sábado, 30 de dezembro de 2017

Acontecia








Natal

Acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Era gente a correr pela música acima.
Uma onda uma festa. Palavras a saltar.

Eram carpas ou mãos. Um soluço uma rima.
Guitarras guitarras. Ou talvez mar.
E acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.

Na tua boca. No teu rosto. No teu corpo acontecia.
No teu ritmo nos teus ritos.
No teu sono nos teus gestos. (Liturgia liturgia).
Nos teus gritos. Nos teus olhos quase aflitos.
E nos silêncios infinitos. Na tua noite e no teu dia.
No teu sol acontecia.

Era um sopro. Era um salmo. (Nostalgia nostalgia).
Todo o tempo num só tempo: andamento
de poesia. Era um susto. Ou sobressalto. E acontecia.
Na cidade lavada pela chuva. Em cada curva
acontecia. E em cada acaso. Como um pouco de água turva
na cidade agitada pelo vento.

Natal Natal (diziam). E acontecia.
Como se fosse na palavra a rosa brava
acontecia. E era dezembro que floria.
Era um vulcão. E no teu corpo a flor e a lava.
E era na lava a rosa e a palavra.
Todo o tempo num só tempo: nascimento de poesia.

Manuel Alegre, in 'Antologia Poética' 


Natal, e não dezembro




Trabalho realizado por um aluno de Artes da esccb (10º G, ano letivo 16/17)


Natal, e não dezembro

Entremos, apressados, friorentos, 
numa gruta, no bojo de um navio, 
num presépio, num prédio, num presídio, 
no prédio que amanhã for demolido... 
Entremos, inseguros, mas entremos. 
Entremos, e depressa, em qualquer sítio, 
porque esta noite chama-se dezembro, 
porque sofremos, porque temos frio. 

Entremos, dois a dois: somos duzentos, 
duzentos mil, doze milhões de nada. 
Procuremos o rastro de uma casa, 
a cave, a gruta, o sulco de uma nave... 
Entremos, despojados, mas entremos. 
Das mãos dadas talvez o fogo nasça, 
talvez seja Natal e não dezembro, 
talvez universal a consoada. 

David Mourão-Ferreira, in 'Cancioneiro de Natal' 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Visão Júnior de dezembro




Disponível para consulta na biblioteca.





JL evoca o centenário do nascimento de António José Saraiva



Disponível para consulta na Biblioteca 


Nº 1232, de 20 de dezembro


Cinema e literatura






O cinema é uma forma de literatura, tal como o canto é uma forma de poesia. O cinema alargou as possibilidades de construção narrativa. Não há porque a ficção escrita não tire partido desse alargamento. Existem naturalmente limites, cada linguagem diz o que diz nos seus próprios termos. Há coisas que o cinema mostra melhor do que a escrita, há coisas que a palavra constrói com mais profundidade, mas as contaminações são inevitáveis. Se, ao nível do cinema, há referências de que eu esteja consciente, elas seriam Bergman e Antonioni. Mas esta é uma relação ambígua. Veja-se, no âmbito do romance, Cormac MacCarthy. É espantosa a natureza cinematográfica do que escreve, apesar de, quando transpostos para o cinema, os seus textos se perderem. Será essa a especificidade da escrita. Aquilo que se constrói enquanto palavra só nesse plano adquire toda a sua espessura. Do mesmo modo, aquilo que se constrói enquanto imagem só enquanto imagem é verdadeiramente apreensível.

Maria João Cantinho, “Ninguém nos lê hoje, ninguém, provavelmente, nos lerá no futuro”, Entrevista a Helder G. Cancela", Revista Caliban, https://revistacaliban.net/ningu%C3%A9m-nos-l%C3%AA-hoje-ningu%C3%A9m-provavelmente-nos-ler%C3%A1-no-futuro-b730217de2b9


Revista de Ciência Elementar


Casa das Ciências

O volume 5, número 4, de dezembro de 2017, da versão impressa da Revista  de Ciência Elementar já está disponível na Biblioteca para consulta.


A versão digital pode ser acedida AQUI.


 http://rce.casadasciencias.org/rceapp/static/docs/revistas/rce_v5n4.pdf

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Referencial Europeu para as Competências Digitais dos Educadores




 https://ec.europa.eu/jrc/en/publication/eur-scientific-and-technical-research-reports/european-framework-digital-competence-educators-digcompedu



A Comissão Europeia, através do European Commission's Science and Knowledge Service, publicou recentemente o Referencial sobre as Competências Digitais do Educador, intitulado DigComp Edu.

Este Referencial pretende criar uma base que guie a política a todos os níveis e fornecer um modelo que permita às partes interessadas o desenvolvimento de um instrumento concreto, adequado às suas necessidades. Para além disso, pretende desenvolver uma linguagem e uma lógica comuns que possam ajudar à discussão e ao intercâmbio de melhores práticas entre países, e ser um documento de referência para os Estados Membros ou outros, interessados em validar a integridade e a abordagem das suas próprias ferramentas e frameworks, existentes e futuras.

O modelo de progressão proposto no documento pretende ajudar os educadores a compreenderem os seus pontos fortes e os seus pontos fracos descrevendo diferentes estágios ou níveis de desenvolvimento de competências digitais.



O Estado por dentro: uma etnografia do poder e da administração pública em Portugal



 https://drive.google.com/open?id=1T9WbywSXxkeb41eBThBr1SzlgLQlmpeC
Fazer duplo clique para aceder ao estudo


Sinopse

Este estudo (coordenado por Daniel Seabra Lopes, antropólogo do ISEG-ULisboa) apresenta uma visão etnográfica de três funções representativas do Estado: o poder político personificado nos deputados à Assembleia da República; o poder judicial personificado nos magistrados ou oficiais de justiça de dois tribunais de primeira instância; e a gestão do ambiente levada a cabo pelos técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente. Metodologicamente apoiado em trabalho de campo intensivo com recurso à observação participante, o estudo procura dar primazia às pessoas que, quotidianamente, fazem do Estado uma realidade concreta e actuante. Este trabalho retrata e analisa os meandros do funcionamento daquelas quatro instituições, procurando compreender o trabalho dos seus agentes nas suas vertentes interaccionais, sociotécnicas e culturais.

Publicação da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS)


Uma história que começou numa noite de chuva



Era de noite e chovia. O meu recente amigo Zé Leonel aguardava por mim naquele rés do chão ali para as bandas da Judiciária... Lá dentro, um tipo moreno, magro e alto, de gabardina e galochas, esperava que vagasse a sala de ensaio alugada. Eu nem sabia que havia salas de ensaio para alugar, por isso tinha pedido um baixo emprestado em Almada e lá fui com ele no cacilheiro e no elétrico. Como era costume com o Zé Leonel, começámos por fazer um ‘cachimbinho’ de prata e convivemos um bocado, até que o tal moreno, que se chamava Zé Pedro, começou a arranhar umas guitarradas, que eu tentei acompanhar no baixo. [...] 
Aqui cabem muitos momentos que não puderam ser descritos. Ficam à laia de lembrança: os concertos no Rock in Rio; os concertos no Porto e o carinho e a força que sempre ali nos dedicaram (não desfazendo em ninguém); as viagens de carrinha e de avião; as sessões de autógrafos com mais ou menos gente; as tascas, os companheiros de balcão e a sua verdade; as discotecas e as suas incongruências; as entrevistas, as sessões fotográficas, os vídeos e quem os fez; as bandas; os clubes de rock... A amizade!


 Estes são extratos do texto que Tim, dos Xutos & Pontapés, escreve sobre os dez momentos mais marcantes de uma história que começou numa noite de chuva. 

Foi publicado no expresso, a 4 de novembro, dia que marca o último concerto de Zé Pedro e o fim da digressão de 2017 dos Xutos & Pontapés. 

Pode ser lido AQUI


Revista Blitz


O último número impresso da revista Blitz é uma homenagem a Zé Pedro dos Xutos & Pontapés e está disponível para consulta na Biblioteca. 



janeiro 2018. Publicado em 20 de dezembro de 2017


Este número da Revista Blitz apresenta uma merecida homenagem a Zé Pedro, o carismático fundador dos Xutos & Pontapés, falecido no final de novembro. Ao longo de 22 páginas, podemos ler a versão integral, até agora inédita, da entrevista de vida que o músico deu à Blitz em 2016, enriquecida por imagens de vida e carreira. 

Ainda naquela que é a derradeira edição da revista em formato papel, os melhores de 2017; o último adeus a Chuck Berry, Chris Cornell, Chester Bennington e Charles Bradley, entre outros; entrevistas a Killers e Franz Ferdinand. 

Grátis 2 CDs.

Com esta edição, que chegou às bancas no passado dia 20 de dezembro, termina a publicação impressa da Revista Blitz.  A aposta incidirá, de ora em diante, nos conteúdos produzidos para as plataformas digitais e em suportes audiovisuais. 


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Concurso Nacional de Leitura 2017-18







Courrier Internacional


Já está disponível para consulta na Biblioteca a edição de dezembro!



Edição n.º 262

Visão História



Está disponível para consulta na Biblioteca mais um número da revista, em que se fala de moda, clubes, música, drogas, aviões e outras loucuras

dezembro 2017


Depois de uma edição (a nº 35, de maio) dedicada à situação política que pôs fim à I República em Portugal e à instauração da ditadura, a VISÃO História regressa aos Anos 20, desta vez para prolongar noutras áreas – da moda aos costumes e ao fait-divers – a força inovadora de uma década prodigiosa. A arquitetura ganhou linhas retas, a música e a dança «enlouqueceram», as saias subiram, os cabelos encurtaram, os aviões banalizaram-se, a literatura reinventou-se, o futebol entrou no dia-a-dia, o cinema começou a falar…
Com efeito, se os contornos materiais do nosso quotidiano foram sendo traçados ao longo das quatro décadas que vão de 1890 a 1930, foi depois da I Guerra Mundial que a «vida moderna» como a entendemos deu os seus primeiros – mas já firmes – passos. Os anúncios que reproduzimos em muitas páginas são retirados da revista semanal ABC, o magazine português mais representativo da época.
Mas a festa que se seguia ao pesadelo da Grande Guerra duraria, pouco tempo. No horizonte divisavam-se já as sombras de novas tormentas.



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Um conto de Natal, de Miguel Torga





De sacola e bordão, o velho Garrinchas fazia os possíveis para se aproximar da terra. A necessidade levara-o longe demais. Pedir é um triste ofício, e pedir em Lourosa, pior. Ninguém dá nada. Tenha paciência, Deus o favoreça, hoje não pode ser – e beba um desgraçado água dos ribeiros e coma pedras! Por isso, que remédio senão alargar os horizontes, e estender a mão à caridade de gente desconhecida, que ao menos se envergonhasse de negar uma côdea a um homem a meio do padre-nosso. Sim, rezava quando batia a qualquer porta. Gostavam… Lá se tinha fé na oração, isso era outra conversa. As boas acções é que nos salvam. Não se entra no céu com ladainhas, tirassem daí o sentido. A coisa fia mais fino! Mas, enfim… Segue-se que só dando ao canelo por muito largo conseguia viver. E ali vinha demais uma dessas romarias, bem escusadas se o mundo fosse de outra maneira. Muito embora trouxesse dez réis no bolso e o bornal cheio, o certo é que já lhe custava arrastar as pernas. Derreadinho! Podia, realmente, ter ficado em Loivos. Dormia, e no dia seguinte, de manhãzinha, punha-se a caminho. Mas quê! Metera-se-lhe na cabeça consoar à manjedoira nativa… E a verdade é que nem casa nem família o esperavam. Todo o calor possível seria o do forno do povo, permanentemente escancarado à pobreza.

Em todo o caso sempre era passar a noite santa debaixo de telhas conhecidas, na modorra de um borralho de estevas e giestas familiares, a respirar o perfume a pão fresco da última cozedura… Essa regalia ao menos dava-a Lourosa aos desamparados. Encher-lhes a barriga, não. Agora albergar o corpo e matar o sono naquele santuário colectivo da fome, podiam. O problema estava em chegar lá. O raio da serra nunca mais acabava, e sentia-se cansado. Setenta e cinco anos, parecendo que não, é um grande carrego. Ainda por cima atrasara-se na jornada em Feitais. Dera uma volta ao lugarejo, as bichas pegaram, a coisa começou a render, e esqueceu-se das horas. Quando foi a dar conta passava das quatro. E, como anoitecia cedo não havia outro remédio senão ir agora a mata-cavalos, a correr contra o tempo e contra a idade, com o coração a refilar. Aflito, batia-lhe na taipa do peito, a pedir misericórdia. Tivesse paciência. O remédio era andar para diante. E o pior de tudo é que começava a nevar! Pela amostra, parecia coisa ligeira. Mas vamos ao caso que pegasse a valer?

Bem, um pobre já está acostumado a quantas tropelias a sorte quer. Ele então, se fosse a queixar-se! Cada desconsideração do destino! Valia-lhe o bom feitio. Viesse o que viesse, recebia tudo com a mesma cara. Aborrecer-se para quê?! Não lucrava nada! Chamavam-lhe filósofo… Areias, queriam dizer. Importava-se lá. E caía, o algodão em rama! Caía, sim senhor! Bonito! Felizmente que a Senhora dos Prazeres ficava perto. Se a brincadeira continuasse, olha, dormia no cabido!

O que é, sendo assim, adeus noite de Natal em Lourosa… Apressou mais o passo, fez ouvidos de mercador à fadiga, e foi rompendo a chuva de pétalas. Rico panorama! Com patorras de elefante e branco como um moleiro, ao cabo de meia hora de caminho chegou ao adro da ermida. À volta não se enxergava um palmo sequer de chão descoberto. Caiados, os penedos lembravam penitentes. Não havia que ver: nem pensar noutro pouso. E dar graças!

Entrou no alpendre, encostou o pau à parede, arreou o alforge, sacudiu-se, e só então reparou que a porta da capela estava apenas encostada. Ou fora esquecimento, ou alguma alma pecadora forçara a fechadura. Vá lá! Do mal o menos. Em caso de necessidade, podia entrar e abrigar-se dentro. Assunto a resolver na ocasião devida… Para já, a fogueira que ia fazer tinha de ser cá fora. O diabo era arranjar lenha. Saiu, apanhou um braçado de urgueiras, voltou, e tentou acendêlas. Mas estavam verdes e húmidas, e o lume, depois de um clarão animador, apagou-se. Recomeçou três vezes, e três vezes o mesmo insucesso. Mau! Gastar os fósforos todos é que não. Num começo de angústia, porque o ar da montanha tolhia e começava a escurecer, lembrou-se de ir à sacristia ver se encontrava um bocado de papel. Descobriu, realmente, um jornal a forrar um gavetão, e já mais sossegado, e também agradecido ao céu por aquela ajuda, olhou o altar. Quase invisível na penumbra, com o divino filho ao colo, a Mãe de Deus parecia sorrir-lhe. Boas festas! – desejou-lhe então, a sorrir também. Contente daquela palavra que lhe saíra da boca sem saber como, voltou-se e deu com o andor da procissão arrumado a um canto. E teve outra ideia. Era um abuso, evidentemente, mas paciência. Lá morrer de frio, isso vírgula! Ia escavacar o ar canho. Olarila! Na altura da romaria que arranjassem um novo. Daí a pouco, envolvido pela negrura da noite, o coberto, não desfazendo, desafiava qualquer lareira afortunada. A madeira seca do palanquim ardia que regalava; só de cheirar o naco de presunto que recebera em Carvas crescia água na boca; que mais faltava? Enxuto e quente, o Garrinchas dispôs-se então a cear. Tirou a navalha do bolso, cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra e sentou-se. Mas antes da primeira bocada a alma deu-lhe um rebate e, por descargo de consciência, ergueu-se e chegou-se à entrada da capela. O clarão do lume batia em cheio na talha dourada e enchia depois a casa toda. É servida? A Santa pareceu sorrir-lhe outra vez, e o menino também.

E o Garrinchas, diante daquele acolhimento cada vez mais cordial, não esteve com meias medidas: entrou, dirigiu-se ao altar, pegou na imagem e trouxe-a para junto da fogueira. – Consoamos aqui os três – disse, com a pureza e a ironia de um patriarca. – A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa; e eu, embora indigno, faço de S. José.”



Plano Nacional de Leitura é leitura até 2027






O PNL é Leitura. Ler, ler, ler por prazer, ler para ser! Ler para saber!

O importante é Ler, saber ler e apropriar-se dessa superior forma de estar no mundo para poder ser senhor do seu destino, menos feito pelos algoritmos que outros escolhem para nós e mais livre, porque mais conhecedor.

Ler melhor, ler com fluência, ler por necessidade, ler por prazer, ler todas as letras - textos das humanidades, das ciências, das artes, da cultura em geral. Textos de literatura, ciência, desporto, música ,tecnologia, religião, ensaios filosóficos , sociais, políticos, cinema,fotografia, banda desenhada, comics, etc. Textos do mundo. Não importa o meio que se usa para ler, importa ler!


Dar a ler, aos que ainda não sabem ler palavras, aos que estão a aprender, aos que já leem, aos que já leram e se têm esquecido de o fazer, aos grandes leitores. Crianças, jovens e adultos.

Blogue RBE: continuar a ler...



Feliz Natal e Excelentes leituras!!





Feliz Natal!






Continuamos a divulgar os fantásticos motivos natalícios elaborados pelos nossos talentosos alunos. 

Parabéns (aos alunos e aos professores que os orientam)!

Natal na biblioteca









segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Presépios III


Exposição de trabalhos dos alunos, realizados no âmbito da disciplina de ERMC. Escadaria de acesso à Biblioteca.










Presépios II



Biblioteca: Presépio Tradicional



O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro destes gestos que em igual medida
a esperança e a sombra revestem
Dentro das nossas palavras e do seu tráfego sonâmbulo
Dentro do riso e da hesitação
Dentro do dom e da demora
Dentro do redemoinho e da prece
Dentro daquilo que não soubemos ou ainda não tentamos

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro de cada idade e estação
Dentro de cada encontro e de cada perda
Dentro do que cresce e do que se derruba
Dentro da pedra e do voo
Dentro do que em nós atravessa a água ou atravessa o fogo
Dentro da viagem e do caminho que sem saída parece

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro da alegria e da nudez do tempo
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto
Dentro do declive e da planura
Dentro da lâmpada e do grito
Dentro da sede e da fonte
Dentro do agora e dentro do eterno

Um poema do Padre José Tolentino Mendonça


domingo, 17 de dezembro de 2017

Presépios I


Em exposição na escadaria de acesso à Biblioteca






O presépio é a casa,
o abrigo e a fonte,
é o destino da estrela
esperando que o sol desponte.

José Jorge Letria, O Livro do Natal






Presépios elaborados pelos alunos na disciplina de Educação Moral Religiosa e Católica





















Dia Internacional dos Migrantes | Histórias de pessoas em movimento



"A tua casa é teu corpo maior.
Cresce ao sol e dorme na quietude da noite; e não é sem sonhos. A tua casa não sonha? e, sonhando, não sai da cidade para uma árvore ou para o cimo de uma colina? " 
- KHALIL GIBRAN, "ON HOUSES"







Mohamad Hafez e Ahmed Badr




Ahmed, escritor e antigo refugiado iraquiano, e Mohamad, arquiteto e artista da Síria, moram nos EUA. Juntos, criaram UNPACKED: bagagem de refugiados, uma exposição composta por trabalhos de arte tridimensionais sobre ataques a lares e locais de trabalho que fazem com que os refugiados fujam dos seus países. 



Histórias pessoais de migrantes




 http://features.iom.int/stories/safe-migration-in-a-world-on-the-move/
Clique na imagem para aceder histórias de migrantes

Festival de Cinema da Migração Global




#Migration
#MigrantsDay
#SDGs

A propósito da comemoração do Dia Internacional dos Migrantes, em 18 de dezembro de 2017, em Nova York, a IOM / International Organization for Migration  irá co-organizar uma série de eventos da UN TOGETHER com foco no papel crucial das artes e da tecnologia na criação do entendimento e do diálogo sobre migração.

Nesses eventos inclui-se a 2ª edição do Global Migration Film Festival







O Festival de Cinema de Migração Global mostra filmes que captam a promessa e os desafios  da migração daqueles que deixam os seus lares em busca de uma vida melhor e dos seus contributos para com as suas novas comunidades.







 



Veja AQUI os trailers da seleção oficial dos realizadores profissionais, dos realizadores emergentes e das curtas metragens.