sábado, 29 de novembro de 2014

 
Cante Alentejano - Património Imaterial da Humanidade
 
 
 
 
 
Slideshow e vídeo em UNESCO Archives Multimedia website
 


A partir de ontem, dia 27 de novembro de 2014, o Cante Alentejano passou a integrar a Lista do Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.

 
 
  
 
 



"São sete ou oito grupos de perto e longe. Cantam os trabalhos e os dias, os amores e as paisagens. Estão duas mil pessoas a ouvi-los pela noite fora, em silêncio, só aplaudindo no fim de cada canção, à entrada de cada grupo, mas neste caso quase nada, porque é sabido que mal se podem bater palmas quando os homens começam a mover-se, lentamente, naquele movimento pendular dos pés, que parecem ir pousar onde antes haviam estado, e no entanto avançam.
O tenor lança os primeiros versos, o contratenor levanta o tom, e logo o coro, maciço como o bloco dos corpos que se aproximam, enche o espaço da noite e do coração. O viajante tem um nó na garganta, a ele é que ninguém poderia pedir-lhe que cantasse. Mais facilmente fecharia os punhos sobre os olhos para não o verem chorar."
 
SARAMAGO, José. Viagem a Portugal. Lisboa: Caminho, 2011 
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Concurso | Inês de Castro 2014/15

 
 



 
A 7ª edição do Concurso Inês de Castro é uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura e da Fundação Inês de Castro, com o patrocínio da YDreams e a colaboração do Diário de Coimbra.

Baseado nos «Percursos de Pedro e Inês», desde a sua primeira edição, o concurso visa promover o conhecimento dos contextos e lugares históricos, geográficos, sociais, políticos, económicos, literários e afetivos que se relacionam direta ou indiretamente com o romance de D. Pedro e de D. Inês.

 Na 7ª edição – ano letivo 2014/2015 – os trabalhos a concurso podem ser elaborados com base em diferentes áreas criativas e deverão configurar uma representação no âmbito das ARTES PERFORMATIVAS (Filme, Dança, Música, Ópera, Teatro, Teatro Musical…).

Desafiam-se as Escolas a mostrarem as suas capacidades estéticas, talentos criativos e de originalidade, promovendo o aprofundamento da interdisciplinaridade e da partilha de saberes.

Consulte o Regulamento do concurso e a calendarização.

Dia da livraria e do livreiro












LIVREIRO DA ESPERANÇA

 
Há homens que são capazes

duma flor onde 

as flores não nascem. 

Outros abrem velhas portas 

em velhas casas fechadas há muito 

Outros ainda despedaçam muros 

acendem nas praças uma rosa de fogo. 

Tu vendes livros quer dizer 

entregas a cada homem 

teu coração dentro de cada livro.


                                                Manuel Alegre
 




No próximo domingo, dia 30, celebra-se o Dia da Livraria e do Livreiro. Ora, quem visita regularmente este blogue é porque gosta de livros, e quem gosta de livros gosta geralmente de livrarias (embora atualmente os possa comprar em outros sítios, incluindo bombas de gasolina e supermercados); se gosta de livrarias e as frequenta há muito, é natural que tenha conhecido livreiros interessados que, num dia especial, ou desde sempre, fizeram toda a diferença.
 
Eu, por exemplo, recordo-me de, com os meus dezassete anos, ter conversas muito interessantes com um livreiro sobre alguns autores que andava a descobrir; e de, já a trabalhar na edição, conhecer outros que sabiam imenso de literatura universal e me ensinaram coisas que ignorava.
 
E ainda hoje conheço livreiros fantásticos que sabem o que são e onde estão os livros que procuramos (e são inteiramente diferentes daqueles que têm conhecimentos informáticos e nos tentam ajudar, mas nem sempre conseguem por nem saberem digitar o nome do autor).
 
Pois bem, hoje sugiro uma visita à livraria e a compra de um livro neste dia tão apropriado.
 
Boas leituras!
 
Publicado por Maria do Rosário Pedreira, em http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/dia-da-livraria-e-do-livreiro-272022
 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Dia nacional da cultura científica | Palestra "Literatura e Ciência "

 
 
  
 
 
 PALESTRA
 
Literatura e Ciência: de Galileu à Revolução Industrial
 
               __________ por António Fortuna








 
 
Porque os saberes constituem uma complexa rede de vasos comunicantes, neste dia da cultura científica, os alunos do 11º H (uma turma de Humanidades) ouviram um professor de Físico-Química, António Fortuna (que é também poeta e contista), falar de Literatura e, através da voz de poetas como António Gedeão, Miguel Torga e Álvaro de Campos,  ouviram falar de .Ciência.
 
A sessão iniciou-se com a leitura do "Poema para Galileo", de António Gedeão, que se transcreve aqui.
 
 

Poema para Galileo


Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,

aquele teu retrato que toda a gente conhece,

em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce

sobre um modesto cabeção de pano.

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.

(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
 
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
 
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
 
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
 
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
 
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
 
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
 
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão direta do quadrado dos tempos.
António Gedeão







Quem foi Galileo Galilei? Qual foi a sua contribuição para a Física?
 

 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Dia nacional da cultura científica | Mostra bibliográfica



 


 

 

 


Antigo projetor de diapositivos

 

 

 MOSTRA BIBLIOGRÁFICA

 

Livros de divulgação científica (coleção da BE)

 

 


 

 






 
 

Livros & Leituras | Pequeno livro de desmatemática




CAMINHOS DE LEITURA | LER+Ciência

 

 

 
O livro do poeta Manuel António Pina,
de onde foi selecionado o poema lido no 7º D

 
 
Para celebrar este Dia da Cultura Científica, a Professora Bibliotecária, Prof. Adelaide Jordão, visitou uma turma de 7º ano - o 7º D -, na aula de Matemática, para partilhar com os alunos a leitura da história de um zero com estados de alma, de um zero que queria deixar o mundo das contas, para passar a viver no mundo do alfabeto e ser um "OH!". 

sábado, 22 de novembro de 2014

Blimunda 30

Blimunda #30 homenageia Pessoa e Saramago






novembro 2014 


Quando José Saramago nasceu, a 16 de Novembro de 1922, restavam a Fernando Pessoa apenas 13 anos de vida. Durante esse tempo coexistiram, pode até ter acontecido coincidirem em algum momento em Lisboa, mas dessa possibilidade não há registo. Em 1935, no dia 30 de Novembro, Fernando Pessoa deixou de existir fisicamente e a partir daquele momento teve início a construção da sua imortalidade literária. Para celebrar a existência e genialidade destes dois grandes nomes da Literatura a Blimunda dedica-lhes várias páginas da sua edição de Novembro. As homenagens começam já no editorial, um texto de José Saramago sobre Fernando Pessoa. A revista visitou o espólio do poeta na Biblioteca Nacional de Portugal e conversou com Jerónimo Pizarro e Patrício Ferrari, dois investigadores pessoanos que vieram a Lisboa atraídos pelo homem da múltiplas personalidade e que depois partiram para disseminar a obra do português pelo mundo. Uma galeria de fotos do(s) Dia(s) do Desassossego apresenta ao leitor a iniciativa levada a cabo pela Fundação José Saramago e pela Casa Fernando Pessoa para homenagear os dois escritores. A Blimunda publica ainda um texto de João Monteiro sobre a adaptação cinematográfica de A Jangada de Pedra, um ensaio de António Sampaio da Nóvoa lido na apresentação do romance Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, e o texto da obra teatral “Como assim Levantados do Chão”, de autoria de Miguel Castro Caldas, um diálogo com a última frase do romance Levantado do Chão, de José Saramago.

E há mais: Sara Figueiredo Costa apresenta três novos títulos em Banda Desenhada que servem como termómetro para medir a temperatura dessa produção editorial em Portugal.

Para fechar o número 30 da publicação, Andreia Brites aborda os 15 anos do sucesso de Harry Potter.

Boa e desassossegada leitura!
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dia nacional da cultura científica | Programa

 
 
 


No dia 24 de novembro celebra-se o Dia Nacional da Cultura Científica.

Para comemorar esta efeméride, a Biblioteca promove as seguintes atividades: 


 Dia 24 de novembro | 8h30m | Biblioteca.
 
- Palestra: Literatura e Ciência - de Galileu à revolução Industrial, pelo professor António Fortuna. Aula aberta, com a turma H do 11º ano, de Humanidades, aberta a toda a comunidade escolar.

- Leitura pública de poemas de Manuel António Pina, de Pequeno Livro de Desmatemática

 

De 24 a 28 de novembro:
 - Mostra de livros de divulgação científica, organizada a partir da classe 5 da coleção da biblioteca.

 - Divulgação de 3 boletins bibliográficos elaborados a partir dos títulos da mostra.

 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

7 dias, 7 dicas sobre os media 2015


 
 
      


 
 
 
  

A Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com a Direção-Geral da Educação, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e o Gabinete para os Meios de Comunicação Social lançam a 3ª edição do concurso 7 dias, 7 dicas sobre os media.

 Através desta iniciativa pretende-se fomentar o uso crítico e criativo dos media, uma utilização mais segura da Internet e o respeito pelos direitos de autor, bem como estimular a colaboração entre professores, alunos, jornais, rádios, televisões e bibliotecas escolares no âmbito da Literacia dos Media.

 Todas as escolas, públicas ou privadas, podem apresentar um trabalho por tema e por categoria (1.º e 2.º ciclos do ensino básico; 3.º ciclo do ensino básico e secundário), sugerindo-se que o Professor Bibliotecário coordene essa participação.

 Não é necessária inscrição prévia; basta o envio dos trabalhos para o endereço indicado no regulamento até ao dia 15 de março de 2015.

 
Os autores do trabalho vencedor de cada categoria serão distinguidos individualmente com um tablet ou um cartão oferta de valor equivalente.









 

Ver regulamento do concurso aqui.

 

domingo, 16 de novembro de 2014

Dia Nacional do Mar


 


 


 
          LUSITÂNIA


          Os que avançam de frente para o mar

           E nele enterram como uma aguda faca

           A proa negra dos seus barcos

           Vivem de pouco pão e de luar.
 
 
                     Sophia de Mello Breyner Andresen
 
 
 
 

           HORI ZONTE

          Ó mar anterior a nós, teus medos

          Tinham coral e praias e arvoredos.

          Desvendadas a noite e a cerração,

          As tormentas passadas e o mistério,

          Abria em flor o Longe, e o Sul sidéreo

          'Splendia sobre as naus da iniciação.

 
          Linha severa da longínqua costa -

          Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta

          Em árvores onde o Longe nada tinha;

          Mais perto abre-se a terra em sons e cores:

          E, no desembarcar, há aves, flores,

          Onde era só, de longe, a abstrata linha.

 
          O sonho é ver as formas invisíveis

          Da distância imprecisa, e, com sensíveis

          Movimentos da esp'rança e da vontade,

          Buscar na linha fria do horizonte

          A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte-

          Os beijos merecidos da Verdade.

              
                  Fernando Pessoa
 



 

A 16 de novembro, celebra-se o Dia Nacional do Mar.
 
Nesta data, em 1994, entrou em vigor a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) que estabeleceu um novo quadro jurídico para o direito do mar. Ao ratificar a CNUDM, a 14 de Outubro de 1997, Portugal assumiu responsabilidades numa das áreas marítimas mais extensas da Europa, e a maior da União Europeia, com uma dimensão 18 vezes superior ao território nacional.

Quatro anos mais tarde, em 1998, o dia 16 de novembro foi institucionalizado pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 83/1998, de 10 de Julho, como o Dia Nacional do Mar e, desde então, tem vindo a ser evocado através de uma série de eventos e iniciativas.

 
 
 
 
 

História de Natal




Uma história simples que acaba junto a uma árvore de Natal








Uma criança, um pinguim. Uma história que começa no Verão e acaba junto a uma árvore de Natal. Um anúncio a caminho dos 13 milhões de visualizações no Youtube.

Para os consumidores portugueses, os grandes armazéns John Lewis não são o destino das compras de Natal, mas é possível que nesta quadra muito mais gente ouça falar deles. Por causa do Sam e do amigo pinguim, o Monty. E da sua história simples, da sua amizade cúmplice.

As imagens correm sobre música de John Lennon, da canção Real Love interpretada por Tom Odell. Mas mais não dizemos. O resto só se compreende vendo. Façam favor.


José Manuel Fernandes, O observador, 12/11/2014
 http://observador.pt/2014/11/12/um-anuncio-de-natal-que-ja-se-tornou-viral/



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Prémio Leya'14: Afonso Reis Cabral

 
 
 
 
 
 
 
O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral, é o romance vencedor do Prémio LeYa 2014.
O autor, de 24 anos, é descendente do escritor José Maria Eça de Queiroz, autor de Os Maias. Recentemente, leu para o Jornal Público um excerto do livro que chega em breve às livrarias.

A leitura do extrato pode ser ouvida aqui.
 
 


Reproduzimos um excerto da entrevista a Afonso Reis Cabral, conduzida por Isabel Lucas, do Público 
 

 
“Isto é tudo muito novo”, continua Afonso Reis Cabral sem encontrar um sentimento capaz de definir o que lhe tem acontecido desde o dia 17 de Outubro, quando lhe ligaram a dizer que era o vencedor do Prémio Leya a que tinha concorrido em Maio passado. E logo o rótulo, o mais novo escritor, um escritor tão novo para escrever de forma tão negra, ou, nas palavras do júri, surpreendente pela forma “objetiva” com que trata um tema que poderia cair no excesso de sentimento, a “violência” que estas situações humanas podem desenvolver” num “retrato social que evita tomadas de decisão fáceis, obrigando a um investimento numa leitura que nos confronta com a dificuldade de um mundo impiedoso”. Afonso diz apenas que não se sente assim tão jovem e que não é um jovem escritor. “Escrevo muito e há muitos anos”, afirma. Desde os nove e em reação ao fado de Amália. “É verdade. Foi quando ela morreu que comecei, ao ouvir o que cantava. Eu tinha nove anos e ela de repente estava a cantar em todo o lado, a voz sobrevivia-lhe e era uma voz de tal maneira extraordinária… Foi através da voz que cheguei à poesia porque ela cantava poetas e isso dava ao fado uma profundidade ainda maior. Comecei a escrever poemas e foi um bocado o instinto. Tive a felicidade de nascer numa família com tradição literária e havia muitos livros em casa. Os meus pais são leitores ávidos e estava muito familiarizado com a leitura.” Incentivaram-no. “Quando eu tinha 12 anos o meu pai comprou-me um CD do João Villaret a dizer poesia de Fernando pessoa e eu ouvia aquilo a andar de bicicleta.” São imagens que surgem ligadas a esses primeiros momentos em que escrita e leitura não pareciam separáveis. “Tenho uma irmã 12 anos mais velha. Um dia, eu tinha uns três ou quatro anos, entrei na cozinha e ela estava a olhar para um livro, imersa num mundo que eu não entendia, e achei aquilo mágico. Que mundo era aquele tão atraente que lhe prendia a atenção? Eu queria muito saber o que era. Essa imagem nunca mais me largou. Mais tarde percebi que ela estava a ler o Tio Patinhas, mas isso que me fez rir não bastou para matar o fascínio que aquela cena me deu.”
 
Ver Retrato de um escritor quando mesmo muito jovem, a entrevista completa ao jovem escritor.