quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Trinta Clássicos das Letras |18. A Cartuxa de Parma, de Stendhal







Todos temos na memória as cenas marcantes do filme de Christian-Jaque A Cartuxa de Parma (1839) sobre o romance imortal de Stendhal (Henri-Marie Beyle, 1783-1842) em que o triângulo amoroso, representado por Sanseverina - Maria Casares, Fabrício Del Dongo - Gérard Philipe e Clélia Conti - Renée Faure, permite acompanharmos uma das mais importantes referências românticas da literatura de sempre. 

O romance de Stendhal marcou toda a literatura europeia até ao século XX, não pertencendo apenas a uma escola ou a uma época, mas constituindo um modo a um tempo heroico e sentimental para ilustrar a História e a compreensão do género humano. 

Se falo do filme de 1948 é porque muitas gerações se deixaram apaixonar pela audácia e sensibilidade de Fabrício Del Dongo, pelo magnetismo de Gina Sanseverina e pela paixão sentida de Clélia Conti. Balzac admirou a construção narrativa, André Gide não teve dúvidas em considerar este o maior dos romances franceses e Tolstoi foi um leitor fiel das descrições de Stendhal, em especial no paralelo que encontramos entre a angústia de Fabrício, deambulando no cenário trágico de Waterloo, e a atitude de Pedro Bezukhov em circunstância semelhante. 

Stendhal inspirou-se nas leituras que fez de documentos sobre famílias antigas italianas, como os Farnese, aquando da sua estada como cônsul em Itália. Fabrício é um jovem aventureiro de família nobre, que admira Napoleão Bonaparte, como Julien Sorel, o outro grande herói de Stendhal, em O Vermelho e o Negro (1830), narrativa exemplar em que se associam as cores dos uniformes militares e da sotaina dos clérigos. É de Itália que A Cartuxa de Parma trata, associando a compreensão das ambições individuais à construção da unidade da pátria, como quisera Nicolau Maquiavel. Que papel teria o ducado de Parma e Placência no futuro que se anunciava, em lugar da fragmentação medieval? São limitadas as ambições de Fabrício, que prefere viver no mundo aristocrático, pensar no imediato, divertir-se, pensar num tempo de sonho e de prazer. No entanto, deseja conhecer e aproximar-se de Bonaparte, símbolo da coragem e de um tempo novo. Demarcando-se do pensamento de seu pai e da orientação monárquica, parte ao encontro do que será o canto do cisne do Imperador em Waterloo. Nesse gesto de audácia e de rutura conta com o apoio de sua tia Gina Pietranera, que se torna duquesa Sanseverina, amante do poderoso Conde Mosca. Mas a afeição entre tia e sobrinho torna-se intensamente amorosa. A dualidade entre o amor fraternal e o carnal revela-se dramática. Gradualmente, Fabrício compreende, contudo, que não amava a tia como mulher. Preso, na torre de Farnese, em virtude da complexa trama política em que se vê envolvido, Fabrício apaixona-se pela filha de um general do partido da oposição ao Conde Mosca, Clélia Conti. Essa paixão torna-se o centro da narrativa romanesca, mas trata-se de um amor impossível, não só porque Fabrício está preso, mas também porque a sua família é inimiga jurada da do pai de Clélia. Graças à intervenção de Gina, Fabrício será libertado e como clérigo e Monsenhor vai exercer o seu múnus, longe da amada. Os rumores sobre uma ligação a uma jovem, Anetta Marini, levam Clélia a ir ouvir o sermão do Monsenhor Fabrício e o encontro entre ambos leva ao renascimento da paixão, iniciando-se uma ligação secreta que vai durar três anos. Entretanto, morre o Arcebispo e Fabrício sucede-lhe. Mas como o novo prelado não pode encontrar-se com Clélia durante o dia, exige que Sandrino, o filho que nascera desse amor secreto venha para junto de si. Os amantes imaginam um estratagema, simulando a morte da criança. Mas Sandrino cai, realmente, gravemente doente e morre. Esta morte é vista por Clélia como uma severa punição divina; e não se perdoará por esse trágico desenlace. Com a morte de Clélia, Fabrício vende todos os seus bens e distribui-os, retirando-se para a Cartuxa de Parma – onde morrerá um ano depois. A duquesa Sanseverina não sobreviveu senão muito pouco tempo a Fabrício, que ela adorava… E com Mosca riquíssimo, o ducado de Parma conhece uma era de liberdade com o seu jovem príncipe Ernesto V…

Agostinho de Morais
Raíz e Utopia, Centro Nacional de Cultura, 18 de agosto de 2019



Tráfico de Seres Humanos | Plano Nacional de Prevenção e Combate






Comissão para a cidadania e a igualdade de género





O XXI Governo Constitucional reconhece que o flagelo do tráfico de seres humanos assume formas cada vez mais diversificadas, complexas e sofisticadas, o que implica a necessidade de uma orientação estratégica bem definida e conduzida de modo coerente, designadamente através de uma política de segurança coordenada e eficaz, respondendo aos principais riscos e ameaças internas e externas e promovendo uma proteção integrada das vítimas.
Portugal tem sido um dos países na vanguarda do combate ao tráfico de seres humanos. No período temporal de 2007 a 2017, sob a coordenação da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, foram implementados três planos nacionais de prevenção e combate ao tráfico de seres humanos, numa perspetiva de estreita colaboração entre as diversas entidades públicas e as organizações da sociedade civil.
O IV Plano de Ação para a Prevenção e o Combate ao Tráfico de Seres Humanos 2018-2021 (IV PAPCTSH 2018-2021) visa reforçar o conhecimento sobre a temática do tráfico de seres humanos, assegurar às vítimas um melhor acesso aos seus direitos, bem como qualificar a intervenção, e promover a luta contra as redes de crime organizado, nomeadamente desmantelando o modelo de negócio e desmontando a cadeia de tráfico.







50forfreedom | Testemunhos






 





WAGNER MOURA CONTA UMA HISTÓRIA REAL SOBRE A ESCRAVIDÃO MODERNA


O premiado ator e Embaixador da Boa Vontade da OIT Wagner Moura empresta a sua voz a Jomar Silva, um jovem que começou a cortar cana de açúcar quando tinha apenas dez anos de idade, e que nunca conheceu outra vida. Escute a sua história e ajude a acabar com a escravidão moderna.



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Estas fotografias foram tiradas por homens e mulheres que foram traficados para trabalho forçado e que agora vivem em segurança num abrigo  em Bruxelas, Bélgica.




“Photo-Voice” Photography exhibition by victims of human trafficking



A escravidão moderna: mitos e factos






A escravidão moderna está em toda parte, mas passa despercebida pela maioria de nós. Descubra a verdade por trás desses mitos e participe da campanha para acabar de vez com a escravidão moderna.



MITO: A ESCRAVIDÃO É COISA DO PASSADO

FACTO: Apesar de ter raízes antigas na história, a escravidão existe ainda hoje em muitas formas. Tráfico de seres humanos, servidão por dívida e trabalho doméstico forçado são apenas alguns exemplos. Mas isso não significa que ela seja inevitável. Um esforço coordenado entre os governos e os ativistas ao redor do mundo pode contribuir para acabar com a escravidão moderna de uma vez por todas. Este é o propósito do Protocolo da OIT sobre trabalho forçado.










MITO: RELATIVAMENTE POUCAS PESSOAS SÃO VÍTIMAS DE ESCRAVIDÃO MODERNA.

FACTO: Hoje existem mais pessoas em situação de escravidão do que em qualquer outro momento da história. Há mais de 25 milhões de crianças, mulheres e homens vivendo em situação de escravidão moderna, o equivalente a 3 em cada 1.000 pessoas no mundo. Se todos vivessem numa única cidade, ela seria uma das maiores cidades do mundo.

Fontes:







MITO: A ESCRAVIDÃO MODERNA EXISTE APENAS EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO.

FACTO: A escravidão moderna está em toda parte. Existem mais de 1,5 milhões de pessoas que trabalham em condições análogas à escravidão na Europa, na América do Norte, no Japão e na Austrália.

Fontes:







MITO: O TRÁFICO SEXUAL REPRESENTA A MAIORIA DOS CASOS DE ESCRAVIDÃO MODERNA.

FACTO: Cerca de uma em cada cinco pessoas são vítimas de exploração sexual. A maior parte das pessoas vítimas da escravidão moderna trabalha em indústrias como agricultura, pesca, construção, confecção têxtil, mineração, serviços e trabalho doméstico.







MITO: A ESCRAVIDÃO MODERNA NÃO É UMA GRANDE FÁBRICA DE DINHEIRO

FACTO: A escravidão moderna é um grande negócio. Um estudo recente da OIT estimou que a escravidão moderna gera mais de 150 bilhões de lucro todos os anos, o equivalente à soma dos lucros das quatro empresas mais rentáveis do mundo.

Fontes:







MITO: A ESCRAVIDÃO MODERNA NÃO ME AFETA.

FACTO: A escravidão moderna afeta todo mundo. Mesmo que você não seja uma vítima da escravidão moderna, você é afetado por ela. As empresas, por exemplo, enfrentam a concorrência desleal de companhias sem escrúpulos, que beneficiam dos lucros da escravidão moderna. Isso pode levar à redução de salários ou ao corte de benefícios. Além disso, os governos perdem receitas tributárias valiosas e têm que arcar com altos gastos legais para processar casos de escravidão moderna. Estes recursos poderiam ser investidos em serviços públicos como educação, saúde ou transporte público.



 




MITO: A MAIOR PARTE DO LUCRO DA ESCRAVIDÃO MODERNA É GERADA EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

FACTO: O lucro anual por vítima de trabalho forçado é muito mais alto em países desenvolvidos e na União Europeia do que em qualquer outra parte do mundo.

Fontes:






MITO: NÃO HÁ MUITO QUE EU POSSA FAZER PARA AJUDAR AS PESSOAS QUE SÃO VÍTIMAS DA ESCRAVIDÃO MODERNA.

FACTO: Você pode contribuir na luta contra a escravidão moderna. Cabe aos governos adotar e aplicar a legislação, proteger os seus cidadãos e ratificar o protocolo. 
Inscreva-se para participar da campanha 50forFreedom.
Convide pelo menos dois amigos para participarem também.
Peça aos seus representantes políticos para apoiarem o Protocolo sobre o trabalho forçado.









50 for Freedom é uma campanha liderada pela Organização Internacional do Trabalho (ILO) e pelos seus parceiros, a Confederação Sindical Internacional e a Organização Internacional dos Empregadores.




Uma esperança mais forte do que o mar




+Leitur@s



"Melissa Fleming é a porta-voz mais competente que eu encontrei em 45 anos de vida política e profissional. Mas o que este livro demonstra vai muito para além disso. Ele revela não só o conhecimento profundo do tema dos refugiados em toda a sua complexidade, a inteligência das análises e o talento literário da autora, mas também uma extraordinária sensibilidade humana, um profundo empenhamento militante numa causa tão nobre e uma total solidariedade com os que sofrem, com os mais vulneráveis dos vulneráveis neste mundo cruel. Um livro admirável duma autora que o não é menos." - António Guterres







Autor(es): Melissa Fleming: Rui Marques (pref.)Ana Maria Chaves (trad.)Márcia Montenegro (trad.)Maria da Luz Rodrigues (trad.)
Edição: 1ª ed
Data de publicação : 2017
Nº de Páginas: 240
Tít. orig.: A hope more powerful than the sea
Livro recomendado pelo PNL 2027




Sinopse



Uma Esperança Mais Forte do que o Mar é uma chamada de atenção para a situação dramática por que passam largos milhares de refugiados sírios que procuram abrigo na Europa, tentando escapar a uma guerra que destruiu o seu país. Esta é a história extraordinária de uma jovem corajosa e da sua luta pela sobrevivência.

Uma jovem, que tinha uma vida normal na Síria, confronta-se com a necessidade de fugir à guerra; perante as dificuldades sentidas no Egito, onde a família se tinha refugiado, decide partir com o noivo para a Europa. Sobrevive dificilmente ao naufrágio e consegue salvar uma criança; reconhecida como heroína, refaz a sua vida na Suécia.

[Resumo da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura 2027]




quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Trinta Clássicos das Letras |17. As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift










Jonathan Swift (1667-1745) foi um clérigo e polemista irlandês, Reitor da Catedral de S. Patrício em Dublin, que se celebrizou ao ter criado a personagem de Lemuel Gulliver, que está presente na literatura juvenil dos últimos séculos. No entanto, Swift não escreveu para deleite dos mais jovens, mas como severo crítico da sociedade em que viveu. À distância do tempo, não reconhecemos os que severamente procura atingir, mas fica o carácter irónico de uma sociedade de seres caricatos. 

Ora, são os seus contemporâneos que Swift considera quase desprezíveis, cheios de si, marcados pela soberba e pela inveja e incapazes de se aperceberem dos seus defeitos incorrigíveis. Por exemplo, o critério para dividir as opções políticas tinha a ver não com a razão, mas com o lado pelo qual cada um deveria partir um ovo… O título por que a obra ficou mundialmente conhecida é Gulliver's Travels, mas o título original da edição de 1726, alterada em 1735, é “Travels into Several Remote Nations of the World. In Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of Several Ships”

Trata-se de um romance satírico, escrito por alguém que esteve na esfera política dos Whigs (liberais) e depois passou para os Tories (conservadores). As edições mais popularizadas limitam-se a reproduzir a primeira parte da obra (sobre 1699), onde se fala de Lilliput, ilha fictícia que faz parte de um arquipélago algures no Oceano Índico, de que também faz parte a ilha de Blefuscu, com a qual os liliputianos estão em guerra. Aliás, Lemuel Gulliver ajuda os Lillipputianos a vencer os seus vizinhos de Blefuscu ao tomar a sua frota. Contudo, recusa reduzir Blefuscu à condição de colónia de Lilliput, o que causa profundo desagrado ao rei e à corte. Tanto basta para que Gulliver caia em desgraça, sendo acusado de alta traição, pelo que é condenado a perder a visão. Todavia, com a ajuda de um amigo, dignitário da corte, consegue fugir para Blefuscu, onde encontra um barco abandonado e consegue ser salvo. 

A segunda aventura (1702-1706) passa-se em Brobdingnag, terra de gigantes, situada na América do Norte. Lemuel é exibido como um anão em espetáculos, que o deixam doente, e é vendido à rainha, ficando ao cuidado da filha do fazendeiro que o explorara. Como Gulliver é pequeno demais, a rainha de Brobdingnag ordena a construção de uma casa pequena para que ele possa ser transportado, a que chama "caixa de viagem". Depois de diversas peripécias, uma águia rouba a caixa e larga-a numa praia o que permite o retorno a Inglaterra. Entre 1706 e 1710, Gulliver passa por Balnibarbi, um reino governado por Laputa. A burocracia, a Royal Society e os excessos da procura científica são severamente criticados. Na Grande Academia de Lagado, muitos recursos são gastos em procuras absurdas, como a busca de raios de sol a partir de pepinos ou o desmascaramento de conspirações políticas pela análise do excremento dos suspeitos. Enquanto aguarda a partida para o Japão, visita em Glubbdubdrib a casa de um mago louco que discute história com fantasmas, como Homero, Aristóteles, Júlio César, Caio Bruto e até Descartes. Na ilha de Luggnagg, encontra os “struldbrugs”, que são imortais, e já no Japão consegue do Imperador o privilégio de não ter de abjurar o cristianismo. Por fim, entre 1710 e 1715, Gulliver volta ao mar, mas é vítima dum motim a bordo e é abandonado num bote. Encontra uma raça de humanoides selvagens e depois os Houyhnhnms, uma raça de cavalos falantes, que governam e subjugam os humanoides Yahoos. 

Swift é mestre das distopias e Gulliver é testemunha privilegiada dos defeitos da humanidade.



Agostinho de Morais
Raíz e Uopia, Centro Nacional de Cultura, 17 de agosto de 2019





📌 Livro disponível na Biblioteca



Google e bibliotecas, mais que rivais, aliados




Imagem: Shutterstock





As vantagens de perguntar ao Google e a uma biblioteca


Existem inúmeras perguntas para as quais não temos resposta. Há poucas ocasiões em que procuramos uma resposta rápida a uma pergunta simples que surge ao vermos televisão ou ao lermos um livro. A verdade é que os dispositivos móveis vieram facilitar a consulta rápida e direta. Antes ou ligávamos o computador (o que pode levar alguns minutos) ou consultávamos a enciclopédia ou o dicionário em papel. Felizmente tudo isso mudou. Hoje estamos muito mais próximos da informação do que antes.

Agora, ao procurarmos uma resposta mais complexa / completa a uma pergunta ou ao fazerermos um trabalho académico ou de pesquisa, onde fazer a pergunta? Uma pesquisa simples pode ser iniciada no Google, sem nenhum problema. O Google é o mecanismo de busca mundial por excelência e o mestre das informações referenciadas na Internet ... mas onde fazemos a pergunta quando precisamos de mais do que apenas dados ou definições? Bem, a verdade é que também se pode fazer esse tipo de perguntas ao Google ou aos mecanismos de pesquisa académicos, embora talvez seja preferível ir a uma biblioteca para termos certeza de que o que procuramos e encontramos é o que precisamos .

Tanto pesquisar no Google como pesquisar numa biblioteca tem as suas vantagens. Cada recurso é muito útil em determinados momentos e de acordo com as necessidades. Mas o que nos dá uma biblioteca que não nos dá o Google? ... e o que nos diz o Google que não nos dá uma biblioteca? 


Vantagens de perguntar ao Google


Fazer uma pergunta ao Google tem muitas vantagens. É um serviço rápido e não tem horários. Tem muita informação e certamente há sempre algo interessante nos seus resultados. Sem dúvida, ele é um rival difícil para o mundo das bibliotecas ...


  • O Google oferece imediatismo nos resultados e acesso à informação. Nenhuma espera ou filas.
  • O Google não tem horários. Está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • O Google não tem limitações geográficas, onde quer que estejamos (e desde que haja acesso à Internet), podemos perguntar sem problemas.
  • O Google oferece resultados que podem ser interessantes graças à pegada digital deixada na Internet em pesquisas anteriores.
  • Perguntar ao Google é bastante simples graças à sua interface simples.
  • No Google, podemos descobrir informações úteis por meio dos resultados semelhantes à pesquisa realizada.
  • No Google há informações ilimitadas, certamente vamos encontrar algo que nos interessa.


Vantagens de perguntar a uma biblioteca

  • Fazer uma pergunta numa biblioteca pode ser muito gratificante. Receber tratamento pessoal e profissional de bibliotecários para atender às necessidades de informação é um bónus que nenhum recurso online nos pode oferecer.
  • Numa biblioteca, recebemos tratamento pessoal e profissional confiável.
  • Numa biblioteca, a privacidade do usuário está acima de tudo.
  • Numa biblioteca, nenhuma informação é dada para fins publicitários.
  • Numa biblioteca, podemos obter resultados concretos contra a abundância de informações.
  • Numa biblioteca, podemos confiar na confiabilidade das fontes e nas informações fornecidas.
  • Uma biblioteca fornecerá recomendações personalizadas de acordo com o usuário.
  • Uma biblioteca não restringe pesquisas por localização.
  • Uma biblioteca guia os seus usuários entre o que eles estão a procurar e o que eles realmente precisam.


Google e bibliotecas, mais que rivais, aliados

Tanto o Google como as bibliotecas são espaços em que a informação flui incessantemente. Mais do que rivais, eles podem ser considerados aliados (há dúvidas por que as bibliotecas não se tornaram o Google ). Não é estranho ir a uma biblioteca para encontrar informações e acabar a pesquisar no Google ... e não é estranho estar em casa a procurar informações no Google e acabar a encontrar um site de uma biblioteca ou o seu serviço de referência online.


O que os usuários do Google e os usuários da biblioteca teriam que levar em conta é a importância de diferenciar as informações que podem ser encontradas online. Algumas dicas rápidas podem ser lidas em " Como saber se uma fonte de informações da Web é confiável ou não ":
  1. Não fique pelo primeiro resultado. Pesquise, compare e reveja ... e use a pesquisa avançada.
  2. Verifique quem escreve a informação. Tente ver as credenciais do autor e a sua reputação.
  3. Tenha em mente o meio em que o conteúdo é publicado, caso haja algum tipo de viés na informação ou na publicidade.
  4. Veja se o conteúdo é atual, original, correto (bem escrito), se tem um raciocínio lógico e se cita as suas fontes de informação.
  5. Pergunte ao seu bibliotecário ... ou peça a sua opinião.


Também seria interessante para as bibliotecas treinarem os seus usuários no uso do Google e ensiná-los a tirar o máximo proveito dele. Basta lembrar essa pequena aliança histórica que o mundo das bibliotecas e o Google têm por trás deles.


Fonte:


Julián Marquina, Las ventajas de preguntar a Google y de preguntar a una biblioteca. Disponível em
https://www.julianmarquina.es/las-ventajas-de-preguntar-a-google-y-de-preguntar-a-una-biblioteca/

(tradução da nossa responsabilidade. AJ)