terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Revista de Estudos Saramaguianos







A REVISTA DE ESTUDOS SARAMAGUIANOS é produto do encontro de pesquisadores da obra de José Saramago no Brasil, Argentina e Portugal. Seu viés é o de uma revista académica, bilingue (Português / Espanhol), com tiragem semestral, gratuita e eletrónica cuja proposta é a publicação de ensaios, documentos e recensões críticas que tenham como base a obra do escritor português. O seu objetivo é o de fortalecer os estudos, intercambiar pesquisas e dar a conhecer as diversas possibilidades de leituras em torno da obra saramaguiana.



Outros números:


ANO 3

ANO 2

ANO 1



EPHEMERA


Um novo conceito de biblioteca


 https://ephemerajpp.com/



Pacheco Pereira- Foto de Luís Barra




O Arquivo / Biblioteca Ephemera é um arquivo que recolhe, trata, inventaria, divulga materiais sobre a história cultural, social, económica e política de Portugal e internacional, numa perspectiva comparada. Está sediado em várias casas particulares na Vila da Marmeleira e tem pontos de recolha e de trabalho em Lisboa (Livraria Ler Devagar, na LX Factory), no Porto (numa sala cedida pelo Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura da Universidade do Porto, e na galeria Mira Forum), em Torres Vedras e em Viana do Castelo (no Café Girassol e numa sala da Associação de Comerciantes).

Tem literalmente “salvo” milhares de documentos, e outros materiais por todo o país, na sua maioria por oferta, mas também por aquisição, inclusive fora de Portugal. Mais de cem voluntários trabalham na recolha, digitalização, organização e inventariação dos materiais entrados e existentes, o que torna única esta iniciativa em Portugal e permite um output superior a muitos arquivos existentes, tudo apenas dependendo do valor imenso do trabalho dedicado dos seus voluntários, sem um tostão do Estado.
Expresso, 31.03.2017





Ephemera na TVI24
27 de janeiro 2018 | Noticiário das 21 horas | episódio 11 – “Havia um prazer em fuzilar”


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Concurso Uma aventura... Literária 2018



Prazo para envio de trabalhos: até dia 16 de fevereiro 2018







Está a decorrer o Concurso Uma Aventura… Literária 2018 . 

À semelhança dos anos anteriores, o concurso tem 5 modalidades - Texto Original, Crítica, Desenho, Teatro e Olimpíadas da História - e destina-se aos alunos do pré-escolar, 1.º ciclo, 2.º ciclo, 3.º ciclo e secundário.

Os trabalhos podem ser enviados pelo correio, com as fichas de participação devidamente preenchidas, nos moldes habituais, para a seguinte morada:
Concurso Uma Aventura… Literária 2018 - Editorial Caminho
Rua Cidade de Córdova nº 2 - 2610 - 038 Alfragide

Podem também ser enviados através do site Uma Aventura. Neste caso, basta aceder ao site, fazer a inscrição / registo e, de imediato, adicionar o(s) trabalho(s) a concurso (ficheiros word ou imagem .docx, .doc, .png ou .jpg) e enviá.los. 

A cada trabalho terá que corresponder um registo de inscrição.

Os professores e alunos que enviarem e registarem trabalhos através do site poderão imprimir os Diplomas de Participação e de Coordenação Pedagógica diretamente através do site.

Consultar o Regulamento Aqui.





Blimunda 68



JANEIRO 2018



Em editorial, a primeira edição de 2018 da Blimunda destaca as duas décadas da atribuição do Prémio Nobel a José Saramago, o primeiro em língua portuguesa.
Pilar del Río assina um texto em que relata a mudança do casal luso-espanhol para a ilha de Lanzarote, decisão concretizada há 25 anos, abrindo pela primeira vez as portas de A Casa.
A Blimunda#68 conversou com André Ruivo sobre Retratos, o seu mais recente livro.
Andréa Zamorano ocupa o seu espaço mensal com uma reflexão sobre os sem-abrigo de Nova Iorque e Lisboa.
A secção infantil e juvenil aborda o conceito de mundo nos álbuns infantis.
Na Saramaguiana, a pesquisadora Miriam Ringel analisa o papel de Jesus e Caim na obra de José Saramago.

E boas leituras!



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sábado, 27 de janeiro de 2018

73º Aniversário da libertação de Auschwitz



Comemora-se hoje, dia 27 de janeiro, o 73º aniversário da libertação da concentração nazi alemã e do campo de extermínio Auschwitz, nas instalações do Memorial de Auschwitz. 

Em 2018, comemora-se o 75º aniversário do comissionamento de quatro grandes câmaras de gás e crematórios no campo de Auschwitz II-Birkenau. Consequentemente, o símbolo visual do aniversário será uma pintura de um ex-prisioneiro de Sonderkommando, David Olère, que apresentou nas suas pinturas e desenhos da pós-guerra a tragédia de pessoas assassinadas nas câmaras de gás. 




Até à libertação do campo por soldados do Exército Vermelho, os nazis alemães assassinaram, aproximadamente, 1,1 milhões de pessoas em Auschwitz, principalmente judeus, mas também polacos, romanichéis, prisioneiros de guerra soviéticos e pessoas de outras nacionalidades. Auschwitz é para o mundo de hoje, símbolo do Holocausto e das atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Em 2005, as Nações Unidas adotaram, em 27 de janeiro, o Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto.


Dia Internacional da memória das vítimas do holocausto

27 de janeiro


"Seria um erro perigoso pensar no Holocausto como simplesmente o resultado da insanidade de um grupo de nazis criminosos. Pelo contrário, o Holocausto foi o culminar de milénios de ódio, bode expiatório e discriminação visando os judeus, o que nós agora chamamos de antisemitismo ".
O Secretário-geral da ONU, António Guterres




MEMORIAL E MUSEU AUSCHWITZ-BIRKENAU
Galeria: Art of camp e postcamp period

A coleção de arte do Museu tem, na sua maioria, peças criadas secretamente pelos prisioneiros do campo de concentração. Este é um documento importante da realidade trágica do campo, bem como uma expressão significativa de sentimentos e experiências dos seus autores. Nas coleções do Museu, há também uma grande quantidade de arte pós-guerra criada por prisioneiros que são importantes testemunhos visuais.




Autor: Zinowij Tołkaczew 
Pequena pena, tinta indiana, papelão, 30,5 x 22 cm, Polônia 1945. Coleções do Museu do Estado de Auschwitz-Birkenau.



Autor: o autor do ornamento: Adam Bobelski 
... Tempera papel, 21 x 15 cm, KL Auschwitz 1941-1942 coleções do Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau


Autor: Halina Ołomucka 
Pintura a óleo, tela, 80 x 59,5 cm, 1965. Coleções do Museu do Estado de Auschwitz-Birkenau.



Autor: Jan Baraś-Komski 
Aquarelas, papelão, 50 x 35,5 cm, EUA 1970-80. Coleções do Museu do Estado de Auschwitz-Birkenau.

Farsa de Inês Pereira: Releituras



- as leituras pós-representação 






Alunos do 10º H, com a atriz, o encenador e a responsável pelo Gab. Comunicação/R. Públicas da Filandorra, Silvina Lopes, no final do espectáculo, depois de uma interessante conversa sobre a adaptação / representação do texto vicentino.


Farsa de Inês Pereira: Leituras



- Do texto à representação





Na passada quarta-feira, dia 24 de janeiro, 218 alunos do 10º ano da Camilo deslocaram-se ao teatro de Vila Real para assistir à representação da peça vicentina "Farsa de Inês Pereira", texto de leitura integral na disciplina de Português. Acompanharam-nos os professores Adelaide Jordão, Carmen Castro, Cristina Santos, Henrique Morgado, Edite Meireles, João Costa, Paula Seixas, Rui Santos, Sónia Reis e Teresa Oliveira.

No final, alguns alunos tiveram oportunidade de trocar impressões sobre o espectáculo teatral (cenografia, vestuário, música, caraterização de personagens, opções do encenador) com a atriz que representou em palco a sensual Lianor Vaz, e com o encenador David Carvalho.  

A Farsa de Inês Pereira é uma divertida comédia de caracteres e costumes que conta a história de Inês Pereira, jovem caprichosa e ambiciosa, que se encanta por Brás da Mata, galante combatente, mas é pressionada a casar com Pêro Marques, um lavrador simples e sem cultura. É na escolha de pretendentes e suas consequências que se centra esta farsa vicentina, uma das mais divertidas e satíricas da vida quotidiana do tempo de Gil Vicente, escrita a partir do ditado popular Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube e em resposta àqueles que no seu tempo o acusavam de plagiar as obras do teatro espanhol de Juan del Encina.
A versão da Filandorra respeita fielmente o texto original, mas é actualizado no tempo e espaço ao século XXI, substituindo a figura de Inês Pereira por uma jovem “casadoira” que em vez de lavrar/bordar, está a atar e a pendurar alheiras… assim como todo o contínuo da solução dramatúrgica que traz o texto para a intemporalidade da obra vicentina. Folha de Sala (adaptado) 






Reportagem fotográfica









 



Apresentação do espectáculo por David Carvalho, o encenador.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Como ler um livro


Três estratégias e questões para uma leitura crítica
by Terry Heick


Gráfico exemplo de tomada de notas.




Leitura inspecional (ou pré-leitura): leitura com o foco em entender o livro como um todo - o que Adler & Doren chamam de "skimming sistemático". 

Exemplo de pergunta: por que é que esse livro é importante e / ou vale a pena ler? E, além disso, como é que a nossa resposta pode mudar antes e durante uma leitura inicial, e depois durante uma segunda leitura?

Leitura analítica: leitura com o foco no exame e análise do texto por si só. 

Exemplo de pergunta: de que modo Thomas Merton usa a configuração para estabelecer e desenvolver o tema de 'Seven Story Mountain'? E como é que a nossa leitura mudaria se fosse conduzida por essa pergunta? 

Leitura sintópica: leitura com o foco nas relações entre textos. 

Exemplo de pergunta: de que modo o 'Catch 22' de Jospeh Heller deve ser visto como uma espécie de resposta a 'All Quiet on the Western Front' de Erich Maria Remarque? Ou mais especificamente, se assumimos que é uma resposta, como podemos ler o antigo de forma diferente?


Referência bibliográfica

Adler and Van Doren’s How to Read a Book: The Classic Guide to Intelligent Reading. (Simon and Schuster, 1972).






Como Ler Livros, publicado originalmente em 1940, tornou-se um clássico. Trata-se do melhor e mais bem-sucedido guia de compreensão de leitura para o leitor comum. E agora regressa numa versão completamente reescrita e atualizada. O livro aborda os vários níveis de leitura e mostra como atingi-los – da leitura elementar à leitura rápida, passando pelo folhear istemático e pela leitura inspecional. Aprende-se a classificar um livro, a “radiografá-lo”, a isolar a mensagem do autor, a criticar. Estudam-se as diferentes técnicas para ler livros práticos, literatura imaginativa, peças teatrais, poesia, história, ciências e matemática, filosofia e ciências sociais. Por fim, os autores oferecem uma lista de leituras recomendadas, bem como testes de leitura para que o leitor possa medir o seu progresso em compreensão, velocidade e capacidade de leitura.


 http://teachthought.com/pedagogy/literacy/how-to-read-a-book-3-strategies-for-critical-reading/



A maior lição do mundo : ODS





terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Chakra, o Invencível



Objetivos de desenvolvimento sustentável


 http://cdn.worldslargestlesson.globalgoals.org/2017/05/CHAKRA-O-INVENCIVEL-Climate-Change.pdf
Clicar na imagem para aceder à história de Chakra e Leela



Heróis pela mudança


Objetivos de desenvolvimento sustentável, uma introdução





Promoção da leitura na era digital


Por Teresa Pombo








A sala de aula moderna




 https://drive.google.com/open?id=0ByNKhxMfrxTuYy1ER0kyRkxlNzA
Clicar na imagem para aceder ao documeno



O mundo que queremos



Objetivos de desenvolvimento sustentável





sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Todo o Mundo e Ninguém




Extrato do Auto da Lusitânia (1531), de Gil Vicente


As personagens "Todo o Mundo " e "Ninguèm"



Gil Vicente deu o nome de Todo o Mundo e Ninguém às personagens principais desta cena. Acompanham-nas Belzebu, o diabo, e Dinato, o companheiro, que escutam a conversa daqueles e anotam o que dizem. 

Com estas duas personagens, o dramaturgo pretendeu fazer humor, criticando, dando corpo à velha máxina ridendo castigat mores (a rir se castigam os costumes): caracteriza o rico mercador, cheio de ganância, vaidade, petulância, como se ele representasse a maioria das pessoas na terra (ele é Todo o mundo), e atribui ao pobre, virtuoso, modesto, o nome de Ninguém, para demonstrar que praticamente ninguém é assim no mundo.




Ninguém:
Que andas tu aí buscando?

Todo o Mundo:
Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.

Ninguém:
Como hás nome, cavaleiro?

Todo o Mundo:
Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.

Ninguém:
Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.

Belzebu:
Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.

Dinato:
Que escreverei, companheiro?

Belzebu:
Que ninguém busca consciência.
e todo o mundo dinheiro.

Ninguém:
E agora que buscas lá?

Todo o Mundo:
Busco honra muito grande.

Ninguém:
E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.

Belzebu:
Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra todo o mundo
e ninguém busca virtude.

Ninguém:
Buscas outro mor bem qu'esse?

Todo o Mundo:
Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.

Ninguém:
E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.

Belzebu:
Escreve mais.

Dinato:
Que tens sabido?

Belzebu:
Que quer em extremo grado
todo o mundo ser louvado,
e ninguém ser repreendido.

Ninguém:
Buscas mais, amigo meu?

Todo o Mundo:
Busco a vida a quem ma dê.

Ninguém:
A vida não sei que é,
a morte conheço eu.

Belzebu:
Escreve lá outra sorte.

Dinato:
Que sorte?

Belzebu:
Muito garrida:
Todo o mundo busca a vida
e ninguém conhece a morte.

Todo o Mundo:
E mais queria o paraíso,
sem mo ninguém estorvar.

Ninguém:
E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.

Belzebu:
Escreve com muito aviso.

Dinato:
Que escreverei?

Belzebu:
Escreve
que todo o mundo quer paraíso
e ninguém paga o que deve.

Todo o Mundo:
Folgo muito d'enganar,
e mentir nasceu comigo.

Ninguém:
Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.

Belzebu:
Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.

Dinato:
Quê?

Belzebu:
Que todo o mundo é mentiroso,
E ninguém diz a verdade.

Ninguém:
Que mais buscas?

Todo o Mundo:
Lisonjear.

Ninguém:
Eu sou todo desengano.

Belzebu:
Escreve, ande lá, mano.

Dinato:
Que me mandas assentar?

Belzebu:
Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o mundo é lisonjeiro,
e ninguém desenganado.

Auto da Lusitânia, de Gil Vicente (extrato)

Ay eu coitada





Pedro Caldeira Cabral com o grupo La Batalha interpretam a cantiga de amigo "Ay eu coitada", de Afonso X ou Sancho I


Ai eu coitada, como vivo em gram cuidado
por meu amigo que hei alongado;
muito me tarda
o meu amigo na Guarda.

Ai eu coitada, como vivo em gram desejo
por meu amigo que tarda e nom vejo;
muito me tarda
o meu amigo na Guarda.

Isto não é um filme. É um poema



Isto não é um filme. É um poema de Celia Parra Díaz





"Adondar a lingua", poema da escritora galega Celia Parra Díaz (1990 - ) é um videopoema que fala do amor pela língua, das raízes emocionais que a ela nos unem e do papel da família como transmissora do apego pela nossa cultura e tradições.



Este vídeopoema participou no Festival do Silêncio, no CINEPOESIA "Isto não é um filme. É uma poesia". Trata-se de um ciclo de filmes de poesia organizado por Alexandre Braga, em setembro de 2017. O ciclo incluiu duas sessões nacionais e internacionais de competições cinematográficas como manifestação da linguagem audiovisual poética que usa a narrativa cinematográfica para se estabelecer como uma mensagem. As exibições tiveram lugar em Lisboa, na Sala Raul Solnado.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Videoconferência


Dia do Perfil dos Alunos





A Conferência Nacional de 15 de janeiro, Dia do Perfil dos Alunos, já se encontra disponível, aqui, para visionamento. 

Neste dia, 322 comunidades educativas juntaram-se em torno desta conferência e desenvolveram, também elas, inúmeras atividades. 

Mas o “Dia do Perfil dos Alunos” é apenas o início de outras dinâmicas na escola que conduzam à reflexão crítica, ao trabalho colaborativo e à renovação das práticas pedagógicas, promotoras de uma escola melhor. 

Assim, a par com outros recursos didáticos, este vídeo pode ser usado para dinamizar este movimento em torno do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.



Perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória



https://drive.google.com/open?id=1RsTCuIikYGOY8A5mV0YTOxLUSzF3xvMp


A educação para todos, consagrada como primeiro objetivo mundial da UNESCO, obriga à consideração da diversidade e da complexidade como fatores a ter em conta ao definir o que se pretende para a aprendizagem dos alunos à saída dos 12 anos da escolaridade obrigatória. A referência a um perfil não visa, porém, qualquer tentativa uniformizadora, mas sim criar um quadro de referência que pressuponha a liberdade, a responsabilidade, a valorização do trabalho, a consciência de si próprio, a inserção familiar e comunitária e a participação na sociedade que nos rodeia. 

Perante os outros e a diversidade do mundo, a mudança e a incerteza, importa criar condições de equilíbrio entre o conhecimento, a compreensão, a criatividade e o sentido crítico. Trata-se de formar pessoas autónomas e responsáveis e cidadãos ativos. Não falamos de um mínimo nem de um ideal, mas do que se pode considerar desejável, com necessária flexibilidade. Daí a preocupação de definir um perfil que todos possam partilhar e que incentive e cultive a qualidade. Havendo desigualdades e sendo a sociedade humana imperfeita, não se adota uma fórmula única, mas favorece-se a complementaridade e o enriquecimento mútuo entre os cidadãos.

"Prefácio", Guilherme d' Oliveira Martins


Construir a autonomia e a flexibilidade curricular



 https://drive.google.com/open?id=1LoaW9lJeQR2PNTJ7Mf3YSg7ElOXwKRSM


A atitude dos aprendentes está em mudança. Para eles, o valor da educação é dúbio e subestimado. Ora, para operacionalizar as dimensões que integram o perfil do aluno para o século XXI, importa romper com o modelo escolar baseado na separação das disciplinas e abraçar um modelo cuja estrutura curricular esteja baseado nas necessidades e interesses das pessoas que se desenvolvem e aprendem mediante a interação e o envolvimento ativo com o seu meio e convoque os saberes disciplinares para um conhecimento maisintegrado. O desenvolvimento da participação dos alunos na vida escolar é um imperativo da cidadania e do crescimento, porquanto autoriza a emergência de uma atitude de comprometimento e a construção de um currículo que promove a competência global, aqui entendida como a capacidade e a disposição de compreender e atuar sobre questões de escala local, nacional e mundial. A possibilidade foi aberta e a expectativa é promissora, em particular para as escolas e para os professores. Interessa, pois, organizar o currículo de forma a proporcionar oportunidades educativas múltiplas, inteligentes, desafiadoras e construídas de forma mais adequada a cada contexto. 

PALMEIRÃO, Cristina e ALVES. José Marias (2017). Construir a autonomia e a flexibilidade curricular. Porto: Universidade Católica Editora. 


Leitura(s): Ler+ para saber+ sobre os media



  https://drive.google.com/open?id=19_P2RI6I0ZatmjB4vvBiEp2K4HtGx9Jj



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Cinema: Frankenstein







Foi há 200 anos, mas parece que foi ontem que Mary Shelley (1797-1851) escreveu Frankenstein. E parece que foi ontem porque o cinema, desde que foi inventado, nunca mais o largou e ainda foi pródigo na liberdade das suas adaptações.

A primeira versão cinematográfica surgiu em 1910. Desde então, houve cerca de 150 outras versões em diferentes meios.

O cinema virou e revirou, torceu e distorceu, acrescentou, e, uma vez ou outra, foi mais ou menos fiel ao original. No entanto, por razões diversas, há oito filmes de Frankenstein a não perder.


Frankenstein, o Homem que Criou o Monstro (1931), de James Whale

O Filho de Frankenstein (1939), de Rowland V. Lee

Frankenstein Júnior (1974), de Mel Brooks

Festival Rocky de Terror (1975), versão musical de Jim Sharman

Frankenstein de Mary Shelley (1994), de Kenneth Branagh

Gothic – Poetas e Fantasmas (1986), de Ken Russell

Frankenweenie (2012), em formato de animação, de Tim Burton 

Victor Frankenstein (2015), de Paul McGuigan


Time out - ler mais AQUI.


Frankenstein faz 200 anos!






Autor: Mary Shelley

Título: Frankenstein

Editor: ASA

Data de publicação / reimpressão: maio 2015

ISBN: 9789892331195

Nº de páginas: 240


200 anos depois, "Frankenstein" continua a ser uma referência da literatura de terror. O livro foi publicado no dia 1 de janeiro de 1828, pela autora inglesa Mary Wollstone Shelley. 


"Mary Shelley começou a escrever "Frankenstein" quando tinha apenas dezoito anos. Simultaneamente um thriller gótico, um romance apaixonado e um conto de advertência sobre os perigos da ciência, Frankenstein conta a história do estudante de ciências Victor Frankenstein. Obcecado em descobrir a origem da vida e conseguindo animar matéria inerte, Frankenstein monta um ser humano a partir de partes do corpo roubadas; porém, ao trazê-lo à vida, recua horrorizado ante a fealdade da criatura. Atormentada pelo isolamento e pela solidão, a criatura outrora inocente vira-se para o mal e desencadeia uma campanha de vingança assassina contra o seu criador, Frankenstein. "Frankenstein", um best-seller instantâneo e um antepassado importante do terror e da ficção científica, não só conta uma história aterrorizante, como também suscita perguntas profundas e perturbadoras sobre a própria natureza da vida e o lugar da humanidade no cosmos: o que significa ser humano? Quais são as responsabilidades que temos uns com os outros? Até onde podemos ir na manipulação da Natureza? Na nossa época, cheia de notícias sobre a engenharia genética, doação de órgãos e bioterrorismo, estas questões são mais relevantes do que nunca."


Livro disponível na biblioteca.


Leitura(s) : Ler+ para ser +


Literacia da leitura


https://drive.google.com/open?id=1y6hhTRg232vNRypiUdwMjO9LwKhZnrY0
Clicar na imagem para aceder ao documento

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Encontro com Mª João Lopo de Carvalho


Ensino Secundário | 10:05
Ensino Básico (9º ano) | 11:45


Encontro com autores: Maria João Lopo de Carvalho 


Na passada segunda-feira, os alunos do 10º H, 11º B, 11º H e 11º J estiveram no auditório 1, no 1º Encontro com autores deste ano letivo. 

Após ter ouvido a leitura de extratos do seu último livro, "Até que o amor me mate - as mulheres de Camões", a escritora Maria João Lopo de Carvalho falou sobre a pesquisa para o romance e as personagens (historicidade e verosimilhança). Na parte final da sessão, tivemos uma excelente surpresa: a autora partilhou com todos nós as impressões de viagem e as fotografias da sua revisitação do percurso de Vasco da Gama e de Camões (Cabo da Boa Esperança, ilha de Moçambique, Mombaça, Melinde - Quénia, Ormuz, Mascate, Diu, Cochim, Taprobana - Sri Lanka, Malaka, Ilhas Molucas).

Às 11:45 foi a vez dos alunos do 9º A e do 9º C que certamente não vão esquecer o roteiro do Gama, aquando da sua primeira viagem à Índia, nem Luís de Camões (o homem, o poeta - lírico e épico -, a época). 
Excelente comunicadora e com sentido de humor, Maria João Lopo de Carvalho proporcionou, a todos nós, um memorável encontro... com o mundo dos textos e os textos do mundo!
A atividade foi dinamizada pela Biblioteca escolar e contou com a colaboração dos professores Adelaide Jordão, António Pires, Fátima Barros, Elisabete Pardal, Elza Pinto, Isabel e João Pinto que cederam o espaços das suas aulas e acompanharam os alunos durante a atividade.  

domingo, 14 de janeiro de 2018

Viajar com Camões






"Tentei descobrir o homem para além da obra e descobri um homem que adorava mulheres. Coloquei sete mulheres: Dona Violante [de Andrade], Catarina de Ataíde, Francisca [de Aragão], Dinamene, Bárbara, a mãe de Camões [Ana de Sá de Macedo] e uma personagem fictícia, a Inês de Sousa, a contarem a sua vida. Cada uma delas fala de pedacinhos da vida dele até termos o fresco da vida do poeta”, explicou a escritora.
 
Depois de dois anos de intensa pesquisa e numa altura em que terminava o seu casamento com José Maria Casal Ribeiro, Maria João decidiu que era chegado o tempo de percorrer os mesmos caminhos que Camões, o que a levou a uma viagem de dois meses por 16 cidades e 12 países, usando quatro barcos e mais de 30 aviões: “Tudo aconteceu na altura em que me separei e achei que deveria investir as minhas poupanças numa viagem a que chamei “Viagem dos Sentidos”. Precisava de sentir, pisar, cheirar, ver e provar todos os sítios onde o poeta esteve, para estar o mais próxima possível dele. E aí embarquei e fiz das fraquezas forças... Não é fácil para uma pessoa de 53 anos, sozinha e sem ninguém para partilhar uma refeição, sem ninguém conhecido a não ser as pessoas com quem me ia cruzando... Mas claro que valeu imenso a pena, pois acho que quando o leitor começar a ler percebe que estive naqueles locais... Quando chegamos ao Cabo da Ponte e cruzamos o Cabo da Boa Esperança de barco, olhamos para a rocha e vemos mesmo o rosto humano esculpido na rocha. Ele não inventou o Adamastor. A portugalidade que existe em todos os portos é fenomenal.”
Maria João Lopo de Carvalho,  em entrevista à revista Caras, 26 de junho de 2016