sábado, 29 de novembro de 2025

Toolkit News Integrity in AI Assistants: um guia para compreender e melhorar as respostas da IA às notícias

 

 #inteligenciaartificial

 

 

 

 Em fevereiro de 2025, a BBC publicou um inquérito¹ - News Integrity in AI Assistants: An International PSM Study - examinando o modo como quatro assistentes de IA amplamente utilizados – ChatGPT da OpenAI, Copilot da Microsoft,Gemini da Google e Perplexity – respondiam a questões sobre notícias. O estudo encontrou problemas significativos em mais de 50% das respostas, incluindo o facto de os assistentes distorcerem frequentemente o conteúdo da BBC quando esta era utilizada como fonte.

Desde então, a investigação tem confirmado o papel crescente que os assistentes de IA desempenham no consumo de notícias digitais – cerca de 7% das pessoas utilizam agora os assistentes de IA como fonte de notícias, atingindo até 15% dos
menores de 25 anos². Isto sublinha a importância de os assistentes prestarem às pessoas informações precisas e fiáveis ​​ao responderem a perguntas sobre notícias.

Após a publicação do relatório da BBC, a estação fez uma parceria com a União Europeia de Radiodifusão (UER) para uma segunda fase de investigação.
Este projeto incluiu 22 organizações de comunicação social de serviço público (MSP), representando 18 países e 14 línguas. O seu objetivo era avaliar a qualidade das respostas dos assistentes em diferentes nações, línguas e organizações, descobrir se os problemas identificados na primeira ronda de pesquisa são sistémicos e reunir um conjunto abrangente de exemplos que ilustram os tipos de problemas que ocorrem quando os assistentes de IA respondem a perguntas relacionadas com notícias.

Juntamente com este relatório, estamos a lançar um “News Integrity in AI Assistants Toolkit, desenvolvido para ajudar a criar soluções para os problemas destacados no relatório. Isto inclui melhorar as respostas dos assistentes de IA e a literacia mediática entre os utilizadores. 


 

 

 

 



Este Kit de Ferramentas é um recurso complementar ao relatório da BBC/EBU  News Integrity in AI Assistants: An International PSM Study (Estudo Internacional de Media de Serviço Público), que avalia como os assistentes de IA respondem a perguntas sobre notícias. Em junho-julho de 2025, participantes da pesquisa de 22 organizações de Media de Serviço Público (MSP) analisaram e avaliaram mais de 3.000 respostas de assistentes de IA a perguntas relacionadas com notícias, identificando centenas de exemplos do modo como os assistentes erram.

Este Kit de Ferramentas, que pretende ser um recurso autossuficiente e em constante evolução, foi desenvolvido pela BBC/EBU para ajudar a abordar duas questões-chave levantadas pelas descobertas da pesquisa: “O que torna uma boa resposta de um assistente de IA a uma pergunta sobre notícias?” e “Quais são os problemas que precisam de ser corrigidos?” 
 
 
O Toolkit apresenta:
  • Critérios para uma boa resposta: precisão, contexto, distinção entre factos e opiniões, e fontes confiáveis.
  • Uma taxonomia de erros: citações inventadas, falta de contexto, informações desatualizadas ou fontes pouco fiáveis.
  • Ferramentas para análise e melhoria, apoiando literacia mediática e algorítmica.
 
 

Visitas à feira

 

 

#Camiloalermaisemelhor #feiradolivronacamilo #bibliotecasescolares  

 

Muitas foram as turmas que passaram pela feira, acompanhadas pelos respetivos professores.

Algumas deixaram-nos o seu registo fotográfico.


10º C


10º E


1º B
 
 
 

 


 

 Felizes Encontros de Leitura!

A Feira do Livro 2025 foi um sucesso!

 

 

#Camiloalermaisemelhor #feiradolivronacamilo #bibliotecasescolares

 

 



 





Nos dias 26 e 27 de novembro, o átrio da escola transformou-se num verdadeiro espaço de leitura e partilha. A Feira do Livro foi um sucesso, reunindo alunos, professores e toda a comunidade educativa em torno dos livros e das histórias que nos aproximam.

Durante os dois dias, o ambiente foi marcado pelo entusiasmo, pela curiosidade e pelo convívio. Alguns professores acompanharam as suas turmas nos tempos letivos, incentivando a descoberta de novos autores e géneros literários. Entre expositores e capas coloridas, multiplicaram-se os sorrisos, as conversas e os momentos de inspiração.

Este evento reforça o papel da biblioteca como coração cultural da escola, promovendo o gosto pela leitura e criando oportunidades de encontro e diálogo. 
 
A todos os que participaram e contribuíram para este sucesso, o nosso sincero agradecimento.

 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Rosas, manhosas ou poderosas? As figuras femininas no imaginário de Camões

 

 


 
 Webinar com Filipa Araújo | Universidade de Coimbra
 
 
Ninfas, deusas, musas, princesas, rainhas, mães, figuras angelicais ou “damas de aluguer”… As representações femininas percorrem a obra de Camões e revelam um imaginário rico, complexo e repleto de nuances.
Neste webinar, a investigadora Filipa Araújo propõe uma leitura cruzada entre poesia e ilustração, convidando-nos a refletir sobre a forma como Camões retratou diferentes categorias do “peito feminil” e sobre o potencial destes textos para estimular debates contemporâneos sobre questões de género no contexto escolar.
 
Data: 15 de janeiro de 2026
Hora: 10h30 – 11h30 
Público-alvo: Alunos do Ensino Secundário 
 
Inscrição: Clique na hiperligação

A biblioteca já está inscrita. 
Ofereça aos seus alunos a oportunidade de participarem nesta reflexão.

 

Novidades na Biblioteca | Ofertas

 

 

#alermaisemelhor





 

 

 

 

 

Da Rocha. Anda uma cigana no parque. Lisboa: Edições Astrolábio, 2025.


Oferta do autor

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Feira do Livro - Palestra sobre "Livros e Leituras"

 

#Camiloalermaisemelhor  #encontroscomautores  #bibliotecasescolares

#alermaisemelhor 

 

 


 

Ontem, no âmbito da Feira do Livro, os alunos do 10.º D participaram num inspirador encontro com o escritor António Fortuna, acompanhados do professor de Português, Dr. Victor Lousada.

A sessão destacou-se pela excelente capacidade de comunicação do autor, cuja presença envolvente e leitura expressiva cativaram todos os presentes. O tom de proximidade estabelecido com os alunos permitiu um diálogo aberto e descontraído, tornando o momento especialmente significativo.

Ao longo do encontro, António Fortuna partilhou reflexões sobre a escrita, o processo criativo e a importância da leitura no desenvolvimento pessoal, motivando os estudantes a explorar o universo dos livros com maior curiosidade e autonomia.

Este evento constituiu um ponto alto da Feira do Livro, reforçando o papel da escola como espaço de cultura, encontro e inspiração.

 

Vídeos de animais criados por IA podem prejudicar a vida selvagem real

 

 #direitosdosanimais  #sustentabilidade  #biodiversidade

 

 

 Cão Cavalier King Charles Spaniel dormindo / cão soberano CKCS
shutterstock.com



Esse clip adorável de coelhinhos a saltar num trampolim ou um gato corajoso a perseguir um leopardo pode parecer real,  mas não é. Uma onda crescente de vídeos de animais gerados por IA está a inundar as redes sociais – e os pesquisadores alertam que a tendência pode ter sérias consequências para a conservação dos animais e para o modo como as pessoas, especialmente as crianças, entendem a natureza. 
 
A ilusão da natureza

Um estudo publicado na Conservation Biology examinou a disseminação viral de fotos e vídeos criados por IA com animais. Os pesquisadores identificaram três grandes riscos: retratos enganosos do comportamento animal, a humanização da vida selvagem e um crescente desapego entre as pessoas e o mundo natural.

“Os nossos resultados indicam que algumas postagens são preocupantes porque não refletem a realidade, o que pode contribuir para a desinformação”, disse José Guerrero Casado, zoólogo da Universidade de Córdoba, na Espanha, e coautor do estudo. “Para uma conservação eficaz da biodiversidade, a sociedade precisa de estar bem informada.”

Casado apontou para vídeos virais que mostram pássaros a matar cobras como batalhas morais entre o “bem” e o “mal”. Ele alertou para o facto de os comentários que celebram a morte da cobra poderem alimentar a hostilidade contra certas espécies e até mesmo enfraquecer o apoio à sua proteção.
 
Impressões falsas, danos reais

Esse tipo de conteúdo falso também pode criar a ilusão de que animais ameaçados de extinção estão a prosperar, mascarando a sua vulnerabilidade. Pesquisadores afirmam que isso distorce a compreensão pública da biodiversidade e prejudica os esforços de conservação.


AI animal videos are fooling millions - and scientists say they could harm real wildlife. (2025). Retrieved from https://www.dagens.com/technology/ai-animal-videos-are-fooling-millions-and-scientists-say-they-could-harm-real-wildlife

 
É importante sensibilizar os alunos para a literacia digital e ambiental, permitindo que questionem o que veem online, compreendam melhor a biodiversidade e desenvolvam pensamento crítico face às informações digitais.

Convida-se toda a comunidade educativa a ler o artigo e a integrar estas reflexões nas práticas pedagógicas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Feira do livro | As escolhas do 12ºG

 

 #Camiloalermaisemelhor #alermaisemelhor  #bibliotecasescolares

 

Hoje, os 10 minutos a ler do 12º G decorreram na Feira do livro. Aí, os alunos tiveram oportunidade de conhecer novos livros e de se fazerem fotografar com o título de que gostaram mais.

 




 

Casamento infantil, precoce e/ou forçado


#violênciadegénero  #orangetheworld

 

“Os pais são os principais incentivadores”: pelo menos 126 crianças entre os 10 e 14 anos casaram-se em Portugal desde 2015

 Getty Images



A “amostra não é significativa” e “muito pequena”, o que pode indicar que a realidade seja maior do que aquela que o inquérito agora realizado mostra. Grupo de trabalho pede ação do Estado para travar o fenómeno que tem crescido desde 2020. Na última década nunca se denunciaram tantos casamentos infantis, precoces ou forçados.


Mais de uma centena (126) de crianças com idades compreendidas entre os dez e os 14 anos casaram-se em Portugal nos últimos anos. O dado é revelado agora pelo “Livro Branco: Recomendações para Prevenir e Combater o Casamento Infantil, Precoce e/ou Forçado” que revela os resultados de um inquérito às organizações envolvidas no combate e prevenção deste fenómeno. Os casos considerados aconteceram entre 2015 e 2023. No total, no mesmo período e em todo o país, foram registados 836 casos de uniões com menores de idade.

“Ainda que a amostra do inquérito não seja significativa porque é muito pequena, são muitos casamentos para muito poucas entidades. Estes números mostram uma realidade até agora invisível, que as organizações sempre souberam que existiam”, diz ao Expresso Francisca Magano, diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal, defendendo a necessidade de dados mais gerais e a realização de um inquérito nacional e em todas as escolas.

“Este é o melhor número que temos e não é surpreendente, embora seja um dado por defeito, porque sabemos que há cifras negras. Ainda assim, são dados que vão ao encontro do esperado e àquilo que é a nossa experiência empírica”, continua Nuno Teixeira, coordenador regional da Associação para o Planeamento Familiar (APF), que a par com a Unicef, são duas das organizações que fazem parte do grupo de trabalho.

Entre os 836 casos reportados entre 2015 e 2023, torna-se evidente que as meninas e raparigas são as maiores vítimas destas uniões. Além dos 126 casos que envolvem crianças entre os 10 e 14 anos, há conhecimento de 346 com jovens entre os 15 e 16 anos, enquanto os restantes dizem respeito a casamentos entre os 16 e 18 anos (os que, com uma autorização parental, podem acontecer de forma legal).

Estas uniões aconteceram nos distritos de Lisboa (246), Castelo Branco (239), Beja (155), Faro (57) e Setúbal (24). “Há zonas onde não foi reportado qualquer caso, mas isso não significa que não aconteceu, só significa que não foi reportado”, defende Francisca Magano.
 
Marta Gonçalves. Expresso, 31 de outubro de 2024 
 
Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

Palestra dedicada ao tema da violência de género

 

 #orangetheworld #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero #ODS5 #noexcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares











No dia 25 de novembro, a Biblioteca acolheu uma palestra dedicada ao tema da violência de género - Mulheres sem rosto e sem voz, o cinema contra a impunidade, assinalando o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. A sessão contou com a participação da professora universitária Anabela Oliveira, investigadora na área dos estudos interartes, com especial enfoque nas relações entre literatura e cinema.

A convidada apresentou uma abordagem inovadora ao tema, escolhendo o cinema animado como meio de reflexão. Através da metáfora das texturas de tecidos, a palestrante explorou formas visuais e simbólicas que permitem pensar a violência exercida sobre mulheres e meninas, destacando o modo como a arte pode ser um poderoso instrumento de sensibilização e consciencialização social.

O encontro proporcionou ao público (composto por alunos do 7º, 9º, 10º e 11º anos) uma experiência interdisciplinar, cruzando estética, narrativa e cidadania, e reforçou o papel da Biblioteca como espaço de debate e educação para os direitos humanos.

Atividade, realizada no âmbito dos projetos Orange the World e Cientificamente provável, foi promovida pela RBVR.



Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Há 10 anos que não havia tantos casamentos entre menores

 

 #orangetheworld  #vamosalaranjaracamilo  #violênciadegénero

 

 Em dez anos, foram registados 1097 casamentos com menores, o que corresponde a uma média anual de 110, ou seja, nove por mês

Em dez anos, foram registados 1097 casamentos com menores (média anual:110)
Getty Images




Os dados oficiais incluem apenas casamentos de menores legalmente permitidos, ou seja, com 16 e 17 anos. As organizações alertam para uma realidade “muito mais extensa”, que não se limita a determinados grupos


As duas crianças são ainda bebés de colo, começaram a andar recentemente. Um é menino e a outra é menina. São erguidos no ar enquanto as mães insistem para darem um beijinho na boca. Estão prometidos. Ainda não balbuciam as primeiras palavras, mas já têm casamento marcado, aguardando apenas que as famílias decidam que “está na hora”. O caso é relatado ao Expresso por quem acompanha de perto o fenómeno do casamento infantil, precoce ou forçado, bem como as uniões informais, que envolvem menores de 16 anos e são, por isso, ilegais.

É através destes acordos verbais e compromissos informais, estabelecidos pelos pais quando os filhos ainda são crianças, que acontecem muitos casamentos de menores, envolvendo um cônjuge com menos de 18 anos ou ambos sendo menores de idade. Nas redes sociais, pais orgulhosos publicam fotografias e vídeos de jovens que acabaram de ficar noivos e partilham a novidade. “Pedimento [sic] de última hora”, lê-se na legenda de uma das imagens, acompanhada por uma série de emojis de alianças e símbolos de casamento. Neste caso, os noivos são primos direitos. Ela tem 11 anos e ele 12.

As estatísticas oficiais, que incluem apenas casamentos de menores legalmente permitidos, ou seja, jovens de 16 e 17 anos, mostram que estes casos aumentaram nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023 foram registados 176 casamentos de menores. É o número mais alto desde 2010, quando se registaram 190 casos. Em dez anos, somam-se 1097 casamentos, o que corresponde a uma média de 110 por ano, ou seja, nove por mês.

Na esmagadora maioria das situações, o cônjuge menor de idade é do sexo feminino. Nos últimos dez anos, a proporção de raparigas no total de casamentos infantis manteve-se constantemente acima dos 70%, atingindo, em determinados anos, valores próximos dos 90%, segundo dados do INE. Mais recentemente a percentagem de rapazes com menos de 18 anos teve um aumento ligeiro.

Casamentos com menores
Registos civis onde pelo menos um dos cônjuges tem 16 ou 17 anos

Nuno Teixeira, coordenador da delegação regional do norte da Associação para o Planeamento da Família (APF), que atua na promoção da saúde sexual e reprodutiva, considera que este aumento se deve, sobretudo, a um maior registo dessas uniões. “Hoje, há um conhecimento mais amplo sobre os mecanismos legais que permitem validar casamentos de menores, especialmente entre os pais, que muitas vezes são quem mais incentiva estas situações. Com mais informação disponível, há um maior recurso a esses enquadramentos legais.” Apesar do crescimento dos casos registados, Nuno Teixeira alerta que muitas uniões continuam a escapar às estatísticas, especialmente as que envolvem menores de 16 anos. Francisca Magano, diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal, reforça essa preocupação. “Os dados disponíveis são limitados e não abrangem todo o território. Representam apenas a ponta do icebergue, ocultando uma realidade muito mais extensa.”

Contextos variados

A falta de dados concretos sobre o fenómeno impede as entidades de compreender detalhadamente as circunstâncias em que o casamento infantil e as uniões informais ocorrem. Estas situações estão frequentemente ligadas à pobreza, exclusão social, desigualdade de género e dificuldades no acesso à educação, mas também surgem noutros contextos. “A realidade varia muito consoante a região do país”, explica ao Expresso uma fonte próxima destes processos. Considerando os dados por região, em 2022, estes matrimónios foram mais comuns no norte, centro e Alentejo. “No norte, estas situações estão muitas vezes associadas à extrema pobreza dos meios onde as crianças vivem, enquanto noutras regiões estão mais relacionadas com normas sociais dos grupos étnicos a que pertencem ou com hábitos culturais dos países de origem”, acrescenta a mesma fonte.

Mas também existem casos de casamentos precoces — acima dos 18 anos, mas ainda assim em idades muito jovens — em grupos “com grande poder económico, onde o objetivo é a manutenção da riqueza”, aponta Nuno Teixeira. Estas uniões ocorrem numa fase em que não há maturidade emocional ou psicossocial para consentir de forma plenamente esclarecida. Tal como os casamentos infantis, afetam maioritariamente mulheres e têm consequências graves: aumentam o risco de violência sexual e baseada no género, contribuem para o abandono escolar e comprometem o futuro das jovens, tanto em termos de oportunidades como de bem-estar físico e mental.

“Estamos a falar de famílias muito ricas que combinam casamentos dentro do círculo familiar para preservarem o património.” No entanto, por se tratar de meios fechados e de difícil acesso para quem estuda estes fenómenos, muitas destas situações passam despercebidas. “Temos muito mais acesso à vida das pessoas em situação de pobreza, porque são altamente escrutinadas pelos serviços sociais. Já as famílias com muito poder não estão sujeitas ao mesmo escrutínio, o que cria um enviesamento na forma como olhamos para o problema”, diz Nuno Teixeira. Por isso, considera “perigoso” associar o casamento infantil ou precoce a determinados grupos. “Não é um fenómeno exclusivo das comunidades ciganas, como muitas vezes se pensa. É um problema transversal a toda a sociedade.”

O primeiro passo

Na semana passada, o Parlamento aprovou um projeto de lei do BE que proíbe o casamento de menores de 18 anos. O PSD e o CDS-PP votaram contra e a IL absteve-se. Também foi aprovada, com votos contra do PSD e CDS-PP, uma proposta do PAN para alterar a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo, passando a incluir o casamento infantil, precoce e/ou forçado como uma situação de risco. Ambas as alterações seguem as recomendações do “Livro Branco” sobre casamentos infantis, precoces ou forçados, de outubro de 2024.

A UNICEF Portugal acolhe com “satisfação” a alteração da lei que fixa os 18 anos como idade mínima para o casamento, mas alerta que esta medida é “apenas um primeiro passo. Não é possível acabar com este problema apenas por decreto. É preciso investir no envolvimento das comunidades, capacitar as raparigas, combater a pobreza e a exclusão social, e apostar na educação”, diz Francisca Magano, defendendo uma maior articulação entre os ministérios da Saúde e da Educação, a sociedade civil e as entidades públicas responsáveis pelos serviços sociais. “Há meninas de 10, 11 e 12 anos a abandonarem a escola devido a uniões informais.” Muitas acabam por engravidar nos anos seguintes. Já Nuno Teixeira destaca a importância de assegurar uma educação sexual abrangente nas escolas, abordando temas como os afetos, as emoções e os papéis de género. “Está legislada, mas habitualmente não é cumprida”, diz, alertando para o crescente receio das escolas em tratar estas questões, “muito influenciado pelo discurso político atual”. Ainda assim, garante, “a maioria dos pais e mães quer que os filhos tenham acesso a estas informações”.

Helena Bento (jornalista), Marta Gonçalves (coordenadora de multimedia) e Raquel Albuquerque (jornalista). Expresso, 6 de fevereiro de 2025

 

Encontro com autores: António Fortuna

 

 #Camiloalermaisemelhor

 

 


 

No dia 26 de novembro, às 10:20, António Fortuna vai estar presente na Feira do Livro da ES Camilo Castelo Branco, para falar de "Livros e Leituras".


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Violência contra mulheres e meninas facilitada pela tecnologia

 

 #orangetheworld  #vamosalaranjaracamilo

 

 

 

 Free Bullying Stop photo and picture



A falta de uma definição comum para a violência contra mulheres e meninas facilitada pela tecnologia torna difícil a recolha de dados globais comparáveis. No entanto, estudos nacionais e regionais revelam taxas alarmantemente altas de assédio e abuso on-line. Há um crescente corpo de evidências demonstrando como a violência no espaço on-line (ou seja, controle coercivo, vigilância e perseguição) se pode manifestar off-line de várias maneiras, inclusive através da violência física levando ao feminicídio. Uma em cada 10 mulheres na União Europeia relata ter experimentado assédio cibernético desde os 15 anos de idade. Isso incluiu ter recebido e-mails ou mensagens SMS sexualmente explícitos indesejados e/ou ofensivos, ou avanços ofensivos e/ou inadequados em sites de redes sociais.

 

 

Cartoon: Menekse Cam, Abuso digital

 

Nos Estados Árabes, um estudo regional descobriu que 60% das mulheres usuárias de internet na região foram expostas à violência on-line no ano passado.

Nos Balcãs Ocidentais e países da Europa Oriental, mais de metade das mulheres presentes on-line na região experimentaram alguma forma de violência facilitada por tecnologia em sua vida.

Na Uganda, em 2021, cerca de metade das mulheres (49%) reportaram já ter passado por assédio online.

De acordo com uma pesquisa de 2016 da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia, 85% das mulheres experimentaram discursos de ódio online

 

Let's Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo 

STOP violência contra as mulheres e meninas - O casamento infantil

 

 

Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

 
#orangetheword #vamosalaranjaracamilo  
#violênciadegénero #ODS5 #noexcuse

 

 

Cartoon de Menekse Cam, Turquia 

 


Alegações de que uma menina de 6 anos foi casada com um homem de 29 anos pelos pais pertencentes a um grupo religioso fundamentalista causaram grande reação entre o povo turco.


"Existem muitas religiões, mas só existe uma moralidade."
— John Ruskin 

 

Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo 

Orange the World / Vamos Alaranjar a Camilo!

 


#OrangeTheWord #VamosAlaranjaraCamilo #ViolênciaDeGénero
#ODS5 #NoExcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares


 

 


 

 



🌍🧡 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Género 🧡🌍

Todos os anos, entre 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, o mundo une-se nos 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Género. Sob o lema global “UNiTE! Ativismo para acabar com a violência contra mulheres e meninas”, milhões de vozes juntam-se para denunciar injustiças, promover mudanças e construir um futuro sem violência.

A Campanha UNiTE, lançada pela ONU Mulher e pela UNICEF, escolheu a cor laranja como símbolo de esperança e de um amanhã mais luminoso, livre de todas as formas de violência contra mulheres e meninas: violência doméstica, agressão sexual, casamento precoce, assédio, mutilação genital, tráfico e exploração. “Orange the World” é um apelo à ação — um convite para transformar espaços, mentalidades e comunidades.

Mais uma vez, a Biblioteca, em parceria com professores e alunos, vai alaranjar a Camilo!

Durante estes 16 dias, vamos promover palestras, exposições, debates e atividades criativas, todas dedicadas à sensibilização, prevenção e reflexão sobre a violência de género. Queremos que em cada corredor, em cada sala e em cada gesto ecoe a mensagem de respeito, igualdade e dignidade para todas as pessoas.

🧡 Junta-te a nós!
No dia 25 de novembro traz uma peça laranja, participa nas atividades e ajuda a criar uma verdadeira onda de cor e consciencialização.
Vamos mostrar que a Camilo está unida, informada e ativa na defesa dos direitos das mulheres e das meninas.

Vamos alaranjar a Camilo. Vamos iluminar o mundo. Vamos dizer NÃO à violência.

 

Orange the World / Vamos Alaranjar a Camilo!

sábado, 22 de novembro de 2025

Palestra: Mulheres sem rosto e sem voz

 

 Let's Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

#orangetheworld #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero
#ODS5 #noexcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares #cinema

 


  

Palestra "Mulheres sem rosto e sem voz - o cinema contra a impunidade", com a Dra. Anabela Oliveira, docente da UTAD.

Dia 25 de novembro, na Biblioteca.

Suas sessões: às 10:20 e às 11:20. 

 

 📜 Breve CV



Dra. Anabela Oliveira
Diretora de Curso doutoramento em estudos literários
Diretora de Curso licenciatura em Teatro e Artes Performativas
Vice-Presidente do Conselho Pedagógico da ECHS

 

A Dra Anabela Oliveira orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema. 

É autora dos livros Entre vozes e imagens: a presença das imagens cinematográficas nas múltiplas vozes do romance português: (anos 70-90)Federico Fellini – A Inevitabilidade da Arte

É a coordenadora em Portugal do Projeto Literatura, Cinema e Multiculturalismo no Mundo Lusófono, em parceria com a Universidade de Paris Ouest Nanterre La Défense, financiado pelas Ações Universitárias Integradas Luso-Francesas.


Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

 

Feira do Livro 2025

 

 #Camiloalermaisemelhor  #feiradolivronacamilo

 

 

 
 

A Biblioteca da Escola Secundária Camilo Castelo Branco vai promover, nos próximos dias 26 e 27 de novembro, mais uma edição da Feira do Livro, um momento especialmente dedicado à celebração dos livros e do prazer de ler. 

Ao longo destes dois dias, toda a comunidade escolar poderá descobrir novas leituras, folhear novidades editoriais e participar em eventos de leitura, incluindo encontros com escritores. 

Esta iniciativa pretende reforçar o papel do livro como instrumento de conhecimento, imaginação e crescimento pessoal, aproximando os alunos do universo da leitura e incentivando hábitos que contribuem para o seu sucesso académico e desenvolvimento integral. 

Contamos com a presença de todos para transformar estes dias numa verdadeira festa da leitura!


Dá valor aos teus resíduos!

 

#sustentabilidade 

 

Semana Europeia da Prevenção de Resíduos (EWWR)

 

 

A Semana Europeia da Prevenção de Resíduos regressa, entre 22 e 30 de novembro, sob o mote “dá valor aos teus resíduos”, com um propósito claro: promover uma verdadeira mudança de mentalidades e hábitos de consumo. Mais do que informar, esta iniciativa pretende inspirar ações concretas, convidando escolas, empresas e comunidades a refletirem sobre o impacto das suas escolhas e a descobrirem como cada gesto pode fazer a diferença.

Assim, a EWWR lança um apelo conjunto a toda a sociedade:

  • Consumidores: pensar antes de descartar, reparar antes de substituir e reutilizar sempre que possível;
  • Produtores e distribuidores: postar em produtos e modelos mais duradouros, reparáveis e com menor pegada ambiental;
  • Comunidades locais e escolas: reforçar o papel da educação ambiental e promover uma recolha responsável e consciente.




Dicas para reduzir a produção de resíduos elétricos e eletrónicos:

  • Pensar antes de comprar: avaliar se realmente precisamos mesmo de um novo equipamento. O consumo responsável começa pela reflexão.
  • Dar uma nova vida ao que já não usamos: se o equipamento ainda funciona, podemos vender, trocar ou doar. Assim, prolonga-se a vida útil do equipamento e ajudamos o ambiente.
  • O equipamento está avariado? Reparar primeiro: muitas vezes, uma simples reparação evita a compra de um novo equipamento e reduz a produção de resíduos.
  • Nova compra feita? Recolha garantida: ao adquirirmos um eletrodoméstico novo, devemos pedir a recolha do antigo. Nunca devemos abandonar estes equipamentos junto ao contentor do lixo.


“Dá valor aos teus resíduos”, porque um futuro sustentável começa quando damos nova vida ao que já temos.

 

 

Cadernos de Língua Portuguesa 3

 

 

"A língua é como um rio: sem margens, desaparece." João Carreira Bom


 

 





Já está em linha nº 3 dos Cadernos de Língua Portuguesa, dedicado a tópicos de sintaxe - Funções Sintáticas.

Os Cadernos de Língua Portuguesa constituem uma coleção de brochuras digitais elaboradas e publicadas pelo Ciberdúvidas da Língua Portuguesa e pelo Laboratório de Competências Transversais (LCT) do Iscte. Trata-se de uma publicação que aborda temas da língua portuguesa com base no Consultório do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.

Este terceiro número reúne 12 fichas com esclarecimentos que abordam as unidades e as funções da sintaxe da língua portuguesa. A recolha, elaboração e organização deste número são de Carla Marques, Carlos Rocha e Inês Gama. 

 
O nº 3 dos CLP encontra-se aqui.

Pode consultar o nº 1 aqui e o nº 2 aqui


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Feminicídios em 2023

 

 #orangetheworld   #vamosalaranjaraescola

 

 

Estimativas globais de feminicídios cometidos por parceiros íntimos/familiares



A violência contra mulheres e meninas é a violação de direitos humanos mais disseminada. Os feminicídios, ou assassinatos de mulheres e meninas motivados por questões de género, são a forma mais extrema de violência contra elas e, frequentemente, são consequência de formas anteriores de violência perpetradas contra elas nos seus lares.

Com o objetivo de impulsionar a ação global contra esse crime, o UNODC e a ONU Mulheres publicam esta terceira publicação conjunta com estimativas globais de feminicídios de mulheres e meninas cometidos por parceiros íntimos ou familiares, com novos dados para 2023. Os feminicídios de mulheres e meninas são evitáveis, mas as evidências disponíveis mostram que houve muito pouco progresso. O contexto em que a violência por parceiro íntimo pode escalar para um homicídio tem sido amplamente estudado, e os principais fatores de risco que podem ser abordados para prevenir os feminicídios foram identificados.

Este relatório destaca algumas regiões e países do mundo que registaram uma ligeira diminuição no número de feminicídios, contribuindo assim para o conhecimento global sobre como prevenir eficazmente esses crimes. O relatório revela que o número de países que reportam feminicídios diminuiu 50% nos últimos cinco anos. Contudo, só garantindo que todas as vítimas são contabilizadas poderemos assegurar que os perpetradores são responsabilizados e que a justiça é feita. E é melhorando a compreensão de todos os tipos de assassinatos de mulheres e meninas relacionados com o género que poderemos fortalecer a prevenção e melhorar as respostas.

O estudo apresenta 5 mensagens-chave: 
  • As mulheres e meninas têm mais possíbilidades de serem mortas por pessoas que lhes são próximas
  • O feminicídio é um problema universal
  • A verdadeira escala do feminicídio é provavelmente muito maior
  • Alguns grupos de mulheres e meninas enfrentam maior risco
  • O feminicídio pode e deve ser prevenido

Para saber mais, visite a página da campanha #SemDesculpa: UNA-SE pelo fim da violência contra mulheres e meninas.


Dia Mundial da Filosofia - Simone Weil & Rosalía




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Para assinalar o Dia Mundial da Filosofia, que este ano se celebra a 20 de novembro, os alunos do 11º G propuseram-se fazer uma curadoria de conteúdos sobre a filosofia e música, sobre a filósofa e mística Simone Weil e o 4º álbum da cantora espanhola Rosalía, "Lux"

Partilhamos o mural digital com os resultados dessa curadoria.  

 

 

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