terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia mundial das cidades


31 de outubro
Tema 2017: Governança inovadora, cidades abertas




A Assembleia Geral das Nações Unidas designou o 31 de outubro como Dia Mundial das Cidades, na sua resolução 68/239. Espera-se que o Dia promova o interesse da comunidade internacional pela urbanização global, promova a cooperação entre os países para encontrar oportunidades, enfrentar os desafios da urbanização e contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável em todo o mundo.

O tema geral do Dia Mundial das Cidades é Better City, Better Life. Todos os anos é selecionado um sub-tema diferente, quer para promover sucessos de urbanização, quer para enfrentar desafios específicos resultantes da urbanização.

Este ano, as Nações Unidas selecionaram o tema Governança Inovadora, Cidades Abertas para destacar o importante papel da urbanização como fonte de desenvolvimento global e inclusão social.






Nova Agenda Urbana



"Esta Nova Agenda Urbana reafirma o nosso comprometimento global para com o desenvolvimento urbano sustentável como um passo decisivo para a concretização do desenvolvimento sustentável de maneira integrada e coordenada a nível global, regional, nacional, subnacional e local, com a participação de todos os atores relevantes. A implementação da Nova Agenda Urbana contribui para a implementação e localização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável de maneira integrada, e para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas metas, inclusive o ODS 11 para tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis."


 http://habitat3.org/wp-content/uploads/NUA-Portuguese-Angola.pdf



Adotada em outubro de 2016, na Conferência HABITAT III, realizada em Quito, A Nova Agenda Urbana estabelece o ritmo de como lidar com os desafios da urbanização nas próximas duas décadas.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

MIBE'17: Formação para as literacias



7º B 


Na passada quinta-feira, dia 12 de outubro, à tarde, foi a vez do 7º B visitar a Biblioteca, acompanhada da respetiva professora de Português, Dra. Anabela Carvalho, para mais uma sessão de formação para as literacias, inserida no plano de atividades do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares / MIBE 2017


Como esta turma vai participar no Bookmark Exchange Project, nesta deslocação à Biblioteca, os alunos estiveram também a elaborar marcadores de livros, que irão trocar com uma escola estrangeira a designar pela AISL (Associação Internacional de Bibliotecas Escolares).

No final da sessão, os alunos foram presenteados com a cópia da versão digital do texto de um ex-aluno da Camilo, datado de 1879.

A concluir a visita, os alunos foram ainda convidados a participar num breve brainstorming: escrever num placard a palavra que associam a biblioteca.

O resultado é aqui divulgado sob a forma de uma palavra nuvem: 







sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Blimunda 65



outubro 2017


Descarregar pdf
Ler no Scribd





"No mês em que se anuncia o vencedor da 10ª edição do Prémio José Saramago, a Blimunda dedica o seu editorial a este momento que, de dois em dois anos, distingue autores e autoras de até 35 anos com obra publicada originalmente em língua portuguesa.

Para este número 65, a Blimunda conversou com Cecília Silveira, fundadora da Sapata Press, editora que se propõe a publicar, entre outros assuntos, livros relacionados com a temática LGBT.

A revista publica, pela primeira vez em português, um texto de Leila Guerriero sobre Madame de Bovary e uma leitura do romance de Flaubert nas Pampas argentinas. O texto foi lido pela jornalista argentina em Lisboa neste mês de outubro durante uma sessão na Casa Fernando Pessoa.

Podem as cidades existir sem direitos humanos, pergunta-se Joana Simões Piedade no seu espaço denominado Vozes.

Andréa Zamorano escreve um conto intitulado “A Banheira”.

Na secção infanto-juvenil, a Blimunda conta um pouco do trabalho da atriz e promotora de leitura Madalena Garnier Marques.

A Saramaguiana deste número dedica as suas páginas a algumas mensagens e fotografias que integram Com o mar por meio – uma amizade em cartas, livro de correspondência entre Jorge Amado e José Saramago que foi publicado no Brasil em julho e que, a partir de novembro, estará disponível em Portugal numa edição da Companhia das Letras Portugal."



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dia Mundial do Património Audiovisual


27 de outubro







"Através de imagens e som, o património audiovisual fornece uma visão única do passado como base para a busca do futuro. [...] Vinculando o passado ao presente, esse património faz parte da nossa história comum e deve ser salvaguardado e compartilhado como uma fonte de identidade e pertença, inovação e criatividade ". Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO


Os documentos audiovisuais, como filmes, programas de rádio e televisão, são o nosso património comum e contêm os registos primários da história dos séculos XX e XXI. Infelizmente, essa herança está agora em perigo, porque gravações de som e imagens em movimento podem ser destruídas deliberadamente ou irremediavelmente perdidas como resultado da negligência, decadência e obsolescência tecnológica. Através de iniciativas como o Dia Mundial do Património Audiovisual e o Programa Memória do Mundo, o trabalho dos profissionais de preservação é encorajado, a fim de gerenciar a gama de fatores técnicos, políticos, sociais, financeiros e outros que ameaçam a salvaguarda do nosso audiovisual herança.

"Descubra, lembre e partilhe" é o tema da celebração deste ano do Dia Mundial do Património Audiovisual.

A Conferência Geral da UNESCO aprovou a comemoração de um Dia Mundial do Património do Audiovisual em 2005 como um mecanismo para aumentar a consciencialização geral sobre a necessidade de preservar e salvaguardar material audiovisual importante para as gerações futuras e para tomar medidas urgentes para conservar esse património e garantir que ele permanece acessível ao público agora, e às futuras gerações.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Arqueologias afetivas - escavações poéticas entre a Amazónia e Portugal


MIBE 2017 | Exposição de Edson Macalini







Está patente até ao dia 16 de novembro, na área de exposições da Biblioteca, a exposição Arqueologias afetivas - escavações poéticas entre a Amazónia e Portugal, do autor brasileiro Edson Macalini.

Trata-se de uma atividade inserida na celebração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, realizada no âmbito da parceria com a Fundação Casa-Museu Maurício Penha.



O processo de criação artística visto pelo autor

Ver, Ouvir, Olhar, Caminhar, Admirar, Sentir, Perceber, Tocar, Aproximar, Pegar, Coletar, Lavar, Guardar, Proteger, Apreender/ Aprender/ Prender/ Soltar/ Voar/ Seguir/ Ser. Gosto daquilo que me impressiona, assim, como é impressionante o que os lugares causam em mim. E não foi diferente a sensação e todos os sentidos ativados em Sanfins do Douro. Sentia na pele o frio, assim, o calor do sol me envolvia como um cobertor, acalantado pela mesa posta, com suas louças arrumadas, e a funcionalidade que cada uma tinha, a de receber os líquidos e os alimentos que comeria. Senti-me abraçado e encantado pela paisagem e a magia presente nos causos e histórias ouvidas, senti a vontade de investigar com cuidado e encontrar sozinho os vestígios de vidas e histórias que o próprio lugar me diria.

Comecei pela raiz, lugar da fixação, de essência da memória, de preservação da vida. Lugar de arraigamento, de permanência em um local, de se prender, da necessidade de se estabelecer. Assim, as histórias de cepas de uvas chegaram a mim, primeiro pelos caules, galhos, folhas, frutos, até chegar ao liquido precioso, vermelho como o sangue. Quente como o carinho. Mas retornei as raízes, coadunada as pedras/palanques que sustentam seus galhos e que desenham emaranhados suspensos, barras de xistos, semelhantes ao ferro, resistentes em sua forma frágil/delicada ao toque metálico, cujas pedras arredondadas compunham no solo a sua sustentação.

Dentre as caminhadas, entre descidas e subidas, surgiu um revirado de terra fresca e úmida, com rastros de pneus, forjado por um objeto escavador que, remexendo o solo, fez surgirem pequenos fragmentos de memórias. Dentre a sorte de objetos, cacos de louças ficaram expostos, brilharam como lembranças imersas dentro de uma caixa que há muito tempo não se abria, e, então, pude tocar em memórias não vividas por mim e perdidas nas camadas de terras que as escondiam. Coletei alguns deles, embrulhei no casaco que serviu de sacola, e continuamos a caminhada. Segui adiante, coletando folhas, galhos, pedras, terras e cacos, no percurso de Sanfins a Agrelos, cidade de 45 pessoas adultas e uma criança. Agrelos era silenciosa como uma idosa, que havia passado por mim com suas vestimentas negras, de cabeça baixa dirigindo-se à Igreja, cujo interior silencioso era quebrado pela ladainha coletiva e diária das beatas.

A ausência de sons da paisagem findou-se pelos gritos de um passado que ressoava em meus ouvidos e que me incitou a querer narrar este lugar em suas delicadezas escondidas e enterradas. Essa necessidade recém surgida se encheu de pleno sentido quando avistei um barraco de madeira que se despencava por umas das ladeiras daquele lugar, e que, pelos sinais, estava abandonado há muito tempo. Não pude me aproximar, pela ausência da rampa/calçada que um dia lhe deu acesso, mas pude ver de longe as panelas, canecas, talheres, um armário caído, uma cadeira solitária, um quadro de um santo católico e todo o resto tomado pelos emaranhados espinhosos da amoreira que abraçava o local, como se num desejo de entropia estabelecesse que aquilo voltaria para terra, e que com ela se enterrariam na mesma memória, memória das raízes.

Rodeei o barraco para poder ter a visão de um angulo maior, mais amplo, e vi que lá em cima, suas paredes escoravam-se nas pedras que também rolavam pelo morro, e que debaixo dos galhos secos da amoreira haviam muitos cacos de louças quebradas, que, então, se somaram aos outros já coletados. Tentei reconstruir diversas histórias, mas como não sei como é a vida de um português, abandonei a ideia e deixei os cacos falarem comigo e me dizerem o que fazer. Segui adiante, admirando pedras postas e ordenadas em muros, ladeados por oliveiras retorcidas e centenárias. 

Retornei a Sanfins, um sol forte me abraçou e junto a um vento fino e silencioso, rachou-me a pele e escreveu em meu rosto o sentido daquilo que deveria mostrar. Passei dias registrando a sombra dos cacos de louça projetadas pelo sol que me sugeria uma aura de proteção e preservação de uma memória não vivida.Outros cacos me pediram continuidade de seus desenhos e traçados; outros evocavam a sua ancestralidade, a sua relação terra/mineral, e, por isso, fundiram-se aos outros pratos de barro indígenas que encontrei nas ruas de Parintins, na Amazônia Brasileira, onde permaneci por um ano e meio, e que resultou nesse encontro entre águas/terras amazônicas e portuguesas.

Arqueologias Afetivas é o nome dado a essa coleção de memórias arqueológicas não vividas por mim, mas coletadas pelas minhas mãos, cujo afeto abraça-se ao desejo da mesa posta, à comida preparada e servida nas louças que se quebraram ou se romperam, ao cozinhar o alimento que será coletivo, compartilhado, à espera de seus afetos para a refeição familiar, à espera das visitas, da comunidade, de seus amores.

Arqueologias Afetivas é o encontro com aquela terra que me lembra a infância, vivida com meus entes queridos no interior do Brasil, no Sudoeste do Paraná, região esta que faz fronteira com uma outra cultura, com um outro país, a Argentina, e que bastante se assemelha à paisagem e à experiência do sentido de fronteira, que me foram possibilitadas pela vivência entre Portugal e Espanha. 

A região dos parreirais de uvas, do vinho, da boa comida, da gente simples e solidária, da hospitalidade terrena e cultural, e do aconchego que o sol nos proporciona, fazem deste trabalho o sentido afetivo de sua exposição, sendo o resultado de uma escavação afetuosa que agora recebe a forma do meu abraço como um retorno pelo carinho e pela receptividade com a qual fui recebido.

Edson Macalini


Prémio Literário José Saramago 2017




Photo credit: Ípsilon - Público


Julián Fuks, escritor brasileiro de origem argentina, é o vencedor da edição deste ano do Prémio Literário José Saramago, pelo seu livro A Resistência. O anúncio foi feito hoje, em Lisboa pela Fundação Círculo de Leitores, que instituiu o prémio em 1999 a celebrar a atribuição, no ano anterior, do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago.



Cultivar a resiliência



Photo credit: Ilustração Filipa Viana/Who




Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, resiliência (em sentido figurado) significa «capacidade de defesa e recuperação perante fatores ou condições adversos». Ou seja, a capacidade de uma pessoa lidar eficazmente com os problemas, superar obstáculos e resistir à pressão de situações adversas, transformando as experiências negativas em aprendizagens e oportunidades de mudança e crescimento pessoal.

[...]


A palavra «resiliência» tem sonoridade estranha e significado pouco conhecido, mas pode fazer a diferença na nossa vida e na forma como enfrentamos situações difíceis. No seu significado original, o termo, que foi emprestado da física, refere-se à propriedade que certos materiais têm de voltar à sua forma original seja qual for o impacto ou tensão que sofram. Como um elástico que, à medida que é esticado, se deforma até um certo limite, sem rebentar, retornando à forma inicial quando deixamos de esticá-lo. Atualmente, é frequentemente utilizado para descrever a forma como as pessoas respondem às frustrações e aos problemas que ocorrem na sua vida, e como recuperam desses embates de modo a saírem mais fortalecidas perante as adversidades.

[...] 

Durante séculos fomos um povo resiliente, mas com o passar do tempo deixámos de exercitar esta competência. «Tem-nos faltado desenvolver a capacidade de resistência, de perseverança, desistimos cedo demais, ficamos rapidamente cansados, e a nossa capacidade de reação é muito lenta. E por isso preferimos resultados a curto prazo. O “não posso” tornou-se um (mau) hábito nacional», diz o sociólogo [Lúcio Lampreia].

A boa notícia é que a resiliência é o nosso músculo psicológico – algo que todos temos, em alguma medida –, e que pode e precisa ser desenvolvido ao longo da vida. E como qualquer músculo, deixa-nos mais fortes, mais aptos para suportar maiores esforços e torna-nos progressivamente mais eficientes.

Como podemos, então, aprender ou cultivar a resiliência? O segredo, segundo os especialistas, passa por ajustarmos a forma como vemos e encaramos as adversidades. As pessoas que conseguem controlar as suas emoções e acreditam que podem fazer algo para minimizar os efeitos nefastos das circunstâncias resistem melhor do que aquelas que se sentem indefesas e pensam não ter controlo sobre a sua vida. «Muitas vezes são os momentos de controlo e não os sentimentos de impotência que nos motivam e apontam respostas», revela o psicólogo. «Em situações adversas podemos descobrir caminhos que nos possam trazer felicidade e sucesso não “em vez de” mas “por causa” dos desafios que se nos deparam.»

O texto de Carla Mateus, Resiliência, para que serve?, publicado no Notícias Magazine, pode ser lido na íntegra AQUI.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Prémio Literário Fernando Namora 2017



A Noite Não É Eterna, de Ana Cristina Silva, publicado pela Oficina do Livro, foi a escolha unânime do júri do Prémio Literário Fernando Namora, presidido por Guilherme d'Oliveira Martins. 



Oficina do Livro, 2016


Sinopse do romance

"A Roménia, sob o jugo do ditador Nicolae Ceausescu, atravessa um dos piores períodos da sua história, com a população a enfrentar a fome e dominada pelo terror. Seguindo as orientações do Presidente para a criação de um exército do povo no qual os soldados seriam treinados desde crianças, Paul, um ambicioso funcionário do partido, decide levar de casa o filho de três anos e entregá-lo aos cuidados do Estado. Quando a mãe se apercebe do desaparecimento do pequeno Drago, o desespero já não a abandonará, bem como o firme desejo de acabar com a vida do marido. Correndo riscos tremendos, Nadia não desistirá, porém, de procurar o menino, ainda que para isso tenha de forjar uma nova identidade, de fazer falsas denúncias, de correr os orfanatos cujas imagens terríveis chocaram o mundo e até de integrar uma rede que transporta clandestinamente crianças romenas seropositivas para o Ocidente. Mas será que o seu sofrimento pode ser apaziguado enquanto Paul for vivo? Enquanto o ditador for vivo?"

~~~~~~

Trata-se de "uma obra que se articula a partir da realidade social, política e humana das crianças romenas, e das suas famílias, no período da ditadura de Nicolae Ceausescu", esclarece a ata do júri, que inclui ainda José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril-Sol, instituição que atribui este prémio, no valor de 15 mil euros.

Realçando que o romance de Ana Cristina Silva é "uma belíssima composição narrativa com linguagem sóbria e cuidada, que valoriza em particular a narrativa de um drama pungente, num quadro político sufocante e obsessivo", o júri conclui: "É uma história construída sobre os labirintos da tirania".



Pensamento crítico em contexto escolar


Revista Lusófona de Educação







Avaliação do pensamento crítico em contexto escolar: uma perspectiva emergente em psicologia
por Vioria Alich e Sónia Pereira



"No domínio da avaliação do pensamento crítico encontram-se testes com ca- racterísticas e formatos diferentes: os que vão ao encontro de mais do que uma competência de pensamento crítico, e aqueles que se dirigem a uma competên- cia específica; os que apresentam questões tipo escolha múltipla, os que são constituídos por questões que requerem resposta aberta ou ainda uma combi- nação entre estes dois estilos.

Em Portugal, têm sido desenvolvidos estudos para adaptação e utilização de vá- rios testes de avaliação do pensamento crítico, porém não se encontra ainda ne- nhum que se proponha avaliar de forma compreensiva o pensamento crítico junto de alunos do ensino básico, havendo apenas provas que se ficam pelo formato de escolha-múltipla.

Impõe-se assim a necessidade de se proceder à elaboração de um teste que reúna questões e desafios específicos cujo objetivo seja avaliar cada uma destas competências assim como valorizar a leitura e interpretação das questões e problemas apresentados, com solicitação de respostas alargadas, onde expo- nham as suas opiniões e os argumentos que as sustentem. Apesar de requerer um trabalho de correção mais moroso e menos objetivo, tem como vantagens o conhecimento abrangente que dará acerca destas competências, funcionando como bom indicador das atitudes e comportamentos que poderá apresentar em situações reais."

ALICH, Viorica; PEREIRA, Sónia. Avaliação do pensamento crítico em contexto escolar: uma perspectiva emergente em psicologia.Revista Lusófona de Educação, [S.l.], v. 32, n. 32, july 2016. ISSN 1646-401X. Disponível em: 



Herberto Helder, poeta obscuro



RTP Ensina

Documentário biográfico sobre a obra do poeta Herberto Helder com base em depoimentos de diversas personalidades, intercalados com a leitura de excertos de obras da sua autoria.



 "Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro" - Herberto Helder


 http://ensina.rtp.pt/artigo/herberto-helder-meu-deus-faz-com-que-eu-seja-sempre-um-poeta-obscuro/
Clicar na imagem para aceder ao documentário biográfico 


Reconhecido como um dos maiores poetas portugueses contemporâneos, Herberto Helder é apontado como uma referência na poesia portuguesa depois de Fernando Pessoa. O universo enigmático e metafórico da sua poesia invoca muitas vezes uma dimensão cósmica.


Dia das Nações Unidas


24 de outubro 



O Dia da ONU marca o aniversário da entrada em vigor, em 1945, da Carta das Nações Unidas. Com a ratificação deste documento fundador pela maioria dos seus signatários, incluindo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, as Nações Unidas surgiram oficialmente.

O 24 de outubro foi celebrado como Dia das Nações Unidas desde 1948. Em 1971, a Assembleia Geral das Nações Unidas recomendou que o dia seja observado pelos Estados Membros como feriado público.



Mensagem do Secretário Geral da ONU, António Guterres para 2017:



Tradução da mensagem de António Guterres

O nosso mundo enfrenta muitos desafios graves.
Alargamento de conflitos e desigualdades.
Clima extremo e intolerância mortal.
Ameaças de segurança - incluindo armas nucleares.
Temos as ferramentas e a riqueza para superar esses desafios. A vontade é tudo o que precisamos.
Os problemas do mundo transcendem as fronteiras.
Temos de transcender nossas diferenças para transformar o nosso futuro.
Quando conseguirmos os direitos humanos e a dignidade humana para todas as pessoas, elas construirão um mundo pacífico, sustentável e justo.
No Dia das Nações Unidas, deixem-nos, 'Nós, os Povos', fazer dessa visão uma realidade.
Obrigado. Shokran. Xie Xie. Obrigado. Spasibo. Gracias. Obrigado.

António Guterres







Nações Unidas - Fanfare para todos os povos


Nações Unidas - Fanfare para todos os povos é um um filme curto produzido para celebrar o 70º aniversário das Nações Unidas. 

Incorpora seis idiomas e mostra o trabalho das Nações Unidas na linha da frente da paz e da segurança, dos direitos humanos e do desenvolvimento. Usando tecnologia de ponta - incluindo drones e fotografia aérea - este filme mostra imagens nunca antes vistas da ONU, bem como imagens dramáticas de todo o mundo. Apresenta também a voz do Mensageiro da Paz da ONU, e ator, Michael Douglas, bem como imagens de tirar o fôlego do conhecido cineasta francês Yann Arthus-Bertrand.

Uma partitura sinfónica inspiradora e original, criada pelo célebre compositor Rolando Gori, foi encomendada para este filme e realizada por uma orquestra ao vivo.





Em 2015, a ONU festejou o seu 70º aniversário. Esta efeméride constitui uma oportunidade para refletir - visitar a história da ONU e fazer um balanço das suas conquistas duradouras. É também uma oportunidade para destacar onde a ONU - e a comunidade internacional como um todo - precisa redobrar os seus esforços para enfrentar os desafios atuais e futuros nos três pilares do seu trabalho: paz e segurança, desenvolvimento e direitos humanos.




segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"Os da minha rua", de Onjdaki


Booktrailer






Livro disponível na biblioteca.

O novo Europeana Pro Website






A Fundação Europeana é a organização encarregada pela Comissão Europeia de desenvolver uma plataforma de património cultural digital para a Europa. A equipa da Fundação Europeana representa cerca de 20 nacionalidades diferentes e trabalha principalmente em Haia. Existem pequenas equipas, cada uma com um foco específico, mas todas elas apoiando-se mutuamente. Algumas abordam os principais mercados - as organizações que publicam material com a Europeana, as pessoas que desejam aceder a esse material on-line e aqueles que querem usá-lo de novas maneiras. Outras trabalham no desenvolvimento e manutenção dos produtos, infra-estrutura, tecnologia, política e comunicação da Europeana.

A Europeana acredita que o acesso a um património partilhado - seja na música, nos livros, nos filmes, na arte ou na história social - torna a vida das pessoas mais rica. As coleções Europeana visam tornar esse valioso conteúdo mais acessível a mais pessoas.


Em toda a Europa, museus, galerias, bibliotecas e arquivos estão a digitalizar as suas coleções para que qualquer um em qualquer lugar possa explorar e aprender com elas. Uma vez que essas coleções são tornadas públicas on-line, a Europeana trabalha arduamente para garantir que essas coleções possam ser encontradas, usadas e partilhadas: para pesquisa, para aprender, para criar coisas novas.



 https://pro.europeana.eu/our-mission#about-the-organization



 https://vimeo.com/233468737
Clicar na imagem parar aceder ao vídeo de apresentação




Mais informações sobre o novo website AQUI




Global Goals começam com todos nós!






Há dois anos, 193 Estados-Membros aprovaram a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Desde então, esses países começaram a implementar os 17 objetivos, ratificando o #ParisAgreement [Acordo de Paris] sobre mudanças climáticas, comprometendo-se a #SaveOurOcean [Salvar o Oceano], a construir cidades sustentáveis e muito mais.

Mas qual é a melhor parte do #GlobalGoals? Eles começam com todos nós! As ações individuais importam, mesmo que seja escolher viver um estilo de vida mais sustentável para exercer nosso direito de voto.

Como serão os próximos 13 anos?

Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE)



 O romance Não se pode morar nos olhos de um gato (Teorema, 2016), de Ana Margarida de Carvalho, é o vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

“O júri, constituído por José Correia Tavares, que presidiu, Isabel Cristina Rodrigues, José Carlos Seabra Pereira, Luís Mourão, Paula Mendes Coelho e Teresa Carvalho, ao reunir pela quarta vez, deliberou por maioria, pois Luís Mourão votou em ‘A Gorda’, de Isabela Figueiredo”, esclarece a APE, em comunicado.




Teorema, 2016



SINOPSE

"Em finais do século XIX, já depois da abolição da escravatura, um tumbeiro clandestino naufraga ao largo do Brasil. Um grupo de náufragos atinge uma praia intermitente, que desaparece na maré cheia: um capataz, um escravo, um mísero criado, um padre, um estudante, uma fidalga e sua filha, um menino pretinho ainda a dar os primeiros passos… Todos são vencedores na morte, perdedores na vida.

O mar, ao contrário dos seus antecedentes quotidianos, dá-lhes agora uma segunda oportunidade, duas vezes por noite, duas vezes por dia. Ao contrário do que pensam, não estão sós naquele cárcere, com os penhascos enquanto sentinelas, cercados de infinitos, entre o céu e o oceano. Trazem com eles todos os seus remorsos, todos os seus fantasmas. E mais difícil do que fazerem-se ao mar ou escalarem precipícios será ultrapassarem os preconceitos: os de raça, os de classe social, os de género, os de credo. Para sobreviverem, terão de se transformar num monstro funcional com muitos braços e muitas cabeças; serão tanto mais deuses de si próprios quanto mais se tornarem humanos e conseguirem um estado de graça a que poucos terão acesso: a capacidade de se colocarem na pele do outro."


domingo, 22 de outubro de 2017

Prémio Leya 2017



Atribuído a João Pinto Coelho


“Não cedo ao facilitismo do romance histórico, embora a história seja parte da ação e nos apresente uma visão inédita da tragédia resultante das invasões russa e nazi da Polónia.”




Os loucos da rua Mazur, de João Pinto Coelho é o vencedor do Prémio Leya 2017, anunciou Manuel Alegre, presidente do júri, ao final da manhã desta sexta-feira na sede do grupo editorial, em Alfragide. Coelho já tinha sido finalista do galardão em 2014, com o romance Perguntem a Sarah Gross, publicado posteriormente pela editora D. Quixote.

João Pinto Coelho esteve no ano passado na nossa escola, no Encontro com autores, que se realizou no mês de outubro.

Partilhamos, de novo, aqui, imagens desse Encontro:




Parabéns, por mais este prémio!!


No discorrer destas tardes de arrumações de livros


Crónica



Foto: Adelaide Jordão


A única forma que tenho de trabalhar os meus livros, é colocá-los, de quando em vez, arrumados nas minhas estantes, encontrando-lhes fundamento e afeto e cumplicidades nessas arrumações. Desta feita dei comigo a colocar ao lado do Alçada, não só o Alexandre como o grande Borges, bem como a Yourcenar, e encostado às Peregrinações, o Régio, o Ruy Belo e o Manuel Bandeira. Desta vez envolvi-os assim. Pareceu-me que todos falavam bem entre si e que o triunfo sem perda seria o saberem extrapolar princípios e vastidões. Foi uma forma de colocar os crentes destes caminhos a dividirem o destino humano em boa disposição. Estas arrumações fazem-me muito bem, confesso, sobretudo porque lhes reconheço por antecipação a alegria do chão no caos que se seguirá – aquele caos que mal me deixa ver em cima da secretária o teclado onde escrevo. E enfim breve, breve chega afinal o momento dos livros arrumados descerem de novo à secretária e aos sofás e ao chão. Chegam das arribas tocados pela ideia de mundo, querendo-se amar uns aos outros, muito próximos fisicamente e espiritualmente apesar dos riscos.

Esta é a melhor gente do mundo, esta gente de desmedidos projetos de procura através de migalhas cósmicas que lhes desencadeiam custos e peripécias de luz

E Mallarmé, onde te coloco? Ao lado de Kafka, Flaubert, Tolstoi, Celan, Torga e Comte-Sponville? Ah e Camões? Deus que isto é um universo inviável e que compromete a unidade! Digo para mim com um sorriso que convoca a ideia de relativismo que forma o meu mise en abyme no discorrer destas tardes de arrumações de livros. Também lhes peço a eles, ajuda em nome de todos os que retendo alguma coisa quando os leem, imaginam logo qualquer coisa saber: perigoso e desapiedado cesto de Pandora!

E assim ao fim de uns dias, um azul próprio do céu dos livros deixa-se ver em volta de um ponto invisível que me roda sempre a leitura e releitura dos mesmos. Mesmo quando começo a escrever, espreito esse ponto invisível porque o sei lá onde e aonde imprecisa é a vida e a morte.

E acontece-me de novo pegar num livro, sondá-lo, buli-lo, incitá-lo a desafiar-me o namoro e a partir da paixão já sem recato, que ele me permita frui-lo até onde eu o possa levar. Só por lá a fórmula da natureza humana.

E não me sinto estranha assim perdida, assim envolvida no trabalho de arrumar os livros entre os sensuais ecos das palavras dos filósofos que, insidiosamente, são sabedores da direcção do engenho por onde ando.

Teresa Bracinha Vieira

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Biblioteca CCB, um espaço MIL CLICKS


Literacia dos media e da informação





Como ser um Milclicker







MIL CLICKS é uma inovação em redes sociais liderada pela UNESCO. 

Os objetivos desta estratégia de media sociais são usar os media para: 

1) Ajudar as pessoas a desenvolver a literacia no domínio dos media e da informação (MIL); 
2) Sensibilizar as pessoas para a importância dessas literacias. 


A UNESCO convida as pessoas a usar, on-line e off-line, a marca "MIL CLICKS Space". Ao fazê-lo, nos seus aplicativos web / telemóvel, na sala de aula / sala de reuniões / escritório, ou noutros formatos, os utilizadores concordam em:

  • Promover a literacia dos media e da informação (Media and Information Literacy/ MIL) nesse espaço;
  • Tornar esse espaço um espaço para o pensamento crítico e criatividade, literacias, diálogo intercultural, cidadania, conhecimento e sustentabilidade (Critical thinking & creativity, Literacy, Intercultural Dialogue, Citizenship, Knowledge and Sustainability/ CLICKS).

O logotipo está disponível para download em dois formatos: 


PNGPDF


Nos múltiplos espaços onde está presente, a Biblioteca Camilo Castelo Branco vai passar a exibir este logo. Naturalmente! 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Aprender com a Biblioteca Escolar 2017/18


Referencial






"As bibliotecas escolares são um espaço educativo integrador de múltiplas literacias e desempenham um papel cada vez mais decisivo de capacitação das crianças e dos jovens que as utilizam, formal ou informalmente.


A integração explícita e intencional em projetos e atividades realizadas com e pelas bibliotecas escolares, de competências nas áreas da leitura, dos media e da informação, em ambientes físicos ou digitais, constitui uma das mais importantes estratégias para o sucesso escolar e o desenvolvimento educativo e cultural dos jovens.

Num contexto educativo em que, no Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória se considera "a escola, enquanto ambiente propício à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências, onde os alunos adquirem as múltiplas literacias que precisam de mobilizar," a biblioteca escolar pode, através dos instrumentos de que dispõe, dar um contributo significativo e imprescindível para a reconfiguração que se pretende para a escola pública. De igual modo, para a concretização da flexibilidade curricular que entrou em fase de experimentação, a biblioteca escolar constitui um lugar de interseções, colaboração, inclusão para o desenvolvimento das literacias.


 http://www.rbe.mec.pt/np4/file/1906/referencial_2017.pdf



O referencial Aprender com a biblioteca escolar é um instrumento determinante na persecução destes objetivos, tendo sido demonstrada pelas escolas envolvidas na sua aplicação, a clara vantagem deste tipo de intervenção, quer na motivação dos alunos, quer no enriquecimento das práticas de ensino, nos resultados obtidos e nos produtos gerados. [...] ".



Ler+ Clássicos










Clássicos em rede é um programa de atividades para alunos dos ensinos básico e secundário, com o objetivo de aumentar os seus conhecimentos sobre a Cultura Clássica e, sobretudo, levá-los a descobrir a sua presença na atualidade: na língua e etimologia, na herança patrimonial, nos modelos estéticos e na arte, no imaginário coletivo, no ideário que está na base das nossas sociedades e em tantos outras áreas.

Este programa é desenvolvido, em parceria, pela Rede de Bibliotecas Escolares, pelo Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CEC-FLUL) e pelas autoras do projeto Olimpvs.net.


O projeto desenvolve-se em três linhas de atividade:
  • Olimpíadas
  • Recursos
  • Sessões de exploração



   

A Cultura da Antiguidade Clássica está presente, das mais diversas formas, nos dias de hoje: desde a literatura ao cinema, desde os conceitos políticos às instituições que suportam as nossas sociedades, desde as bases do conhecimento científico, aos modelos estéticos e arquitectónicos… 

Levando as crianças e os jovens a descobrir esta presença, pretende-se estimular a sua curiosidade para compreender a origem de tantas situações e objetos do seu quotidiano, bem como aumentar a sua capacidade para cruzar informações de múltiplas áreas do saber, de modo a construírem um conhecimento mais profundo sobre a sociedade em que se inserem. 

Contribuir-se-á, assim, para que cresçam com uma visão informada e lúcida do mundo em que vivem, na linha do perfil de aluno, e de cidadão, que se pretende para o século XXI.