sábado, 30 de abril de 2016

Camilo aLer+






Dia Mundial do Jazz



30 de abril





Jazz makes the most of the world’s diversity, bringing people & cultures together. http://on.unesco.org/1QGNXya

Today is International #JazzDay! Join in:on.unesco.org/1TaHnBZ


Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 2016



3 de maio






Acesso à informação e às liberdades fundamentais – este é um direito seu!

O acesso à informação é uma liberdade fundamental e parte do direito humano básico à liberdade de expressão. O recebimento e a divulgação de informações, tanto offline quanto online, são pilares da democracia, da boa governança e do Estado de Direito.

No ano passado, o mundo aprovou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de orientar todos os esforços nos próximos 15 anos, para acabar com a pobreza, proteger o planeta e assegurar prosperidade e paz duradoura para todos. Os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) incluem uma meta sobre o acesso público à informação e a proteção de liberdades fundamentais – dois objetivos inter-relacionados que estão entre os principais aceleradores do progresso através da nova Agenda.

Neste momento de turbulência e mudança em todo o mundo, incluindo novos desafios que exigem cooperação e ação em âmbito mundial, a necessidade de informação de qualidade nunca foi tão importante – isso requer um ambiente sólido para a liberdade de imprensa, assim como sistemas que funcionem bem para garantir o direito de saber das pessoas.

Há 250 anos, a primeira legislação formal sobre o direito à informação foi promulgada, na região onde atualmente estão localizadas a Suécia e a Finlândia. Um avanço histórico naquela época, tal ato serve de inspiração até hoje, quando, de maneira crescente, os governos adotam leis que permitem o acesso público à informação. Há 25 anos, na Namíbia recentemente saída do processo de independência, foi aprovada a histórica Declaração de Windhoek sobre Liberdade de Imprensa, o que preparou o caminho para o reconhecimento do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pelas Nações Unidas.

Para marcar esses aniversários, este ano, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa destaca a importância do jornalismo livre e independente para fazer avançar a Agenda 2030. Isso inclui a segurança de jornalistas, em um momento em que, de forma trágica, um profissional de mídia é assassinado a cada cinco dias. Isso não pode continuar e, orientada pelo Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, a UNESCO está trabalhando com governos de todo o mundo para criar um ambiente livre e seguro para jornalistas e trabalhadores de mídia em todos os lugares.

Neste espírito, eu chamo todos a se unirem na defesa e no apoio à liberdade de imprensa e ao direito de acesso à informação. Isso é essencial para os direitos e para a dignidade humana, para as nossas aspirações quanto ao desenvolvimento sustentável e para a determinação comum de se construir a paz duradoura.

Este é um direito seu!


Mensagem de Irina Bokova, Diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de maio de 2016


Como a Inquisição "limpou" as bibliotecas



Foto de Daniel Rocha



Os livros científicos dos séculos XVI e XVII, ou como a Inquisição "limpou" as bibliotecas


É a primeira sistematização da censura de livros médicos pela Inquisição em Portugal - um dos casos expurgados foi o de uma freira que se dizia ter engravidado no banho. Está também em marcha um inventário dos livros de ciência nas bibliotecas dessa altura. O lugar deste objecto na cultura científica nacional começa a ser desvendado

O "lápis" da censura nos séculos XVI e XVII era a tinta ferrogálica. Se estivesse muito concentrada, a tinta utilizada na expurgação de uma obra podia queimar o papel. Se fosse em menor quantidade, as palavras censuradas voltavam a ser legíveis. De qualquer forma, esta vertente da Inquisição afectava a leitura das obras, dando-lhes uma conotação insidiosa de pecado e culpa. A literatura técnica e científica em Portugal não escapou a este controlo, como os livros de Amato Lusitano, médico judeu português que fugiu da Península Ibérica.

"Qualquer expurgação perturba a confiança na leitura de livros de ciência - um acto que passa pelo desejo de querer saber mais", defende Hervé Baudry, do Centro de História da Cultura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O efeito que a censura teve no desenvolvimento científico e cultural do país é ainda difícil de contabilizar, diz o historiador francês, orador num workshop sobre as bibliotecas e livros científicos dos séculos XV a XVIII na Biblioteca Nacional, em Lisboa. Mas Hervé Baudry está apenas no início de um projecto de investigação sobre aquilo a que chama de "biblioteca limpa", ou seja, a expurgação de livros dos séculos XVI e XVII.

[...]

Havia listas de livros de autores proibidos, mas também havia o Índex Expurgatório, onde passagens de muitos outros livros deviam ser cortadas. Entre elas estavam as obras de Amato Lusitano, Sete Centúrias de Curas Medicinais e Matéria Médica de Dioscórides; de Gonçalo Cabreira, Tesouro de Pobres; outra de Andrés Laguna, Pedacio Dioscorides; e a quinta de Oliva Sabuco, Nueva Filosofia de La Naturaleza del Hombre. "Nas bibliotecas, quando estas obras foram publicadas e lidas cá nos séculos XVI e XVII, foram todas controladas. Quem lia sabia que estava a entrar em terreno minado", diz o investigador, considerando que um dos efeitos era um clima de medo psicológico na sociedade.





sexta-feira, 29 de abril de 2016

Blimunda 47



abril 2016



A Blimunda que se publica neste mês de abril, no aniversário dos 42 anos da Revolução de Abril, tem um tema central que atravessa praticamente toda a revista, a Liberdade. Ela está, por exemplo, na entrevista a Gene Sharp, autor do livro From Dictatorship to Democracy – obra cuja leitura acabou por levar à prisão a 17 ativistas angolanos; é também cenário do romance A Resistência, de autoria do brasileiro Julián Fuks, que conversou com a Blimunda a propósito desse livro. Esta edição da revista estreia um novo espaço que será ocupado por Andréa Zamorano, escritora brasileira radicada em Portugal, autora do romance A Casa das Rosas. O texto de estreia, intitulado O Esqueleto, tem a opressão de uma ditadura como pano de fundo.

Para assinalar os 400 anos da morte de Miguel de Cervantes, autor que fez da liberdade um dos alimentos para a sua criação, a revista Blimunda recupera um texto de José Saramago sobre a «Outra razão de Alonso Quijano» e um artigo do escritor e cineasta espanhol Javier Rioyo sobre a passagem de Cervantes por Portugal.

A convidada do mês para a sessão de fotos dos «Livros do Desassossego» é a artista Mariana Dias Coutinho, que durante os Dias do Desassossego’15 pintou um mural em homenagem a Fernando Pessoa e José Saramago na Rua do Alecrim, em Lisboa.

Na secção infantil e juvenil o destaque vai para os 60 anos do Prémio Hans Christian Andersen, considerado o Prémio Nobel da Literatura infantojuvenil.

Como conteúdo especial, a revista publica um texto inédito de José Rodrigues Miguéis sobre Raul Brandão.

Boas leituras!



Apresentação pública da primeira “Biografia Cultural”





No âmbito da Estratégia Nacional para a Educação e Cultura (ENEC) e no sentido de valorizar as experiências culturais dos alunos, dando maior visibilidade ao trabalho realizado pelos agrupamentos de escolas e permitindo aos alunos inscrever na sua “Biografia Cultural” as atividades já levadas a efeito, lançamos o seguinte DESAFIO:

Vamos selecionar a(s) turma(as) do Agrupamento de Escolas ou Escola não agrupada que tiver(em) pelo menos cinco atividades culturais que se insiram nos objetivos da ENEC para a realização de uma cerimónia pública, onde será impressa e apresentada ao país a primeira "biografia cultural".


Para participar, preencher e enviar, até ao dia 09 de maio, o formulário online, enumerando as atividades culturais realizadas ao longo deste ano letivo.



Não deixe de PARTICIPAR…

A cerimónia poderá contar com a presença de personalidades da área da cultura e da educação.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Exposição: "De que Terra"


Espaço de exposições da Biblioteca





De que Terra

"O horizonte estende-se à nossa volta num desenho de incontáveis montanhas que no limite da nossa visão se desmaterializam em tons de azul. Dois passos atrás e perdemo-nos no luminoso bosque. De olhos fechados deslizamos pela superfície brilhante do rio, somos orientados pela Lua, alimentados pelo Sol, nascidos da terra, da planta e da montanha. Ao sabor da corrente das experiências, a pintura e o desenho são extensões do nosso corpo.

Quando apaixonado pelo que o rodeia o corpo solta-se da casca isoladora construída na cidade e volta a sentir, mergulha na sensação. É novamente possível uma história de amor entre o homem e a árvore, entre a luz e a pedra.

O desejo de questionar a nossa relação com os objectos e a forma como os percepcionamos é intermediado pela pintura/desenho que por si transformam a realidade envolvente e devolvem ao mundo o reflexo de uma experiência.

A investigação da Susana materializa-se através da pintura apropriando-se de padrões, texturas e quem sabe da própria essência dos materiais encontrados. A viagem entre o micro e o macro é constante nas peças da Susana, sendo deste modo possível na mesma peça experienciar uma sensação vasta de cosmos ou ser sugado para uma realidade microscópica.

Por sua vez, as peças do Daniel surgem após a investigação de elementos arquitetónicos da região relacionados com a memória do património humano. O topo de uma chaminé é aproximada à Anta de vila Chã e as portas e janelas do outrora Seminário menor de Sanfins do Douro (hoje ruínas abandonadas) são resgatadas e transformadas em portais para o mundo do esquecimento, do vazio e do virtual.

A presente exposição é composta por trabalhos realizados num contexto de integração nos costumes, historia e características do Alto Douro através de uma residência artística atribuída pela Fundação Casa-Museu Maurício Penha aos artistas Daniel Alfacinha e Susana Amaral.

Sanfins do Douro, setembro 2015.

Susana Amaral e Daniel Alfacinha"


Celebrar a diversidade!





Campanha de primavera eTwinning 2016 


No próximo dia 9 de maio, o eTwinning celebrará a “Diversidade Cultural”. A comunidade eTwinner é convidada a participar, promovendo debates nas escolas sobre esta temática e criando vídeos de 1 minuto, que poderão ser descarregados no eTwinning Live e divulgados num mapa interativo.

Ao clicar no banner da página da Campanha, encontrará todas as instruções, recursos e um mapa com os vídeos submetidos por outros eTwinners!





Siga a campanha nas redes sociais:‪#‎eTwinning4Diversity.

Participe!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Jornal de Letras, Artes e Ideias


Já disponível na Biblioteca.


Ano XXXV | nº 1189 | de 27 de abril a 10 de maio de 2016

Vila Real, Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2016


Agenda de maio e junho




Folheie virtualmente a agenda de maio e junho de Vila Real Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2016:



A Capital da Cultura do Eixo Atlântico surgiu em 2007 numa cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza com o objetivo de valorizar a cultura que é comum e os artistas que a perpetuam. “Do Douro ao Atlântico” é o tema e fio condutor que une as duas cidades que este ano partilham o estatuto, Matosinhos e Vila Real. Vila Real aproveita o mote também para celebrar o território a montante deste curso. No ano em que se celebram os 260 anos da Região Demarcada do Douro, a simbologia do “vinho” surge como uma oportunidade de brindarmos à cultura de uma forma ampla e universal.

O programa integra protagonistas de ambos os lados da euro-região, cumprindo assim o objetivo principal de celebrar a cultura e a criação produzida em diferentes cidades do Eixo, galegas e portuguesas.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Cartas reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro


«Durante décadas, os leitores das cartas de Sá-Carneiro especularam, com fascínio, sobre o que conteriam as cartas de Pessoa: muitas vezes, Sá-Carneiro reage às informações do amigo; noutros passos, coloca questões e faz pedidos, a que Pessoa forçosamente se terá referido na correspondência seguinte» Pedro Eiras





Sinopse


Ficção, realidade? Na abertura deste livro, Pedro Eiras explica como descobriu, no antigo Hôtel de Nice, em Paris, as cartas que Fernando Pessoa enviou a Mário de Sá-Carneiro entre Julho de 1915 e Abril de 1916. Estas cartas reencontradas deixam entrever o quotidiano de Pessoa, os seus projectos, entusiasmos e dúvidas, cem anos depois de Orpheu.




Centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro


Mário de Sá-Carneiro suicidou-se em Paris aos 25 anos, no dia 26 de Abril de 1916




Quási
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d'asa...
Se ao menos eu permanecesse àquem...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dôr! - quási vivido...

Quási o amor, quási o triunfo e a chama,
Quási o princípio e o fim - quási a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dôr de ser-quási, dor sem fim... -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos d'alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ansias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indicios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sôbre os precipícios...

Num impeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .

Um pouco mais de sol - e fôra brasa,
Um pouco mais de azul - e fôra além.
Para atingir, faltou-me um golpe de aza...
Se ao menos eu permanecesse àquem...

Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão' 



Passam hoje 100 anos sobre a morte de Mário Sá-Carneiro



O poeta que revolucionou a literatura portuguesa 



 http://www.rtp.pt/noticias/cultura/passam-hoje-100-anos-sobre-a-morte-de-mario-sa-carneiro_v914143
José António Pereira, Pedro Rothes - RTP | 26 Abr, 2016, 14:21 | Cultura


Pedro Eiras, na RTP, sobre Mário de Sá-Carneiro.




segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de abril




Sítios temáticos produzidos pela BNP, por ocasião de exposições e outros eventos comemorativos.


25 de Abril: da efemeridade à História



Divulgação de excertos de imprensa, cartazes e autocolantes nos 25 anos da Revolução de 1974.

25 de abril








25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'

 

sábado, 23 de abril de 2016

50 obras essenciais da literatura portuguesa



Ilustração: Tiago Albuquerque


O jornal Diário de Notícias quis apurar quais são as 50 obras essenciais da literatura portuguesa com a ajuda de vários entendidos na matéria.

A escolha final ficou assim dividida: as 25 obras essenciais em todos os géneros; os 10 melhores ensaios; as 5 melhores peças de Teatro e os 10 livros de Poesia mais importantes.

Eis a lista:

Os Lusíadas, Camões
Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
Sermões, Padre António Vieira
Os Maias, Eça de Queiroz
Cancioneiros Medievais (Cantigas de Amigo e de Amor)
Crónica de D. João I, Fernão Lopes
Peregrinação, Fernão Mendes Pinto
Memorial do Convento, José Saramago
Viagens na Minha Terra, Almeida Garrett
A Brasileira de Prazins, Camilo Castelo Branco
Sôbolos Rios que Vão, António Lobo Antunes
A Sibila, Agustina Bessa-Luís

Sonetos, Antero de Quental

Húmus, Raul Brandão
Livro Sexto, Sophia de Mello Breyner Andresen
Menina e Moça, Bernardim Ribeiro
Mau Tempo no Canal, Vitorino Nemésio
A Arte de Ser Português, Teixeira de Pascoaes
A Casa Grande de Romarigães, Aquilino Ribeiro
Sinais de Fogo, Jorge de Sena
Aparição, Vergílio Ferreira Aparição
O Delfim, José Cardoso Pires
Uma Abelha na Chuva, Carlos de Oliveira
Maina Mendes, Maria Velho da Costa
Uma Viagem à Índia, Gonçalo M. Tavares


Poesia

Obra Poética, Sá de Miranda
Poesia, Bocage
O Livro, Cesário Verde
Só, António Nobre
Clepsidra, Camilo Pessanha
Poemas de Deus e do Diabo, José Régio
As Mãos e os Frutos, Eugénio de Andrade
Pena Capital, Mário Cesariny
A Colher na Boca, Herberto Helder
Toda a Terra, Ruy Belo



Teatro

O Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
A Castro, António Ferreira
Auto do Fidalgo Aprendiz, Francisco Manuel de Melo
Guerras de Alecrim e Manjerona, António José da Silva
O Judeu, Bernardo Santareno


Ensaio

Leal Conselheiro, Rei D. Duarte
Quod nihil scitur, Francisco Sanches
O Verdadeiro Método de Estudar, Luís António Verney
Portugal Contemporâneo, Oliveira Martins
A Ideia de Deus, Sampaio Bruno
Ensaios, António Sérgio
Ir À Índia Sem Sair de Portugal, Agostinho da Silva
O Labirinto da Saudade, Eduardo Lourenço
Tratado da Evidência, Fernando Gil
O Erro de Descartes, António Damásio

Ler artigo completo AQUI.


Minibiografia de Miguel de Cervantes


23 de abril: Dia Mundial do Livro








Dom Quixote em 17 000 tweets







Tudo começou há alguns anos, com uma espécie de frase humorística que dizia: “Se metes o Dom Quixote no Twitter é certo que todo o mundo poderá dizer que o leu." Desde esse momento, o engenheiro Diego Buendía, de Barcelona, nunca mais abandonou a ideia.  


O Quixote em 17.000 tweets é um projeto que cruza literatura com tecnologia. Desde o dia 1 de setembro de 2014, Buendía publicou diariamente no Twitter 28 fragmentos da obra de Cervantes em formato de tweets. 





Miguel de Cervantes morreu há 400 anos


23 de abril: Dia Mundial do Livro








Miguel de Cervantes Saavedra (Alcalá de Henares, 29 de setembro de 1547 - Madrid, 22 de abrill de 1616) foi soldado, romancista, poeta e dramaturgo. É considerado uma das maiores figuras da literatura espanhola e é universalmente conhecido por ter escrito o Dom Quixote de La Mancha, obra que muitos críticos consideram ser o primeiro romance moderno e uma das melhores obras da literatura universal.


O livro de dentro para fora


23 de abril: Dia Mundial do Livro


Documento produzido pela Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), por ocasião de uma exposição de fotografia comemorativa do Dia Mundial do Livro, em 2006.



O livro de dentro para fora


O livro de dentro para fora 
Exposição de fotografia comemorativa do Dia Mundial do Livro (2006)

Minibiografia de William Shakespeare


23 de abril: Dia Mundial do Livro



 “The fool doth think he is wise, but the wise man knows himself to be a fool.”         
         —William Shakespeare






Embora se conheça muito pouco sobre a vida pessoal de Shakespeare (1564-1616), as suas obras, tais como "Hamlet," "Romeu e Julieta," e "King Lear," têm vindo a influenciar a literatura e o teatro ao longo dos últimos 400 anos.


William Shakespeare morreu há 400 anos


23 de abril: Dia Mundial do Livro


Fonte: http://www.diariodecultura.com.ar/literatura/borges-el-bosco-shakespeare-y-cervantes-entre-los-aniversarios-destacados-de-2016/




No Dia Mundial do Livro, e da celebrização dos 400 anos da morte de William Shakespeare, a Biblioteca Nacional Digital disponibiliza a primeira edição portuguesa de Hamlet, traduzida por D. Luís I.





Aceder à à versão digitalizada de Hamlet  AQUI . 


Celebração do Dia mundial do livro


Partilha de leituras |Escadaria de acesso à Biblioteca



"Não há nada como um livro.
Um livro é um elo entre o passado e o futuro. É uma ponte entre gerações e entre culturas. É uma força para a criação e a partilha de sabedoria e conhecimento."
Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO


Para celebrar o Dia mundial do livro, os alunos que participaram na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura partilharam a leitura de poemas com a Comunidade Escolar, ontem, na escadaria de acesso à Biblioteca. 








Leitura de um excerto de o Mostrengo





Ler AQUI a mensagem da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, 23 de abril de 2016.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dia mundial do livro e dos direitos de autor



23 de abril






World Book and Copyright Day 2016


A book is a link between the past and the future. It is a bridge between generations and across cultures. It is a force for creating and sharing wisdom and knowledge.

Frank Kafka once said, “a book must be an ice-axe to break the seas frozen inside our soul.”

A window onto our inner lives, books are also the doorway to mutual respect and understanding between people, across all boundaries and differences.

Coming in all forms, books embody the diversity of human ingenuity, giving shape to the wealth of human experience, expressing the search for meaning and expression that all women and men share, that drive all societies forward. Books help weave humanity together as a single family, holding a past in common, a history and heritage, to craft a destiny that is shared, where all voices are heard in the great chorus of human aspiration.


This is what we celebrate on World Book and Copyright Day, in partnership with the International Publishers Association, the International Booksellers Federation and the International Federation of Library Associations and Institutions -- the power of books to nurture creativity and advance dialogue between women and men of all cultures.


I thank Wroclaw, Poland, as the 2016 World Book Capital, for its commitment to spreading this message across the globe. This has never been so important at a time when culture is under attack, when freedom of expression is threatened, when diversity is challenged by rising intolerance.


In turbulent times, books embody the human capacity to conjure up worlds of reality and imagination and express them in voices of understanding, dialogue and tolerance. They are symbols of hope and dialogue that we must cherish and defend.


William Shakespeare died on 23 April, 1616, preceded by only one day by Cervantes. On this day, I call upon all of UNESCO’s partners to share the message that books are a force to counter, what Shakespeare called, “the common curse of mankind -- folly and ignorance.”


Mensagem de Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.




Parabéns, Maria!


Maria Fernandes é a aluna vencedora, Ensino Secundário, da fase distrital do Concurso Nacional de Leitura! 



O Dr. Luís Silva, Subdiretor Geral da DGLAB, entrega o prémio Maria Fernandes, a aluna vencedora do Ensino Secundário


Prova de leitura expressiva


Anúncio da aluna vencedora do Ensino Secundário e da aluna suplente, do mesmo nível de ensino. 

ESCCB vence fase distrital | Ensino Secundário



Fase distrital do Concurso Nacional de Leitura
Chaves | dia 21 de abril


Alunos da Camilo que participaram na prova distrital do CNL, incluindo os suplentes



Os alunos que ontem representaram a nossa escola na fase distrital do CNL em Chaves, estão de parabéns! 

Parabéns:
João Lopes Teixeira de Sousa, 7º B, nº 14, Alice Margarida R. Araújo Sá Meneses, 7º C, nº 2, Rafaela Filipe Correia Pardal, 9º D, nº 22, Ana Catarina Moura Matoso Carreta, 10º H, nº 1, Rafaela Monteiro Dias, 11º H, nº 24, Maria dos Anjos de Jesus Fernandes, 12º E, nº 17!

Parabéns:
também, aos alunos suplentes que se prepararam para este concurso com o mesmo entusiasmo, dedicação e empenho dos alunos efetivos: Leonor Martins Ribeiro da Silva, 7º C, nº 17, Maria Alice Coelho dos Reis, 7º C, nº 21, e Márcia Raquel Sousa Nogueira, 12º A, nº 16!

Parabéns:
Maria dos Anjos de Jesus Fernandes, do 12º E, a aluna selecionada para representar os alunos do Ensino Secundário do distrito de Vila Real na fase final do concurso, a realizar em Lisboa, em data a anunciar!

De parabéns está também a nossa escola que se fez representar por estes alunos: ESCCBVR!

Lembramos que:
- o CNL é uma iniciativa conjunta do PNL e da RBE que, naturalmente, também estão de parabéns por todo o trabalho que têm desenvolvido até aqui na promoção do livro e da leitura!
 - a Biblioteca Municipal de Chaves foi a Biblioteca escolhida pela DGLAB para organizar a prova distrital do CNL deste ano letivo. Parabéns pela excelente organização do evento! 


 
Receção dos participantes, pelo Presidente da Câmara Municipal de Chaves, pelo Subdiretor Geral da DGLAB, 
Luís Santos, e por Rui de Sousa, escritor e membro do júri.



Imagem: participantes frente à Biblioteca Municipal. Fotografia do Município de Chaves

Imagem: Centro Cultural de Chaves. Fotografia do Município de Chaves

 


  
Grupo de teatro Atirei com o gato ao pau



                                 Imagem: Centro Cultural de Chaves. 
                                 Entrega dos prémios às alunas vencedoras nas duas categorias - 3º Ciclo, ESMM, 
                                 e Secundário, ESCCB - e às duas alunas suplentes. 



Cervantes, o autor do Quixote morreu há 400 anos


“Dom Quixote é uma obra tão original que quase quatro séculos depois continua a ser a obra de ficção em prosa mais avançada que existe. E mesmo assim é subestimada: é ao mesmo tempo o romance mais legível e, definitivamente, o mais difícil”, escreveu o crítico literário Harold Bloom sobre a obra de Miguel de Cervantes, que morreu há 400 anos, a 22 de abril de 1616. O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote da Mancha, cuja primeira parte foi publicada em 1605, abriu tantos caminhos para a literatura que o mais seguro será dizer que nenhum grande escritor faltou ao encontro com o seu Dom Quixote.


Dom Quixote de La Mancha, de Nikolaj Wilhelm-Marstrand (pintor dinamarquês do séc. XIX)


As sete maravilhas de Dom Quixote de La Mancha, segundo Bruno Vieira Amaral

  1. A dupla D. Quixote e Sancho Pança
  2. Dulcineia de Toboso
  3. A estrutura
  4. A Novela do Curioso Impertinente
  5. Os moinhos de vento
  6. O discurso das armas e das letras
  7. A ilha de Barataria



"Sátira aos romances de cavalaria ou homenagem definitiva ao género? Crítica ao idealismo inoperante ou elogio aos que procuram transformar o mundo ainda quando este lhes responde com pedradas? Comédia desbragada ou romance total? Dom Quixote, tal como todos os clássicos que chegaram até nós, é um livro infinito porque infinitas são as leituras possíveis e porque Cervantes combinou elementos tão diversos que é impossível reduzi-lo a uma única dimensão, tema ou estilo. Entre as inúmeras maravilhas que animam o livro e colonizaram a imaginação dos leitores ao longo de gerações escolhemos sete."



1. A dupla Dom Quixote e Sancho Pança

Num ensaio em que procurava as razões para a relativa obscuridade de Francisco de Quevedo, escritor espanhol do século XVII, Jorge Luis Borges dizia que não havia na sua obra o menor estímulo ao sentimentalismo. Além disso, e mais importante, Quevedo não tinha sido capaz de encontrar um símbolo que capturasse a imaginação dos leitores. Melville tinha a baleia; Kafka, os seus “crescentes e sórdidos labirintos”; Cervantes, o “afortunado vaivém de Sancho e de Quixote”. São inúmeras as razões para nos maravilharmos com Dom Quixote e a química entre os dois personagens principais não será a menor delas. Fraco de entendimento, Sancho Pança acompanha Dom Quixote na esperança de vir a reinar uma ilha. Mesmo assim, é dele a voz sensata que procura dissuadir o cavaleiro andante de se meter em trabalhos.





O clássico da Literatura Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes está disponível na Biblioteca, para consulta presencial e domiciliária.






Trabalhos de ex-alunos da Camilo sobre Dom Quixote, de Cervantes