quarta-feira, 12 de agosto de 2020

terça-feira, 11 de agosto de 2020

A biblioteca de Babel em realidade virtual




A história de A Biblioteca de Babel, de Jorge Luís Borges, publicada em 1941, é sobre uma grande biblioteca que contém todos os livros possíveis e que deu aos leitores muito o que pensar sobre a dificuldade de viajar por esse cenário dos media.

Borges imaginou a Biblioteca Babel como um espaço compreendendo um grande número de salas hexagonais conectadas, cercadas por galerias. Essa visão inspirou não poucos pensadores, incluindo o autor e programador Jonathan Basile, que, como resultado, projetou esse aplicativo de realidade virtual que podemos ver AQUI




Erik Demazieres - A Biblioteca Babel


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A Biblioteca de Babel, de Jorge Luís Borges (texto integral)

O UNIVERSO (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação no centro, cercados por balaustradas baixíssimas. De qualquer hexágono, veem-se os andares inferiores e superiores: interminavelmente.
A distribuição das galerias é invariável. Vinte prateleiras, em cinco longas estantes de cada lado, cobrem todos os lados menos dois; a sua altura, que é a dos andares, excede apenas a de um bibliotecário normal.
Uma das faces livres dá para um estreito vestíbulo, que desemboca em outra galeria, idêntica à primeira e a todas. À esquerda e à direita do vestíbulo, há dois sanitários minúsculos. Um permite dormir em pé; outro, satisfazer as necessidades físicas. Por aí passa a escada espiral, que se abisma e se eleva ao infinito.
No vestíbulo há um espelho, que fielmente duplica as aparências. Os homens costumam inferir desse espelho que a Biblioteca não é infinita (se o fosse realmente, para quê essa duplicação ilusória?), prefiro sonhar que as superfícies polidas representam e prometem o infinito…
A luz procede de algumas frutas esféricas que levam o nome de lâmpadas. Há duas em cada hexágono: transversais. A luz que emitem é insuficiente, incessante. Como todos os homens da Biblioteca, viajei na minha juventude; peregrinei em busca de um livro, talvez do catálogo de catálogos; agora que meus olhos quase não podem decifrar o que escrevo, preparo-me para morrer; a poucas léguas do hexágono em que nasci.
Morto, não faltarão mãos piedosas que me joguem pela balaustrada; minha sepultura será o ar insondável; meu corpo cairá demoradamente e se corromperá e dissolverá no vento gerado pela queda, que é infinita. Afirmo que a Biblioteca é interminável.
Os idealistas argúem que as salas hexagonais são uma forma necessária do espaço absoluto ou, pelo menos, de nossa intuição do espaço. Alegam que é inconcebível uma sala triangular ou pentagonal. (os místicos pretendem que o êxtase lhes revele uma câmara circular com um grande livro circular de lombada contínua, que siga toda a volta das paredes; mas seu testemunho é suspeito; suas palavras, obscuras. Esse livro cíclico é Deus). Basta-me, por ora, repetir o preceito clássico: “A Biblioteca é uma esfera cujo centro cabal é qualquer hexágono, cuja circunferência é inacessível”.
A cada um dos muros de cada hexágono correspondem cinco estantes; cada estante encerra trinta e dois livros de formato uniforme; cada livro é de quatrocentas e dez páginas; cada página, de quarenta linhas; cada linha, de umas oitenta letras de cor preta.
Também há letras no dorso de cada livro; essas letras não indicam ou prefiguram o que dirão as páginas. Sei que essa inconexão, certa vez, pareceu misteriosa. Antes de resumir a solução (cuja descoberta, apesar de suas trágicas projeções, é talvez o facto capital da história), quero rememorar alguns axiomas.
O primeiro: a Biblioteca existe ab aeterno. Dessa verdade cujo corolário imediato é a eternidade futura do mundo, nenhuma mente razoável pode duvidar. O homem, o imperfeito bibliotecário, pode ser obra do acaso ou dos demiurgos malévolos; o Universo, com seu elegante provimento de prateleiras, de tomos enigmáticos, de infatigáveis escadas para o viajante e de latrinas para o bibliotecário sentado, somente pode ser obra de um deus.
Para perceber a distância que há entre o divino e o humano, basta comparar esses rudes símbolos trémulos que minha falível mão garatuja na capa de um livro, com as letras orgânicas do interior: pontuais, delicadas, negríssimas, inimitavelmente simétricas.
O segundo: O número de símbolos ortográficos é vinte e cinco[1]. Essa comprovação permitiu, depois de trezentos anos, formular uma teoria geral da Biblioteca e resolver satisfatoriamente o problema que nenhuma conjetura decifrara: a natureza disforme e caótica de quase todos os livros.
Um, que meu pai viu num hexágono do circuito quinze noventa e quatro, constava das letras M C V perversamente repetidas da primeira linha até à última. Outro (muito consultado nesta área) é um simples labirinto de letras, mas a página penúltima diz Oh, tempo tuas pirâmides.
Já se sabe: para uma linha razoável com uma correta informação, há léguas de insensatas cacofonias, de confusões verbais e de incoerências. (Sei de uma região montanhosa cujos bibliotecários repudiam o supersticioso e vão costume de procurar sentido nos livros e o equiparam ao de procurá-lo nos sonhos ou nas linhas caóticas da mão… Admitem que os inventores da escrita imitaram os vinte e cinco símbolos naturais, mas sustentam que essa aplicação é casual, e que os livros em si nada significam. Esse ditame, já veremos, não é completamente falaz).
Durante muito tempo, acreditou-se que esses livros impenetráveis correspondiam a línguas pretéritas ou remotas. É verdade que os homens mais antigos, os primeiros bibliotecários, usavam uma linguagem assaz diferente da que falamos agora; é verdade que algumas milhas à direita a língua é dialetal e que noventa andares mais acima é incompreensível.
Tudo isso, repito-o, é verdade, mas quatrocentas e dez páginas de inalteráveis M C V não podem corresponder a nenhum idioma, por dialetal ou rudimentar que seja. Uns insinuaram que cada letra podia influir na subsequente e que o valor de M C V na terceira linha da página 71 não era o que pode ter a mesma série noutra posição de outra página, mas essa vaga tese não prosperou. Outros pensaram em criptografias; universalmente essa conjectura foi aceite, ainda que não no sentido em que a formularam seus inventores.
Há quinhentos anos, o chefe de um hexágono superior[2] deparou com um livro tão confuso quanto os outros, porém que possuía quase duas folhas de linhas homogéneas. Mostrou o seu achado a um decifrador ambulante, que lhe disse que estavam redigidas em português; outros lhe afirmaram que em iídiche. Antes de um século pôde ser estabelecido o idioma: um dialeto samoiedo-lituano do guarani, com inflexões de árabe clássico.
Também decifrou-se o conteúdo: noções de análise combinatória, ilustradas por exemplos de variantes com repetição ilimitada. Esses exemplos permitiram que um bibliotecário de génio descobrisse a lei fundamental da Biblioteca. Esse pensador observou que todos os livros, por diversos que sejam, constam de elementos iguais: o espaço, o ponto, a vírgula as vinte e duas letras do alfabeto.
Também alegou um fato que todos os viajantes confirmaram: “Não há, na vasta Biblioteca, dois livros idênticos”. Dessas premissas incontrovertíveis deduziu que a Biblioteca é total e que suas prateleiras registam todas as possíveis combinações dos vinte e tantos símbolos ortográficos (numero, ainda que vastíssimo, não infinito), ou seja, tudo o que é dado expressar: em todos os idiomas.
Tudo: a história minuciosa do futuro, as autobiografias dos arcanjos, o catálogo fiel da Biblioteca, milhares e milhares de catálogos falsos, a demonstração da falácia desses catálogos, a demonstração da falácia do catálogo verdadeiro, o evangelho gnóstico de Basilides, o comentário desse evangelho, o comentário do comentário desse evangelho, o relato verídico de tua morte, a versão de cada livro em todas as línguas, as interpolações de cada livro em todos os livros; o tratado que Beda pôde escrever (e não escreveu) sobre a mitologia dos saxões, os livros perdidos de Tácito.
Quando se proclamou que a Biblioteca abarcava todos os livros, a primeira impressão foi de extravagante felicidade. Todos os homens se sentiram senhores de um tesouro intacto e secreto. Não havia problema pessoal ou mundial cuja eloquente solução não existisse: em algum hexágono. O Universo estava justificado, o Universo bruscamente usurpou as dimensões ilimitadas da esperança.
Naquele tempo falou-se muito das Vindicações: livros de apologia e de profecia, que para sempre vindicavam os atos de cada homem do Universo e guardavam arcanos prodigiosos para seu futuro. Milhares de cobiçosos abandonaram o doce hexágono natal e precipitaram-se escadas acima, premidos pelo vão propósito de encontrar sua Vindicação.
Esses peregrinos disputavam nos corredores estreitos, proferiam obscuras maldições, estrangulavam-se nas escadas divinas, jogavam os livros enganosos no fundo dos túneis, morriam despenhados pelos homens de regiões remotas. Outros enlouqueceram… As Vindicações existem (vi duas que se referem a pessoas do futuro, a pessoas talvez não imaginarias) mas os que procuravam não recordavam que a possibilidade de que um homem encontre a sua, ou alguma pérfida variante da sua, é computável em zero.
Também se esperou então o esclarecimento dos mistérios básicos da humanidade: a origem da Biblioteca e do tempo. É verosímil que esses graves mistérios possam explicar-se em palavras: se não bastar a linguagem dos filósofos, a multiforme Biblioteca produzirá o idioma inaudito que se requer e os vocabulários e gramáticas desse idioma. Faz já quatro séculos que os homens esgotam os hexágonos…
Existem investigadores oficiais, inquisidores. Eu vi-os no desempenho da sua função: chegam sempre estafados; falam de uma escada sem degraus que quase os matou; falam de galerias e de escadas com o bibliotecário; às vezes, pegam o livro mais próximo e folheiam-no, à procura de palavras infames. Visivelmente, ninguém espera descobrir nada.
À desmedida esperança, sucedeu, como é natural, uma depressão excessiva. A certeza de que uma prateleira num hexágono encerrava livros preciosos e de que esses livros preciosos eram inacessíveis afigurou-se quase intolerável. Uma seita blasfema sugeriu que cessassem as buscas e que todos os homens misturassem letras e símbolos, até construir, mediante um improvável dom do acaso, esses livros canónicos.
As autoridades viram-se obrigadas a promulgar ordens severas. A seita desapareceu, mas na minha infância vi homens velhos que demoradamente se ocultavam nas latrinas, com alguns discos de metal num fritilo proibido, e debilmente arremedavam a divina desordem.
Outros, inversamente, acreditaram que o mais importante era eliminar as obras inúteis. Invadiam os hexágonos, exibiam credenciais nem sempre falsas, folheavam com fastio um volume e condenavam prateleiras inteiras: ao seu furor higiénico, ascético, deve-se a insensata perda de milhões de livros. O seu nome é execrado, mas aqueles que deploram os “tesouros” destruídos pelo seu frenesim negligenciam dois factos notórios.
Um: a Biblioteca é tão imensa que toda a redução de origem humana resulta infinitesimal. Outro: cada exemplar é único, insubstituível, mas (como a Biblioteca é total) há sempre várias centenas de milhares de fac-símiles imperfeitos: de obras que apenas diferem por uma letra ou por uma vírgula. Contra a opinião geral, atrevo-me a supor que as consequências das depredações cometidas pelos Purificadores foram exageradas graças ao horror que esses fanáticos provocaram. Urgia-lhes o delírio de conquistar os livros do Hexágono Carmesim: livros de formato menor que os naturais; omnipotentes, ilustrados e mágicos.
Também sabemos de outra superstição daquele tempo: a do Homem do Livro. Numa estante de um dos hexágonos (raciocinaram os homens) deve existir um livro que seja a cifra e o compêndio perfeito de todos os demais: algum bibliotecário o consultou e é análogo a um Deus.
Na linguagem desta área persistem ainda vestígios do culto desse funcionário remoto. Muitos peregrinaram à procura d’Ele. Durante um século trilharam em vão os mais diversos rumos. Como localizar o venerado hexágono secreto que o hospedava? Alguém propôs um método regressivo: Para localizar o livro A, consultar previamente um livro B, que indique o lugar de A; para localizar o livro B, consultar previamente um livro C, e assim até o infinito…
Em aventuras como essas, prodigalizei e consumi meus anos. Não me parece inverosímil que em alguma prateleira do Universo haja um livro total; rogo aos deuses ignorados que um homem – um só, ainda que seja há mil anos! – o tenha examinado e lido. Se a honra e a sabedoria e a felicidade não são para mim, que sejam para outros. Que o céu exista, embora meu lugar seja o inferno. Que eu seja ultrajado e aniquilado, mas que num instante, num ser, Tua enorme Biblioteca Se justifique.
Afirmam os ímpios que o disparate é normal na Biblioteca e que o razoável (e mesmo a humilde e pura coerência) é quase milagrosa exceção. Falam (eu o sei) de “a Biblioteca febril, cujos fortuitos volumes correm o incessante risco de transformar-se em outros e que tudo afirmam, negam e confundem como uma divindade que delira”.
Essas palavras, que não apenas denunciam a desordem mas que também a exemplificam, provam, evidentemente, seu gosto péssimo e sua desesperada ignorância. De facto, a Biblioteca inclui todas as estruturas verbais, todas as variantes que permitem os vinte e cinco símbolos ortográficos, porém nem um único disparate absoluto. Inútil observar que o melhor volume dos muitos hexágonos que administro intitula-se Trono Penteado, e outro A Cãibra de Gesso e outro Axaxaxas mlö.
Essas proposições, à primeira vista incoerentes, sem dúvida são passíveis de uma justificação criptográfica ou alegórica; essa justificação é verbal e, ex hypothesi, já figura na Biblioteca. Não posso combinar certos caracteres que a divina Biblioteca não tenha previsto e que em alguma de suas línguas secretas não contenham um terrível sentido. Ninguém pode articular uma sílaba que não esteja cheia de ternuras e de temores; que não seja em alguma dessas linguagens o nome poderoso de um Deus. Falar é incorrer em tautologias.
Esta epístola inútil e palavrosa já existe num dos trinta volumes das cinco prateleiras de um dos incontáveis hexágonos – e também a sua refutação. (Um numero n de linguagens possíveis usa o mesmo vocabulário; em alguns, o símbolo biblioteca admite a correta definição ubíquo e perdurável sistema de galerias hexagonais, mas biblioteca é pão ou pirâmide ou qualquer outra coisa, e as sete palavras que a definem têm outro valor. Tu, que me lês, tens certeza que entendes a minha linguagem?)
A escrita metódica distrai-me da presente condição dos homens. A certeza de que tudo está escrito anula-nos ou fantasmagórica-nos. Conheço distritos em que os jovens se prostram diante dos livros e beijam com barbárie as páginas, mas não sabem decifrar uma única letra.
As epidemias, as discórdias heréticas, as peregrinações que inevitavelmente degeneram em bandoleirismo, dizimaram a população. Acredito ter mencionado os suicídios, cada ano mais frequentes. Talvez me enganem a velhice e o temor, mas suspeito que a espécie humana – a única – está por extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta.
Acabo de escrever infinita. Não interpolei esse adjetivo por costume retórico; digo que não é ilógico pensar que o mundo é infinito. Aqueles que o julgam limitado postulam que em lugares remotos os corredores e escadas e hexágonos podem inconcebivelmente cessar – o que é absurdo. Aqueles que o imaginam sem limites esquecem que os abrange o número possível de livros.
Atrevo-me a insinuar esta solução do antigo problema: A Biblioteca é ilimitada e periódica. Se um eterno viajante a atravessasse em qualquer direção, comprovaria ao fim dos séculos que os mesmos volumes se repetem na mesma desordem (que, reiterada, seria uma ordem: a Ordem). A minha solidão alegra-se com essa elegante esperança.
[1] expressão popular para resplendor.
[2] Mesmo que gupiara, depósito de diamantes.

A Biblioteca de Babel, Jorge Luís Borges


Guia para bibliotecários sobre espaços criativos



maker1
Guia de um bibliotecário para espaços de criação: 16 recursos 


O banco de dados de educação aberta do OEDb possui um breve “Guia do bibliotecário sobre como criar um Makerspace" 
Os Makerspaces, também chamado de hackerspaces, hackspaces e fablabs, são espaços colaborativos onde as pessoas se reúnem para serem criativas nos projetos de bricolage, inventam novos e compartilham ideias. Desde a primeira reunião oficial do mundo “makerpace”, há seis anos atrás, numa biblioteca no estado de Nova York, as bibliotecas continuam a ser o cenário ideal para a fabricação de eventos em todo o mundo. Muitos oferecem recursos da comunidade, como impressoras 3D, software, eletrónicos, suprimentos para artesanato e hardware e muito mais. A ideia de um espaço comunitário criativo ganhou força e tornou-se cada vez mais popular ao longo dos anos, e o movimento dos criadores não mostra sinais de desaceleração. 

Recursos:


Diretórios 

Fonte: Fontes de Informação- Universo Aberto, 16 de fevereiro de 2020

Escultura de livros

 

Um guia para uma vida confiante



Trabalho de Mike Stilkey

+Leitur@s | Derrubando estátuas




Cartoon de Marian Kamensky



APPS | Educação Inclusiva



Aplicativos para professores e pais de crianças com dificuldades de aprendizagem, organizados em quatro categorias principais: aplicativos para alunos disléxicos, aplicativos para alunos autistas, aplicativos para deficientes visuais e aplicativos para alunos com dificuldades de escrita.



Categorias

Apps

Apps para alunos disléxicos

·                SoundLiteracy

·                O que é dislexia

·                Dyslexia Quest

·                Rimas felizes de multiplicação matemática

·                Leia 2 mim

·                Fónica com Fonogramas

·                Diseggxia

·                Dicionário DD: um dicionário disléxico

Apps para alunos autistas

·                Palavras à vista

·                Sequências para autismo

·                See.Touch.Learn

·                Palavras sobre rodas

·                Eu verbal

·                Autism iHelp

·                Formas de autismo / DDT

·                Letras DDT do autismo

·                Fala com Milo

Apps para deficientes visuais

·                Através da

·                Dragon Dictation

·                Detector de luz

·                ID da cor

·                TapTapSee

·                Be My Eyes - Helping Blind See

·                Talking Calculator

·                SayText

·                AccessNote

·                Brailler Visual

Aplicativos para alunos com dificuldades de escrita

·                A máquina de escrever

·                iWrite Words

·                Escola de Letras

·                Escritor Alpha

·                ABC Pocket Phonics

·                Word Magic



Fonte: Educational Technology and Mobile Learning

domingo, 9 de agosto de 2020

Dia Internacional dos Povos Indígenas

 

9 de agosto


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Os povos indígenas estão entre as populações 
mais vulneráveis ​​do mundo.

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O tema deste ano é COVID-19 e a resiliência dos povos indígenas. A comemoração virtual contará com um painel de discussão interativo sobre as formas inovadoras como os povos indígenas continuam a demonstrar resiliência e força diante da pandemia enquanto enfrentam graves ameaças à sua sobrevivência. O objetivo é destacar como a preservação e promoção dos conhecimentos e práticas tradicionais dos povos indígenas podem ser aproveitadas de forma mais completa durante esta pandemia. Os palestrantes partilharão boas práticas com o público por meio de um evento virtual interativo que se concentrará em construir de volta mais forte.


Por que razão os povos indígenas estão em desvantagem nesta pandemia?





Os seus desafios são os nossos desafios

As comunidades indígenas já enfrentam uma série de desafios, e a infeliz realidade atual é que os efeitos da pandemia COVID-19 estão a piorar ainda mais esses desafios.

As comunidades indígenas já enfrentam problemas de acesso a cuidados de saúde, taxas significativamente mais altas de doenças, falta de acesso a serviços essenciais, saneamento e outras medidas preventivas importantes, como água limpa, sabão, desinfetante, etc. Da mesma forma, a maioria das instalações médicas locais próximas são frequentemente sub-equipadas e com pessoal insuficiente. Mesmo quando os povos indígenas podem ter acesso aos serviços de saúde, eles podem enfrentar estigma e discriminação. Um fator-chave é garantir que os serviços e instalações sejam fornecidos em línguas indígenas, conforme apropriado à situação específica dos povos indígenas.

Os estilos de vida tradicionais dos povos indígenas são uma fonte da sua resiliência e também podem representar uma ameaça neste momento na prevenção da propagação do vírus. Por exemplo, a maioria das comunidades indígenas organiza regularmente grandes encontros tradicionais para marcar eventos especiais, por exemplo, colheitas, entrada na idade adulta,  etc. Algumas comunidades indígenas também vivem em habitações multigeracionais, o que coloca os povos indígenas e suas famílias, especialmente os idosos, em risco.

Além disso, os povos indígenas já enfrentam a insegurança alimentar por causa da perda das suas terras e territórios tradicionais ou mesmo dos efeitos das mudanças climáticas. Eles também enfrentam desafios ainda mais graves para ter acesso aos alimentos. Com a perda dos seus meios de subsistência tradicionais, muitas vezes baseados na terra, muitos povos indígenas, que trabalham em ocupações tradicionais e economias de subsistência ou no setor informal, serão adversamente afetados pela pandemia. A situação das mulheres indígenas, que muitas vezes são as principais provedoras de alimentos e nutrição para suas famílias, é ainda mais grave.

A fim de aumentar a consciência sobre as necessidades dos povos indígenas, a cada 9 de agosto comemora-se o Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo. Especialmente agora, eles precisam de nós. Especialmente agora, precisamos do conhecimento, vozes e sabedoria tradicionais dos povos indígenas.

Fonte: Página das Nações Unidas sobre O Dia Internacional dos Povos Indígenas