quinta-feira, 30 de julho de 2015

Alice no País das Maravilhas faz 150 anos

 
 
Lewis Carroll, pseudónimo de Charles Dodgson, e Alice Liddell, a menina a quem o escritor ofereceu
o famoso caderno com capa de couro verde contendo o primeiro manuscrito da história de Alice
 

Página do manuscrito

 
 
Alice Liddell fotografada por Lewis Carroll
 
As Aventuras de Alice no País das Maravilhas (título frequentemente abreviado para Alice no País das Maravilhas) é a obra mais conhecida de Charles Lutwidge Dodgson. Foi publicada a 4 de julho de 1865 sob o pseudónimo de Lewis Carroll. O livro conta a história de uma menina, Alice, que, ao cair na toca de um coelho, é transportada para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e com caraterísticas humanas e dominado pela lógica do absurdo característica dos sonhos.

 Teve uma continuação: Alice do Outro Lado do Espelho.
 
 
 
 
Uma jovem brasileira, Lucia Roberti, apresenta-nos o seu livro favorito: Alice no país das maravilhas
 
 
 
 
Capa de Alice no País das Maravilhas, Lisboa: Romano Torres, 1951, ilustrada por Amorim (BNP L. 40256//5 P.)
 
 
 
Capa de Alice no País das Maravilhas, Lisboa: Guimarães & Ca. Editores, 1951, ilustrada por René Bour (BNP P. 2527 V.)
 
 

Capa de Alice no país das maravilhas e Alice do outro lado do espelho, Lisboa: Relógio d’água, 2000 (BNP P. 20659 V.)
 
 
 
 


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Parasitando: o prazer de ler

 
 
Girl Reading, de  Jan Macdonald


 

Os Portugueses justificam as horas à frente do televisor dizendo que quando chegam a casa estão cansados e querem é distrair-se. Não havendo coisa mais fácil, preguiçosa e confortável do que ler a grande maioria dos livros que há, é muito estranha esta atitude. A relação conforto/recompensa de quase todos os livros — e não só os que fazem rir, os absolutamente levianos, os mais ou menos envolventes - é sempre mais bon marché do que as alternativas audiovisuais. Os livros podem ler-se distraidamente, saltando, sem prestar atenção, pousando-se quando se quer. Por exemplo, enquanto se vê vagamente televisão.

Por estas e por outras — o plural simpático da ignorância - é que os Portugueses veem os livros como um «trabalho». Os da mesa-de-cabeceira e os das férias são iguais àqueles que os intelectuais dizem ler «por razões profissionais». Não gostam de lê-los? Não percebo porquê. É uma delícia ler livros escritos por quem se interessa pelas mesmas coisas que nós. Não é bom conhecer, com um mínimo de trabalho, o que deu tanto trabalho a escrever? O prazer do parasita é dos maiores que o mundo oferece. Por cada livro que escrevemos há cem mil melhores que podemos ler.

No fundo, os Portugueses sacralizam os livros - como dever, trabalho, sabedoria - para não lhes tocar. Quando vêm a minha casa ficam chocados. Perguntam-me se já li os livros todos — sem reparar que a maioria deles são livros de consulta e sem lhes passar pela cabeça que os livros que se podem ler da primeira página são uma minoria. Horrorizam-se com as pilhas de livros e prontificam-se a arranjar estantes. Quando veem que os livros estão cheios de apontamentos meus, olham para mim como se fosse um vândalo. «Ao menos escrevias com lápis... assim podias apagar...»
Miguel Esteves Cardoso,  in Explicações de Português
 
 
Boas Leituras!!
 

domingo, 26 de julho de 2015

A arte de ser avó



Santa Ana com a Virgem e o Menino (1519) - Albrecht Dürer
óleo s/tela, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque



"Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações - todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.

Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.

Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...

No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirolito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado!

Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui em baixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz "Vó", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague."

Raquel de Queiroz (Fortaleza, 1910-Rio de Janeiro 2003). Texto em português do Brasil.

sábado, 25 de julho de 2015

A New Horizons chega ao último planeta do sistema solar

 
 
 
 
...
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
...
Fernando Pessoa
 
 
Com a passagem da sonda New Horizons pelo último planeta do sistema solar - Plutão - e as suas cinco luas, no dia 14 de julho, a primeira era da exploração espacial dos planetas do sistema solar, começada há mais de cinquenta anos, com a passagem da Mariner 2 por Vénus, em 1962, está concluída.
 
Os planetas vizinhos do planeta Terra estão mapeados. A exploração espacial começa agora...
 
 
 
AFP/Getty Images
 



Para promover a missão e antecipar algumas imagens dessa passagem por Plutão, a agência espacial norte-americana NASA criou este vídeo que vale a pena ver:

 

 
Pronto para explorar Plutão? A New Horizons da NASA, a nave espacial mais rápida jamais criada, acelerou ao pasasr por Plutão, em 14 de julho de 2015, enviando para Terra fotografias de alta resolução (e dados de valor inestimável) da superfície do planeta anão pela primeira vez na história da humanidade.
 
 
 
Imagens de Plutão a partir da sonda New Horizons
 
 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Blimunda 38




Em destaque: Direitos e deveres humanos



julho 2015

A edição de julho da Blimunda dá destaque ao congresso sobre direitos/deveres humanos realizado na Cidade do México. Além de uma crónica sobre o encontro – que partiu de uma ideia de José Saramago – e dos discursos de Pilar del Río e do reitor da Universidade Autónoma do México (co-organizadora do congresso), a Blimunda publica um texto de Anabela Mota Ribeiro. A jornalista portuguesa andou pela capital do país, percorreu ruas e praças, recuperou histórias e encontrou Saramago em cada canto, concluindo que “José é mexicano”.

A banda desenhada também merece espaço neste número 38 da publicação. O brasileiro Marcelo D’Salete conversou com Sara Figueiredo Costa sobre o seu processo de criação e as principais características do seu trabalho.

Na secção dedicada ao cinema, o conceito de exploitation aplicado à produção cinematográfica portuguesa é analisado na primeira parte de um texto de autoria de João Monteiro.

Nesta edição de julho, a Blimunda publica a entrevista realizada por Andreia Brites à canadiana Sandra Lee Beckett. Criadora do termo crossover, a escritora falou sobre a ruptura das etiquetas literárias e de como um livro pode ser uma ponte que liga adultos e crianças.

Boas leituras!

Descarregar Blimunda (pdf)

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Semana da leitura'16 | Tema

 
 
 
 
 
 
 
Elos de Leituras é o tema escolhido pelo PNL para Semana da leitura de 2016, que decorrerá de 13 a 19 de março.
 
 
 


 


 
Mensagem do Plano Nacional de Leitura

A 10ª edição da Semana da Leitura propõe-se convidar as escolas das redes pública e privada a dinamizarem ambientes festivos que envolvam as suas comunidades educativas e a população em geral em iniciativas plurais, que deem visibilidade à leitura como prazer e a tornem presente em todos os momentos e em qualquer lugar.  A festa da leitura e do prazer de ler poderá ser, para os que assim o entenderem, uma oportunidade para se evidenciar a universalidade da Palavra e se criarem momentos de reflexão em torno de questões tão atuais como a globalização e o entendimento entre os povos. 
 
Na verdade, a globalização coloca-nos hoje numa encruzilhada em que a diversidade cultural, base de sociedades multiculturais, nos obriga a repensar formas de diálogo entre culturas, que conduzam a um entendimento duradouro entre os povos. Entidades como a ONU ou a UNESCO inserem nas suas  agendas, como assunto fulcral, a necessidade de aprendermos a viver juntos, adquirindo  competências que nos permitam encarar com sucesso a complexidade de um mundo heterogéneo. Estamos perante a necessidade de novas abordagens que fomentem uma literacia cultural, salvaguarda do património comum da Humanidade. Olhar de frente a mudança global é aprender a pensar global. É na educação que devemos apostar para aprendermos a integrar a diversidade, no quadro do respeito e do entendimento mútuos.  A leitura suporta e  ilustra a diferença, o pluralismo e a multiculturalidade, criando elos de informação e de compreensão que nos ajudam a lidar com a heterogeneidade da Humanidade e a aceitarmos valores universais,  unindo-nos em torno dos direitos humanos, na construção de sociedades inclusivas.
 
Neste quadro, entre 13 e 19 de março de 2016, a Semana da Leitura vem desafiar, mais uma vez, as escolas a fazerem a festa do livro e da leitura. Tradicionalmente dinamizada no mês de março, esta iniciativa tem-se revelado um importante contributo para  evidenciar a leitura junto das crianças e dos jovens que frequentam as nossas escolas, marcando, simultaneamente, a sua presença junto da população em geral, quer pela aproximação das escolas às suas comunidades, quer pela intervenção conjugada de bibliotecas públicas e de diferentes entidades da sociedade civil que, voluntariamente, se associam a esta celebração anual.  A Semana da Leitura surge, pois, como uma grande festa, que envolve não só escolas e encarregados de educação, mas também autarquias, empresas, assim como escritores, artistas, jornalistas, atores ou individualidades públicas, que desenvolvem atividades de leitura junto das populações, ultrapassando-se em muito a velha sala de aula pela apropriação do espaço público - bibliotecas, mercados, praças, cafés, restaurantes, livrarias, papelarias, cabeleireiros ou jardins – que se tornam espaços de festa onde todos são bem-vindos e se criam “ELOS de LEITURA”. 

 
 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Daniel Jonas vence Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoais



O livro , de Daniel Jonas, é o vencedor do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da Associação Portuguesa de Escritores.


 
 

sábado, 18 de julho de 2015

Prémio Nelson Rolihlahla Mandela

 
 





O Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas anunciou, no passado dia 22 de junho, que o Prémio Nelson Rolihlahla Mandela, a atribuir pela primeira vez pelas Nações Unidas, será entregue a Helena Ndume, da Namíbia, e a Jorge Fernando Branco Sampaio, de Portugal. 


Laureados do Prémio Nelson Rolihlahla Mandela 2015, das Nações Unidas: Jorge Fernando Branco Sampaio e Helena Ndume.
Foto: UN Photo/Ryan Brown and Helena Ndume



"O prémio reconhece as realizações daqueles que dedicam as suas vidas ao serviço da humanidade através da promoção dos objetivos e dos princípios das Nações Unidas, honrando a extraordinária vida e legado de reconciliação, de transição política e transformação social de Nelson Mandela", disse Sam Kutesa, Presidente da sessão 69 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que estabeleceu este prémio em junho 2014.

O Prémio Nelson Mandela é um prémio honorário que será atribuído a cada cinco anos, como uma homenagem às conquistas notáveis e contribuições de dois indivíduos, uma mulher e um homem.
 
 

Dia Internacional Nelson Mandela



18 de julho

CIDADANIA







It is easy to break down and destroy. The heroes are those who make peace and build.

 Nelson Mandela
 
 


http://www.un.org/en/events/mandeladay/pdfs/Nelson%20Mandela%20booklet-2014_lettersize-WEB.pdf
 
 
Clicar na imagem para aceder a extratos dos discursos de Nelson Mandela, produzidos entre 1961 e 2008.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mário Cláudio vence Grande Prémio de Romance e Novela 2014


 

 

 

 


 

A Associação Portuguesa de Escritores atribuiu o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB 2014 ao livro Retrato de Rapaz - Um discípulo no estúdio de Leonardo da Vinci, de Mário Cláudio, publicado pela Dom Quixote.

 

 
 
 
 
 
 
Este livro é o segundo de uma trilogia de novelas que Mário Cláudio dedicou à relações entre pessoas de idades distintas. Ficciona a vida de Giacomo, um discípulo no estúdio do pintor renascentista Leonardo da Vinci.
 
 
Farto do descaminho de Giacomo, o pai vem deixá-lo ao estúdio de banho tomado, mas ainda com andrajos e piolhos, para que o artista que exuma cadáveres e constrói máquinas voadoras o endireite e faça dele seu criado. A beleza do rapaz impressiona, porém, Leonardo, que logo pensa nele para um anjo, concluindo porém que lhe assentam melhor corninhos de diabrete, e assim o rebatizando como Salai. Serão, de resto, os pecadilhos do rapaz que o farão cair nas boas graças do amo e o elevarão à categoria de aprendiz sem engenho mas com descaramento para emitir opiniões, borrar a pintura, traficar pigmentos e até surripiar desenhos. E, num jogo de pequenas traições mútuas, vai-se criando entre Salai e o pintor uma cumplicidade que os aproximará como se fossem pai e filho. Mas eis que irrompem na vida de ambos Três Graças viciosas que semeiam a discórdia e o ciúme, ameaçando fazer esmorecer a estrela que os reuniu…
Retrato de Rapaz é uma novela fulgurante sobre a relação entre mestre e discípulo, nem sempre isenta de drama e deceção, e sobre a criatividade de um artista genial em tudo, mesmo na gestão dos seus afetos. Com a presente obra, Mário Cláudio compôs, com a arte e a mestria a que nos habituou, um retrato belíssimo que pode ser apreciado como uma pintura.
 
 
A trilogia foi iniciada em 2008, com Boa noite, senhor Soares*, no qual é revisitado o semi-heterónimo Bernardo Soares, de Fernando Pessoa, e a relação com António, "moço de escritório", e concluída este ano com O fotógrafo e a rapariga, sobre o escritor Lewis Carroll e Alice Lidell, que inspirou Alice no País das Maravilhas.
 
Mário Cláudio, pseudónimo literário de Rui Barbot Costa, está entre os escritores mais premiados da literatura portuguesa, tendo-se dedicado à poesia, ao teatro, ao ensaio e ao romance, sobretudo o de cariz histórico. Em 2004, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa pelo conjunto da obra literária.
 
Criado em 1982, o Grande Prémio de Romance e Novela da APE teve, nesta 33ª edição, o apoio da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, do Camões, I.P. e da Sociedade Portuguesa de Autores.
 
 
 * título disponível na biblioteca

 
 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Mário Cláudio no "Autores fora D' Horas"

 
 
 
No programa da SIC Autores Fora D'Horas, Miguel Ribeiro recebe Miguel Guedes, músico, advogado, cronista, comentador desportivo - mais conhecido por ser o vocalista dos Blind Zero; Mário Cláudio, um dos escritores incontornáveis da língua portuguesa, que acaba de lançar um novo livro - O fotógrafo e a rapariga -,  e Isaque Pinheiro,artista plástico e visual, que tem desenvolvido uma vasta obra, sobretudo na escultura.
 
Ao vivo, toca Real Combo Lisbonense.
 
 
 
 
 

A entrevista a Mário Cláudio começa aos 16'45''.
 
 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Plano Nacional de Leitura | Obras recomendadas









Atualização das listas | ano letivo de 2015/16



Já foram atualizadas as listas das obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura para o ano letivo 2015/2016.
 
 Mais uma vez, incluíram-se obras de autores portugueses e estrangeiros para os diferentes anos de escolaridade, e com diferentes graus de dificuldade, para que os educadores e os professores possam escolher os livros mais adequados aos alunos das turmas que lecionam.
 
 
 
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/uploads/livros/57_todas_as_listas_2015(5).pdf

  
Clicar no logo Ler+ para consultar todas as listas atualizadas em 2015.
 
 
 
Listas disponíveis:
 
 
- Leitura orientada:


- Leitura autónoma:


- Sugestões de leitura para o Ensino Secundário

- Sugestões de leitura para formação de adultos

- Apoio a projetos:

3º Ciclo:


 Ensino Secundário:
 

- Obras em língua inglesa:




 Transcrevem-se as orientações sobre os critérios a adotar aquando da escolha das obras:


 
"De acordo com os princípios do PNL, a escolha de livros, nomeadamente para leitura orientada na sala de aula, deve ter em conta:
 
 • os interesses dos alunos da turma;
 
 • as leituras feitas anteriormente a fim de evitar repetições;
 
 • o nível de leitura que os alunos atingiram de modo a assegurar adesão e progresso;
 
 • as obras indicadas para a educação literária nas Metas Curriculares de Português.
 
 
 
Nunca é demais lembrar que ninguém melhor do que o educador / professor está apto a fazer a seleção adequada aos alunos das suas turmas. Considerando a diversidade de livros recomendados, é possível e desejável que cada turma desenvolva o seu percurso de leitura. Em alguns casos esse percurso poderá coincidir com o de outras turmas da mesma escola ou agrupamento mas, noutros casos, será necessariamente singular.
 
Relativamente aos livros recomendados para leitura autónoma, com ou sem apoio de educadores, professores e familiares ou para apoio a projetos relacionados com diferentes áreas, a escolha pode ser feita pelos próprios alunos ou pelos educadores e professores que devem ter em conta as características individuais de cada aluno ou as características dos alunos envolvidos num determinado trabalho de grupo.
 
Não há duas crianças iguais e, consequentemente, não há duas leituras idênticas de um livro. Quando uma criança ouve ler ou lê uma história ou um poema, ativa o seu mundo interior que interage com o mundo presente naquela narrativa ou naquele poema; daqui resulta uma visão muito pessoal do texto, absolutamente única, que não se confunde com outras leituras suas ou de outras crianças.
 
Que os livros ajudam a crescer já todos sabemos; que há zonas obscuras do nosso ser que podem ser iluminadas por narrativas ou poemas marcantes, muitos já o compreenderam; que o mundo interior da criança e do jovem precisa do alimento afetivo que um bom livro traz consigo é uma verdade que pais e educadores têm de assumir. Por isso, há procedimentos que deverão ser tidos em conta por parte dos adultos que têm responsabilidades na escolha dos livros que vão dar às crianças e jovens, tais como:
 
 • dispor de tempo suficiente para escolher os livros para a criança ou jovem concretos a que se destinam;
 
 • folhear o livro, lendo-o na íntegra ou em algumas partes, para avaliar o potencial interesse para o destinatário;
 
 • verificar se o assunto é adequado ao nível do desenvolvimento do leitor;
 
 • ter em conta que nos livros surgem, por vezes, temas fraturantes (morte, separação, fome, guerra) que, se forem oportuna e devidamente abordados, poderão levar a criança a verbalizar as suas angústias e medos;
 
 • valorizar os livros que alimentem substantivamente a imaginação;
 
• apreciar a linguagem presente no livro, recusando o que é infantilizante ou o que vai exigir uma capacidade de interpretação desfasada das competências da criança;
 
 • examinar se a temática da obra a escolher facilita uma compreensão projetiva do leitor;
 
 • avaliar em que medida o livro escolhido vai ao encontro dos valores que desejamos para as crianças ou jovens leitores.
 
 
Pretende-se, pois, que as escolhas sejam fundamentadas no conhecimento que temos da criança e do jovem a quem se destinam os livros."
 
 
 
 

Referencial de Educação Financeira



http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/referencial_de_educacao_financeira_final_versao_port.pdf


 Para consultar o Referencial, fazer duplo clique sobre a imagem.
 
 
 
O Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos foi aprovado por despacho do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, de 30 de maio de 2013.
 
 À luz da estrutura curricular do ensino básico e secundário consagrada no Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, com alteração introduzida pelo Decreto-Lei n.º 91/2013 de 10 de julho, propõe-se contribuir para a concretização da educação financeira no âmbito:
  • da dimensão transversal da Educação para a Cidadania;
  • do desenvolvimento de projetos e iniciativas que contribuam para a formação pessoal e social dos alunos;
  • da oferta de componentes curriculares complementares, nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Concurso de Educação Financeira

 
 
 
Todos Contam 
 
 
 


 
 Estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição do Concurso Todos Contam, destinado a distinguir os melhores projetos de educação financeira a implementar, no ano letivo 2015/2016, em agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas, estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e escolas profissionais que ministrem a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário. 
 
O concurso é organizado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões) e pelo Ministério da Educação e Ciência, através da Direção-Geral da Educação e da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional.
 
  Os projetos concurso deverão ser submetidos até ao dia 15 de outubro de 2015, através do endereço eletrónico concurso@todoscontam.PT.
 




Tendo por base o Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos, os projetos candidatos devem:
  •  Sensibilizar os alunos para a importância dos conhecimentos financeiros no quotidiano;
  • Desenvolver conhecimentos e capacidades financeiras;
  • Promover comportamentos e atitudes financeiras adequados;
  • Criar hábitos de poupança;
  • Divulgar o portal do Plano Nacional de Formação Financeira – “Todos Contam”.
 
 
A avaliação dos projetos a concurso terá em consideração os seguintes parâmetros:
 
  • qualidade pedagógica e científica no desenvolvimento de temáticas do Referencial de Educação Financeira:
  •  criatividade e  relevância;
  •  envolvimento da comunidade escolar,;
  • viabilidade e exequibilidade;
  •  utilização dos materiais e da informação disponíveis no Portal todos contam.
 
Para mais informações, consulte o regulamento do Concurso. 
 
 

A ficha de projeto, o Referencial de Educação Financeira, os Recursos de Apoio e os Sítios para consulta podem ser acedidos aqui.
 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Educação para a cidadania global: chaves e objetivos de aprendizagem

 
 
 

http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002329/232993e.pdf

Clicar na imagem para aceder ao documento (pdf)



O relatório da UNESCO sobre Educação para a cidadania global apresenta-se como um marco de referência para uma educação que quer contribuir para o desenvolvimento dos conhecimentos, competências, valores e atitudes de que as pessoas necessitam para poder participar na construção de um mundo mais inclusivo, justo e pacífico.


As recomendações compreendem todas as etapas da educação, desde a primeira infância até à idade adulta, com enfoques formais e informais, através de ações curriculares e extracurriculares. Longe de ser prescritivo, o relatório é dinâmico, aberto a sugestões, recomendando a sua adaptação geral às características locais.
 
 
 
 
Um cidadão global é:
 
 
 
 
Participantes do Segundo Fórum da UNESCO sobre 
Educação para a Cidadania Global
(28-30 janeiro, Paris)
 
 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Livros & Leituras | Níveis de Literacia Mediática: Estudo exploratório com jovens do 12º ano





No ano letivo de 2013/14, a nossa escola, Escola Secundária Camilo Castelo Branco, participou num estudo sobre literacia mediática, organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS), com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares e do Gabinete para os Meios da Comunicação Social e com a colaboração das direções das escolas e dos professores bibliotecários que tiveram a seu cargo a aplicação dos questionários.
 
O estudo piloto envolveu jovens estudantes do 12.º ano, com idades entre os 17 e os 18 anos, a frequentar escolas públicas a nível nacional, e incidiu sobre o nível de preparação e de conhecimento que estes estudantes revelam acerca do campo mediático, numa fase que antecede, previsivelmente, o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho.
 

Os resultados desse estudo foram agora publicados sob o título Níveis de Literacia Mediática: Estudo Exploratório com jovens do 12º ano, da autoria de Sara Pereira, Manuel Pinto e Pedro Moura.
Esta publicação constitui um importante contributo para nortear o trabalho das bibliotecas escolares na área da literacia dos media.

 
 


http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/article/view/2117/2036
                                                          
  Clicar na imagem para aceder ao estudo




 

 Ficha Técnica