sábado, 31 de outubro de 2015

HALLOWEEN NO MoMA





Esta obra de arte efémera, escultura numa abóbora, baseada na famosa pintura de Salvador Dali "A Persistência da Memória", demorou mais de dez horas a ser esculpida por José de Jesus Rodriguez. 

Encontra-se no MoMA - Museu de Arte Moderna, de Nova Iorque.


Halloween: história e tradições do dia das bruxas





Com origem nas celebrações pagãs dos antigos povos celtas, a celebração do Halloween, na passagem do dia 31 de outubro para 1 de novembro,  é típica de países como Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido.

No entanto, a aldeia global em que o mundo se tem vindo a transformar, acabou por difundir esta celebração à escala mundial.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dia Internacional da Animação







Cartaz do Dia Internacional da Animação de 2015, da autoria de Rastko Ciric



Em 28 de outubro de 1892, Émile Reynaud realizou a primeira projeção do seu teatro ótico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi a primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) no mundo.


Para comemorar esta data, a Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) lançou o Dia Internacional da Animação, que conta com o apoio de diferentes grupos internacionais filiados. 

Para maiores informações sobre a comemoração deste dia nos países ligados a ASIFA, ver www.asifa.net.



Trailer oficial de 2013


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Literatura Aqui | RTP2




Um programa apresentado por Pedro Lamares 




O programa de literatura apresentado por Pedro Lamares está de volta com nome novo: Literatura Aqui. A palavra escrita continua em primeiro lugar, com diferentes momentos de elogio à obra literária, sendo esta segunda série mais ambiciosa na premissa de tocar em todos os géneros e estilos - poesia, ensaio, teatro, conto, crónica, fábula, novela, policial, romance, etc. 

Aos textos literários escolhidos e ditos por Filipa Leal e Pedro Lamares, juntam-se reportagens com a não menos ambiciosa missão de abarcar o vasto universo da literatura, dedicando uma especial abordagem às muitas presenças da literatura noutras artes, como a música, o cinema ou a dança, mas também no quotidiano não artístico. 

Ao longo de cada emissão, tempo ainda para abordar alguns dos grandes temas e figuras da história da literatura, bem como as estórias de livrarias, bibliotecas e outros tantos espaços com livros dentro. 



Estão já disponíveis 7 episódios dos 42 previstos:


1- Poetas pré-rafaelistas


Episódio 1 de 42 |Duração: 30 min
Este primeiro episódio da segunda série do programa de Literatura da RTP 2 começa com uma incursão pelo universo dos poetas Pré-Rafaelitas. Surgida em pleno século XIX na Inglaterra, a Irmandade Pré-Rafaelita é abundante em histórias e figuras de natureza "possuidora". O mote está lançado para fruir dos excertos literários escolhidos e lidos por Pedro Lamares e Filipa Leal: em poesia, a Necrophilia de Jaime Rocha; em prosa, o Adoecer de Hélia Correia. Nesta emissão, são revelados outros dois portugueses, poetas, que também se deixaram contagiar pela obra Pré-Rafaelita, os imperdíveis Fernando Pessoa e Mário Cesariny. Imperdíveis também são as partilhas a viva voz da escritora Maria Teresa Horta e do editor Carlos Araújo sobre uma das figuras mais importantes na história da edição portuguesa: Snu Abecassis. E se, na primeira série, se deu voz às partilhas de experiências positivas na rubrica "O Livro da minha vida", desta vez são desafiadas outras vozes a falar sobre: "O livro que não volto a ler". O resultado está a ser honesto e... surpreendente!

Rever este episódio na RTP Play


2 - Albert Camus e o seu romance filosófico "A Queda" (1956)

Episódio 2 de 42 | Duração: 30 min

Este episódio começa com o francês Albert Camus e o seu romance filosófico A Queda (1956). Tempo para descobrir, assim, as palavras daquele que é considerado por Jean-Paul Sartre como "talvez o mais belo e menos compreendido" de todos os livros de Camus. Mas, sobre O Estrangeiro, o romance mais lido e traduzido do autor francês, que é proposto um novo olhar: Jacques Ferrandez, autor gaulês, transpõe a história para BD e torna a obra ainda mais atual. Passa-se, de seguida, à Rússia, ao Congo e ao Vietname do repórter belga nascido pela mão de Hergé em 1929. Fala-se de Tintim, que tem uma casa muito especial no Porto. Ainda com o sol a mostrar os seus raios neste final de verão, faz-se uma visita à Figueira da Foz onde os livros viveram com um pé na areia e outro no jardim. Da poesia, há palavras e versos, "cada um de alturas diferentes", do nova-iorquino Stephen Dunn. O programa termina com o bailarino de Herberto Hélder. 


Rever este episódio na RTP Play

3- Chico Buarque

Episódio 3 de 42 | Duração: 30 min 
Chico Buarque, que é intérprete, compositor, poeta, escritor de canções e romances, é também o protagonista deste episódio. Aqui se conta que começou por se acercar do mundo das palavras só para estar mais perto do pai, que era historiador e jornalista. Depois, é tempo de conhecer os poemas e as músicas que criaram as personagens de Buarque que se tornaram míticas. É disso exemplo Geni, a travesti do musical "Ópera do Malandro", e o comandante que desceu de um "zepelim gigante" desejoso de se "servir" da "formosa dama". O universo lírico de Chico Buarque, povoado de figuras femininas, leva-nos ainda a desvelar o projeto "Palavra de Mulher", o primeiro álbum entre Sofia Vitória e Luís Figueiredo. E porque a relação entre a poesia e a música é íntima, viajamos no tempo para conhecer de que matéria se faz esta partilha, que, em tempos, também uniu o compositor Beethoven ao escritor Goethe. A prosa do brasileiro Chico Buarque também não é esquecida e com ela descobrimos o seu "O Irmão Alemão".



4 - Susan Sontag e Ana de castro Osório

Episódio 4 de 42 | Duração: 30 min 
Esta semana, o Literatura Aqui começa em tom de reflexão sobre o que é a beleza com as palavras de Susan Sontag. A escritora e filósofa, que publicou romances, contos, ensaios, artigos de jornal, era também uma ativista na defesa dos direitos humanos. Servia a literatura com liberdade e uma profunda seriedade. A próxima protagonista deste episódio é a mulher a quem Camilo Pessanha declarou ainda jovem o seu amor. Falamos de Ana de Castro Osório, considerada a mãe da literatura infantil portuguesa. Já a norte, apanhamos boleia com a biblioteca ambulante que, todos os dias, sai para a estrada em Proença-a-Nova. No total, são já cerca de dez anos a percorrer aldeias e a abrir livros nos corações de gente quase esquecida. Tempo ainda para conhecer a partilha do diretor da companhia de Teatro de Almada, Rodrigo Francisco, no espaço "O Livro que não volto a Ler". A fechar, o tom cai em Pessoa e no mundo visto pela janela da sua Maria José, com um excerto d´"A Carta da Corcunda para o Serralheiro".

Rever este episódio na RTP Play



5- Alice e o País das Maravilhas

Episódio 5 de 42 | Duração: 30 min 
Pedro Lamares está esta semana na Boca do Inferno, em Cascais, e começa a viagem literária por um episódio que envolve Fernando Pessoa e marca até hoje a memória deste lugar: o suicídio encenado dum escritor inglês. Mas é a pequena Alice de Lewis Carroll que toma para si e para o seu País das Maravilhas o papel principal neste programa. A celebrar 150 anos desde a primeira publicação, Alice continua a merecer novos olhares, cores e formas. O próprio Salvador Dali não resistiu à menina que vive no país das maravilhas e do outro lado do espelho. As crianças e a importância pelas pequenas coisas inspiraram Filipa Leal e Pedro Lamares nas escolhas de textos poéticos desta emissão. Não é de estranhar portanto o deleite que os versos de Manoel de Barros e Manuel António Pina nos provocam. Tempo ainda para ouvir um contador português que recria como poucos a partilha de outros tempos e histórias: António Fontinha. E de regresso ao desafio da rubrica "O Livro que não volto a ler", desta vez, é a apresentadora Sílvia Alberto que nos revela por que é não quer voltar às palavras de uma das obras maiores de Raul Brandão.




6 - O género policial

Episódio 6 de 42 |Duração: 30 min
O género policial é protagonista do LITERATURA AQUI desta semana. Pedro Lamares assume o comando de uma "investigação sem crime", tendo como ponto de partida uma casa centenária em Ponte de Lima, impregnada de memórias e documentos históricos. Da sala de jantar, que recebeu inúmeros escritores, artistas e jornalistas, à biblioteca com cerca de três mil livros, o lugar está à altura do detetive mais famoso do mundo: Sherlock Holmes, a personagem que suplantou o criador, o médico e escritor Arthur Conan Doyle. O poeta anglo-americano Wystan Hugh Auden dizia que a novela policial é tão viciante como o tabaco. Que o diga o escritor português de policiais António Andrade Albuquerque, mais conhecido (dentro e fora de portas) como Dick Haskins. Fora das lides policiais, recordamos uma viagem singular do jornalista português José de Freitas à China de Mao Tsé-Tung, a partir das reportagens reunidas em livro publicado no Verão de 1964. A campanha comunista de coletivização agrícola tinha acabado de levar à fome generalizada, mais de 40 milhões de mortes. O enviado do vespertino Diário Popular de Lisboa não deu por nada. Nesta emissão, recuamos ainda mais para conhecer o lado feminino da História, através de algumas das mulheres que contribuíram para a construção de Roma e o seu Império. A fechar, Filipa Leal e Pedro Lamares dão voz a Édipo e Creonte numa conversa carregada de tensão... e luta.

Rever este episódio na RTP Play


7 - Cartas, tragédias gregas, livros bordados e histórias com crianças peculiares

Episódio 7 de 42 | Duração: 30 min 
Este episódio traz cartas, tragédias gregas, livros bordados e histórias com crianças peculiares. A começar, Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena, duas das maiores figuras da literatura portuguesa do século XX, eram também dois grandes amigos. É com eles e com algumas das palavras que trocaram por carta que a voz de Filipa Leal se faz ouvir, tendo como cenário areia, mar e rochas. Seguimos para a Grécia Antiga dos três trágicos Eurípedes, Ésquilo e Sófocles. São deles as palavras que ditam um recomeço para Tiago Rodrigues. O criador lançou-se na reescrita de três obras-primas com 2500 anos: Ifigénia, Agamémnon e Electra. Neste programa, revelamos todo o caminho percorrido por Tiago Rodrigues e o seu elenco desde a primeira leitura até ao espetáculo em palco com linguagens contemporâneas. Já com a página da tragédia virada, chegamos à Pé-Coxinho, uma editora portuguesa que conta histórias através das artes tradicionais. O resultado são livros únicos com ilustrações e textos bordados à mão e ainda outras surpresas em folhas de madeira. Com o outro pé já fora de Portugal, conhecemos de que forma é que um colecionador fascinado por fotografias antigas se transforma em autor de palavras, enredos e imaginários repletos de suspense. A fechar, é a voz de Pedro Lamares que nos reclama os sentidos todos com a Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya, do poeta Jorge de Sena.

Coordenadora Nacional da RBE visita a nossa Escola



  Dra. Manuela Pargana Silva, Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares



No passado dia 23 de outubro, a nossa escola recebeu a visita da Dra. Manuela Pargana da Silva, Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares.

A Dra. Manuela Silva, que se encontrava na nossa cidade para participar no 1º Encontro da Rede de Bibliotecas de Vila Real, aproveitou a ocasião para visitar algumas bibliotecas escolares, particularmente as que mais recentemente foram integradas na RBE, como é o caso da nossa BE.

Na Biblioteca, teve oportunidade de conhecer as instalações e ver alguns exemplares do fundo museológico, nomeadamente o livro/libreto da adaptação à opera do Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, datado de 1909, e o Diário manuscrito da "Visitadora do Liceu", datada do 1937. 

Acompanhada pela nossa Diretora, Dra. Fátima Rodrigues, pela Coordenadora Interconcelhia da RBE, Dra. Rosário Caldeira, e pela Professora Coordenadora da Biblioteca, Dra. Adelaide Jordão, a Dra. Manuela Silva fez ainda uma pequena visitou pela escola, nomeadamente pelo "corredor vermelho", onde pôde ver as coleções de ilustrações antigas, utilizadas no ensino da Biologia e da Geologia, e de instrumentos laboratoriais para o ensino da Física e da Química, e deslocou-se ao átrio principal, onde estava patente uma exposição de pintura dos alunos de artes.

Embora curta, por razões de agenda, estamos certos que esta visita constituiu uma adequada ilustração do lema por que se pauta o nosso Projeto Educativo - Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, Vila Real: "Uma Escola com história, com futuro e para o futuro".






domingo, 25 de outubro de 2015

1º Encontro da Rede de Bibliotecas de Vila Real


23 e 24 de out | Grande Auditório do Teatro Municipal de Vila Real


Em jeito de balanço


O Sr. Vereador da Educação, Dr. José Maria Magalhães, e a Coordenadora Interconcelhia da RBE, Dra. Rosário Caldeira



A diversidade de temas abordados, a partilha de práticas educativas inovadoras, a apresentação/divulgação, em contexto, de ferramentas digitais "amigas" do processo de ensino/aprendizagem e a presença de um número muito significativo de docentes, professores bibliotecários e coordenadores Interconcelhios, que se deslocaram de diversas partes do país para conhecerem o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas e com as bibliotecas escolares, fizeram do 1º Encontro da Rede de Bibliotecas de Vila Real, um sucesso!

De registar, também, o apoio incondicional da coordenadora Interconcelhia, Dra. Rosário Caldeira, o trabalho desenvolvido pelas professoras bibliotecárias da RBVR (Adelaide Jordão, Anabela Quelhas, Isilda Ribeiro, Maria Manuel Santos, Maria Luís Pereira), pela Biblioteca Central da UTAD (Paulo Veloso) e pela Biblioteca Municipal de Vila Real (Mário Pires Cabral), bem como a colaboração do Dr. Carlos Santos Silva, diretor do Centro de Formação da Associação de Escola de Vila Real.

Ficou ainda por referir a participação de duas alunas da Escola de bailado de Vila Real, acompanhadas ao piano por Beatriz Reguengo, e do Coro da cidade de Vila Real, dirigido pelo maestro Adérito Silveira.


O excelente atendimento prestado pela equipa do Secretariado, em particular do Auxiliar da nossa biblioteca escolar, Sr. Roberto Brito, também não poderia ser esquecido.

Finalmente, last, but not the least, de sublinhar
o apoio da Câmara Municipal de Vila Real, na pessoa do Sr. Vereador da Educação, Dr. José Maria Magalhães, sem o qual a realização deste Encontro, no formato adotado, não teria sido possível.

Em suma, o sucesso do evento deve-se a uma feliz conjugação de esforços e de vontades.

Ficamos a aguardar 2º ENCONTRO DA RBVR!


Entretanto, fica a reportagem fotográfica possível.






 


Venha a segunda edição!!
 

SeguraNet | Utilização segura de dispositivos móveis




Algumas dicas ...



http://www.seguranet.pt/pt/recurso/dispositivos-moveis



Desafios Segura Net 2015/16 | 9ª edição








A 9.ª edição dos Desafios SeguraNet 2015/16 terá início no próximo dia 1 de outubro, prolongando-se até 31 de maio de 2016. Esta iniciativa é dirigida ao 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, abrangendo todas as escolas públicas e privadas.

Para participar nos Desafios SeguraNet, cada escola deve registar-se através dos formulários de registo de Escola. As equipas de alunos e professores respondem a um desafio por mês e as equipas de encarregados de educação podem responder a desafios trimestrais.

Ver mais informações e registo aqui.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Blimunda 41



Outubro 2015


                                                                    Ler no Scribd



"Com quantos livros se faz um livro? Poderia ser essa a pergunta sobre a obra de Alberto Manguel, escritor argentino que fez da leitura e da reflexão sobre os livros a sua marca. Neste mês de Outubro o autor de Uma História da Curiosidade esteve em Lisboa e conversou com a Blimunda sobre os caminhos labirínticos da literatura.

Se os livros nos ajudam a perder e encontrar, as cartas podem ajudar a contar a história de um país. É o que o projeto Correio IMS, do Instituto Moreira Salles, pretende provar. Com mais de uma centena de documentos escritos por personalidades da cultura e da política brasileira, a plataforma oferece qualidade literária e também um panorama histórico. A Blimunda mergulhou nesse material e traz aos leitores uma breve mostra do que é oferecido pelo Instituto Moreira Salles.

Alguns dias depois da morte de Vitor Silva Tavares, a Blimunda republica uma entrevista com o fundador da &Etc, publicada no primeiro número do jornal da Oficina do Cego, a quem agradecemos a disponibilidade.

Há 150 anos Lewis Carroll escreveu As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, livro infinito e constantemente reinterpretado. A secção Infantil e Juvenil da Blimunda debruça-se sobre esta obra. Além de acompanhar um congresso realizado na Biblioteca Nacional a publicação revisita a exposição «Um chá para Alice» realizada em Oxford em 2012 e mais tarde em Lisboa.

A Saramaguiana dá espaço a um discurso proferido por José Saramago em 1986 na cerimónia de entrega do Prémio Dom Dinis. “Um país pode ser pobre, e é isso que somos, mas não terá de ser fatalmente mesquinho, e é isso que temos sido”, disse o escritor há quase 30 anos. Podia ter sido dito ontem.

Aqui está a Blimunda número 41. Boas leituras."


Ali e Nino - uma história de amor e morte

Image credit: estodipesto





Estas duas estátuas, de 8 metros de altura, de Tamara Kvesitadze, situadas no boulevard de Batumi, Geórgia, contam uma história de amor eterno entre nações. A estrutura simboliza a história de Ali e Nino, dois amantes que professam diferentes religiões. Todas as noites, as duas figuras começam a mudar lentamente de posição, dirigem-se uma para a outra até se encontrarem num breve abraço e depois segue cada uma o seu caminho.


Designada originalmente, em 2007, Uma mulher e Homem, a escultura foi instalada em 2010 e posteriormente rebatizada com o nome de Ali e Nino, nome inspirado no romance escrito por um autor do Azerbaijão, de pseudónimo Kurban Said, em 1937.
O livro conta a história de um amor trágico entre um jovem muçulmano do Azerbaijão e uma princesa cristã da Geórgia durante a 1ª Guerra Mundial, um amor apaixonado dilacerado pela cultura, pela religião e pela guerra, que tem sido aclamado como um dos romances românticos de todos os tempos.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Estranhar Pessoa nº 2 | Revista Digital




http://estranharpessoa.com/revista



ESTRANHAR PESSOA

Este número contém uma Secção Temática, o Caderno do Orpheu, composto por artigos que têm como horizonte a revista modernista de que se celebra este ano o centenário, e ainda uma Secção Genérica, reunindo artigos cujo foco excede este propósito temático.

 Seguindo o mote de Pessoa de que haveria em Portugal apenas duas coisas interessantes, a paisagem e Orpheu, este número da Revista, editado por Pedro Sepúlveda, propõe uma revisitação crítica de temas fundamentais do Modernismo literário português, através de leituras das obras dos seus maiores intervenientes.
Índice do nº 2

REVISTA ESTRANHAR PESSOA, N.º 2 / Outubro de 2015

Editor: Pedro Sepúlveda
[PDF COMPLETO]



Pedro Sepúlveda,
Introdução: Além da paisagem



SECÇÃO TEMÁTICA: CADERNO DO ORPHEU

Richard Zenith,
Campos Triunfal

Fernando Beleza, Orpheu cosmopolita: Políticas culturais e heterotopia sensacionista em
“Ode Marítima”, de Álvaro de Campos


Nuno Amado, Orpheu... e Eurídice

Rita Patrício, “Nós os de Orpheu”: da distinção

Pedro Sepúlveda, Orpheu em lugar de Caeiro

Manuela Parreira da Silva, Raul Leal, o filósofo “futurista” de Orpheu

Anna M. Klobucka, A propósito de Violante de Cysneiros:
Orpheu, Nova Sapho e as poéticas e políticas de género no Modernismo português


Fernando Cabral Martins, Notas sobre o diálogo poético entre Sá-Carneiro e Pessoa

Pedro Tiago Ferreira, A teoria pessoana das Ideias: O Marinheiro

Ana Maria Freitas, Paisagens-Outras – a soma-síntese nas ficções de Fernando Pessoa



SECÇÃO GENÉRICA

Victor K. Mendes,
Animais, plantas e a crítica do antropocentrismo
no Livro do desassossego, de Fernando Pessoa


Vincenzo Russo, A poesia pensa o século XX: Fernando Pessoa lido por Alain Badiou

Os autores
Consultar a Revista Estranhar Pessoa nº1 aqui.

Concurso 7 dias, 7 dicas sobre os media






Decorre até ao dia 8 de abril de 2016 a quarta edição do concurso «7 dias, 7 dicas sobre os media», uma iniciativa promovida pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) em parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE), a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Comissão Nacional da UNESCO (CNU).

O concurso, que se enquadra no âmbito do projeto 7 dias com os media (uma operação nacional de sensibilização para o papel e lugar que os media tradicionais e de nova geração ocupam no quotidiano de todos nós), convida à produção de dicas sobre os media, em suporte digital.

Através do convite à produção de dicas sobre os media, em suporte digital, pretende-se, fundamentalmente, fomentar o uso crítico e criativo dos media, uma utilização mais segura da Internet e o respeito pelos direitos de autor, assim como proporcionar situações em que os alunos aprendam a expressar-se e a criar através de diferentes meios digitais e audiovisuais. 

Inserindo-se no âmbito da educação para os media e para a cidadania, estes objetivos exprimem uma preocupação transversal a todo o currículo do ensino básico e secundário, explicitamente incluída nos programas e metas de algumas disciplinas, nomeadamente português, línguas estrangeiras, educação para a cidadania, aplicações informáticas e TIC, entre outras. Desse modo, o Concurso 7 dias, 7 dicas sobre os media pode constituir uma forma de abordagem e desenvolvimento de alguns temas/objetivos curriculares. Pode também articular-se com as atividades de enriquecimento curricular, a aplicação do Aprender com a Biblioteca Escolar ou outras iniciativas da Biblioteca. 

O conteúdo dos trabalhos deverá ser composto por alertas, recomendações ou conselhos expressos numa linguagem direta e clara, que designaremos por dicas, sobre um dos temas abaixo mencionados.


Cada aluno ou grupo de alunos deve elaborar 7 (sete) dicas sobre um e só um destes temas:

· 7 dicas para usar os media na sala de aula e na biblioteca
· 7 dicas para promover a segurança online
· 7 dicas para respeitar os direitos de autor
· 7 dicas para promover a inclusão e a cidadania digitais
· 7 dicas para proteger os dados pessoais
· 7 dicas para manter a reputação online
· 7 dicas para evitar a dependência online


As 7 dicas podem ser apresentadas em formatos diversos: áudio, vídeo, apresentação eletrónica ou cartaz.



Cada escola ​pode apresentar um trabalho por tema e por categoria (1.º e 2.º ciclos do ensino básico; 3.º ciclo do ensino básico e secundário)​.


Para concorrer basta enviar os trabalhos candidatos para <7dicas@mail-rbe.org> até 8 de abril de 2016, sugerindo-se que a participação de cada Escola/ Agrupamento e o referido envio sejam coordenados pelo Professor Bibliotecário.

Antes do envio dos trabalhos, há que fazer uma revisão geral dos mesmos para se verificar se:
 - foi elaborada a ficha técnica, de formam completa; 
 - as fontes de imagem e som foram identificadas, de forma completa;
 - as incorreções na expressão escrita.





O Regulamento pode ser consultado aqui.



terça-feira, 20 de outubro de 2015

Concurso Nacional de Leitura | 2015-16





O Plano Nacional de Leitura (PNL) organiza a 10ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) que vai ocorrer entre o dia 20 de Outubro de 2015, data oficial de abertura, e o final do terceiro período letivo.

Cabe ao Plano Nacional de Leitura a organização geral do CNL e o controlo do seu desenvolvimento, ao longo de 3 Fases consecutivas: 1ª Fase – Escolas | 2º Fase –Distrital |3ª Fase – Final Nacional.
Tal como em edições anteriores, o PNL articula-se com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), o Camões IP e a RTP.

A participação no concurso está aberta às escolas do Continente e dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, das redes pública e privada que a ele aderirem, através da inscrição de alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, qualquer que seja a sua nacionalidade. Está, igualmente, aberta aos alunos das EPE, Escolas Portugueses no Estrangeiro, da esfera de influência do Camões IP.




http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/upload/ficheiros/regulamento_cnl_2015_2016.pdf





Calendarização


INSCRIÇÃO NO CNL: até 08 Novembro 2015

20 de outubro 2015: Abertura (divulgada no Blogue PNL | Concursos PNL | Sítio DGLAB)

Até 08 novembro 2015: Preenchimento no SIPNL – CNL do formulário de inscrição 2015/2016

Até 18 novembro 2015: Publicação da lista de escolas inscritas (Concursos PNL)



1ª Fase | Escolas

Provas nas Escolas - até 23 janeiro 2016


Até 23 janeiro 2016: Provas nas escolas - Divulgação do Regulamento a nível de escola; apuramento dos vencedores.

Preenchimento no SIPNL do Formulário CNL - Registo dos alunos apurados e das obras lidas.

Até 08 Fevereiro 2016: Publicação da lista de alunos apurados a nível de escola(Concursos PNL)



2ª Fase | Distrital
 Provas nas Bibliotecas Municipais – até 30 abril 2016


Até 30 abril 2016: Provas distritais – DGLAB | Apuramento dos vencedores

08 | 12 maio 2016: Publicação da lista de alunos apurados (Concursos PNL)



3ª Fase | Final Nacional
 junho | julho 2016


08 | 12 maio 2016: Divulgação das obras a ler

junho | julho 2016: divulgação do Regulamento da 3ª Fase - Prova Final

Prémio Literário José Saramago 2015


Bruno Vieira Amaral é o vencedor do Prémio Literário José Saramago 2015, com o romance "As primeiras coisas".





Bruno Vieira Amaral é natural do Barreiro, onde nasceu no ano de 1978. Formado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE, crítico literário, tradutor, assessor de imprensa no Grupo Bertrand Círculo, é o atual editor-adjunto da revista Ler. Começou por escrever no seu blogue, Circo da Lama; em 2013 publicou “Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa” e em 2015 “Aleluia!”, ambos na área do ensaio. 

As Primeiras Coisas” é o seu primeiro romance. Editado entre os referidos ensaios, foi amplamente elogiado pela crítica como um novo valor de literatura portuguesa - José Rentes de Carvalho elogiou-lhe a escrita, de surpreendente, de rara e comovente beleza. 

Foi distinguido já com o Prémio de Livro do Ano da revista Time Out, o Prémio Fernando Namora e o Prémio PEN Narrativa. (do comunicado do Júri, p. 2).




Homenageando a figura do Nobel da Literatura, José Saramago, o Prémio Literário José Saramago foi criado em 1999 pela Fundação Círculo de Leitores. Afirmando-se como um dos mais importantes prémios literários atribuídos no âmbito da lusofonia a autores com obra publicada em português, e com idade não superior a 35 anos, foram distinguidos(as) em anos anteriores: Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa del Fuego e Ondjaki.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Ensino da literatura e da ciência no mês da educação



No mês de outubro, mês dedicado à temática da educação, a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) tem em curso um conjunto de iniciativas, nomeadamente conferências e publicações disponibilizadas online para download gratuito.

Uma dessas publicações prende-se com a "Literatura e o ensino do português", e pode ser acedida aqui.



 http://www.ffms.pt/upload/docs/literatura-e-ensino-do-portugues_TeV96n5QfU6aulPTsk-BZg.pdf


"Os autores defendem, com argumentos sabiamente pensados e expostos, que, no quadro educativo, não há nem pode haver Letras sem Belas Letras. Que não se pode ensinar Português sem se ensinar também, obviamente na medida certa, Literatura: Camões, Gil Vicente, o Padre António Vieira, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e outros não podem deixar de estar nas nossas escolas. E também defendem que a medida atual está aquém da medida certa. Por medida não se deve entender apenas a quantidade mas também e sobretudo a qualidade. Neste domínio, segundo eles, interessa o “quanto” e interessa o “quê” e o “como”.

Será necessário, nesta como noutras áreas, que, na busca da medida certa, sejamos mais exigentes para connosco próprios.” (2013, p. 10-11).




Outra publicação da FFMS é sobre a ciência e apresenta-se como uma avaliação do grau de exigência no ensino básico em Portugal. Pode ser consultada aqui.



 http://www.ffms.pt/upload/docs/que-ciencia-se-aprende-na-escola_iY-abpKvY0SxrpIT61cJCg.pdf



Livros & Leituras | Constança, a princesa traída por Pedro e Inês, de Isabel Machado


Constança Manuel: 
a protagonista esquecida do romance de Pedro e Inês


Constança Manuel, que foi mulher de D. Pedro I, «é uma sombra, ficou apagada da memória dos portugueses, apesar de ter sido a protagonista involuntária de um dos maiores mitos da história de Portugal», disse a autora à Lusa.





Uma história sobre esperança e traição. A outra verdade sobre o romance de Pedro e Inês. 1336. A Península Ibérica está a ferro e fogo. A bela Constança, rainha de Castela, é repudiada pelo marido, Afonso XI, e o desejo de vingança do pai da jovem soberana leva-o a celebrar uma aliança com o rei de Portugal: a filha casará com o herdeiro do trono português, o infante D. Pedro. 

Constança, inteligente, devota e sofredora, anseia há muito por um destino ao lado do príncipe. Não imagina, porém, que, na sua vida recheada de infortúnios, a maior tragédia está ainda por acontecer, nem que a traição irá partir daqueles que mais ama e em quem mais confia: Pedro, o seu impetuoso marido, e Inês, a sua aia, amiga e confidente. 

Baseado numa investigação rigorosa e retratando de forma sublime uma época de grandes convulsões políticas, "Constança" é um romance de leitura compulsiva que nos dá a conhecer a protagonista involuntária, e esquecida pela memória coletiva, do grande mito romântico da História de Portugal.


domingo, 18 de outubro de 2015

Paulo Varela Gomes recebe prémio Pen-Clube / Narrativa 2015



O júri do Prémio Pen- Clube /Narrativa 2015, formado por Rita Taborda Duarte, Paula Morão e Francisco Belard, escolheu o romance "Hotel", de Paulo Varela Gomes.




Data de publicação ou reimpressão: 2014
Editor: Tinta da China
Nº de páginas:320
ISBN:9789896711979



Neste romance os leitores poderão ler a história de um estranho hoteleiro, do seu enigmático hotel, de uma passagem secreta, em tempos obstruída, do vício pouco ortodoxo de que o hoteleiro é vítima e cúmplice, das duas mulheres com as quais mantém relações ambíguas, da perplexidade ou inocência dos hóspedes. Mas a vida de Joaquim Heliodoro não é linear, a sua história cruza-se com arquitetura, curiosidade e pornografia, bem como com os problemas que daí derivam ou aí conduzem.

Prémio Pen-Clube Português / Poesia 2015



O prémio Pen-Clube Português de Poesia 2015 foi atribuído a Isabel Mendes Ferreira em ex-aequo com Luís Quintais.




Ano de edição ou reimpressão: 2014
Editor: Labirinto de Letras
Páginas: 56 
ISBN: 978-989-96533-7-5


É poesia ou prosa?” Foi com esta interrogação que Cecília Barreira, investigadora e professora na Faculdade de Ciências Sociais na Universidade Nova de Lisboa, começou por apresentar o novo livro de poesia de Isabel Mendes Ferreira, O tempo é renda, já nas livrarias pela editora Labirinto das Letras.




É o hibridismo entre plasticidades, narrativas diferenciadas. Isabel Mendes Ferreira leva a possibilidade da excelência ao extremo e reconduz-nos a uma reflexão mais densa. 

As palavras nestes textos poético-narrativos, deflagram por todos os lados dos vocabulários que conhecemos e dos que não conhecemos. 

Por vezes, as palavras explodem como uma torrente de água, com tanto poder, que esmaga qualquer hipotética linguagem imaginária.

O título, o tempo é renda, remete-nos para as entrelinhas e os interstícios desta magia que é o quotidiano do tempo, tal como um metrónomo híper-vigilante.






Ano de edição ou reimpressão: 2014
Editor: Assírio & Alvim
Páginas: 96

ISBN: 978-972-37-1764-8
Luís Quintais venceu, em ex-aequo com Isabel Mendes Ferreira, o Prémio Pen- Clube Poesia com O Vidro, livro que já havia recebido este ano o Prémio Fundação Inês de Castro.

O Vidro é o mais recente livro de Luís Quintais – uma das vozes mais seguras da nova poesia portuguesa – e aqui somos confrontados com um fulgor rítmico magistral e com a visita a alguns dos lugares paradigmáticos na poesia do autor. Vitrificação, estilhaços, riscos, violência e história, O Vidro faz alusão a fragmentos de Anna Calvi, António Damásio, Edmond Jabès, Fernando Pessoa, Martin Amis e T.S. Eliot. 

Alguns dos poemas d' O Vidro podem ser lidos aqui.


Prémio Pen-Clube Português / Ensaio foi atribuído a Mário de Carvalho




    O Prémio Pen-Clube Português  / Ensaio 2015 foi atribuído a Mário de Carvalho pela obra "Quem disser o contrário é porque tem razão", de 2014, agora reedidata.







    Prémio P.E.N. Clube Ensaio 2015
    Edição/reimpressão:2015
    Editor: Porto Editora
    Páginas: 280
    ISBN: 978-972-0-04699-4

    Alguns dos aqui tópicos abordados: 


    Ser escritor. O texto ficcional. Dilemas, enigmas e perplexidades do ofício. No vale das contrariedades. Nada do que parece é. O «assertivismo» é um charlatanismo. A valsa dança-se aos pares: escrita e leitura, autor e leitor, personagem e ação, causalidade e verosimilhança, contar e mostrar, o dentro e o fora, a superfície e o fundo. O bico-de-obra do primeiro... livro. Por onde começar? Com que começar? Com quem começar? A manutenção do interesse. Não há regra sem senão; não há bela sem razão. Ou o oposto. Riscos, cautelas e relutâncias. 


    Seis "Pontos"constituem o índice deste "Guia prático de escrita de ficção": "I. Pontos de ordem; II. Pontos de mira; III. Pontos de referência; IV. Pontos de vista; V. Pontos radiantes; VI. Pontos de luz".


    Na "Nota prévia" deste sugestivo livro de ensaios pode ler-se: 

      "Este livro não é um trabalho académico.
      Ao correr da pena, reúne e dá sequência a observações empíricas surgidas da experiência escrita, da memória do autor e duma outra consulta em segunda mão. Trata-se de um guia prático, a modos de expositor ou manual de escrita, e não de uma obra de indagação ou divulgação científica." (2014, p. 11).

    Sublinhando o tom coloquial, mesmo familiar, do livro, Mário de Carvalho recusa situar-se nos terrenos da teorização narratológica e dos estudos literários, considerando que o "livro nada acrescenta à ciência dos estudiosos da área" (2014, p. 12).