segunda-feira, 24 de junho de 2019

Que lugar é esse?



Biblioteca: o lugar de todos os encontros







Dia internacional de apoio às vítimas de tortura




26 de junho













Apesar da proibição absoluta pelo direito internacional, a tortura persiste em todas as regiões do mundo. Um número chocante de pessoas até favorece o seu uso. Preocupações sobre a proteção da segurança nacional e das fronteiras são cada vez mais usadas para permitir a tortura e outras formas de tratamento cruel, degradante e desumano. 

As Nações Unidas condenaram a tortura desde o início como um dos atos mais cruéis perpetrados por seres humanos aos seus semelhantes. As vítimas de tortura vêm de todas as esferas da vida: homens, mulheres e, comovente, um número crescente de crianças. São povos indígenas e minorias; defensores dos direitos humanos, opositores políticos e jornalistas; migrantes; pessoas com deficiência; pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans ou intersexuais; ou simplesmente habitantes de certos bairros. 

As vítimas da tortura são selecionadas aleatoriamente, ou constituem um alvo ou são perseguidas. A tortura busca aniquilar a personalidade da vítima e nega a dignidade inerente ao ser humano. As suas consequências generalizadas frequentemente vão além do ato isolado de um indivíduo; pode ser transmitida através das gerações e levar a ciclos de violência. 



domingo, 23 de junho de 2019

Quadras da tradição sanjoaneira do Porto










Há diferentes emoções,
Meu S. João, nas noitadas,
D'uns olhos sobem balões
D'outros caem orvalhadas...




A noite está de luar
Mas os teus olhos, Maria,
São dos balões a brilhar
Mais belos que a luz do dia!




Esta vida é uma cascata
Que fica por construir
Por ela a gente se "mata"
Para morrer a seguir.



Meu balão não é d'espanto!
Não tem vinda, só tem ida,
Leva risos, leva pranto...
Tudo faz parte da vida.




Ah poeta! Tu desfolhas
Tua sorte em tons diversos:
No trevo de quatro folhas,
Na trova de quatro versos...







Jovens & Mudança | Guia







Brasília: ONU Meio Ambiente e UNESCO, 2018. 64 p., illus. ISBN: 978-85-7652-220-1
Título original: YouthXchange guidebook series: climate change and lifestyles
Publicado em 2011 pela ONU Meio Ambiente e pela UNESCO







Guia sobre mudança climática e estilos de vida


Este Guia, elaborado pela ONU Meio Ambiente e a UNESCO, tem como objetivo responder às perguntas que os jovens entre 15 e 24 anos possam ter, e inspirá-los nas suas vidas diárias. Explora a relação entre mudança climática e estilos de vida numa perspetiva científica, política, económica, social, ética e cultural, e identifica as ações que os jovens podem tomar para que os seus estilos de vida sejam mais sustentáveis. 

As informações relevantes relacionadas com a mudança climática são apresentadas de uma forma menos abstrata e assustadora, ajudando os jovens a desenvolver visões alternativas e a estabelecer metas para melhorar o seu futuro. O Guia fornece informações, estudos de caso e dicas úteis em torno de temas relevantes para os jovens e as suas vidas quotidianas, como alimentos e bebidas, viagens e transportes, lazer e entretenimento. 

Num momento em que os recursos do planeta estão a esgotar-se mais rapidamente do que podem ser repostos, nunca foi tão essencial adotar e promover formas mais sustentáveis de vida que estejam em harmonia com as nossas comunidades e com a natureza. Este Guia auxilia os jovens a tornarem-se defensores e agentes de mudança para estilos de vida sustentáveis nas suas respetivas comunidades ao redor do mundo.




sexta-feira, 21 de junho de 2019

Quando a poesia aguarda um filme



+ Leitu@s



LÍDIA JORGE: O LIVRO DAS TRÉGUAS, OU QUANDO A POESIA AGUARDA UM FILME DE SABERES, LUGARES E TEMPOS







Lá no apartamento em Jerusalém numa janela aberta para a rua os olhos do Poeta refletem a ambição de segurar nas mãos Nova Iorque ou Alexandria. Quase zangado, quase desesperado, quer dizer da saudade com as fotografias nas mãos, e nada o contenta das palavras que a definem. Afinal a saudade é um lugar de desejo, de perseguição, de punição e pede-se a Faulkner que feche a cortina ao de leve e que se deite o Poeta por entre os lençóis da cama que lhe fazem sentir um habitar Jerusalém, na cama da sua meretriz, ou Muro, que impele a sua partida dali. E fecha os olhos o Poeta, com as faces rosas de sangue que lhe recordam a cor das bochechas do filho, nascido livre, e agora outra noite, filha do livro-mãe, filha da conclusão e da pergunta com nome de destino, com nome de veleiro.

O filme começou assim, exprimindo um rosto com tudo o que deve exprimir antes que seja tarde, antes que os enigmas de cansem de ser perguntados e que o Poeta jure por Deus que não descodificou o perfume.

E o filme mostra o frasco de cristal ricamente trabalhado e de tampa de cortiça, pousado na mesinha de cabeceira: o Poeta adormece, um tanto, só um tanto, pois que as flores desbotadas que o frasco contém, embrulham o porvir, as proporções das novas estradas, placentas informatizadas que já tinham trocado o mundo do simulacro pelo Mundo da vida, e assim, mergulhadas no mar amniótico do frasco, a elas devia estar atento o Poeta.

No dia seguinte, o Poeta desce a encosta das videiras, acaricia os cachos de uvas, e súbito, pressente o perigo não cruxificado de poder partir apenas na altura que ele conhece não haver caminho, e pergunta:

- Qual a razão para que ninguém me diga de frente que só o perfil pode agir nas noticias do amor; naquelas que se aceitam em nós e nós por elas cheios de atualidade, a sabermos que podemos partir do Médio oriente seguros do que Arquimedes nos ensinou: falo da alavanca, esta que vos mostro na qualidade de vedor e que torço como se torcesse o umbigo do mundo.

écran, surge agora com a cor e a forma de uma laranja, os gomos parecem-se a músculos iniciáticos que oferecem sumo a todos os que rodeiam o Poeta, e que ele domina afinal com o saber das coisas escondidas dando de beber e sorrindo, sereno.

E surge um forno, uma lareira, um lume que inunda os olhos de todos e que o Poeta explica tratar-se apenas de uma existência muito viva, e que antes do seu salto olímpico e mortal, arde para que todos conheçam o benefício da dúvida que as flores da música de Mozart sugerem. A casa de Mozart está toda pintada pela mão dos impressionistas. Todos, sejam quem sejam todos, pois que entrem neste noivado consumado e cuja chave é uma fábula. Uma fábula de poder. A fábula de poder dos Poetas. Sentam-se então todos numa montanha, na bainha de uma montanha, à procura de um outro início. A bainha parece igual à dos cortinados de Jerusalém. As linhas enroladas são similares a batalhas que o Poeta regista no seu caderno de apontamentos e recorda-se que isto é o significado de mesmíssimo. O essencial inalterado, afinal. O céu da tarde lança ao Poeta um cabo e ele desce por ele até fitar o que o perturba. O Poeta é sempre a conjunção do cerne dos elementos do mundo, e olhando as aguas empurra-as para o beijo, até que o lápis descreva de um outro modo a tez morena das mulheres com sarongs coloridos.

E surge a casa a tal iluminada pela candeia do Poeta: a tal do coração e da espada, do cavalo e do segredo de o montar, e lá longe de tão perto, a noção de que só do não conhecido é o futuro. Big-Bang ou a primeira batalha, a tal que não conhece a bandeira branca. O Poeta, ingénuo do poder, não julga. O Poeta continua a crer no ato limite que exponha a poesia, finalmente como solução, nem que seja por sinais de mímica, mas que a deixe a cobrir como uma pele, o mundo velho dos deuses e lhes diga que coragem é ir por onde perigoso é o norte.

Eis a Grécia!

O Poeta tem à cintura pássaros vivos e livres que assim desejam estar. É sua a vontade deste modo se acomodarem; esse o édito das suas manhãs. E o Poeta escreve que se não desliga dos incêndios das verdades, nem que lhe citem Roland Barthes. Se necessário arrendam-se as nuvens sem contrato e as suas águas transformam as florestas em verde para que todos as interpretem e ele, sozinho, arda nos factos irrelevantes que mataram os dias: nada de novo, afinal. De nada novo a não ser a estrela que se solta sem ser vista e lá do céu explica os factos todos.

Os dromedários transportavam gentes e sal pelo deserto. O tuaregue do filme «Um chá no deserto», voltou a adormecer nas dunas, olhando a mulher estranha às origens da sua cor. E sim, correu água sobre a areia no deserto durante três dias como diz o Poeta Lídia Jorge ou o amor nu, em cada canto não tivesse sido descoberto.

Em muitas circunstâncias e tempos se faz o caderno dos apontamentos do Poeta. Até o cocheiro atento ou não à maioridade da rapariga, aceitava o seu corpo doado e ainda não amado, ainda não noivado, ou, ainda era o Poeta demasiado jovem para entender aquele estado? Eu mãe-Poeta digo:

- Ó minha filha não fales alto, ninguém tem de saber que ainda estás no comboio dos nadas e que só depois da lucidez te repetirás e com ela entenderás os preceitos.

O comboio seguia junto ao mar porque ali o rio parecia o mar. O Poeta pela janela olhava o horizonte e aqui e ali presumia as cavernas nas rochas, aquelas que guardavam as sabedorias que não correspondiam à verdade. Enfim, era a viagem. Era a suspeita aqui e ali de que o livro procurado se faz ao Poeta ladrando como um cão que o arreda da esperança de entrar no carreiro da montanha. Esse carreiro, como nos mostra o filme, é um pedaço de terra que serpenteia até ao céu. E para quê? Para nos demonstrar que só estamos acompanhados de nós. Mas há futuro dizia Rui, o Belo.

Num vasto campo de milho, o Poeta utiliza a natureza por decifração e abre uma especial carola que guarda o correio que lhe é destinado. Depois de tantos anos chegar à primeira desilusão, é duro, e é duro, partir daí. O bosque que o Poeta já foi, ilumina-se só com uma arvore e lhe não basta: aquela. Parece-lhe ver uma terra de infâncias no meio daquele milho, no meio daquele acontecimento que se inicia também com pedras, pedras das montanhas, pedras com formato de condição humana, fosse o que viesse a ser essa condição em Jerusalém.

Assim, li este extraordinário livro de poesia de Lídia Jorge. Deste modo sugeri o filme: a flor de lymo que poderia dizer melhor do Poeta, quando do fim do périplo ao ponto inicial do pôr à prova, dali mesmo partiu ele, sorrindo, com o seu frasco de desbotadas flores na mão, e acredita-se que se fez de novo à expectativa.


Curadoria de conteúdos











A curadoria de conteúdos envolve a segmentação e filtragem de conteúdos para posterior divulgação junto do público-alvo, através da partilha em canais acessíveis.


Este processo implica três etapas:

1ª. A PESQUISA, que consiste no acompanhamento de notícias e artigos e na identificação das melhores fontes. Há diversas ferramentas online que ajudam o trabalho do curador. O uso das redes sociais (Twitter, Facebook, Instragam), de alertas do google e RSS feeds de blogues relevantes também pode ser de extrema utilidade para uma informação atualizada. 
 2ª. A CONTEXTUALIZAÇÃO. É importante que se dê um sentido ao que é publicado, de acordo com os interesses da instituição/empresa e o perfil do público-alvo. 

3ª. Por fim, e não menos importante, a PARTILHA, isto é, a fase da divulgação junto do público-alvo. Aqui, é preciso definir por meio de que canais os conteúdos vão ser partilhados / divulgados. 

A biblioteca da Camilo, que está presente nas plataformas das redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram, YouTube), tem vindo a desenvolver este processo de curadoria de conteúdos, recorrendo a diversas ferramentas digitais, nomeadamente o Flipboard, partilhando-os / divulgando-os junto da Comunidade Educativa nas redes sociais, na plataforma Moodle da Escola e neste mesmo blogue.  




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