sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Aprende a descodificar o teu mundo



Sugestões RBE para a celebração do Mês Internacional da Biblioteca Escolar 2016



 https://drive.google.com/open?id=0ByNKhxMfrxTuT1U5UXEyV01adkk
Biblioteca Ativa 4





  1. Códigos QR
  2. Calendário MIBE 2016
  3. Mensagens secretas
  4. Intercâmbio de marcadores
  5. Cartazes digitais 
  6. Bookcrossing
  7. Comunicar para conhecer o mundo




MIBE'16


O nosso cartaz!



Autor do cartaz: Carlos Santelmo


MIBE'16 | Concurso de ideias


 "Aprende a descodificar o teu mundo"





O concurso de ideias “Aprende a descodificar o teu mundo” é a iniciativa que a RBE lança este ano para assinalar o MIBE. 

A biblioteca escolar faz parte do nosso mundo e se olharmos para ela com atenção, se percebermos o seu funcionamento, se a descodificarmos, seremos capazes de ter ideias que ajudem a torná-la (ainda) melhor.

O desafio consiste em apresentar uma ideia inovadora, que se consubstancie na criação de um produto ou ideia de melhoria de um serviço, relacionado com uma das áreas de trabalho da biblioteca escolar.

Até 31 de outubro, os alunos são desafiados a pôr a sua criatividade em ação e a apresentar uma ideia. Cada agrupamento/ escola não agrupada pode candidatar-se a este concurso, com a proposta que considerar melhor, de acordo com o regulamento anexo. A ideia vencedora, bem como os seus autores, serão premiados.


Consultar Regulamento.


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Dia Mundial da Música



1 de outubro





Elementos de musica e methodo de t[ocar] forte piano / João Domingos Bomtempo





Aceder ao livro na Biblioteca Nacional Digital: http://purl.pt/791/4/#/0

Versão em pdf. AQUI.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares | MIBE'16





Aprende a descodificar o teu mundo


O tema definido pela International Association of School Librarianship (IASL) para o Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE) é Aprende a descodificar o teu mundo.

Para 2016, o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares estabelece 24 de outubro como Dia da Biblioteca Escolar em Portugal.


A Construção do Império Português (1415-1515)


Exposição bibliográfica






No Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, a Biblioteca Camilo Castelo Branco irá promover a realização de duas exposições.

A primeira - "A Construção do Império |1415-1515" - será inaugurada já no próximo dia 3 de outubro e estará patente na Biblioteca (espaço de exposições e espaço polivalente) até ao dia 14 de outubro. A exposição é constituída por uma mostra bibliográfica do fundo geral da biblioteca e por alguns exemplares do fundo museológico. 

Toda a comunidade escolar está convidada a passar pela biblioteca, em particular os professores e alunos cujos curricula preveem a abordagem deste período histórico.

O convite é aberto a toda a Comunidade.


Blimunda 52




setembro 2016




"No campo de refugiados de Jenin, na Palestina, faz-se teatro. Uma realidade que a Blimunda descobriu ao conversar com os diretores do Freedom Theatre, companhia que esteve em digressão por Portugal neste mês de setembro e que aposta que o teatro pode ser uma alternativa para os jovens de uma zona tão castigada pela violência. A reportagem é assinada por Ricardo Viel.

Manifestação política e cultural, a Festa do Avante! viveu este ano a sua 40ª edição. A Blimunda esteve lá e traz nas suas páginas uma crónica assinada por Sara Figueiredo Costa sobre a festa organizada pelo Partido Comunista Português.

A escritora e professora argentina María Teresa Andruetto marcou presença na XIV edição das Palavras Andarilhas. O programa incluía uma entrevista ao vivo à escritora vencedora do Prémio Andersen em 2012, um dos mais importantes para autores para a infância e juventude. Essa conversa, conduzida por Andreia Brites e Sérgio Machado Letria, ocupa agora o seu espaço nesta edição da Blimunda.

Na secção Saramaguiana recuperamos uma das primeiras críticas ao romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, livro de José Saramago que este mês de setembro regressa às livrarias portuguesas na nova edição da Porto Editora. Escrito por Leonor Xavier e publicado em novembro de 1984, poucas semanas depois da chegada do romance às livrarias, o texto destaca o caráter inovador do romance ao propor um “jogo entre o real imaginário e o imaginário real”, tendo o leitor como parceiro.

A escritora Andréa Zamorano regressa ao seu espaço mensal com uma crónica que aborda a as vantagens e as dificuldades de viver meio cá, em Portugal, meio lá, no Brasil.

Como habitualmente, com muito para ler, as secções habituais da revista.

Boas leituras!"




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cantiga "Partindo-se" | Diálogos



Senhora, partem tan tristes

Senhora, partem tan tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tam tristes, tam saudosos,
tam doentes da partida,
tam cansados, tam chorosos,
da morte mais desejosos

cem mil vezes que da vida.
Partem tam tristes os tristes,
tam fora d’esperar bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

João Roiz Castelo-Branco, Cancioneiro de Resende, III, 134.

Florilégio do Cancioneiro de Resende, Textos Literários, 2ª edição, 1944. Seleção, prefácio e notas de Rodrigues Lapa.Cantiga. A cantiga "Partindo-se" tem o nº 16, págs. 15-16.



Imagem: Pintura de Edmund Blair Leighton (1852 – 1922)



Amália canta João Roiz Castelo-Branco:






sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Chanson d' automne, de Paul Verlaine







CHANSON D'AUTOMNE
Paul Verlaine

Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure.

Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.

Interpretação: Charles Trenet




O Outono chegou!








A palavra aos poetas


Mas quem diria ser Outono 

Mas quem diria ser Outono 
se tu e eu estávamos lá? 
(Tínhamos sono…Tanto sono! 
É bom dormir ao deus-dará…) 

E sobre o banco do jardim, 
ante a cidade, o cais e o Tejo, 
seria bom dormir assim, 
ao deus-dará, como eu desejo… 

Mas o teu seio é que não quis: 
tremeu de mais sob o meu rosto… 
Agora, nu, será feliz,
sob o afago do sol-posto...



Seria Outono aquele dia, 
nesse jardim, doce e tranquilo…? 
Seria Outono...
                       Mas havia 
todo o teu corpo a desmenti-lo.

David Mourão Ferreira, Obra Poética



Canção de Outono

No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.


Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.


Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.

Fernando Pessoa, Semanário Ilustração Portuguesa, 1992, nº 833



Quando, Lídia, vier o nosso Outono

Quando, Lídia, vier o nosso outono 
Com o inverno que há nele, reservemos 
Um pensamento, não para a futura 
Primavera, que é de outrem, 
Nem para o estio, de quem somos mortos, 
Senão para o que fica do que passa 
O amarelo atual que as folhas vivem 
E as torna diferentes. 

Ricardo Reis, Odes (heterónimo de Fernando Pessoa) 




Dia Europeu das Línguas'16

26 de setembro




Em 2001 celebrou-se pela primeira vez o Ano Europeu das Línguas (AEL), por iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia, visando celebrar a diversidade linguística como uma riqueza do património comum da Europa a preservar. Foi ainda objetivo de AEL-2001 promover o multilinguismo e motivar os cidadãos europeus para a aprendizagem de línguas.

Foi, então, instituído o Dia Europeu das Línguas (DEL), que se celebra todos os anos no dia 26 de setembro. As competências linguísticas são essenciais para garantir a equidade e a integração. Na atual conjuntura de crescente mobilidade, globalização da economia e tendências económicas em constante mudança, é mais óbvia do que nunca a necessidade de aprender línguas e desenvolver uma competência plurilingue e intercultural.


Folheto informativo.


Sugestão de atividade: concurso T-Shirt para o DEL 2017 



Envia o teu desenho/imagem/gráfico até 31 de dezembro, e vê o teu layout na T-shirt oficial do Dia Europeu das Línguas 2017!






  1. Design your t-shirt preferably with Illustrator or Photoshop. But you can also send us a drawing. If necessary we will work on it later to make it printable.
  2. If you use a photo editor send us a version in high resolution.
  3. The design cannot go over the seams of the t-shirt, it must be placed on the front or back but keep in mind that the maximum printing surface is 30 cm x 30 cm
  4. The design cannot contain third party copyright logos or material.
  5. Please keep in mind that the design will be made available in 36 language versions.
  6. You can use up to 8 colours on a light t-shirt and 7 on a dark one, but best printing results are achieved with 3 colours only.
  7. The t-shirt can be white or coloured.
  8. If you have versions using different colours, send all of them in one email, we will select the ones that we like the most.
  9. Send your design to christian.friedrich@ecml.at
  10. By sending us the design you agree that we can use it free of charge on our websites, on the t-shirts and on promotional media (such as Facebook or flyers). Of course we will always add your name to it.
  11. Submission deadline: 31 December 2016.

O vencedor receberá também 30 t-shirts para oferecer aos seus colegas.



 
Mais informações e atividades no sítio Web do DEL




terça-feira, 20 de setembro de 2016

Dia Internacional da Paz'16


21 setembro


Tema:“The Sustainable Development Goals: Building Blocks for Peace.”





Estes são tempos turbulentos, para a humanidade, para o planeta.

"Estes são tempos turbulentos, para a humanidade, para o planeta. A pobreza continua a ser duradoura e as desigualdades estão a aprofundar-se. Os conflitos continuam a afastar sociedades, expondo milhões de mulheres e homens a um imenso sofrimento. O extremismo violento está em ascensão - atos bárbaros de terror atingem as comunidades em todas as regiões. O mundo está a enfrentar a crise mais importante de refugiados e de deslocados crise do nosso tempo, com 65,3 milhões de pessoas deslocadas à força em 2015. A herança cultural e a diversidade da Humanidade e diversidade estão sob ataque. Locais do Património Mundial são destruídos para erradicar a mensagem de tolerância e de diálogo que eles encarnam. Ao mesmo tempo, o planeta enfrenta crescentes pressões decorrentes das alterações climáticas. 
Tudo isso enfraquece as bases para a paz - mais do que qualquer outra coisa, tudo isso sublinha a importância vital da ação global, guiada pelos valores e princípios das Nações Unidas."

Ler AQUI a mensagem completa da Diretora-Geral da UNESCO. 




"Vamos trabalhar juntos para ajudar todos os seres humanos a conquistar a dignidade e igualdade; a construir um planeta mais verde e ter a certeza que ninguém fica para trás." UN Secretary-General, Ban Ki-moon


© Shutterstock / Romanova Ekaterina




Jornadas Europeias do Património'16


Dias 23-24-25 de setembro de 2016






Apps for Good, uma nova forma de ensinar tecnologia






Apps for Good é um movimento tecnológico educativo que chega aos jovens através de parcerias com organizações de educação formal ou não formal – escolas, colégios, centros da juventude, clubes de informática, entre outros. Professores e alunos – entre os 10 e os 18 anos – trabalham em equipa para darem resposta a questões relevantes do seu dia-a-dia através da criação de apps para smartphones ou tablets. Através do Apps For Good têm acesso a conteúdos digitais e podem contactar com especialistas de todo o mundo. Depois, os professores fazem aquilo que melhor sabem fazer: inspirar e guiar os jovens.

O programa educativo Apps for Good está em fase de pilotagem no nosso país. Grupos de alunos, apoiados por professores, assumem o papel de “Problem Solvers” e “Digital Makers”, ao longo de todo o processo de criação de uma App que contribua para a resolução de um problema da comunidade escolar.



Webinar com João Baracho: 




sábado, 17 de setembro de 2016

O verbo aventurar-se






"A aventura designa uma experiência de transformação. O que vive a aventura fica exposto, mesmo que não tenha ainda consciência disso, a alguma coisa de misterioso, com consequências imprevisíveis sobre a sua própria existência. A aventura devolve-nos à imensidão do aberto, às suas possibilidades plásticas; coloca-nos à escuta do inaudito: desprotege-nos das armaduras, de todo o tipo, que habitualmente nos revestem; avizinha-nos temerariamente do verbo nascer, esse que, cada vez mais, implica também a ousadia do esvaziamento e a travessia simbólica da morte. Mas a verdade é que o ser humano não pode não aventurar-se. "

José Tolentino Mendonça, "Que coisa são as nuvens - O verbo rir". E-Expresso Revista, 27 de agosto de 2016, p. 88.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Educação para a Cidadania Global - Preparar os alunos para os desafios do século XXI



 http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002277/227729E.pdf
Clicar na imagem para aceder ao documento



"A Educação para a Cidadania Global é um paradigma de enquadramento que permite explicar o modo como a educação pode desenvolver os conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que os alunos precisam para garantir um mundo mais justo, pacífico, tolerante, inclusivo, seguro e sustentável. 
Este paradigma representa uma mudança concetual, na medida em que reconhece a importância da educação na compreensão e resolução de questões globais nas suas dimensões sociais, políticas, culturais, económicas e ambientais, e reconhece o papel da educação em ir além do desenvolvimento de conhecimentos e habilidades cognitivas para construir valores, habilidades sociais e atitudes entre os alunos que podem facilitar a cooperação internacional e promover a transformação social."


Global Citizenship Education – Preparing learners for the challenges of the twenty-first century, UNESCO, 2014, p. 9



Dia Internacional do Ozono


16 de setembro


O progresso da comunidade mundial na luta contra o buraco na camada de ozono através do Protocolo de Montreal é uma das maiores histórias na história das negociações ambientais. 

Erik Solheim, Chefe de Meio Ambiente da ONU, fala sobre o sucesso coletivo na sua mensagem para o Ozone Day 2016.




UN Environment Chief Erik Solheim's Ozone Day 2016 Message



Cidadãos globais



orientados para...




Cultivo do arroz em Madagascar (c) UN Photo/Lucien Rajaonina

Como cidadãos globais, somos responsáveis pelo bem-estar do nosso planeta. Cuidar da Terra e das pessoas que nele vivem é uma das principais preocupações da Educação para a Cidadania Global e o Desenvolvimento Sustentável.

Para alcançarmos um futuro sustentável, precisamos de estar cientes desta responsabilidade coletiva e agir sobre os desafios locais e globais que estamos a enfrentar. Algumas destas preocupações globais que requerem ações coletivas são as alterações climáticas, saúde e redução da pobreza.


O comportamento responsável também pode ser mostrado através de nossas escolhas de consumo.






A cidadania global não implica um estatuto jurídico. Refere-se mais a um sentimento de pertença à comunidade global e à humanidade comum, com os seus presumíveis membros experimentando a solidariedade, a responsabilidade coletiva e a identidade entre si, a nível global.

A solidariedade é, assim, um dos valores principais que fazem parte da Educação para a Cidadania Global e o Desenvolvimento Sustentável.

A partilha de experiências e boas práticas - quer seja sobre como evitar riscos, proteger o património cultural ou a diversidade biológica do nosso planeta - é uma parte muito importante de tal solidariedade.



(c) UNESCO/Patrick Lagès


Promover, valorizar, respeitar e preservar a diversidade é uma das principais preocupações para a Educação da Cidadania Cidadania Global. Isso inclui a diversidade cultural, étnica, religiosa e linguística bem como a diversidade biológica das espécies vegetais e animais que vivem em nosso planeta. Na Declaração de Joanesburgo de 2002 sobre o Desenvolvimento Sustentável afirma-se que "a riqueza da nossa diversidade. . . é a nossa força coletiva ".

A diversidade cultural designa a coexistência de muitos e diferentes grupos sociais humanos, sistemas de crenças e formas de adaptação às situações em diferentes partes do mundo. A língua é um bom indicador da diversidade cultural, com mais de 6.000 línguas atualmente faladas em todo o nosso planeta.

Conhecimentos e línguas locais são recursos-chave na compreensão do meio ambiente e no modo de o usar de forma sustentável para o melhor proveito. Eles fomentam e promovem as especificidades da cultura local, os costumes e os valores. A preservação das culturas está ligada ao desenvolvimento económico. No entanto, o turismo e as indústrias culturais podem correr o risco de modificar a cultura para os forasteiros. As culturas devem ser respeitados como contextos dinâmicos de vida dentro dos quais os seres humanos encontram os seus valores e identidade.





(c) UNESCO Beijing Office


Educar para a cidadania global não significa apenas aprender a conhecer e a fazer - significa também aprender a ser e a viver com o outro, a ser capaz de compreender e agir sobre os desafios globais que estamos a enfrentar. Contudo, educar para a cidadania global requer uma pedagogia transformadora que incentive os alunos a analisar criticamente questões da vida real e a identificar possíveis soluções de forma criativa e inovadora. Criatividade, imaginação e talento são habilidades fundamentais de um cidadão global.



(c) UNESCO/ASPnet


Ser um cidadão global significa também promover a tolerância mútua e o respeito por todas as pessoas, independentemente do sexo, orientação sexual, identidade nacional, étnica ou religiosa, a fim de alcançar um futuro mais pacífico e sustentável. Valorizando a dignidade e os direitos humanos de todos e cada um é, portanto, vital para a Educação da Cidadania Global. Isto também inclui o respeito e a promoção da Igualdade de Género.

A UNESCO considera que é especialmente importante chegar às crianças e jovens durante os seus anos de formação, nomeadamente através de materiais educativos e dos currículos, para fortalecer as bases da tolerância, reduzir a discriminação e a violência, e aprender a viver juntos.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Educação para a cidadania global: tópicos e objetivos de aprendizagem




 http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002329/232993e.pdf
Clicar na imagem para aceder ao documento.


"Esta publicação, intitulada Educação para a Cidadania Global: Tópicos e objetivos de aprendizagem, é a primeira orientação pedagógica da UNESCO sobre educação para a cidadania global que resulta de um extenso processo de pesquisa e consulta de especialistas de diferentes partes do mundo. O guia baseia-se na publicação da UNESCO Educação para a Cidadania Global: Preparar os alunos para os desafios do século 21 e nos resultados de três eventos chave da UNESCO sobre a educação para a cidadania global: a consulta técnica sobre a Educação para a Cidadania Global (setembro de 2013), bem como o Primeiro e Segundo fóruns da UNESCO sobre Educação para a Cidadania Global organizados em dezembro de 2013 e janeiro de 2015, respetivamente.
Antes de ter sido finalizado, o guia foi testado no terreno por partes interessadas na educação em países selecionados em todas as regiões para garantir a sua relevância em diferentes contextos geográficos e sócio-culturais."

Global Citizenship Education: Topics and learning objectives, UNESCO, 2015, p. 7.


Educação para a cidadania global







"Nutrir respeito por todos, construir um sentido de pertença a uma humanidade comum e ajudar os alunos a tornar-se cidadãos globais ativos e responsáveis."










Fazer leitores na era digital: o contributo da biblioteca escolar


Biblioteca RBE


 http://www.rbe.mec.pt/np4/file/1490/bibliotecarbe8.pdf




"A promoção da leitura, em especial da leitura recreativa, continua a ser uma prioridade entre os agentes governamentais e culturais dos países mais desenvolvidos do mundo e de organizações internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). De facto, estudos diversos demonstram que a prática da leitura pela leitura contribui, incontestavelmente, para o aumento da literacia dos cidadãos de um país e, por conseguinte, para a formação de seres humanos mais capazes de responder aos desafios pessoais e profissionais com que se deparam na sociedade deste século, marcada por uma mudança constante. 

Fazer leitores, capazes de compreenderem o que leem, de interagirem e de se posicionarem de forma crítica perante o mundo em que vivem, implica, porém, estar consciente de que a promoção da leitura (no âmbito deste artigo, a leitura recreativa) deve enquadrar-se num certo contexto temporal e cultural que determina o tipo de leitor que é necessário cativar. Perante um novo paradigma, em que passámos de uma cultura alfabética, textual e impressa para uma cultura em que o texto passou a ser encarado como uma unidade de comunicação com diferentes formas de expressão, parece-nos, pois, imprudente restringir a promoção da leitura recreativa ao suporte impresso ou apenas ao formato literatura, assim como não podemos ignorar o poder que as tecnologias exercem sobre o atual leitor, um nativo digital. 

Efetivamente, vivemos hoje um momento híbrido em que a leitura tradicional de um texto literário ou de outro material impresso convive com a leitura em suportes e formatos diferentes e, portanto, “Este cambio de paradigma debe provocar cambios en la forma de programar las actividades de fomento de la lectura” (Lozano, 2009:91). A biblioteca escolar, como eixo de inovação pedagógica nas instituições educativas, capaz de contribuir para a formação de leitores hábeis, cosmopolitas e curiosos, não pode alhear-se desta realidade. De entre o leque variado de iniciativas que são desenvolvidas no âmbito da literacia e da leitura, a leitura recreativa ocupa, na biblioteca escolar, um lugar de destaque. É, por isso, importante que o professor bibliotecário partilhe com as estruturas pedagógicas da escola uma visão estratégica que inclua, na missão de fazer leitores, novas abordagens. Ignorar as mudanças que entretanto ocorreram – e que se refletem no perfil do potencial leitor, na tipologia de textos que se oferecem para leitura, bem como na forma como se lhes pode aceder – pode comprometer essa missão."

RAMOS, Raquel, Fazer leitores na era digital: o contributo da biblioteca escolar, Biblioteca RBE, 8. Lisboa: Rede de Bibliotecas Escolares, 2015, p. 1. 


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Leo Tolstoy



“Todos pensam em mudar a humanidade e ninguém pensa em mudar-se a si mesmo”  Leo Tolstoy


Imagem: Por Ivan Nikolaevich Kramskoi - [1], Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=529158



O escritor russo Leo Tolstoy (ou, em grafia alternativa, Leon, Leão ou Lev Tolstoi), autor de Guerra e Paz, nasceu em 9 de setembro de 1828.



terça-feira, 6 de setembro de 2016

Dia Internacional da Literacia

 8 de setembro


Ler o passado, escrever o futuro





"O mundo mudou desde 1966 - mas a nossa determinação em criar as condições para que cada mulher e cada homem possam adquirir as habilidades, capacidades e oportunidades que lhes permitam tornar-se em tudo aquilo que desejarem, com dignidade e respeito, mantém-se firme como sempre. A literacia é o alicerce para a construção de um futuro mais sustentável para todos."
Diretora Geral da Unesco, Irina Bokova


Pode aceder AQUI ao discurso completo de Irina Bokova, por ocasião do 50º aniversário do Dia Internacional da Literacia.




domingo, 4 de setembro de 2016

O verbo rir


"Aprenda a não temer o seu riso. Ele provém da parte mais saudável de si."







"Virginia Woolf escreveu que «a felicidade é ter um pequeno fio onde as coisas se prendem por si.». Por vezes o riso tem na vida a função desse pequeno fio que consegue o milagre de colar os fragmentos distantes e desavindos da própria experiência. Parece mesmo que as coisas, mesmos as mais difíceis, se prendem por si, convergem suavemente para uma repentina espécie de encaixe, sem o esforço que sabemos necessário. O riso é um instantâneo da graça, flagrante como uma iluminação. É uma resolução inesperada que reorganiza o mundo."

José Tolentino Mendonça, "Que coisa são as nuvens - O verbo rir". E-Expresso Revista, 20 de agosto de 2016, p. 90.


Diário da Grande Guerra


- Testemunhos de Portugueses


Já está disponível o mês de setembro de 1916!


 http://grandeguerra.bnportugal.pt/1916_setembro.htm
 http://grandeguerra.bnportugal.pt/1916_setembro.htm


Maria Isabel Barreno | In Memoriam



10 de julho de 1939 - 3 de setembro de 2016





Maria Isabel Barreno trabalhou no Instituto Nacional de Investigação Industrial, foi jornalista e Conselheira Cultural para os Assuntos do Ensino na Embaixada portuguesa em Paris. Publicou um total de 24 títulos, entre a poesia e o romance, passando também por trabalhos na área da Sociologia e contos.

Foi co-autora, juntamente com Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, de Novas Cartas Portuguesas. Publicado em 1972, este romance viria a ser proibido pelo regime e as autoras julgadas no processo que ficou conhecido como "o Caso das Três Marias".


Apoiado pelo PNL, o programa Ler+, ler melhor, da RTPN, dedicado a Isabel Barrreno, dá-nos a conhecer a vida e obra da escritora:






O romance Novas Cartas Portuguesas está disponível na Biblioteca.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Recomeçar




A Equipa Coordenadora da Biblioteca Camilo Castelo Branco deseja a toda a Comunidade Escolar, e em particular aos alunos que frequentam a nossa escola pela primeira vez, um excelente ano letivo!


Partilhamos com todos o belíssimo poema de Miguel Torga:



Sísifo

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.


E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

TORGA, M., Diário XIII


O mesmo poema num diferente medium:





Sobre o mito de Sísifo... com algum humor: