#HumanRightsDay
O Dia Internacional dos Direitos Humanos celebra-se hoje, em virtude da adoção pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948.
Esta data é assinalada com o intuito de promover a defesa dos direitos humanos por todo o mundo, independentemente da raça, cor ou religião, do género, língua, opinião política e origem nacional ou social.
Ansiamos pelo dia em que as palavras inscritas na Declaração Universal dos Direitos Humanos deixem de ser meros caracteres impressos em papel e passem a ser realidade para milhões de pessoas que continuam a ser discriminadas pela sua raça, cor, religião, ou género. Há ainda um longo caminho a percorrer…
“Os nossos direitos, o nosso futuro, neste momento” é o lema deste ano, a propósito do qual o secretário-geral da ONU António Guterres escreveu: “Os direitos humanos estão sob ataque [...]. O tema deste ano recorda-nos que os direitos humanos têm a ver com a construção do futuro - neste momento.”
A construção de um futuro, de que fala Guterres, parece começar a desenhar-se na Síria, ainda que não se saiba muito bem se a paz vai durar, ou mesmo se o regresso dos milhões de refugiados que fugiram para escapar à guerra poderá fazer-se em segurança. Ontem, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu “paciência e vigilância” no regresso dos sírios ao seu país, após a queda de Bashar Al-Assad. No mesmo dia, vários países europeus anunciaram a suspensão dos pedidos de asilo de refugiados sírios, entre eles Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Noruega, Dinamarca, Suécia, Suíça e Áustria. A Turquia, por sua vez, anunciou a reabertura de uma passagem fronteiriça com a Síria, encerrada desde 2013, para permitir o regresso seguro e voluntário dos milhões de migrantes sírios que estão refugiados no seu país.
Em apenas 11 dias, os rebeldes sírios derrubaram o regime do Presidente Assad. A Mara Tribuna, com a ajuda do Jaime Figueiredo, mostra-lhe como se deu o avanço relâmpago dos combatentes, através de mapas do território. A transição está a ser, para já, ordenada e pacífica.
A pergunta que se impõe por estes dias é: de que forma a queda do regime sírio mudará a dinâmica de poder no Médio Oriente, e que repercussões terá fora da região? A Catarina Maldonado entrevistou um investigador de assuntos do Médio Oriente que fala numa situação instável, e diz acreditar que “Israel teme que a situação possa atrair jiadistas para as suas fronteiras e que as armas químicas cheguem às mãos erradas”. A verdade é que Israel já está a atacar a Síria e esta madrugada levou a cabo mais de 100 ataques contra alvos militares, também na capital Damasco, segundo relatos dos meios de comunicação sírios, e do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), com sede no Reino Unido.
Foi atingido um centro de investigação que se suspeita estar ligado à produção de armas químicas e Israel justifica este ataque como forma de impedir que as armas químicas caiam “nas mãos de extremistas”, escreve a BBC.
Por outro lado, as forças russas estão agora a abandonar a Síria. E perdê-la é “estrategicamente crítico para Putin”, explica ao Expresso Sean Foley, professor na Universidade do Tennessee Central, nos Estados Unidos, e perito em História do Médio Oriente. Como se vão movimentar todas as peças neste complexo tabuleiro de xadrez, é algo que só o tempo revelará.
Esta data é assinalada com o intuito de promover a defesa dos direitos humanos por todo o mundo, independentemente da raça, cor ou religião, do género, língua, opinião política e origem nacional ou social.
Ansiamos pelo dia em que as palavras inscritas na Declaração Universal dos Direitos Humanos deixem de ser meros caracteres impressos em papel e passem a ser realidade para milhões de pessoas que continuam a ser discriminadas pela sua raça, cor, religião, ou género. Há ainda um longo caminho a percorrer…
“Os nossos direitos, o nosso futuro, neste momento” é o lema deste ano, a propósito do qual o secretário-geral da ONU António Guterres escreveu: “Os direitos humanos estão sob ataque [...]. O tema deste ano recorda-nos que os direitos humanos têm a ver com a construção do futuro - neste momento.”
A construção de um futuro, de que fala Guterres, parece começar a desenhar-se na Síria, ainda que não se saiba muito bem se a paz vai durar, ou mesmo se o regresso dos milhões de refugiados que fugiram para escapar à guerra poderá fazer-se em segurança. Ontem, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu “paciência e vigilância” no regresso dos sírios ao seu país, após a queda de Bashar Al-Assad. No mesmo dia, vários países europeus anunciaram a suspensão dos pedidos de asilo de refugiados sírios, entre eles Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Noruega, Dinamarca, Suécia, Suíça e Áustria. A Turquia, por sua vez, anunciou a reabertura de uma passagem fronteiriça com a Síria, encerrada desde 2013, para permitir o regresso seguro e voluntário dos milhões de migrantes sírios que estão refugiados no seu país.
Em apenas 11 dias, os rebeldes sírios derrubaram o regime do Presidente Assad. A Mara Tribuna, com a ajuda do Jaime Figueiredo, mostra-lhe como se deu o avanço relâmpago dos combatentes, através de mapas do território. A transição está a ser, para já, ordenada e pacífica.
A pergunta que se impõe por estes dias é: de que forma a queda do regime sírio mudará a dinâmica de poder no Médio Oriente, e que repercussões terá fora da região? A Catarina Maldonado entrevistou um investigador de assuntos do Médio Oriente que fala numa situação instável, e diz acreditar que “Israel teme que a situação possa atrair jiadistas para as suas fronteiras e que as armas químicas cheguem às mãos erradas”. A verdade é que Israel já está a atacar a Síria e esta madrugada levou a cabo mais de 100 ataques contra alvos militares, também na capital Damasco, segundo relatos dos meios de comunicação sírios, e do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), com sede no Reino Unido.
Foi atingido um centro de investigação que se suspeita estar ligado à produção de armas químicas e Israel justifica este ataque como forma de impedir que as armas químicas caiam “nas mãos de extremistas”, escreve a BBC.
Por outro lado, as forças russas estão agora a abandonar a Síria. E perdê-la é “estrategicamente crítico para Putin”, explica ao Expresso Sean Foley, professor na Universidade do Tennessee Central, nos Estados Unidos, e perito em História do Médio Oriente. Como se vão movimentar todas as peças neste complexo tabuleiro de xadrez, é algo que só o tempo revelará.
Cristina Pombo, Coordenadora da Secção Internacional. Expresso Curto, 10 de dezembro de 2024
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