terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Boas leituras e feliz Ano Novo!

 

#bibliotecaesccbvr 

 




A Biblioteca Escolar deseja a todos os seus leitores, e a toda a comunidade escolar, em geral, um excelente 2026.

Que este novo ano seja repleto de saúde, esperança e novas oportunidades de aprendizagem. Que os livros continuem a ser pontes para o conhecimento, a imaginação e o pensamento crítico, acompanhando cada leitor no seu percurso académico e pessoal.

A Biblioteca Escolar reafirma o seu compromisso de continuar a ser um espaço aberto, inclusivo e inspirador, ao serviço da leitura, da cultura, da informação e do saber, contribuindo para o sucesso educativo e para a formação integral de todos.

Que 2026 nos traga novos desafios, muitas descobertas e incontáveis páginas partilhadas.

Boas leituras e feliz Ano Novo!

A Biblioteca Escolar 
📚✨

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Livros | Os melhores de 2025

 

 #camiloalermaisemelhor  #alermaisemelhor  #livros


 

 


A Biblioteca convida-o a descobrir 30 leituras imperdíveis! 

Neste vídeo reunimos os livros escolhidos pelo semanário Expresso como os melhores de 2025: histórias que surpreendem, ideias que desafiam e vozes que marcam o nosso tempo. 

Inspire-se, explore e deixe-se levar por novas leituras. 

Boas descobertas! 📚✨

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Webinar | Gestão de Sala de Aula Baseada em Direitos da Criança

 

#direitosdacriança  

 

 

 

Gravação do webinar “Gestão de Sala de Aula Baseada em Direitos da Criança”, que teve lugar na passada sexta-feira, dia 19 de dezembro. Para quem não teve oportunidade de estar presente ou para quem quiser rever, foi um momento profundamente inspirador, com três oradores fantásticos - Gleice Máira Alves, Ana Mafalda Lapa e Hélder Guastti. 

Promotor: UNICEF Portugal 

 

sábado, 20 de dezembro de 2025

Feliz Natal!

 

 

 


 

A equipa de coordenação da Biblioteca deseja Boas Festas a toda a Comunidade Escolar e Felizes Encontros de Leitura

 

🎄🎄🎄 

Ser menina no Afeganistão

 

 #direitoaeducação  


Foto do ano 2025, da UNICEF - Hajira concentrada no estudo, em casa 



A imagem vencedora do concurso internacional de fotografia promovido pela Unicef na Alemanha é da fotojornalista francesa Elise Blanchard e faz parte da sua reportagem "Ser Menina no Afeganistão"

"A fotografia vencedora deste ano mostra o que a infância significa para muitas raparigas no Afeganistão: têm de lutar por algo que deveria ser óbvio, o direito à educação" - afirmou Elke Büdenbender, da Unicef Alemanha, na cerimónia de entrega dos prémios em Berlim. E acrescentou ainda que, com o olhar penetrante de Hajira, Blanchard "proporciona-nos um momento de curiosidade e determinação" que "nos lembra que não devemos abandonar crianças como ela".

A fotografia de Hajira, uma menina de dez anos, concentrada nos estudos em casa, numa zona remota a leste de Cabul, representa a resistência silenciosa, mas inabalável, de milhões de meninas afegãs que têm sido privadas do acesso ao ensino secundário há mais de quatro anos, destacou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em comunicado.

Mais de 2,2 milhões de raparigas no Afeganistão estão atualmente privadas do acesso à escola e, embora o ensino primário ainda seja possível, as raparigas em idade de frequentar o ensino secundário estão oficialmente proibidas de estudar.

 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

PNL | Sugestões de leitura para este Natal

 

 

#alermaisemelhor

 

 





A Biblioteca Escolar preparou um pequeno filme com as sugestões do Plano Nacional de Leitura para esta quadra festiva. Entre clássicos intemporais, novidades inspiradoras e livros que despertam a imaginação, reunimos propostas para leitores de todas as idades.

Este Natal, convidamos a comunidade educativa a descobrir novas histórias, partilhar leituras em família e celebrar o poder dos livros para aproximar, emocionar e transformar.

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O narcisismo patológico alimentado por chatbots

 

 #inteligência artificial



 

 Conversa com um humanóide da AI Life (Frederic J. Brown/AFP)

 

Quem precisa de amigos chatos, que dizem não e são problemáticos, se podemos ter um “amigo IA” que concorda com tudo, nos venera e está sempre presente?

O criador do AI Friend — um “amigo de inteligência artificial” — garante que sempre soube que a sua criação seria polémica. Trata-se de um pendente usado ao pescoço, basicamente um microfone com a missão de ouvir conversas durante o dia. Sempre, sem ser ativado. E enquanto ouve, vai produzindo respostas e reações, enviadas para uma app. Um amigalhaço eletrónico, um companheiro portátil que segue o utilizador sem cansaço e sem pedir intervalo.

Esse micro está ligado via Bluetooth ao sistema de IA Gemini e tem, supostamente, capacidade de “analisar” e reagir. Pode fazer resumos do dia, destacar momentos e discutir nuances emocionais e sociais. A promessa é oferecer um “amigo” que presta “apoio emocional constante e sem julgamentos” — por 129 dólares, uma quantia acessível para um produto que se apresenta como companhia permanente.

Quando foi lançado, o AI Friend tinha personalidade irreverente e pespineta. Criticava reuniões, como quem está farto de aturar gente. Mas a empresa percebeu que ninguém aguenta um penduricalho irritante e sarcástico ao pescoço. Optaram por “lobotomizar” o sistema e transformá-lo num lambe botas superprotetor, sempre a concordar e reforçar tudo o que o utilizador faz. Não é um amigo, é uma claque portátil.

Curiosamente, houve reação visceral, algo raro com tecnologia. Os nova-iorquinos vandalizaram placards no Metro. “Isso não é um amigo: mesmo que nunca falte um jantar ou não deixe louça na pia.” Para muitos, o dispositivo simbolizava a mercantilização da intimidade. Uma desumanização do afeto, e algo intrusivo na relação com os outros.

Havia quem se sentisse desconfortável em conversar com pessoas que o traziam ao pescoço. Era como estar a ser “escutado”. E tornou-se símbolo de quem precisa de ter um “amigo IA”, logo alguém com problemas de sociabilização. Não é um objeto de estatuto. É uma falha de personalidade. “Este tipo não tem amigos e tem de andar com aquilo ao pescoço... patético.”

Talvez o perigo seja de que os humanos desaprendam a amar pessoas por causa das máquinas

Mas o debate ficou lançado: trata-se de “amizade engarrafada”, uma máquina que serve para louvar e reforçar. Uma substituição da realidade por performance afetiva low cost. Venderam-se poucos milhares destes aparelhos (estas coisas nunca chegam cá devido à legislação da UE), mas tornou-se legítimo questionar o impacto cultural e social da sua eventual disseminação.

Que nos acontece quando temos constantemente um “amigo” a reforçar comportamentos — atos nobres, banais, delírios, dependências ou estados maníacos? Que acontece quando gerações crescem a ter um chatbot que lhes diz “isso faz sentido, compreendo-te, continua”? E se perdem a capacidade de ouvir uma resposta desagradável?

Imaginemos uma adolescência formada na digital sycophancy — lisonja algorítmica permanente. Respostas antipáticas ou negativas? Nunca. O “não” desaparece.



Enio from Pixabay


Vale lembrar que um “amigo” de carne e osso muitas vezes diz: “não sejas burro, não faças isso”. A amizade real é fricção, risco, confronto e limites.

Mas as amizades reais são insuportavelmente humanas. E uma geração deprimida, ansiosa, hipersensível, prefere amigos que não a contradigam. Preferem um espelho a um “não”. Talvez o problema não seja o dispositivo, mas a cultura que o torna necessário e lucrativo.

Tínhamos medo de que as máquinas nos matassem. Agora, teme-se que nos amem tanto que deixemos de ter necessidade dos outros. Não é pânico moral. É existencial. E se descobrirmos que preferimos amigos artificiais porque são mais fáceis, mais seguros, menos exigentes?

Criou-se a ideia de que “há uma epidemia de solidão”. Talvez seja mito. Talvez o drama não seja estarmos mais sós, mas menos preparados para estarmos sós. O termo ‘solidão’ é recente — tem uns 200 anos. Antes, “estava-se só”. Deus estava presente. Nem Robinson Crusoe usou o termo solidão para descrever a vida na ilha sem o Sexta-Feira.

Agora, haverá o AI Friend. Um substituto barato de Deus, do amigo e do terapeuta. É que uma amizade é uma chatice. Dizem que são precisas 200 horas de interação e exposição de vulnerabilidades para que se forme uma amizade profunda. Quem tem esse tempo? E quem se arrisca?

Assim, de repente, o que poderá acontecer a uma geração criada com “amigos” que só reforçam convicções? Arrisca-se a ser uma geração de narcisistas patológicos e dependentes emocionais da IA, que só conhecem validação e ausência de confronto com o outro e com a diferença.

Sim, ainda estou a falar do penduricalho, que assumirá outra forma comercial. Mas é uma experiência que pode alargar-se a toda a relação com chatbots e modelos de linguagem usados para resolver problemas quotidianos, nomeadamente emocionais, que se expandem diariamente como próteses psíquicas.

Humanos fechados sobre si e sobre a “sua” IA, num potencial cenário de degradação do tecido social, em que a amizade algorítmica promete conforto e anestesia emocional, dado ser um amigo que nunca discorda e serve de calmante. Bem melhor do que os “reais”, não?

O que se tem lido em livros e visto em filmes é a preocupação de que os humanos comecem a amar máquinas, a ter relações com elas. Mas talvez o perigo seja de que os humanos desaprendam a amar pessoas por causa das máquinas. Que a intimidade real fique obsoleta porque exige demasiado trabalho.
 
 
Luís Pedro Nunes. Expresso, 17 de dezembro de 2025
 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Coleção da Biblioteca - Oferta | Mahmoud Darwich

 

#alermaisemelhor 

 

“Nós sofremos de uma doença incurável: a esperança.”

Mahmoud Darwich

 

Mahmoud Darwich (1941–2008) foi um poeta, escritor e intelectual palestino, amplamente considerado o maior poeta da Palestina e uma das vozes mais importantes da poesia árabe moderna.

É conhecido por transformar a experiência palestiniana de exílio, ocupação, perda e identidade em poesia de grande força lírica e universal, indo além do discurso político direto.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia, serei o que quero ser.
Um dia, serei um pensamento que nenhuma espada
nem livro carregará para a terra devastada.
Um pensamento como chuva numa montanha fendida por uma folha de erva
onde o poder não trinfará e a justiça não será fugaz.

Um dia, serei o que quero ser.
Um dia, serei um pássaro, e arrancarei o meu ser do nada.

 


Excerto
Volta a ser criança. Ensina-me a poesia. Ensina-me o ritmo do mar. Restitui às palavras a sua inocência primeira. Faz-me nascer de um grão de trigo, não de uma ferida. Faz-me nascer e devolve-me a um mundo anterior ao significado para que possa abraçar-te na erva. Ouves-me? A um mundo anterior ao significado. As árvores altas caminhavam connosco enquanto árvores, não enquanto significado. A lua despida rastejava connosco. Uma lua, não um prato argênteo. Volta a ser criança. Ensina-me a poesia. Ensina-me o ritmo do mar. Toma-me pela mão para que possamos atravessar juntos o abismo que separa a noite do dia. Juntos aprenderemos as primeiras palavras e construiremos um ninho secreto para o pardal, o nosso terceiro irmão. Volta a ser criança para que eu possa ver o meu rosto no teu espelho. Tu és tu? Eu sou eu? Ensina-me a poesia para que eu possa escrever-te uma elegia agora, agora, agora. Como tu ma escreves a mim! (Darwich, 2025:25)


Mahmoud Darwich. Poemas. Porto: Livraria Flâneur, 2022
Mahmoud Darwich. Na presença da ausência. Porto: Livraria Flâneur, 2024

A Biblioteca da ES Camilo Castelo Branco agradece ao professor Ricardo Pereira a oferta destes livros.


domingo, 14 de dezembro de 2025

Literacia financeira | Sistema Financeiro

 

 

 #literaciafinanceira #bancodeportugal

 

 





Na ES Camilo Castelo Branco, as sessões sobre literacia financeira com formadores do Banco de Portugal começam amanhã.

Para além das 2 sessões, da parte da manhã, sobre Gestão do orçamento, da parte de tarde teremos uma sessão sobre Sistema Financeiro.

Hora: 14:15- 16:05 
Público-alvo: 2º B1-B2
Local: Biblioteca


 

 

Literacia financeira | Gestão do orçamento

 

 #literaciafinanceira #bancodeportugal 

 


A aprendizagem da literacia financeira na escola é fundamental para preparar os alunos para uma gestão responsável e consciente do dinheiro ao longo da vida. Compreender conceitos como poupança, orçamento, crédito e consumo informado contribui para o desenvolvimento da autonomia, do espírito crítico e da tomada de decisões sustentáveis. 

Neste contexto, a Biblioteca assume um papel ativo na promoção do conhecimento, articulando-se com o Banco de Portugal para a realização de sessões de literacia financeira dinamizadas por formadores da instituição. Estas iniciativas enriquecem o percurso educativo dos alunos, aproximando-os de conteúdos práticos e atuais, essenciais para o exercício de uma cidadania informada e responsável.

Neste ano letivo, as sessões sobre literacia financeira com formadores do Banco de Portugal começam amanhã.

Teremos duas sessões da parte da manhã: 

  • 8:15 às 10:05 - 10ºD 
  • 10:20 às 13:10 - 10ºG

Tema: Gestão do Orçamento
Local: Biblioteca

 

sábado, 13 de dezembro de 2025

Relatório | O Estado da Educação 2024

 

 

 

 O Estado da Educação 2024, que passarei a designar por EE 2024, foi pensado e desenvolvido para proporcionar informação considerada relevante acerca de uma diversidade de questões do domínio da educação e formação e para suscitar análises e reflexões que, de algum modo, possam enriquecer o espaço público da educação. Neste sentido, também devo referir a intenção deliberada de criar condições para apoiar o desenvolvimento das políticas públicas de educação no nosso país. 

 
Nestes termos, o EE 2024 apresenta um conjunto de sínteses estatísticas referente a domínios reconhecidamente importantes para fazer um ponto de situação acerca do estado das coisas da educação. Tais sínteses foram organizadas, apresentadas e analisadas em três secções ou capítulos principais: a) Condições para a Educação e Formação; b) População Discente; e c) Resultados do Sistema. Em cada um destes capítulos são detalhadas, nas diferentes secções, descrições e análises decorrentes dos dados a que nos foi possível ter acesso. No final de cada capítulo é feita uma síntese em que se salientam os aspetos considerados mais relevantes e se perspetivam desenvolvimentos possíveis para as políticas públicas de educação. 
 
Por outro lado, e no seguimento do que tem acontecido nos dois últimos anos, o EE 2024 inclui quatro textos de natureza ensaística e prospetiva: a) Inclusão: Ninguém Pode Ficar Invisível; b) Aprender ao Longo da Vida para uma Sociedade Mais Democrática e Competente; c) Uma Escola com Futuro; e d) As Autarquias e a Transformação da Escola e da Educação. Estes textos resultam do trabalho realizado no Conselho Nacional de Educação (CNE) no que se refere ao acompanhamento e análise da concretização de uma diversidade de medidas de política. Assim, o propósito primordial destes ensaios é contribuir para incentivar a reflexão e a ação relativamente a temas que são sensíveis e relevantes para a evolução e melhoria da educação do país. 
 
Melhorar, incluir e enfrentar as desigualdades (excerto), por Domingos Fernandes, Presidente do Consrlho Nacional de Educação 
 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Lídia Jorge vence Prémio Pessoa 2025

 

 #alermaisemelhor


A literatura de ficção volta a destacar-se entre os distinguidos pelo prémio Pessoa. A 39ª edição do mais importante galardão atribuído em Portugal distingue pela primeira vez uma romancista. Lídia Jorge é a sétima mulher até agora premiada. A literatura de ficção volta a destacar-se entre os distinguidos.





Sinto como se o prémio não fosse só para mim, mas fosse para a comunidade literária, para as mulheres da literatura e para as mulheres que têm também uma voz cívica, que não se calam e que falam, que não têm medo de dizer as palavras que lhe vão na alma”, afirmou Lídia Jorge ao Diário de Notícias.

"Não há livro de instruções para salvar a vida: só a literatura se aproxima desse imenso livro"


A ata do júri refere que "A sua escrita criativa e diversificada tem sido capaz de revelar o poder da literatura para nos ajudar a compreender os grandes desafios do mundo contemporâneo e a sua intervenção cívica corajosa tem contribuído decisivamente para enriquecer o debate democrático na sociedade portuguesa”, e salienta que a obra de Lídia Jorge “incide sobre um espetro muito amplo de temáticas, desde o impacto de situações vivenciais extremas nos seus personagens à recriação de contextos que evocam momentos históricos decisivos da vida portuguesa do último século, em particular no período pós-25 de Abril, como a descolonização, a transição da ditadura para a democracia, a exclusão social e a emergência de novos fenómenos de discriminação e fratura social”.
 

 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Provavelmente leitura | Dezembro 25

 

 #camiloalermaisemelhor  #bibliotecasescolares

 

 





Em dezembro, o livro destacado pela Biblioteca para a sala de professores é Vésperas de Natal. Trata-se de uma coletânea de 9 contos para a época natalícia, de ficcionistas de língua portuguesa: Helena Marques, Inês Pedrosa, José Eduardo Agualusa, José Riço Direitinho, Lídia Jorge, Luís Cardoso, Manuel Alegre, Mário Cláudio e Rui Zink.

O livro explora a alegria e a melancolia do Natal, as tradições, as recordações e as relações familiares.

Uma boa opção para leitores que procuram histórias de Natal com diferentes perspetivas literárias sobre esta época festiva.

Para ler no calor da lareira nas noites frias que se avizinham.

Felizes encontros de leitura!

 

Os direitos humanos são positivos, essenciais e alcançáveis

 














Os direitos humanos são POSITIVOS

Eles não apenas protegem, como também trazem alegria, felicidade e segurança para o dia a dia. Os direitos humanos são realidades vividas. Estão presentes nos alimentos que comemos, no ar que respiramos, nas palavras que falamos, nas oportunidades que buscamos e nas proteções que nos mantêm seguros.


Os direitos humanos são ESSENCIAIS

São os valores essenciais que todos compartilhamos, o terreno comum que nos une apesar das diferenças de raça, género, crença ou origem. Num mundo de incertezas, os direitos humanos permanecem constantes no nosso dia a dia. Quando tudo parece instável, o direito à segurança, à liberdade de expressão e à participação nas decisões que nos afetam torna-se a base de nossas vidas.


Os direitos humanos são ALCANÇÁVEIS

Tudo começa com a gente, com as pequenas escolhas do dia a dia, como tratar os outros com respeito, denunciar injustiças e ouvir aqueles cujas vozes são frequentemente ignoradas. As escolhas e as vozes do quotidiano importam mais do que imaginamos; elas constroem uma cultura de dignidade e justiça à nossa volta. Mas os direitos humanos também dependem da ação coletiva, quando comunidades, movimentos e nações se unem para exigir justiça e igualdade.







terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Música em cena com Maria João Abreu

 

 

#musicaemcena   #alermaisemelhor



 

 
Na Biblioteca, a música volta a abrir janelas invisíveis.

Música em Cena – um som novo a cada mês regressa para encher o espaço de ressonâncias que aproximam, aquecem e fazem comunidade.

A cada mês, um instrumento e o seu intérprete transformam a Biblioteca num lugar onde o tempo abranda e a escuta se torna encontro.

Neste dezembro, Maria João Abreu traz de novo o seu violoncelo, deixando que cada arco desenhe no ar uma história — profunda, serena, capaz de unir quem a ouve num mesmo gesto de harmonia.

Dia: 11 de dezembro

Local: Biblioteca

Hora: 9:15 

 

Palestra | Suástica, história de um símbolo

 

 
#alermaisemelhor  #bibliotecasescolares  #pensamentocrítico



 

A Biblioteca Escolar convida a comunidade escolar para uma palestra dedicada à história e ao significado simbólico da suástica, um dos sinais mais antigos e complexos da humanidade. Muito antes de ser apropriada por ideologias do século XX, esta figura geométrica atravessou milénios como símbolo de movimento, proteção, prosperidade e ciclo vital em diversas culturas. 

A sessão propõe uma viagem desde as suas origens pré-históricas até às ressignificações contemporâneas, oferecendo uma leitura informada, crítica e contextualizada deste símbolo. Um momento de conhecimento e reflexão sobre a importância de compreender a história dos signos para melhor interpretar o mundo atual. 

Palestrante: Álvaro Pinto 

Dia: 11 de dezembro 

Local: Auditório 1

Hora: 10:20 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Novidades na Biblioteca | Ofertas

 

 #alermaisemelhor

 

Pode ser uma imagem de texto que diz "ALMINHAS PATRIMÓNIO AO PASSAR DO TEMPO LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO EM TRÊS EMTRÉSFREGUESTASDO FREGUESIASI FREGI TESIAS DO CONCELHO DE VILA REAL E REVISITAÇÃO ÃO COMPLETA RENOVADA, PASSADOS 20 ANOS arquivo de memórias m" 



Alminhas — património ao passar do tempo. Vila Real: Associação Cultural Arquivo de Memórias, 2025.

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

Vicente Gil fala sobre as suas raízes ciganas

 

 #interculturalidade #alermaisemelhor








Vicente Gil continua a surpreender muitos quando fala sobre as suas origens étnicas. O ator da novela da SIC 'Vitória', onde dá vida à personagem Afonso, é cigano, mas nunca permitiu que a imagem pejorativa associada à comunidade limitasse a sua ambição.

Nasceu e cresceu no Porto e, desde muito jovem, foi incentivado pela mãe a frequentar teatros, concertos e outros espetáculos da cidade. Chegou mesmo a fazer teatro comunitário nos bairros da periferia. Mais tarde, essas experiências acabariam por definir a sua vocação. Hoje, reconhece a importância de existir “um ator cigano, licenciado, lourinho e lavadinho” na televisão portuguesa. “Eu não pareço cigano porque não correspondo àquela imagem pejorativa. É importante que as pessoas se deparem comigo”, afirma.
 
 

Alta definição (SIC). Daniel Oliveira entrevista Vicente Gil

O preconceito, no entanto, acompanhou-o desde cedo. Em conversa com Daniel Oliveira, recorda os tempos de escola em que ele e os familiares eram conhecidos como “os ciganitos” e chegaram a ser aconselhados pela própria diretora a não revelarem a mais ninguém a sua origem. “Estas discriminações continuam até hoje, até quando vou à Segurança Social. Não acreditam que uma pessoa como eu pode ser cigana”, lamenta. E, embora compreenda que nem sempre há intenção maliciosa, não deixa de sublinhar: “As nossas instituições são xenófobas; mais facilmente nos pedem a nós para nos modificarmos. E é assim com muitas minorias.”

Com o tempo, porém, aprendeu a transformar os valores da sua identidade étnica numa força. Características que descreve como “pelo na venta”, “garra” e “questionamento sobre o mundo” ajudaram-no a chegar onde está. Acima de tudo, sente profunda gratidão pela educação que recebeu da mãe. “A minha mãe é uma grande mulher cigana. Quem me dera que pudesse ser mãe de muita gente, dar garra a certas famílias”, diz, com um sorriso. O ator não só entra em novelas da SIC, como já trabalhou com a realizadora Leonor Teles na curta ‘Cães que Ladram aos Pássaros’.

No 'Alta Definição', enquanto revisita a sua história e as suas raízes, tenta responder à pergunta que acompanha toda a conversa: afinal, o que é ser cigano? O programa foi emitido a 6 de dezembro na SIC e está disponível aqui em versão podcast.




Daniel Oliveira. Podcast "Alta definição", Expresso, 5 de dezembro de 2025

sábado, 6 de dezembro de 2025

Blogue RBE | Novembro 2025

 

#alermaisemelhor

 

 


 

 










A nova edição da newsletter do blogue RBE reúne os artigos que marcaram o mês: leituras, reflexões, projetos inspiradores, testemunhos da Rede e novidades das bibliotecas escolares de todo o país.

Nesta edição encontram-se: 

  • destaques sobre jornalismo escolar 
  • ideias práticas para dinamizar o acervo 
  • leituras críticas sobre IA, integridade da informação e literacia mediática 
  • vozes da Rede que inspiramprojetos e inaugurações nas bibliotecas escolares 
  • e muito mais  

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Novidades na Biblioteca | Ofertas

 

 

#alermaisemelhor 





O Porto é a cidade das cidades. É constituído por várias "cidades" que se articulam entre si e que convergem na formação da identidade e da imagem, resultando daí uma riqueza de análise bastante interessante tanto para o investigador como para o "viajante" em rotas urbanas organizadas, como simplesmente para o mero flâneur nas suas derivas.

Algumas das 19 cidades elencadas neste ensaio do arquiteto e urbanista Mário Mesquita:

Há: a Cidade dos Fluxos, “a cidade do quotidiano, mais apressado ou mais lento, que vivemos cada dia”, onde a mobilidade e o acesso marcam o passo do funcionamento diário; a Cidade das Aldeias, marca que o Porto conserva, apesar das mudanças nos últimos 150 anos, e que a distingue de “outras urbes que substituíram completamente o seu perfil por traçados que ignoraram tudo o que antes se edificara”; a Cidade da Deriva, quando nos deixamos ir, “distanciamo-nos sempre do centro, sem rumo e sem destino”, aprendendo “com passos incertos”, “compreendendo um pouco mais as suas dinâmicas”; a Cidade Escondida, “Como uma boneca russa que fôssemos descobrindo na justa medida da nossa curiosidade. (…) Lugares que são uma extensão do espaço público”; a Cidade Flâneur, que remete para uma forma peculiar de nos relacionarmos com a cidade, para o “anonimato persistente de quem apenas quer andar livremente observando e percebendo o espaço, em busca de sensações” […] dela “pintando quadros inacabados”. A Cidade Judaica, de ruas estreitas, “vielas tortuosas e becos”; a Cidade dos Pescadores, resistente “em dois ou três núcleos nas duas margens da foz do rio”, embora já não em exercício de funções; a Cidade da Pobreza, daqueles que fazem da rua a sua casa; a Cidade da Resistência, com um extenso roteiro, abrangendo “várias épocas históricas determinantes para a cidade e para o País”; mas também a Cidade da Indústria, a Cidade da Luz, a Cidade Subterrânea, a Cidade Romântica

Mário Mesquita. Porto: a cidade das cidades, Porto: U. Porto Press, 2025.
 
 
Oferta da Fundação Eng. António José de Almeida  

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Novidades na Biblioteca | Ofertas

 

 


#alermaisemelhor 



A Biblioteca da Escola recebeu com especial satisfação a oferta do livro Morte Passageira, da autoria de António Fortuna, ex-docente da escola, da disciplina de Física.

Esta generosa oferta destaca a ligação entre a comunidade educativa e a criação literária, valorizando o percurso de um professor que, para além da área científica, se afirma também no domínio da escrita literária. A obra constitui um contributo enriquecedor para o fundo documental da biblioteca. 


António Fortuna. Morte Passageira. Vila Real. Edição de autor, 2025


 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Um minuto para calar o ódio

 

 #violênciadegénero 

 


Basta um minuto online para sermos expostos a conteúdos que nos dividem. Neste Natal, use esse minuto para fazer uma escolha diferente: Cale o ódio que vibra no seu telemóvel e pense antes de o partilhar.

 

 

Novidades na Biblioteca | Ofertas

 

#alermaisemelhor 

 

A Biblioteca da Escola recebeu a oferta do livro A paixão de Giralua, da autoria de António Oliveira.

Este gesto contribui para o enriquecimento do fundo documental da biblioteca, disponibilizando à comunidade escolar uma nova obra literária que convida à leitura e à reflexão. A doação reforça a importância da partilha do conhecimento e do incentivo ao contacto com a literatura no contexto escolar.

 

 

Imagem da capa 



António Oliveira (texto), 
José Emídio (il.). A paixão de Giralua. [S.l.: s.n.], D.L. 2024: Greca. 


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Um mal tranquilo e banal

 
#orangetheworld #violênciadegénero #alaranjaraescola #alermaisemelhor



Cartoon de Allan McDonald


A maioria dos homens que acabam por chegar ao homicídio de mulheres são o contrário do cão que ladra mas não morde


Eu bem tento dar a volta aos textos que me chegam sempre que tenho de dar mais uma notícia sobre violência doméstica. Procuro carregar mais e mais na devida tecla do horror, a única admissível na matéria. No entanto, a cadeia de dados que começa nas chamadas “entidades” oficiais e desagua nos jornalistas já parece ter desistido, apesar de falar constantemente em “alertas”, em “sensibilização”, em “necessidade de mais campanhas”.

Nas televisões, rádios e jornais, o tema vai sempre no comboio de outras estatísticas. Não sei quê que subiu, ou desceu, percentagens, referências à “comparação com o mesmo mês do ano anterior”, toda essa charanga que o jornalismo usa para encher as horas infindas em que tem de estar a dizer alguma coisa. Já assisti a critérios que devem ter sido baseados “naquilo que tiver números para se dizer”, e o último trimestre de violência doméstica vinha a seguir às variações dos combustíveis na semana, e a um dos favoritos da nova informação: como andam os preços no cabaz de compras da Deco.

Vá lá que ouvi, recentemente, alguém de uma associação de apoio a vítimas defender com veemência uma mão mais firme da justiça logo às primeiras suspeitas, queixas e acusações.

A razão é simples e aterradora. A maioria dos homens que acabam por chegar ao homicídio de mulheres são o contrário do cão que ladra mas não morde. Os números mais recentes mostram que cada mulher assassinada já tinha sido agredida, já tinha feito queixa, já tinha pedido ajuda. É urgente estar atento aos primeiros sinais, e, sobretudo, agir aos primeiros murros e pontapés. Mas os sucessivos Governos parecem confiar que o problema não há de aborrecer-lhes muito o período de regência, e quem vier depois que trate do assunto com mais atenção.

Das ditas “campanhas de sensibilização” já nem me apetece falar mais. Esse folclore inócuo de fotos e vídeos muito estilizados, sabe-se lá com que mensagem. Aquilo serve a quem? A estética da mulher agredida, muito bem filmada, a olhar-nos com os cortes e feridas nos sítios certos para não aparecer muito desfigurada? Mais os joguinhos de palavras à publicitário moderno? Servem a quem? Adiantam?

Eu pensaria duas vezes antes de continuar com a mesma estafada mensagem mole e inconsequente, e nem me baseio em “sensações” minhas. Baseio-me, por uma vez, em números, como exigem os grandes teóricos que defendem sempre “calma, as coisas não estão assim tão mal como se diz”. Sim, eu que acho que a violência tem sido reduzida a números e frias estatísticas, como se já se tratasse de um boletim meteorológico das mulheres assassinadas, venho hoje com números para esfregar.

Cada notícia que dou, a cada semana ou mês, mostra que os casos não descem, e sobem. Portanto, na mais básica análise matemática, alguma coisa está a falhar, ou muita coisa ao mesmo tempo, ou sucessivamente, como nas mais catastróficas avarias de avião.

Acontece que até esta violência está politizada, para mal das vítimas. Há uma estreiteza tal de mentalidades, que nos trouxe a este estado de extremos, que chegámos ao ridículo de não se poder sequer pensar em discutir um aumento de penas, por exemplo, sem haver logo um clamor de que “é uma medida à Chega, logo é fascista”. Lamento, mas estou farto da nova solução mágica para fugir de discussões que não nos apetece ter: dizer que o outro, ainda que não tenha acabado a frase ou o raciocínio, é facho ou esquerdalho.

Agora que já tentámos as comissões, as campanhas giras e “fortes”, os apelos à educação dos “jovens que serão os homens do futuro” (para quem puder dar-se ao luxo de esperar décadas pelo crescimento deles), agora que os juízes continuam a reenviar agressores para casa, ou porque estão de mãos atadas pela lei vigente, ou porque ainda há muitos que não vêem mal numa ocasional estalada na esposa para a meter na ordem, agora que todo este estado de sítio nos condenou a fracasso sobre fracasso, sobre horror sobre horror crescente, não seria de responder aos violentos com o músculo que os direitos humanos têm de ter, sob pena de serem mero catálogo de boas intenções? Os homens que matam são versões domésticas e multiplicadas de uma lógica de Putin. Avançam os seus reinados de medo sem medo de grandes represálias. Não têm medo de grandes sentenças de prisão, não têm medo de ficar presos logo na primeira agressão, e ainda podem regressar a casa tranquilos, onde ficarão sem ninguém os chatear, a beber cerveja com os pés em cima da mesa, porque entretanto a mulher e os filhos é que foram transportados para uma casa-abrigo. Não encontro outra forma de o dizer: em Portugal, o crime de violência doméstica compensa. Em Itália, o parlamento já deu um passo de gigante para atacar a sensação de impunidade dos assassinos. Ah, mas mas não se pode falar de Itália, por causa de Meloni. O costume. Tentem continuar a anunciar “combates” ao massacre sobre as mulheres só com apitos e botões de emergência. Boa sorte com isso.

Rodrigo Guedes de Carvalho. Um mal tranquilo e banal. Expresso, 27 de novembro de 2025.