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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Ensino da História | Para uma cultura de cooperação






“A história pode contribuir para fomentar uma maior compreensão, tolerância e confiança entre os indivíduos e entre os povos da Europa. Pode também tornar-se uma força de divisão, violência e intolerância. O ensino da história pode, portanto, ser um instrumento para apoiar a paz e a reconciliação em zonas de conflito e de pós-conflito, assim como a tolerância e a compreensão para fazer face a fenómenos como as migrações, a imigração e a evolução demográfica”. - Recomendação 1880 (2009) da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa sobre o ensino da história nas zonas de conflito e pós-conflito. 















https://rm.coe.int/developing-a-culture-of-cooperation-prt/1680717f2d

Ensino de Qualidade na Disciplina de História no Século XXI













Introdução

O ensino da história desempenha um papel fundamental para fazer face aos desafios políticos, culturais e sociais que a Europa enfrenta atualmente; em particular, os desafios colocados pela diversificação das sociedades, pela integração de migrantes e refugiados na Europa, e pelos ataques à democracia e aos valores democráticos. Assim, o objetivo geral destes Princípios e linhas orientadoras é promover o conhecimento especializado e as aptidões necessárias para que o ensino da história desempenhe devidamente esse papel, baseando-se na perspetiva do Conselho da Europa sobre o ensino da história, refletida em vários documentos essenciais do Comité de Ministros e da Assembleia Parlamentar. 


■ A contribuição principal surgiu de quatro seminários regionais realizados durante o período de 2016-2017 no contexto do projeto intergovernamental Educação para a diversidade e democracia: o ensino da história na Europa contemporânea. Estes seminários reuniram representantes do governo e profissionais do ensino de história de todos os Estados-membros. Os seminários incidiram sobre três temas principais: construir sociedades diversificadas, inclusivas e democráticas; abordar questões sensíveis e controversas; e desenvolver um pensamento histórico-crítico na era digital. 


■ Estes Princípios e linhas orientadoras destinam-se maioritariamente aos políticos, representantes e funcionários de cada Estado-membro, responsáveis pelo desenvolvimento do plano curricular da disciplina de história; mas também aos professores e formadores cujo papel é transmitir o plano curricular aos alunos. Idealmente, no entanto, espera-se que todos aqueles que demonstrem interesse na natureza, qualidade e impacto da história ensinada nas escolas – incluindo alunos, pais e o público em geral – considerem úteis estes Princípios e linhas orientadoras. Ainda que sejam específicos do ensino e da aprendizagem da história, devem ser considerados no contexto mais amplo dos objetivos e compromissos educativos defendidos pelo Conselho da Europa, a Comissão Europeia e a UNESCO.


■ Na Declaração de Incheon, o programa do Quadro de Ação para a Educação 2030 propõe uma perspetiva da educação que ultrapassa o seu sentido utilitário, sendo antes uma abordagem que procura integrar ‘as múltiplas dimensões da existência humana’. O programa define o ensino de qualidade como um ensino que ‘fomenta a criatividade e o conhecimento, ao mesmo tempo que garante a aquisição de competências basilares de literacia e numeracia, competências analíticas e de resolução de problemas, e também competências cognitivas, sociais e interpessoais de alto nível. Desenvolve ainda as competências, valores e atitudes que permitem aos cidadãos ter vidas saudáveis e realizadas, tomar decisões informadas e enfrentar desafios locais e globais...’ Além disso, os signatários da Declaração comprometeram-se a desenvolver ‘sistemas educativos mais inclusivos, responsáveis e flexíveis para satisfazerem as necessidades das crianças, jovens e adultos... incluindo deslocados internos e refugiados’. 


■ O Quadro de Ação para a Educação 2030 foi aprovado por 184 Estados-membro da UNESCO e pela comunidade educativa internacional numa reunião de alto nível realizada em Paris, em Novembro de 2015, durante a 38ª Conferência Geral da UNESCO. 


■ O estudo da história contribui de modo particular para a transmissão desta visão e compromisso, pois permite conhecer as complexidades e a diversidade do comportamento humano no passado, fomentar a capacidade para questionar narrativas divergentes e até contraditórias, e exigir a fundamentação de qualquer argumento através de um conhecimento exaustivo de todos os dados. No entanto, nas escolas, a disciplina de história apenas poderá contribuir plenamente se o que for ensinado, o modo como for ensinado e a qualidade dos recursos disponíveis assim o permitirem.




Inclusão das Competências para uma Cultura da Democracia 



■ Qualquer disciplina permite desenvolver os valores, atitudes, competências, conhecimentos e compreensão crítica do RFCDC [1] . A história é uma disciplina particular, no sentido em que oferece respostas para compreender criticamente o presente, ensinando que qualquer elemento do passado deve ser interpretado no seu contexto histórico e promovendo a noção de que a interpretação histórica é uma questão de debate. Os processos mentais adquiridos através do estudo da história constituem critérios transmissíveis a qualquer disciplina. Assim, o conhecimento histórico-crítico e a noção de sistemas políticos, sociais, culturais e económicos convergem numa cultura democrática indispensável para uma cidadania ativa. 


■ A compreensão crítica de fenómenos históricos promove o processo de aquisição de competências para uma cultura da democracia (CCD), sendo evidente a convergência entre a disciplina de história e a educação para a cidadania. O ensino da história pode beneficiar da inclusão e adaptação das abordagens pedagógicas das CCD para criar um ambiente de aprendizagem onde os jovens possam estudar ativamente questões históricas com as quais conheçam e aprendam sobre, através e para uma cultura da democracia. Isto permite desenvolver as capacidades necessárias para os jovens se tornarem participantes ativos de uma cultura democrática, adquirindo uma série de comportamentos que promovam o diálogo e a cooperação, e solucionando conflitos através de meios pacíficos e de uma participação ativa na esfera pública. 


■ Incluir e adaptar as CCD é da responsabilidade dos decisores políticos e dos profissionais que possuem um conhecimento e uma compreensão aprofundada de contextos específicos e do modo como estes variam de forma subtil e fundamental, afetando inevitavelmente os processos educativos. A integração bem sucedida de atividades de ensino e aprendizagem que procuram pensar valores e desenvolver atitudes, competências e conhecimentos, assim como uma compreensão crítica para uma cultura da democracia no ensino, dependerá da capacidade dos professores para planear e desenvolver atividades educativas de acordo com as necessidades dos seus alunos. 


■ A aquisição das CCD é um processo moroso, uma vez que os indivíduos experienciam continuamente contextos novos e diferentes, analisando-os e planeando-os; não é uma progressão linear rumo a uma competência cada vez maior no diálogo intercultural ou nos processos democráticos. Uma vez que a competência se adquire sempre através da interação entre os diferentes aspetos das quatro dimensões – valores, atitudes, competências e conhecimentos, e compreensão crítica – o Quadro exige uma abordagem holística. 



Implicações para a avaliação 



■ Os conceitos-chave incluídos nos Princípios e linhas orientadoras são – democracia, diversidade e inclusão. Tais conceitos implicam a adoção de processos e contextos educativos que reflitam os valores da democracia e dos direitos humanos. Do mesmo modo, se estes se destinam a orientar a forma como as vidas são conduzidas, é necessário que as pessoas estejam dispostas a adotar um determinado conjunto de valores, atitudes e comportamentos – competências, que são essenciais para a construção de uma sociedade democrática. 


■ Consequentemente, um dos principais desafios para os professores de história é saber como determinar o seu sucesso no cumprimento deste requisito, cuja importância e relevância se prendem com o facto de que a avaliação tem consequências significativas no comportamento dos alunos e dos professores, que atribuem maior importância e prestam mais atenção às áreas do plano curricular sujeitas a avaliação. 


■ No que diz respeito à avaliação, o QRCCD/RFCDC visa contribuir para o desenvolvimento de práticas educativas que confiram maior autonomia aos alunos. Por esta razão, a escolha de abordagens e métodos de avaliação adequados exige especial atenção. Nenhum grau de proficiência é considerado insuficiente e todas as competências têm potencial para serem mais desenvolvidas. 


■ Alguns métodos de avaliação, ainda que sejam úteis para avaliar os resultados dos alunos em áreas específicas do conhecimento e compreensão crítica da história, não vão necessariamente ao encontro de um ensino e aprendizagem centrados em práticas democráticas e de respeito pelos direitos humanos. Alguns métodos podem igualmente carecer de transparência, falta de respeito para com os alunos (ou serem entendidos como tal) e ter até um impacto negativo nas perspetivas futuras dos alunos. 


■ As práticas de avaliação devem estar de acordo com as linhas orientadoras e valores de uma educação que visa fortalecer e promover os valores democráticos e o respeito pela dignidade humana e pelos direitos humanos. 


■ É fundamental evitar a utilização incorreta dos descritores para a avaliação. A lista de descritores não foi concebida para servir de lista de verificação onde assinalar os comportamentos dos alunos ou calcular uma classificação geral baseada neles. Estes destinam-se ao conhecimento, desenvolvimento e aperfeiçoamento das competências para uma cultura da democracia ao longo da vida. 


■ Destacam-se as seguintes questões na avaliação: 

► os valores e as atitudes são questões internas, e, por tal, devem ser avaliadas, sobretudo, através dos comportamentos externos manifestados pelos alunos; 

► o comportamento dos alunos varia frequentemente, mesmo em contextos semelhantes, por isso, os valores e as atitudes manifestadas podem parecer erráticas e incoerentes; 

► qualquer progressão no desenvolvimento dos valores e das atitudes desejadas pode revelar-se irregular.



[1] O Quadro de Referência de Competências para a Cultura Democrática (QRCCD/RFCDC) é um documento de referência baseado nos valores do Conselho da Europa: direitos humanos, democracia e o Estado de direito. O seu objetivo é disponibilizar um recurso exaustivo para planear e implementar o ensino, a aprendizagem, e a avaliação das competências para uma cultura democrática (CCD) e o diálogo intercultural por forma a garantir a transparência e a coerência entre todos os envolvidos. Este documento apresenta um quadro sistemático e exaustivo para a implementação da Educação para a Cidadania Democrática, Educação dos Direitos Humanos e Educação Intercultural nos sistemas de ensino formais, incluindo o ensino pré-escolar, o ensino básico e secundário, e o ensino superior. Descarregue aqui o QRCCD/RFCDC: QRCCD/RFCDC: https://www.coe.int/en/web/education/home




segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Retratos de Mulheres do Renascimento |




Os penteados
Aprender com a Biblioteca Escolar (AcBE)










📎Pilotagem, na nossa escola, do referencial Aprender com a Biblioteca Escolar - Ensino Secundário (AcBE).

Trabalho da Liliana, da Mariana e da Marta (10G) inserido no projeto "Retratos de Mulheres do Renacimento", desenvolvido pelos alunos do 10º F e 10º G, do Curso de Línguas e Humanidades, no ano letivo de 2018-2019.


domingo, 28 de julho de 2019

O assassinato de D. João VI


RTP Ensina


As suspeitas surgiram logo a após a morte de D. João VI (1767-1826), mas só recentemente foram confirmadas. Testes em laboratório comprovam que o monarca foi assassinado com veneno.





História do mundo em doze mapas



+ Leitur@s




HISTÓRIA DO MUNDO EM DOZE MAPAS 
de Jerry Brotton, trad. de Jaime Araújo, 
Edições 70, 2019, 579 págs.



“Um mapa do mundo correto é coisa que não existe e nunca existirá. O paradoxo, contudo, é que nunca poderemos reconhecer o mundo (...) sem um mapa”. Assim conclui, não por acaso, História do Mundo em Doze Mapas.

Durante grande parte da História, as limitações de visão eram enormes, e os primeiros mapas estão cheios de erros que hoje quase nos enternecem. Um dos mapas a que a presente obra dedica um dos seus 12 capítulos foi elaborado em 1154 pelo cartógrafo muçulmano al-Sharif al-Idrisi. Parte de um livro onde havia outros 70 que mostravam regiões concretas, esse mapa celebra as tradições sincréticas de então na Sicília, para cujo monarca foi elaborado. Apenas um exemplo de como não há mapas sem ideologia ou pelo menos sem uma segunda intenção, boa ou má. A um nível ainda mais óbvio, o mapa de Hereford, criado por volta de 1300 em Inglaterra, põe Jerusalém no centro do mundo e o Leste no topo, com Cristo por cima; o percurso que se pretende desenhar é tão geográfico como espiritual. 

A partir do final da Idade Média e no Renascimento, as viagens de exploração permitiram graus crescentes de acuidade, mas mesmo aí as distorções não acabaram. Um exemplo óbvio é o mapa que em 1529 o cartógrafo português Diogo Ribeiro, então ao serviço da coroa espanhola, elaborou para fazer com que as Molucas acabassem nas mãos de Espanha, não de Portugal. Na verdade, elas ficavam além dos territórios atribuídos a Espanha pelo Tratado de Tordesilhas, mas Ribeiro tinha consciência do que lhe competia fazer. 

Jerry Brotton, professor de estudos do Renascimento na Queen Mary University, em Londres, dá o devido destaque a Mercator (como deu a Ptolomeu, logo ao início) e recupera algumas histórias fundamentais, como a da família Cassini, primeira a tentar representar integralmente um país num mapa, ou a da Projeção de Peters, que pretendeu corrigir as distorções tendenciosas do tamanho relativo dos vários continentes — distorções que, curio­samente, permanecem hoje em muitos mapas. 

O último dos 12 capítulos é dedicado ao Google Earth, que, naturalmente, também não é perfeito. Cada capítulo, além de falar de um mapa concreto, refere as circunstâncias pessoais, históricas e científicas que o rodearam. Sem esquecer os aspetos de produção, sempre vitais.


Luís M. Faria
E-Revista Expresso, 20 de julho de 2019

sexta-feira, 12 de julho de 2019

A coroação de Napoleão




RTP Ensina



 http://ensina.rtp.pt/artigo/a-coroacao-de-napoleao-bonaparte/?utm_term=Veja+no+Ensina+o+Auto+da+Barca+do+Inferno+e+Gil+Vicente%2C+a+coroacao+de+Napoleao%2C+a+economia+portuguesa+apos+a+reconquista+e+uma+visita+ao+Palacio+da+A&utm_campaign=RTP+Newsletters&utm_source=e-goi&utm_medium=email




Napoleão Bonaparte não tinha sangue real e queria, de alguma forma, conciliar o prestígio de uma coroação real com o espírito republicano saído da Revolução Francesa. “Império” e “Imperador” era, portanto, o modo mais seguro de legitimar o seu poder de forma grandiosa, majestática e solene sem retomar os hábitos da antiga monarquia de França, que considerava extinta.

Era assim um anúncio de um novo tempo, de uma nova era, em consonância com o novo calendário que a república francesa tinha adotado. Deste modo, depois de ter alcançado o poder absoluto, Napoleão extinguiu a República e proclamou o Primeiro Império, a 18 de maio de 1804, e fez-se coroar imperador (e Josefina, imperatriz), no dia 2 de dezembro.




quarta-feira, 3 de julho de 2019

TOP 5 | Ditadores do mundo




Porque é preciso colocar sempre a vida (e  a morte) em perspetiva, e não esquecer, nunca, as lições do passado na construção do futuro, lembramos 5 grandes ditadores:


Estaline

Pinochet

Mao Tse-Tung

Mussolini

Hitler









sábado, 2 de março de 2019

A pegada das mulheres na História




Ao longo da história, as mulheres fizeram contribuições extraordinárias para as suas sociedades. Algumas são bem conhecidas, outras menos, mas todas foram precursoras. 

Explore uma pequena seleção interativa dessas mulheres, preparada pela ONU Mulheres, e saiba o que a realidade ainda é hoje para muitas mulheres e meninas em todo o mundo.




http://interactive.unwomen.org/multimedia/timeline/womensfootprintinhistory/en/index.html
Fala duplo clic para aceder à linha do tempo interativa



domingo, 8 de abril de 2018

Centenário da Batalha de La Lys


9 de abril de 1918

RTP Ensina




"A madrugada de 9 de Abril de 1918 despertou violenta na Flandres, onde as tropas portuguesas foram esmagadas por uma força alemã muito superior. A batalha de La Lys ficou marcada pela perda de milhares de homens entre mortos, feridos e prisioneiros.

Os alemães chamaram-lhe operação Georgete e o objetivo era romper as linhas aliadas, separar as forças britânicas das francesas e forçar uma mudança estratégica na frente ocidental.

Na madrugada de 9 de Abril de 1918, oito divisões alemãs, com cerca de 100 mil homens e mais de mil peças de artilharia, avançaram sobre os 11 quilómetros onde estavam as forças portuguesas, constituídas por duas divisões e cerca de 20 mil homens.

As forças portuguesas foram trucidadas, mas resistiram tempo suficiente para permitir aos aliados reforçar a e suster a ofensiva.

Os portugueses perderam praticamente metade das suas forças, e ficaram reduzidas a pouco mais de uma divisão tendo registado cerca de 1300 mortos, 4600 feridos, 2000 desaparecidos e mais de sete mil prisioneiros." RTP Ensina




 http://ensina.rtp.pt/artigo/batalha-de-la-lys-documentario/
RTP Ensina - Documenário sobre a Batalha de La Lys



RTP Notícias











Para ler AQUI

sexta-feira, 6 de abril de 2018

O postal ilustrado e a propaganda na Grande Guerra


RTP Ensina





Quando a Alemanha declarou guerra a Portugal, o país unificou-se e mobilizou-se (foram recrutados todos os portugueses entre os 20 e os 45 anos, sem exceção) e a imprensa criou discursos ora inflamados, ora caricaturais sobre a realidade da época. 

No contexto da Grande Guerra, o postal ilustrado, para além da sua função tradicional - ser instrumento de comunicação -, surge como um veículo de patriotismo e de divulgação das posições aliadas. 


Colorido com fio de seda ou apenas ilustrado, este pequeno formato transforma-se num moda que espalha ideias e imagens, multiplica o discurso, e cresce ao longo da Grande Guerra chegando a circular mais de 70 milhões de exemplares por ano.
Exaltam-se os países aliados, as velhas alianças. Erguem-se e desfraldam-se bandeiras, mesmo que por vezes estas conduzam ao engano como aconteceu muitas vezes com as imagens produzidas fora de Portugal. Em muitos, o país surgia representado não com a bandeira republicana, mas com o velho estandarte azul e branco da monarquia.

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Homenagem ao combatente português | Concurso




O concurso “Símbolo de homenagem aos combatentes portugueses”, iniciativa da Direção-Geral da Educação e da Comissão Coordenadora das Evocações do Centenário da I Guerra Mundial, convida os alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário a apresentarem uma proposta de imagem que homenageie o combatente português, refletindo um olhar simbólico da cultura e da história, do património material e da paisagem portugueses que, pela sua cor e forma, seja de fácil apropriação pela sociedade.

As inscrições estão abertas até 6 de janeiro, em http://area.dge.mec.pt/evoca-grande-guerra.

Esta iniciativa enquadra-se no projeto “A escola evoca a I Guerra Mundial” que se iniciou em 2014 e termina em 2018.

Regulamento e outras informações AQUI

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Implantação da República Portuguesa


5 de outubro de 1910



 http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=09022.002.007#
Bilhete Postal. Autor: Ed. José Joaquim dos Santos. Lisboa
Fundo: Colecção Fundação Mário Soares/António Pedro Vicente
http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=09022.002.007#


Bilhete postal com ilustração historiada alusiva à revolução que deflagrou na noite de 3 de outubro, em Lisboa, conduzindo à proclamação da República Portuguesa.

Constam os episódios: 
1) o bombardeamento do Palácio das Necessidades; 
2) a fuga da família real, na Ericeira; 
3) a prisão dos Jesuítas para o forte de Caxias; 
4) a proclamação na Praça do Município; 
5) desembarque da Marinha no Terreiro do Paço; 
6) a posição dos revolucionnários na Rotunda; 
7) os elementos do Governo Provisório apresentam-se ao líder militar vitorioso, Machado Santos; sob estes, um dragão (símbolo da Casa de Bragança e do exército monárquico) jaz por terra, junto com a Coroa de Portugal;
8) os entrincheiramentos na Rotunda.





 http://ensina.rtp.pt/artigo/5-de-outubro-1910/
Aceda ao vídeo da RTP Ensina sobre a implantação da República Portuguesa



"Diversas forças militares sublevam-se na noite de 3 para 4 de outubro 1910 contra a monarquia. Após acesos combates esta é derrubada e dois dias depois proclama-se a República.

A proclamação da República é feita das varandas da Câmara Municipal de Lisboa na manhã do dia 5 de Outubro de 1910. Trata-se do resultado de um longo processo, iniciado ainda no século XIX, que foi criando na população, especialmente em algumas elites, a vontade de mudar o regime.

Os confrontos que envolvem civis e militares, de um lado e do outro, a partir do dia 3 de Outubro, dão a vitória ao partido republicano.

Logo no dia 5 o rei e a família abandonam Portugal embarcando na Ericeira a caminho do exílio. Anastácio Franco Casado foi uma das testemunhas dessa partida e é entrevistado neste programa."

RTP-Ensina



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os Descobrimentos Portugueses


Cronologia


 http://ensina.rtp.pt/artigo/timeline-descobrimentos/
Clicar na imagem para aceder à cronologia


A tomada de Ceuta, em 1415, marca o início de uma época de expansão.

Nesta cronologia percorrem-se as principais datas desse período, desde a conquista dessa cidade do norte de África até à chegada ao Japão em 1543.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Comboio do Luxemburgo



Das historiadoras Irene Flunser Pimentel e Margarida de Magalhães Ramalho











"Um livro que revela que nem todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial se conseguiram salvar através de Portugal. A 7 de novembro de 1940, partiu do Luxemburgo, país onde o nazismo tentou fabricar o primeiro país “livre de judeus”, um comboio com 293 passageiros que tinha Portugal como destino. Mas ao contrário de outros comboios com judeus em fuga, não foi dada autorização na fronteira de Vilar Formoso para que entrasse no país. Os refugiados ficaram mais de uma semana fechados nas carruagens, numa atmosfera desumana, sujeitos a um frio intenso e alimentando-se do pouco que a população pobre da zona tinha para lhes oferecer: pão, café e, por vezes, sopa. Ao fim de cerca de dez dias, o impasse foi quebrado. 

Já com as negociações em curso para instalar os judeus no Luso, o governo de Salazar negou-lhes a entrada em Portugal, empurrando-os assim para uma morte mais do que provável. De regresso a França, estiveram ainda vários dias confinados ao comboio até os alemães decidirem interná-los em Mousserroles, perto de Baiona, num antigo campo de internamento. Libertados meses depois, alguns conseguiram partir para outras paragens e outros acabaram por ficar na França do regime de Vichy – destes, poucos sobreviveram aos campos de extermínio. 

Mas porque foram os refugiados impedidos de entrar em Portugal? Após a análise de documentos inéditos e de entrevistas a sobreviventes e seus familiares, as historiadoras Irene Flunser Pimentel e Margarida de Magalhães Ramalho explicam-nos as razões deste acontecimento histórico muito pouco conhecido que deixa cair por terra a ideia de que Portugal, na figura do seu chefe de Governo, António de Oliveira Salazar, acolhia todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial. 

Num momento em que vivemos tempos conturbados e assistimos diariamente ao drama dos refugiados que procuram escapar à guerra e à morte, "O Comboio do Luxemburgo" é uma obra essencial para compreender o passado e o presente da Europa, fazendo-nos também refletir sobre o que pode acontecer caso os refugiados actuais não sejam acolhidos."
Fnac


sábado, 2 de julho de 2016

Iconografia do livro impresso




Ficheiro original (capa33.jpg (image/jpeg – 22k)



Cultura - Revista de História e Teoria das Ideias
sob a direção de Artur Anselmo e João Luís Lisboa


Publicação interdisciplinar fazendo convergir as perspectivas da história, da filosofia, do pensamento político e dos estudos literários. Trata ideias e práticas políticas, religiosas, científicas, económicas, sociais, estéticas e filosóficas, nas suas formas de expressão e difusão, com destaque para a ligação entre o espaço português e o espaço ibérico, brasileiro e ibero-americano.


Vol. 33 | 2014 : Iconografia do livro impresso



quinta-feira, 10 de março de 2016

ELOS de Leitura: Ceuta 600 anos depois








Completam-se este ano seis séculos sobre a conquista portuguesa de Ceuta. Excelente pretexto para convidar Luís Miguel Duarte, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, especialista de História Medieval e autor do livro Ceuta 1415 - Seiscentos anos depois.

O Professor Luís Miguel Duarte estará na Biblioteca da nossa Escola, na próxima terça-feira, à noite, às 21h 30m, para uma tertúlia aberta à Comunidade Local, e no dia seguinte, quarta-feira, às 10h 05m, no Auditório 1, para uma palestra com os alunos.

A iniciativa, inserida na Semana da Leitura, é promovida pelo Grupo disciplinar de História. 


Livro disponível na biblioteca


domingo, 6 de março de 2016

A pegada da mulher na História


8 de março | Dia Mundial da Mulher


Ao longo da história, as mulheres deram contributos extraordinários às suas sociedades.

Algumas são bem conhecidas, outras menos, mas todas foram pioneiras.

Explora aqui uma pequena secção destas mulheres e conhece o que é a realidade de hoje para muitas mulheres e raparigas de todo o mundo.





Timeline: Women's Footprint in History



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Um dia em Auschwitz



Documentário sobre o Holocausto do povo judeu pelos nazis


"Denying historical facts, especially on such an important subject as the Holocaust, is just not acceptable. Nor is it acceptable to call for the elimination of any State or people. I would like to see this fundamental principle respected both in rhetoric and in practice by all the members of the international community".
Ban Ki-moon, Secretário Geral das Nações Unidas