sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Palestra: A "apagada e vil tristeza", de Miguel da Silveira e Luís de Camões


 



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Celebração do dia do nascimento de Camões - 23 de janeiro






Como previsto, realizou-se ontem, pelas 9:10, no auditório 1, a palestra A "apagada e vil tristeza" de Miguel da Silva e Luís e Camões, orientada pelo Dr. Álvaro Pinto.

Assistiram os alunos do 11º C, 12º D e 12º F e vários docentes da escola.

Foi, sem dúvida, uma palestra muito interessante, de excecional qualidade (a que o professor Álvaro já nos habituou)!

 

 Quem foi D. Miguel da Silva

D. Miguel da Silva (c. 1480–1556) foi um importante humanista português do século XVI, diplomata, bispo e cardeal. Filho de Rui Gomes da Silva, senhor de Chamusca e Ulme, e de D. Isabel de Menezes, teve uma educação esmerada, influenciada pelo espírito do Renascimento.
 
Serviu como embaixador de D. Manuel I e de D. João III na Santa Sé, desempenhando um papel essencial na diplomacia portuguesa em Roma. Durante a sua estadia, contactou com grandes humanistas e artistas da época, aprofundando-se nos estudos clássicos e tornando-se um dos principais intelectuais portugueses do seu tempo. Foi amigo pessoal do pintor Rafael e do escritor Baldassare Castiglione, que lhe dedicou a sua obra-prima Il libro del Cortegiano (O Cortesão, em português).
 
Após ter sido nomeado Bispo de Viseu, a sua aproximação com o ambiente cultural italiano e o seu prestígio na Cúria Romana geraram desconfiança na corte portuguesa. D. João III, temendo a sua crescente influência e possível nomeação como cardeal sem sua autorização, ordenou o seu retorno a Portugal. 
 
D. Miguel obedece regressa a Portugal. Vendo a sua posição deteriorar-se rapidamente, fugiu para Itália, em 1540, escapando por uma questão de horas a uma ordem régia de prisão. Em Roma, recebeu-o calorosamente o Papa Paulo III, que o faz cardeal, em 1541.

Como resultado, D. João III confiscou-lhe todos os bens em Portugal e proibiu a menção de seu nome no reino. D. Miguel da Silva permaneceu em Itália até à sua morte, em 1556, sendo lembrado como um grande humanista e patrono das artes e letras.
D. Miguel da Silva teve um papel importante na introdução do pensamento renascentista em Portugal. A sua experiência em Itália e o seu mecenato ajudaram a difundir as ideias humanistas, mesmo que o seu exílio tenha limitado a sua influência direta no reino. 
É considerado uma das figuras mais ilustres do humanismo português.

 Camões 500


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