segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

"...e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente"


 
 

Desejos de Ano Novo

 
“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.
Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!” 
Carlos Drummond Andrade (1902-1987). Poeta, contista e cronista brasileiro
 
 

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
 


Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga (1905-1995)

 
 

Ítaca
Não vale a pena suportar tanto castigo.
Procuras Ítaca. Mas só há esse procurar.
Onde quer que te encontres está contigo dentro de ti em casa na distância onde quer que procures há outro mar Ítaca é a tua própria errância.

Manuel Alegre (1936-), Um barco para Ítaca, Centelha, 1971

Para ser grande, sê inteiro: nada

 
Para ser grande, sê inteiro: nada
 
               Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
               No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
            Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa - 1888-1935), Odes
 
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Blimunda 19



Dezembro 2013




"A Blimunda de dezembro já chegou!

Nas suas páginas, destaque para os 15 anos da entrega do Prémio Nobel a José Saramago, com depoimentos de amigos, editores e jornalistas que acompanharam esses dias e que com o escritor viveram as emoções daqueles dias de Estocolmo. Também em destaque neste número da Blimunda, o Dicionário de Lugares Imaginários, que acaba de ser editado em Portugal pela Tinta da China, numa edição revista e aumentada, e na secção infantil e juvenil os 19ºs Encontros Luso-Galaico-Franceses de Literatura Infanto-Juvenil, que a cidade do Porto acolheu no final do mês de novembro. Também neste número o discurso de Nuno Júdice, de aceitação do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero Americana, entregue ao escritor no dia 27 de novembro.

A acompanhar os temas em destaque, as habituais leituras do mês, notícias, alfarrábio, agenda, o habitual em todos os números da revista mensal da Fundação José Saramago.

No fecho de mais um ano, um até já, com os votos de Bom 2014!"




domingo, 22 de dezembro de 2013

Ler Mais, Ler Melhor - Livros da vida de Alice Vieira

 

 

Conheça os livros da vida de Alice Vieira:

Coração, de Edmondo de Amicis

 
Clarissa, de Erico Veríssimo
 
 
Tanta gente, Mariana, de Maria Judite Carvalho
 
 
 



Concurso Nacional de Leitura 2013/14






A Lua não está à venda, de Alice Vieira

(mais uma obra selecionada para o CNL)



Lua, mais precisamente a Lua Cheia, é o nome de um café de bairro,  ponto de reunião e convívio de diversas figuras das redondezas, cuja proprietária é D. Estrela, uma senhora viúva, mãe de Júlia. Mas lua simboliza também o que pertence ao sonho em cada vida.

A narração dos acontecimentos ligados à venda do pequeno café e às histórias e sonhos dos seus fregueses habituais (jovens e adultos) que vivem no mesmo bairro lisboeta surge entrelaçada por uma outra narração em itálico, uma espécie de monólogo interior de uma personagem feminina, a professora Beatriz, também ela uma assídua frequentadora do café. Esse monólogo é construído enquanto ela vigia um teste dos seus alunos.

  Um livro sobre a solidão, mas também sobre a boa vizinhança e sobre o único modo como as pessoas vulgares conseguem sobreviver: com a cabeça cheia de sonhos e projetos. 


Sobre a autora

Alice Vieira é uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens. Várias das suas obras estão publicadas no estrangeiro.
Em 1979, recebeu o Prémio do Ano Internacional da Criança, com Rosa, Minha Irmã Rosa, em 1983, com Este Rei que Eu Escolhi, ganhou o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra.
Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen, o mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.

Maria Teresa Maia Gonzalez - parte II



A autora de A Lua de Joana em discurso direto: entrevista dada aos alunos  na BE/CRE da ES23 Padre Alberto Neto



                  



Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 8º Ano de escolaridade.
Leitura orientada na sala de aula - Grau de dificuldade I.

Ao lermos A Lua de Joana, um romance sob a forma de um diário de uma adolescente, não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que realmente é importante na vida. Este livro, que nos leva a viajar até ao mundo da toxicodependência,  alerta-nos para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena …

CNL 2013 | Obras selecionadas

Maria Teresa Gonzalez - parte I

 
Mais uma obra selecionada para a 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura.
A prova de seleção é já dia 8 de Janeiro de 2014 
 
 
 

Boas Férias Miguel!, de Maria Teresa Maia Gonzalez

Coleção: Estrela do Mar
Nº na Coleção: 93
Data 1ª Edição: 15/08/2006
Nº de Edição: 2ª
ISBN: 978-972-23-3636-9
Nº de Páginas: 96
Dimensões: 135x205mm
Peso: 176g
 
 
          Era o primeiro dia do mês de Agosto. Ao contrário dos anteriores, estava nublado e custava um pouco a respirar, pois o ar estava tão pesado como o céu e o coração de Miguel ao sair do carro do pai, naquela sexta-feira que tinha tudo para lhe parecer azarada.
          — Vai buscar a tua mala, filho. Com um corpo desses ainda esperas que seja eu a carregá-la por ti?! Já tens quinze anos, que diabo!...
          O pai falara num tom que denotava alguma ansiedade. De facto, desde que marcara a data do seu segundo casamento, mostrava-se, a um tempo, eufórico e nervoso. Talvez tivesse sido o nervosismo que o fizera enganar-se na idade do filho, que só completaria os quinze anos dentro de três semanas. Fosse como fosse, o Miguel não comentou o erro, apenas baixou a cabeça e, lentamente, dirigiu-se para o porta-bagagens, sem qualquer vontade de se mexer.
 

... Assim se inicia esta narrativa.              
Se pudesse, Miguel teria hibernado o mês de Agosto inteirinho, só para não passar pela tremenda seca que iam ser as suas férias, as piores de sempre, tinha a certeza disso!... O pai ia em lua-de-mel para o Brasil com a sua segunda mulher, a mãe vivia agora nos Açores com a nova família, e ele ia ser despachado para o meio do Alentejo, para o monte de uma tia que nunca tinha visto. Para cúmulo, o aniversário dos seus quinze anos ia calhar exatamente por aqueles dias...                         

 
Sobre a autora
 
 
 
 

Maria Teresa Maia Gonzalez, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas,  é uma das mais vendidas e prestigiadas escritoras portuguesas de livros dedicados a crianças e jovens adolescentes.

É coautora da coleção “O Clube das Chaves”, da qual já se publicaram 21 volumes, e de inúmeras outras obras, incluindo vários títulos premiados. A Lua de Joana, o seu maior sucesso editorial, já vai na 16 edição e nos 220 000 exemplares vendidos.
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Verão Quente | Domingos Amaral






Em 1975, no auge do Verão Quente, com Portugal à beira de uma guerra civil, Julieta é encontrada inanimada e cega, depois de cair pela escada, na sua casa de família na Arrábida. E, num dos quartos do primeiro andar, são descobertos, já mortos, o seu marido, Miguel, e a sua irmã, Madalena. Seminus e ambos atingidos com duas balas junto ao coração, as suas mortes levam o tribunal a condenar Julieta pelo duplo homicídio.
Vinte e oito anos depois, em 2003, a cegueira traumática de Julieta desaparece e ela volta a ver. Começa também a recordar-se de muitos pormenores daquela tarde trágica em que aconteceu o crime, e em conjunto com Redonda, a sua bonita filha, e o narrador da história, vão tentar reconstituir e desvendar o terrível segredo da Arrábida, que destruiu aquela família para sempre.
Quem matou Miguel e Madalena e porquê? Será que eles eram mesmo amantes, como a polícia suspeitou? Será que Julieta descobriu a traição infiel do marido e da irmã? Ou será Álvaro, ex-marido de Madalena e um dos «Capitães de abril», o mandante daquele crime?
Sobre o autor....


Domingos Freitas do Amaral publicou já cinco romances.
Formado em economia, iniciou a sua carreira jornalística n’O Independente, tendo depois sido diretor da revista Maxmen. Como cronista, escreveu para o Diário de Notícias, Grande Reportagem e Diário Económico. Atualmente, é diretor da revista GQ e cronista dos jornais Correio da Manhã e Record.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Entrevista com Francisco José Viegas





O escritor, professor universitário e jornalista português, Francisco José Viegas fala sobre os seus romances, sobre a proximidade cultural entre Brasil e Portugal e faz um paralelo crítico-afetivo entre os dois países.

O Mar em Casablanca, apresentação pelo autor



Francisco José Viegas fala do seu romance, O Mar em Casablanca.

O Mar em Casablanca, de Francisco José Viegas





O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detetive dos anteriores romances de Francisco José Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonial - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.

História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Uma árvore de Natal original



Está patente na escadaria de acesso à Biblioteca uma árvore de Natal muito original: concebida pelo grupo de Artes Visuais, foi construída com manuais escolares e decorada com mensagens.

Os textos, produzidos pelos alunos, sob a orientação dos professores de Português, e impressos em folhas de papel colorido,  são alusivos à quadra natalícia e incluem obrigatoriamente 10 palavras sugeridas pela Biblioteca: Natal, livros, lareira, decoração/decorações, amizade, família, presentes, noite e corações.   









 




Ver os textos produzidos pelos alunos em: http://issuu.com/adelaidejordao3/docs/pp._natal 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Feira do Livro

Pedro Seromenho cativou alunos (e professores) da Camilo

 
 
O escritor/ilustrador na sessão de autógrafos
 
Como estava agendado, ontem, dia 11 de janeiro, o escritor Pedro Seromenho visitou a nossa escola, no âmbito das atividades associadas à Feira do Livro, para um encontro/debate com os alunos. A apresentação esteve a cargo da professora Maria João Cunha.
 
O Auditório 1 foi pequeno para todos quantos quiseram estar presentes, na sessão da manhã e da tarde,  para conhecer pessoalmente o escritor e colocar-lhe questões sobre a sua obra, a atividade da escrita e o processo criativo.
 
 Nas duas sessões, o escritor fez a leitura expressiva/dramatizada de passagens dos seus textos e elaborou uma "ilustração falada" que deixou como oferta à Biblioteca ad escola. No final, disponibilizou-se para responder a todas as questões que lhe foram colocadas e autografar livros da sua autoria disponíveis na Feira do Livro.
 
No final, o público, heterogéneo (alunos do 7º ao 12º ano), foi unânime: 
 
Pedro Seromenho é um excelente comunicador!!

 
 

                   
 
 
Pormenor da ilustração feita na sessão da manhã
 
 
 

Escritora Rita Ferro em entrevista ao Portal ADORO


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Homenagem a Manoel de Oliveira

 
Imagens:  vídeo do Jornal Público
 
 
 

Construção da imagem do realizador a partir de 40 mil pins!!

 
 
Caricatura de Manoel de Oliveira (desenho digital), de Moisés Carvalho
 
 
Manuel de Oliveira faz amanhã, dia 11 de dezembro, 105 anos.
Para lembrar a efeméride e homenagear o cineasta, foi construída, no Porto, uma tela com a sua imagem a partir de 40 mil pins!!
 
 
 
 


 

 Textos literários adaptados ao cinema por Manoel de Oliveira
(longas-metragens):

Benilde ou a Virgem Mãe (texto dramático), de José Régio ( em 1974)
Amor de Perdição (romance, de Camilo Castelo Branco ( em 1979)
O sapato de cetim (adaptação de Le soulier de Satin),  de Paul Claudel (em 1985)
Os canibais (novela fantástica), de Álvaro do Carvalhal (em 1988)
Vale Abraão, novela de Agustina Bessa-Luís (em 1993)
O dia do desespero, história, verídica, dos últimos dias de Camilo Castelo Branco, baseada fundamentalmente em cartas de Camilo (1992) 
O Convento, novela de Agustina Bessa-Luís (em 1995)
Inquietude - esta longa-metragem parte  de  três  obras  literárias:  a  peça  Os  imortais, de  Hélder Prista  Monteiro;  o  conto  “Suze”,  do  livro  Serão  Inquieto, de António Patrício e o conto “A mãe de um rio”, de  Agustina  Bessa-Luís (em 1998)
A Carta, livro de Madame de La Fayette (em 1999)
Vou para casa, livro de Jacques Parsi (em 2001)
O princípio da incerteza, novela de Agustina Bessa-Luís (em 2002)
O Quinto Império, novela de José Régio (em 2004)
Espelho mágico, novela de Agustina Bessa-Luís (em 2005)
Cristóvão Colombo - O Enigma, inspirado no livro "Cristóovão Colon era Português", de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva (em 2007)
Singularidades de uma rapariga loura, conto de Eça de Queirós (em 2009)
O gebo e a sombra, texto dramático de Raul Brandão (em 2012)


De destacar, também Palavra e Utopia (longa-metragem de 2002) sobre um dos vultos literários mais importantes do panorama português: Padre António Vieira.





 




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Feira do Livro



 de 10 a 12 de dezembro



 


                 


 De 10 a 12 de dezembro, tem lugar, no átrio principal da nossa escola, mais uma edição da Feira do Livro, que este ano conta com a presença do escritor/ilustrador Pedro Seromenho. 

Com este evento, que está inserido no âmbito do Plano de Atividades da Biblioteca e constitui já uma tradição na nossa Escola, pretende-se promover o LIVRO e a LEITURA junto da comunidade escolar e fomentar hábitos de leitura.  
 Assim, e fazendo nossas as palavras da equipa responsável pela organização da Feira do Livro, Adelaide Claro, Anabela Carvalho e Isabel Cunha,  

"Convidamos [...] os alunos, encarregados de educação, professores e funcionários a aproveitar a oportunidade de contactarem com dezenas de livros, folhearem e escolherem os mais interessantes para as suas leituras e ofertas de Natal.


                No dia 11 de dezembro, pelas dez horas, no Auditório I, terá lugar um encontro com o escritor/ilustrador Pedro Seromenho, a fim de desenvolver conversa amena com os alunos; à tarde, pelas quinze horas, haverá um novo encontro com o escritor/ilustrador, no mesmo local, com o intuito de motivar os alunos à ilustração das suas leituras.

                Esperamos, então, que nos dias dez, onze e doze nos movimentemos, numa atitude de reconhecimento do mérito do LIVRO, dignificando-o com a presença e visita de todos nós à FEIRA DO LIVRO da nossa escola. "

Como tem acontecido em anos anteriores, foi estabelecido uma calendarização de visitas à feira para que os alunos a possam visitar, em tempo letivo, na companhia dos respetivos professores. 
 
 
           
 

ENCONTRO COM O ESCRITOR / ILUSTRADOR  PEDRO SEROMENHO










     








 




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

 

A Equipa da Biblioteca  deseja a todos

                       um Feliz Natal e Ótimas Leituras!

 
 
 
 
  
 
 

Pormenor do Presépio da BE




... E oferece imagens do presépio da BE acompanhados por poemas natalícios.
 
Esperamos que gostem! 


       História Antiga
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.

Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga



 

 

 Dia de Natal

Hoje é dia de Natal
Mas o Menino Jesus
Nem sequer tem uma cama,
Dorme na palha onde o pus.

Recebi cinco brinquedos
Mais um casaco comprido.
Pobre Menino Jesus,
Faz anos e está despido.

Comi bacalhau e bolos,
Peru, pinhões e pudim.
Só ele não comeu nada
Do que me deram a mim.

Os reis de longe lhe trazem
Tesouro, incenso e mirra.
Se me dessem tais presentes,
Eu cá fazia uma birra.

Às escondidas de todos
Vou pegar-lhe pela mão
E sentá-lo no meu colo
Para ver televisão.
 
Luísa Ducla Soares
 
 
 
   
Natal à beira-rio


É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado…
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia…
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
 

David Mourão-Ferreira
 
 
 
 Natal… Na província neva
 
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
 
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade !
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
 
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei !
 
 
 Fernando Pessoa
 
 
 
É Natal, nunca estive tão só
 
É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os diospiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.

Eugénio de Andrade