quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Olimpíadas da Língua Portuguesa

 

 

 

Pode ser uma imagem de texto 

 


Até 15 de dezembro



À semelhança do ano letivo anterior, as XII Olimpíadas da Língua Portuguesa (OLP) vão ser organizadas, em 2024/25, pela Associação de Professores de Português com a colaboração da Direção-Geral da Educação (DGE), da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), do Plano Nacional de Leitura (PNL2027) e da Escola Secundária de Camões (ES Camões).

As provas terão lugar a 14 de janeiro (1.ª fase), 20 de fevereiro (2.ª fase) e 9 e 10 de maio de 2025 (3.ª fase).

As inscrições decorrem até ao dia 15 de dezembro de 2024.

Para mais informações, veja a página das XII Olimpíadas da Língua Portuguesa.

 

Regulamento 2024-2025 

Formulário de inscrição


📌Conheça as provas da edição de 2024

Provas da 1.ª fase.

Provas da 2.ª fase.

Provas das edições anteriores no histórico.


Maratona de Cartas - os Direitos Humanos em ação com o 11º H

 


#direitoshumanos #ods2030  #amnistiainternacional










Hoje, foi a vez de os alunos do 11º H se deslocarem à Biblioteca, na aula de MACS, para participarem na Maratona de Cartas.

 

Adultos portugueses são dos que têm mais baixa capacidade de compreender textos e números

 


Marketing, Marketing Digital, Escritório



Foi a primeira vez que Portugal participou no estudo da OCDE que avalia a literacia, numeracia e capacidade de resolução de problemas entre a população adulta (16-65 anos) e os resultados estão longe de ser positivos. Em qualquer uma das áreas avaliadas, a média alcançada ficou muito aquém da OCDE e, numa comparação com vários países europeus e os EUA, o país apresentou um dos piores resultados, mostram os dados agora revelados.

O Estudo sobre as Competências entre Adultos de 2023 foi feito a partir de entrevistas e de uma espécie de teste realizado por uma amostra de 3160 adultos, representativa dos 6,6 milhões de residentes em Portugal entre os 16 e os 65 anos. Os exercícios propostos testavam a capacidade de interpretar textos e extrair informação, entender e manipular números e resolver problemas a partir de determinados dados, tudo isto aplicado a situações que podem ocorrer no dia-a-dia. O grau de acerto ou de erro determinou a atribuição de um valor, numa escala de proficiência até aos 500 pontos.

Tudo somado, concluiu-se que existe uma elevadíssima percentagem de portugueses que não vai além dos níveis mais baixos de proficiência, independentemente da área avaliada. Ou seja, não são capazes de executar com sucesso as tarefas mais complexas propostas.

Na literacia, 42% dos adultos em Portugal atingiu no máximo o nível 1, o que significa que “conseguem compreender pequenos textos e organizar listas quando a informação está claramente indicada ou entender apenas frases simples”, por exemplo. Esta percentagem de população com “baixa literacia” é o dobro da média da OCDE.

No extremo oposto da escala estão os 4% de adultos (12% na OCDE) que conseguem desempenhar com sucesso as tarefas mais complexas, que implicam interpretação de textos densos e longos e fazer extrapolações.

Na numeracia, as percentagens de baixa proficiência (abaixo ou até ao nível 1) encontradas foram de 40% em Portugal contra uma média de 25% na OCDE. Esta população não consegue resolver problemas que impliquem vários passos até à solução ou que impliquem considerar múltiplas variáveis.

Quanto à resolução de problemas, o cenário não melhora, com as percentagens de residentes a revelar não mais que capacidades básicas a atingir os 42% em Portugal, contra uma média de 29% na OCDE.

Numa escala até 4 ou mais e juntando todas as literacias, o estudo conclui que 30% dos adultos em Portugal não vão além do nível 2, revelando grandes limitações na resolução de tarefas de maior complexidade. A média da OCDE é de 18%.


O peso das baixas qualificações

Entre os residentes em Portugal, os desempenhos não são todos iguais e encontram-se diferenças significativas entre a performance do grupo 25-34 e dos 55-65, com claro prejuízo para este último. A diferença não causa surpresa, sabendo que em todos os países níveis mais altos de qualificação académica estão associados a maior proficiência em qualquer literacia. E Portugal, apesar da recuperação que tem vindo a ser feita, continua a ter uma população adulta com baixos níveis de escolarização.

Ainda assim, o relatório também nota que existem diferenças entre países, mesmo quando se comparam os grupos mais qualificados. Quem frequentou o ensino superior em Portugal obteve, em média, resultados mais baixos nestes testes do que quem apenas tem o ensino secundário completo na Finlândia.

Além do desenvolvimento pessoal, o estudo encontrou associações positivas entre níveis mais altos de proficiência e o estado de saúde, a satisfação com a vida, participação política e confiança.

Globalmente e entre os países participantes no estudo da OCDE, Finlândia, Japão, Países Baixos, Noruega e Suécia estão entre os que obtiveram melhores resultados. Portugal está, a par de França ou Itália, por exemplo, entre os 11 países com médias consistentemente abaixo da OCDE nos três domínios avaliados.

Esta foi a segunda vez que a OCDE realizou um grande estudo sobre as competências da população adulta e a sua capacidade para ser bem sucedida num "mundo em mudança". A primeira edição do estudo realizou-se há 10 anos. A segunda edição devia ter acontecido em 2021/22, mas foi adiada para o ano seguinte por causa da pandemia.

Isabel Leiria, Expresso, 11 de dezembro de 2024

 

A pandemia das opiniões

 

 




O drama não é que as pessoas tenham opiniões, mas sim que as tenham sem saberem do que falar.” (José Saramago, A ignorância é a mãe de todas as polémicas, Diário de Notícias, Lisboa, 12 de Julho de 1992)
 

O mundo à nossa volta está constantemente a convocar-nos para que partilhemos as nossas opiniões sobre tudo. Guerra, alterações climáticas, a decisão da política X, a polémica da pessoa Y, inflação. Há quem esteja disposto a partilhar essas opiniões: algumas pessoas fundamentam essas opiniões, outras estão alinhadas com o pensamento de Saramago: são opiniões de quem fala sem saber o que falar.

Quando se fala daquilo que não se sabe e/ou quando se partilha informação de quem fala daquilo que não sabe, corremos o risco de contagiar as nossas conversas com desinformação. Ficamos numa troca superficial de ideias, num “acho que” ou “ouvi dizer” ou “vi num artigo” e, ainda que seja possível fazer um belo discurso com noções superficiais, talvez não estejamos a acrescentar qualidade à conversa.
 
O direito à opinião

Frequentemente oiço esta frase: “cada pessoa tem o direito à sua opinião” como defesa quando já não se tem argumentos ou quando não entendemos os argumentos dos outros com quem estamos a dialogar.

Se pegarmos nessa famosa frase que defende um direito e acrescentarmos um dever? “Cada pessoa tem o direito à sua opinião e o dever de fundamentar a sua opinião”. Neste caso não se trata somente de dizer coisas sobre isto ou aquilo, mas de ter algo no qual fundamentar as coisas que dizemos.

Ao adicionarmos a questão do dever de fundamentação estamos a exigir que haja um sentido de responsabilidade pela qualidade daquilo que pensamos e partilhamos com os outros, seja em que ambiente for – digital ou não. Calma, não quero com isto dizer que as pessoas não possam ainda assim enganar-se ou ser imprecisas. Vamos enganar-nos e ser imprecisos nalgumas situações e por isso é importante cultivar uma atitude preciosa: a disponibilidade para rever o que pensamos.

Opinar, fundamentar e rever

As opiniões fundamentadas dão um bocadinho de trabalho. Exigem que se investigue um pouco sobre a temática, que se procurem fontes de informação. Talvez seja necessário dialogar com alguém sobre o assunto, sobretudo com alguém que saiba mais sobre o assunto.

Fundamentar uma opinião exige algum tempo para a pesquisa, mas também para amadurecer o que pensamos. Há assuntos que são complexos e por isso exigem até alguma distância face ao assunto para nos sentirmos confortáveis com a nossa opinião.

Além disso, é possível que a nossa curiosidade e atenção nos leve a encontrar novos dados que nos levam a rever a nossa opinião e os fundamentos na qual se apoia. Nesse caso, nada como agir como um cientista: está na hora de rever as nossas conclusões.
 
“Pensar antes de”

Cada um de nós pode fazer algo no sentido de travar a pandemia das opiniões [sem fundamento]. Como? Antes de opinar, faça uma pausa: o assunto é relevante para si? Tem conhecimentos ou experiências para falar com propriedade sobre essa temática? Vale a pena investir tempo e energia à procura de fontes para sustentar o seu ponto de vista? No fundo, apenas está a ser uma pessoa honesta, consigo e com os outros.

A prática da honestidade intelectual é um trabalho a tempo inteiro e exige uma constante atenção ao que dizemos ou escrevemos. Por ser algo trabalhoso, há temas sobre os quais mais vale nada dizer e o melhor será deixar que os especialistas façam o seu trabalho.

Vamos a isso?

Joana Rita Sousa, Menos opiniões, por favor, 28 de novembro de 2024

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Documentos com História

 

#HumanRightsDay 

terça-feira, 10 de dezembro 

 
“Vamos proteger, defender e apoiar todos os direitos humanos de todas as pessoas.” - António Guterres | @antonioguterres

 

 Imagem

Imagem: Rascunho inicial da Declaração Universal dos Direitos Humanos
 


📌Consulte o site das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos.

 

Direitos humanos à espera de melhores dias

 

 #HumanRightsDay

 


 



O Dia Internacional dos Direitos Humanos celebra-se hoje, em virtude da adoção pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948.

Esta data é assinalada com o intuito de promover a defesa dos direitos humanos por todo o mundo, independentemente da raça, cor ou religião, do género, língua, opinião política e origem nacional ou social.

Ansiamos pelo dia em que as palavras inscritas na Declaração Universal dos Direitos Humanos deixem de ser meros caracteres impressos em papel e passem a ser realidade para milhões de pessoas que continuam a ser discriminadas pela sua raça, cor, religião, ou género. Há ainda um longo caminho a percorrer…

“Os nossos direitos, o nosso futuro, neste momento” é o lema deste ano, a propósito do qual o secretário-geral da ONU António Guterres escreveu: “Os direitos humanos estão sob ataque [...]. O tema deste ano recorda-nos que os direitos humanos têm a ver com a construção do futuro - neste momento.”

A construção de um futuro, de que fala Guterres, parece começar a desenhar-se na Síria, ainda que não se saiba muito bem se a paz vai durar, ou mesmo se o regresso dos milhões de refugiados que fugiram para escapar à guerra poderá fazer-se em segurança. Ontem, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu “paciência e vigilância” no regresso dos sírios ao seu país, após a queda de Bashar Al-Assad. No mesmo dia, vários países europeus anunciaram a suspensão dos pedidos de asilo de refugiados sírios, entre eles Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Noruega, Dinamarca, Suécia, Suíça e Áustria. A Turquia, por sua vez, anunciou a reabertura de uma passagem fronteiriça com a Síria, encerrada desde 2013, para permitir o regresso seguro e voluntário dos milhões de migrantes sírios que estão refugiados no seu país.

Em apenas 11 dias, os rebeldes sírios derrubaram o regime do Presidente Assad. A Mara Tribuna, com a ajuda do Jaime Figueiredo, mostra-lhe como se deu o avanço relâmpago dos combatentes, através de mapas do território. A transição está a ser, para já, ordenada e pacífica.

A pergunta que se impõe por estes dias é: de que forma a queda do regime sírio mudará a dinâmica de poder no Médio Oriente, e que repercussões terá fora da região? A Catarina Maldonado entrevistou um investigador de assuntos do Médio Oriente que fala numa situação instável, e diz acreditar que “Israel teme que a situação possa atrair jiadistas para as suas fronteiras e que as armas químicas cheguem às mãos erradas”. A verdade é que Israel já está a atacar a Síria e esta madrugada levou a cabo mais de 100 ataques contra alvos militares, também na capital Damasco, segundo relatos dos meios de comunicação sírios, e do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), com sede no Reino Unido.

Foi atingido um centro de investigação que se suspeita estar ligado à produção de armas químicas e Israel justifica este ataque como forma de impedir que as armas químicas caiam “nas mãos de extremistas”, escreve a BBC.

Por outro lado, as forças russas estão agora a abandonar a Síria. E perdê-la é “estrategicamente crítico para Putin”, explica ao Expresso Sean Foley, professor na Universidade do Tennessee Central, nos Estados Unidos, e perito em História do Médio Oriente. Como se vão movimentar todas as peças neste complexo tabuleiro de xadrez, é algo que só o tempo revelará.

Cristina Pombo, Coordenadora da Secção Internacional. Expresso Curto, 10 de dezembro de 2024

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

8º A participou na Maratona de Cartas

 

 

#W4R24 #maratonadecartas2024  #HumanRightsDay

 

 
Continuamos a participar na Maratona de Cartas.

 






Hoje, da parte da tarde, foi a vez dos alunos do 8ºA passarem pela Biblioteca, conhecerem os casos selecionados pela Amnistia e escreverem as suas mensagens de solidariedade.