para marcar o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento.

Como o STI não evolui no vácuo, esta última edição resume a evolução desde 2010, tendo como pano de fundo as tendências socioeconómicas, geopolíticas e ambientais que ajudaram a moldar a política e a governança contemporânea das CTI.

As tendências e os desenvolvimentos na ciência, tecnologia, política de inovação e governança entre 2010 e meados de 2015 aqui descritos fornecem informações essenciais básicas sobre as preocupações e prioridades dos países que devem orientar a implementação e orientar a avaliação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável nos próximos anos.

Resumo Executivo do Relatório, elaborado em língua portuguesa, pode ser consultado AQUI (pdf).

                                                                                                    
                                                                                             ⬕ Novembro, Mês da Ciência




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Encontros com autores





A Biblioteca da Camilo vai promover mais um Encontro com autores, com a colaboração dos docentes da escola e com o apoio da Leya. 

Assim, na próxima quinta-feira, o escritor Francisco Moita Flores virá à nossa escola para mais em Encontro com autores, dirigido a alunos do Ensino Secundário.

A palestra terá lugar no Auditório 1, às 10-05.

Na véspera, quarta-feira, à noite, às 21:00, haverá uma Tertúlia com o escritor dirigida a toda a comunidade escolar e educativa.


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Revista Blimunda 77


20 anos do Prémio Nobel


OUTUBRO 2018



Descarregar (pdf)
Ler no Scribd







"Há 20 anos, José Saramago era distinguido com o Prémio Nobel de Literatura, o primeiro para a língua portuguesa. Esta edição da revista Blimunda é-lhe totalmente dedicada e conta com textos de António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal, Carlos Reis, Professor catedrático da Universidade de Coimbra, Pedro Sánchez, Presidente do Governo de Espanha, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do Partido Comunista Português, Pilar del Río, Presidenta da Fundação José Saramago, Ricardo Viel, autor do livro Um país levantado em alegria, e Roberto Gastão Saraiva, vencedor do concurso de ensaios do Congresso Internacional “José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel”, além de uma análise sobre a escolha do livro O Lagarto para integrar o catálogo da Biblioteca Internacional da Juventude."

As palavras | Gostar de ler


As palavras escondem histórias que nos emocionam e nos fazem sonhar...




Educação & Ciência





 

 

 



                                                                                               ⬕ Novembro, Mês da Ciência


Compaixão e o verdadeiro significado de empatia








Ativista, antropóloga, autora, cuidadora, ecologista, pesquisadora de LSD, professora e sacerdotisa do Budismo-Zen, Joan Halifax trabalha com pessoas na última etapa da vida (no hospício e no corredor da morte). Ela partilha o que aprendeu sobre compaixão diante da morte e dos moribundos e uma profunda percepção da natureza da empatia.


domingo, 4 de novembro de 2018

Miúdos a votos



A importância do voto, pela youtuber Peperan:

  




Para que é que votamos? 
6 perguntas e respostas sobre eleições que  revista Visão preparou para ti.
 
 

Miúdos a votos | Sobre o conceito de democracia



O youtuber e animador de rádio Conguito explica o conceito de democracia:



  




Miúdos a votos | A importância do voto


 #paradetequeixar


  



Sabes para que servem as eleições? 
Imaginas quantos tipos de eleições há?
Estas são algumas das perguntas a que este vídeo tenta dar resposta, de forma simples e acessível. É feito em stop motion, o que lhe dá uma caráter único!
Para de te queixar... e vai votar!
 
É este o mote de uma campanha, promovida pela Comissão Nacional de Eleições, que quer sensibilizar as pessoas da tua idade para a importância do voto. 
 
 

Miúdos a votos | Apresentação de candidaturas




A Escola Secundária Camilo Castelo Branco já está inscrita!


Agora é a tua vez ! 

Até 7 de novembro, ainda podes apresentar a candidatura do livro que mais gostaste de ler até hoje, preenchendo o formulário que está disponível AQUI

Todos os livros, sejam eles de prosa, poesia, banda desenhada ou teatro, podem ser candidatos. Deves indicar o título completo do livro e o nome do seu autor. No caso das coleções, o que deve ser nomeado é o título individual do livro nomeado, e não a coleção. Cada aluno só pode fazer uma nomeação.


COMO SE SABERÁ QUAIS SÃO OS LIVROS CANDIDATOS?

A partir de todos os títulos apresentados pelos alunos, e com o apoio da Pordata, será constituída uma lista final nacional, por cada ciclo/nível de ensino, dos livros candidatos que irão a votos a 15 de março de 2019. Para entrar na lista, será necessário recolher um número mínimo de candidaturas, tal como os candidatos a umas eleições presidenciais têm de apresentar um número mínimo de assinaturas.

As listas serão tornadas públicas a 5 de dezembro de 2018 na VISÃO Júnior online e no portal da RBE, em formato descarregável de forma a poderem ser impressas.


CAMPANHA ELEITORAL

A campanha tem o seu início a 28 de janeiro e termina a 13 de março de 2019. O dia de reflexão será 14 de março de 2019.


ELEIÇÕES

A votação realizar-se-á no dia 15 de março de 2019.

O Regulamento está disponível AQUI. 







Este ano, o concurso foi alargado ao Ensino Secundário.


E depois da tragédia? O perdão


Empatia | Histórias de vida




Numa noite terrível, em 1995, o neto de Ples Felix, de 14 anos, assassinou o filho de Azim Khamisa na iniciação de um gangue alimentada por drogas, álcool e uma falsa sensação de pertença. 

O encontro mortal levou Khamisa e Felix por caminhos profundos de meditação, para perdoar e ser perdoado - e num ato de coragem e reconciliação, os dois homens encontraram e forjaram um laço duradouro. Juntos, usaram a sua história como um esboço para uma sociedade melhor e mais misericordiosa, onde as vítimas da tragédia podem crescer e curar-se. 

"A paz é possível", diz Khamisa. "Como sei disso? Porque estou em paz."

Azim Khamisa fala para estudantes e adultos sobre a não-violência, o perdão e a construção da paz, e é um dos fundadores de duas organizações sem fins lucrativos voltadas para a luta contra a violência juvenil.

Khamisa escreve: "Eu emigrei para os EUA, em 1974, para escapar à violência no Quênia, onde éramos uma minoria-alvo. Mas, há 22 anos, o meu único filho, Tariq, que era estudante universitário e trabalhava em part-time como entregador de pizza, foi morto por um membro de gangue de 14 anos de idade num ritual de iniciação de gangue. Tariq tinha apenas 20 anos de idade quando morreu, e escusado será dizer que a minha vida chegou a um impasse. Ele era um bom e um garoto generoso!

"No entanto, apesar de envolvido numa tragédia profundamente dolorosa, vi que havia vítimas em ambos os lados da arma. Nove meses depois da morte de Tariq, fundei a Tariq Khamisa Foundation (TKF). A nossa missão é salvar vidas de crianças, capacitar para escolhas corretas e ensinar os princípios da não violência - da empatia, compaixão, perdão e pacificação. Eu perdoei o assassino do meu filho e convidei o seu avô para se juntar a mim no trabalho da TKF. Com a graça de Deus, TKF tem 22 anos e tem uma escola segura modelo e está a conseguir manter as crianças longe de gangues, armas, drogas, crime e violência. O avô e eu ainda estamos juntos a fazer este trabalho, e o garoto que matou o meu filho, agora tem 36 anos, vai-se juntar a nós quando for libertado, em outubro de 2018. Eu escrevi quatro livros e falo em todo o mundo para estudantes e adultos. Sou um ativista pacífico apaixonado e um professor da não-violência, do perdão e de criadores da paz”.

Ples Felix é um líder na Fundação Tariq Khamisa, dedicada a ajudar a acabar com a violência juvenil.

Ples Felix era um Boina Verde aposentado, que trabalhava no desenvolvimento da comunidade e criava o seu neto Tony, tentando mantê-lo seguro e longe das más influências. Mas numa noite horrível, Tony, na companhia de membros de gangues mais velhos, atirou e matou um motorista de entrega de pizza. Foi um momento que mudou muitas vidas.

O motorista era Tariq Khamisa, um estudante de 20 anos em San Diego. O seu infeliz pai, Azim Khamisa, procurando encontrar significado de perdas insondáveis, criou a Fundação Tariq Khamisa para abordar a violência juvenil através da educação, orientação e serviço comunitário. 
Convidou Felix para se juntar a ele - porque "havia uma vítima em ambos os lados daquela arma". 
Desde 1995, Felix é co-líder da Fundação Tariq Khamisa, desenvolvendo programas de orientação que mantêm crianças em risco na escola e no caminho certo.



Novembro, Mês da Ciência na Biblioteca


LerCiência






                                                                                                    ⬕ Novembro, Mês da Ciência


sábado, 3 de novembro de 2018

Ciência, Tecnologia e Ética


Será ético introduzir alterações no corpo humano, fazendo-o evoluir?





Podemos fazer evoluir bactérias, plantas e animais. 
O futurista Juan Enriquez pergunta: É ético fazer evoluir o corpo humano? 
Numa palestra visionária que abrange desde próteses medievais até à neuroengenharia e a genética atuais, Enriquez classifica a ética associada à evolução humana e imagina os modos como teremos de transformar nossos próprios corpos se esperamos explorar e viver noutros lugares que não a Terra. 


                                                                                                    ⬕ Novembro, Mês da Ciência

Empatia: uma experiência radical







Dois países em guerra podem ser empáticos um com o outro? 

Passo a passo, metódico, o sociólogo Sam Richards oferece ao seu público um desafio extraordinário: permitir que um grupo (sobretudo) de americanos compreenda - não que aprove, mas que compreenda - as motivações de um insurgente iraquiano. 

Sam Richards é sociólogo e professor do maior curso de relações raciais dos EUA. Ele defende que a empatia é o coração da sociologia.

Identificando-se como "um iconoclasta de Toledo, Ohio" e identificado por David Horowitz como um dos "101 académicos mais perigosos da América", Sam Richards é um dos professores de sociologia mais provocadores e populares do país. Todos os anos, 725 estudantes da Universidade Estadual da Pensilvânia fazem seu curso sobre relações raciais e étnicas, onde ele ataca, com humor e coragem, questões que a maioria das pessoas escolheria evitar.


Ciência & Tecnologia




Fonte: Pixabay


“Criámos uma civilização global em que os elementos mais cruciais […] dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Mas também criámos uma ordem em que ninguém compreende a ciência e tecnologia. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável entre poder e ignorância vai-nos explodir na cara.” 

Carl Sagan, O mundo infestado de Demónios (1995)




Novembro, Mês da Ciência


Intergeracionalidade e o mundo digital: propostas de atividades



 https://drive.google.com/open?id=1OxaZgUBX1Gud_t293myPHWiGv9WsUJkP




Autores : Ádila Faria, Ana Jorge, Ana Pérez-Escoda, Angela Rees, António José Osório, Belinha de Abreu, Celiana Azevedo, Daniel Villar-Onrubia, Eugène Loos, Fernando Albuquerque Costa, Graham Attwell, Henrique Gil, Igor Kanižaj, Isabel Mendinhos, Jenny Hughes, Jordi Ferran Boleda, Julian McDougall, Lidia Marôpo, Loredana Ivan, Mª Amor Pérez-Rodríguez, Margarida Romero, Maribel Santos Miranda-Pinto, Mireia Fernández-Ardèvol, Paloma Contreras-Pulido, Rita Zurrapa, Teresa Pombo, Teresa Sofia Pereira Dias de Castro, Vitor Gonçalves, Vítor Tomé 

Editores : Maria José Brites, Inês Amaral, Raquel Patrício, Luís Pereira 

Editora : Edições Universitárias Lusófonas 

ISBN : 978-989-757-088-9 Formato eBook



O mundo digital faz-nos submergir na metáfora da liquidez de Bauman. Um contexto de meios veiculados pelos avanços tecnológicos, através dos quais as relações entre as pessoas se transformaram profundamente. Os espaços de interação são cada vez mais ubíquos e convergentes para que transmitam as mensagens e os conteúdos sem fronteiras evidentes. O progresso tecnológico facilita dispositivos que dia-a-dia superam as possibilidades de comunicação e de intercâmbio de dados e de experiências. Apesar de tudo, a hiperinformação, as desigualdades na conectividade e a falta de competências necessárias para interagir com estas ágoras digitais revelam a necessidade de uma alfabetização mediática urgente. Esta não pode manter-se reduzida ao tecnológico, como o que se relaciona com o uso de dispositivos, recursos de acesso e difusão da informação ou de fóruns de visibilidade, o que sucede com frequência. É necessário aprofundar os enfoques na formação de uma cidadania competente, que não se conforme com fascínios, ilusões e enganos sobre o progresso tecnológico e que seja capaz de os converter em usos e comportamentos consolidados, inteligentes e responsáveis. Os principais problemas da nossa sociedade derivam da ausência de competências neste mesmo sentido. Daí que os riscos da privacidade nas redes, os abusos, as fake news, o excessivo poder dos influenciadores, entre outros, esteja confinado a um panorama que muitas pessoas evitam e outras enaltecem de forma dicotómica. Trata-se de posições extremadas que desvalorizam os benefícios que as redes e os novos dispositivos de comunicação têm indubitavelmente para a cidadania. 

As possibilidades que o desenvolvimento tecnológico e os novos dispositivos propiciam para relacionar, comunicar, divertir, aprender e fazer negócios supõem um desafio para a cidadania independentemente da idade. Se durante muito tempo se propagou a crença de que os mais jovens são nativos digitais, é tempo de considerar que uma autoaprendizagem na utilização instrumental ou habitual não implica, como assinalamos, uma competência adequada para o uso dos meios e das tecnologias. 

O impacto dos meios e dos dispositivos digitais em todas as gerações é um facto. Adultos, jovens e crianças utilizam as redes na sua vida diária e durante todo o tempo. E fazem-no de forma individual, com os seus pares e, em menor dimensão, de forma intergeracional. Abordar a importância das experiências de uso partilhado entre jovens e adultos, com conexão intergeracional, é sem dúvida uma aposta valiosa no âmbito da alfabetização mediática. 

Neste sentido, este livro constitui uma significativa aposta no desenvolvimento das competências mediáticas em consonância com o que a UNESCO estabelece como linhas orientadoras para a alfabetização: compreensão, pensamento crítico, criatividade, consciência intercultural e cidadania. Apresenta-se num sentido muito claro, que permite a formação mediante a prática, através de uma série de atividades que incidem na reflexão, no trabalho com os valores e as atitudes, o aprender a fazer e a conexão entre gerações. 

As atividades são destinadas tanto a adultos, como a jovens e a ambos. Cada capítulo apresenta a mesma estrutura com a indicação dos recursos necessários para o trabalho, a descrição da proposta de atividades, a explicação do que se vai aprender, sugestões para a metodologia, a sequência adequada de desenvolvimento e, finalmente, a orientação para uma abordagem intergeracional. 

Os autores e as autoras que colaboram neste magnífico material têm uma vasta experiência na alfabetização mediática e, sem dúvida, as suas contribuições serão uma importante mais-valia para o desenvolvimento das competências necessárias no mundo digital nesta perspetiva intergeracional. 

O livro começa com uma série de propostas para a infância em torno dos riscos, da programação e robótica no pré-escolar e os códigos QR. Para os jovens apresenta-se uma reflexão sobre a identidade mediada entre gerações, as ferramentas para trabalhar na análise de informação e notícias falsas, e as estratégias dos youtubers. Na área dos adultos expõem-se também atividades que visam revelar as estratégias dos youtubers, a trabalhar a passagem de histórias tradicionais para formatos digitais, sobre a utilização de jogos e de redes sociais num ambiente intergeracional, e a App-Peak. E, finalmente, tentando potenciar de forma mais eficaz a conexão e a aprendizagem entre gerações, incluem-se atividades para descobrir e aprender como detetar notícias falsas, o significado de notícias, as histórias de vida, o WhatsApp, um museu de brinquedos digitais, os influenciadores e os códigos QR para a aprendizagem comunitária. 

É evidente que as temáticas abordadas são muito atuais e a perspetiva de enfoque, traçando pontes de uso partilhado e reflexão desde a infância à idade adulta, posicionará este texto como uma referência no desenvolvimento da alfabetização mediática, para além do efeito deslumbrante do avanço tecnológico. A educação competente e integral da cidadania exige a prática reflexiva acerca da influência nos valores, atitudes e comportamentos que os novos usos comunicativos estão gerando no mundo digital
Aguaded, Ignacio, Prefácio a Intergeracionalidade e o mundo digital: propostas de atividades
Ignacio Aguaded é professor na Universidade de Huelva e editor da revista “Comunicar” (JCR-Q1) 



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Literacia científica na escola




A literacia científica é a “capacidade de usar o conhecimento científico, de identificar questões e de desenhar conclusões baseadas na evidência por forma a compreender e a ajudar à tomada de decisões sobre o mundo natural e das alterações nele causadas pela atividade humana".
PISA, OCDE, 2003: 133







Ficha Técnica

Título : Literacia científica na escola 

Organizadoras : Matilde Gonçalves, Noémia Jorge Autores Alexandra Ruivo, Antónia Coutinho, Audria Leal, Carla Silva, Carla Teixeira, Fernando Nunes, Filomena Viegas, Helena Jorge, Inês Ribeiros, Isabel Ramos, Joaquim Dolz, José Miranda, Lúcia Cunha, Lucinda Canoa, Luzonzo Filipe, Maria do Rosário Luís, Matilde Gonçalves, Noémia Jorge, Rute Rosa 

Comissão científico-pedagógica : Antónia Coutinho, Filomena Viegas, Florencia Miranda, Joaquim Dolz, Luísa Álvares Pereira, Paulo Nunes da Silva 

Equipa editorial : Matilde Gonçalves, Noémia Jorge, Inês Ribeiros, Rosário Luís

CapaMargarida Azevedo, Ricardo Leiria 

Ano : 2018 

ISBN : 978-989-54081-0-8



Intitulada Literacia científica na escola, a presente publicação resulta do projeto Promoção da Literacia Científica, desenvolvido no Centro de Linguística da Universidade NOVA de Lisboa, entre 2016-2017, e financiado pela Fundação Calouste-Gulbenkian, no âmbito do programa Língua e Cultura Portuguesa.

Partindo dos pressupostos de que não há ciência independente das formas e dos formatos textuais que a configuram e de que a ciência desempenha um papel decisivo no desenvolvimento dos jovens, na apropriação do conhecimento e na capacidade de intervenção na sociedade, o projeto Promoção da Literacia Científica foi levado a cabo por Matilde Gonçalves (coordenadora), Antónia Coutinho, Noémia Jorge, Inês Ribeiros, Lúcia Cunha, Maria do Rosário Luís, Miguel Magalhães e Margarida Azevedo (colaboradora). Tratou-se de um projeto constituído por duas etapas: a primeira incidiu na constituição e análise de um corpus de textos de divulgação científica (disponível em http://www.literaciacientifica.pt/corpus); com base nos resultados da análise, a segunda assentou na criação de estratégias de intervenção didática com vista à promoção da literacia científica de alunos do Ensino Básico e Secundário, tendo culminado na dinamização da ação de formação

[...]

A publicação está organizada em duas partes complementares [Parte I -A literacia científica na atualidade – textos para reflexão; Parte II - A literacia científica na aula de Português – Percursos didáticos], ambas focadas na noção de literacia científica e no trabalho com textos de divulgação de ciência; se a primeira parte é delineada por um cunho predominantemente teórico-reflexivo, a segunda assume uma feição de carácter formativo-didático.


Gonçalves, M. & Jorge, N. (org.) (2018). "Apresentação", in Literacia científica na escola. Lisboa: NOVA FCSHCLUNL.


                                                                                                    ⬕ Novembro, Mês da Ciência