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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Projeto SELFIE


União Europeia 2017






A Comissão Europeia lançou a versão de teste de uma nova ferramenta para apoiar as escolas no uso de tecnologias digitais: SELFIE (Self-reflection on Effective Learning by Fostering Innovation through Educational Technology), uma ferramenta de auto-avaliação para escolas capazes digitalmente. 

600 escolas de 14 países - Bélgica (Flandres), Chipre, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Malta, Espanha, Reino Unido (Irlanda do Norte), bem como Geórgia, Sérvia e Rússia - têm a oportunidade de experimentar a nova ferramenta "SELFIE" nesta fase piloto, antes de ser finalizada e disponibilizada às escolas europeias interessadas, no início do próximo ano letivo (2018/2019).

O Comissário europeu para a Educação, a Cultura, a Juventude e os Desportos, Tibor Navracsics, disse que "A nova ferramenta SELFIE apoia as escolas europeias que desejem avaliação da utilização das tecnologias digitais na melhoria dos resultados de aprendizagem. O conhecimento digital é indispensável no mundo de hoje. No futuro, 9 em cada 10 empregos exigirão habilidades digitais. Além disso, as habilidades digitais são vitais para garantir que as pessoas possam usar as novas tecnologias de forma segura e ser membros totalmente envolvidos na sociedade. É por isso que as escolas precisam de estar preparadas para equipar os seus alunos com um conjunto adequado de habilidades desde o início".

As tecnologias digitais oferecem novas oportunidades para melhorar a aprendizagem e o ensino. A integração dessas tecnologias de forma significativa, no entanto, continua a ser um desafio para as escolas e a mera presença de equipamentos digitais não se traduz em melhores resultados de aprendizagem. A nova ferramenta SELFIE ajuda as escolas a avaliar as suas forças e fraquezas para aproveitar ao máximo as tecnologias digitais nas suas atividades de ensino.

A SELFIE está a ser desenvolvida pela Comissão Europeia, juntamente com especialistas de toda a Europa.


CONCENTRE-SE EM APRENDER, NÃO NA TECNOLOGIA

A SELFIE faz uma série de perguntas aos professores, líderes escolares e estudantes para fornecer um instantâneo sobre o uso das tecnologias digitais para aprender na escola. A ferramenta centra-se principalmente na aprendizagem, em vez da tecnologia, e tem todas as dimensões em consideração, incluindo estratégias escolares, práticas de ensino, infra-estruturas, currículos e experiência dos alunos.


MELHORIA, NÃO COMPARAÇÃO


Todos os dados são anónimos e não podem ser rastreados para escolas individuais, estudantes ou professores. As respostas são usadas para desenvolver um relatório para cada escola, indicando pontos fortes, fracos e áreas de melhoria. Este relatório destina-se ao diálogo e à reflexão dentro da escola. O foco está no progresso para que a SELFIE possa ser usada por qualquer escola, não apenas pelas "campeãs" digitais ou altamente inovadoras.


LANÇAMENTO EM 2018


Para o projeto da SELFIE, a Comissão trabalhou com 70 especialistas em educação e recebeu contribuições de 5000 líderes escolares, professores e estudantes. O projeto está agora na sua fase piloto. Os coordenadores nacionais em cada país estão a apresentar a ferramenta às escolas e a facilitar os seus testes em 14 países (11 Estados membros da UE, mais a Sérvia, a Geórgia e a Rússia). Pesquisas adicionais (por exemplo, grupos focais, estudos de caso) seguirão para que a versão final do SELFIE seja executada até ao início de 2018. O mapa das escolas participantes está disponível on-line:


https://ec.europa.eu/jrc/en/digcomporg/selfie-tool/selfie-map.

Crédito: EC-GISCO , © EuroGeographics © UN-FAO para os limites administrativos



COMO FUNCIONA?


SELFIE significa Auto-reflexão sobre a aprendizagem eficaz, promovendo a inovação através da tecnologia educacional. A suposição básica é que uma escola habilmente capaz que promove a aprendizagem da era digital segue uma abordagem de cima para baixo e de baixo para cima e é receptiva e favorável às necessidades de todos os membros da comunidade escolar. É por isso que a SELFIE envolve atores importantes: líderes escolares, professores e estudantes. Não segue uma abordagem "one-size-fits-all", em vez disso, é totalmente personalizável para cada escola.


A SELFIE baseia-se no Quadro das Organizações Educativas Digitalmente Competentes que oferece uma descrição detalhada do que é necessário para que as organizações educacionais sejam digitalmente competentes. O projecto é desenvolvido pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia e pela Direcção-Geral da Educação, Juventude, Desporto e Cultura. A nova ferramenta apoia os objetivos da política da UE de melhorar as habilidades e aprendizagens digitais e a iniciativa sobre o Desenvolvimento escolar e o excelente ensino para um excelente começo na vida.




domingo, 17 de setembro de 2017

Global Goals: Seja um agente de mudança!



Be Agent of Change!







7 etapas para introduzir as Metas Globais na sala de aula 


1. COLOQUE UM POSTER das 17 Metas Globais nas suas salas de aula e corredores escolares. Informe alunos e professores sobre as Metas e crie oportunidades de discussão sobre o assunto.

2. TRABALHE/ABORDE OS TÓPICOS RELACIONADOS COM AS METAS DO DESENCOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (SDG /Sustainable Development Goals) nas suas aulas. Promova o trabalho de pesquisa sobre pobreza, mudanças climáticas e paz. Trabalhe com material adequado e obtenha inspiração n' A Maior Aula do Mundo. Faça chegar às editoras de livros escolares a necessidade de mais material relacionado as SDG.

3. INCENTIVE A SOLUÇÃO DE PROBLEMAS E AS AÇÕES SIGNIFICATIVAS! Adicione um novo foco às suas unidades de ensino: AÇÃO! O que pode ser feito? E como podemos fazer isso? Os seus alunos irão experimentar a auto-eficácia!

4. DEDIQUE UM DIA OU UMA SEMANA ÀS METAS GLOBAIS: Procura um tema para o Plano Anual de Atividades ou para a Feira da escola? Planeia uma Semana de Aprendizagem Baseada em Projetos? As Metas Globais são um tema inspirador que pode envolver toda a escola.

5. FAÇA LIGAÇÕES / ARTICULAÇÕES LOCAIS E GLOBAIS! Conecte assuntos! Pesquise a química e a construção de filtros de água, desenvolva um plano de ação, escreva uma proposta de financiamento, crie um vídeo convincente, suscite a produção de textos (orais e escritos): todas as disciplinas podem contribuir. Além disso, conecte-se com especialistas para aconselhamento! Promova contactos com alunos de outros países através de videoconferência. Os seus alunos irão gostar desses contactos e perceber como funciona o trabalho colaborativo.

6. INCENTIVE A LIDERANÇA DOS ALUNOS! Deixe que os seus alunos estejam no comando. Ajude-os a procurar os apoios de que precisam. Coragem! Os alunos serão os experts e os professores os seus assistentes. 

7. CRIE UMA CULTURA DE APRECIAÇÃO E CRESCIMENTO! Incentive os seus alunos e dê-lhes um feedback encorajador a todas as ações que eles venham a realizar e /ou em todos os eventos em que se venham a envolver para alcançar as Metas Globais! Precisamos de uma cultura de valorização/mérito nas nossas escolas e na sociedade em geral. Por que não criar um certificado adicional também?

(Fonte: http://worldslargestlesson.globalgoals.org/news/. Tradução da nossa responsabilidade)



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Educação, currículo, cidadania democrática e direitos humanos



Publicações UNESCO



 http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002343/234386e.pdf

Clicar na imagem para aceder ao documento






"A educação para a cidadania democrática e a educação em direitos humanos é vital para a realização de sociedades pacíficas, sustentáveis e inclusivas com base no respeito pelos direitos humanos de cada pessoa. 

O fortalecimento das políticas educativas nos campos da educação para a cidadania democrática e os direitos humanos reside na próprio coração do trabalho do Conselho da Europa, da Organização Educativa, Científica e Cultural das Nações Unidas, da Agência para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos da Organização para a Segurança e Co-operação na Europa, e a Organização dos Estados Americanos. Essas organizações co-produziram esta publicação para apoiar o compromisso dos seus estados membros e participantes na promoção da cidadania e dos direitos humanos e no melhoramento do acesso a uma educação de qualidade para todos. [...]

Os processos eficazes de ensino e aprendizagem requerem professores bem treinados, ambientes de aprendizagem positivos e materiais de aprendizagem de alta qualidade. A política educativa sustenta cada uma dessas dimensões, inclusive através do desenvolvimento e revisão do currículo, foco principal do presente recurso. 

Esta publicação pretende explorar as atuais tendências, facilitar uma troca de experiências e melhorar o acesso a abordagens especializadas em desenvolvimento avançado de reforma curricular nos campos da cidadania democrática e da educação em direitos humanos. Embora existam muitas maneiras diferentes de fazer isso, devido à diversidade de contextos dos Estados membros, há também uma série de pontos comuns.

Assim, é possível identificar etapas-chave no desenvolvimento do currículo e no planeamento da implementação. Existem também processos fundamentais que refletem os princípios de cidadania democrática e respeito pelos direitos humanos, incluindo a consulta ativa de todos os interessados e esforços de transparência. 

Os processos de desenvolvimento dos curricula nesta área ajudam a garantir a legitimidade e eficácia das políticas adotadas."


Review for Democratic Citizenship and Human Rights Education, UNESCO/Council of Europe/Office for Democratic Institutions and Human Rights of the Organization for Security and Co-operation in Europe/Organization of American States, 2015, p. 7 



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Prevenção do extremismo violento



Publicações UNESCO



"Violent extremism and the underlying forces of radicalization are among the most pervasive challenges of our time. While violent extremism is not confined to any age, sex, group or community, young people are particularly vulnerable to the messages of violent extremists and terrorist organizations. In the face of such threats, young people need relevant and timely learning opportunities to develop the knowledge, skills and attitudes that can help them build their resilience to such propaganda." - A Teacher’s Guide on the Prevention of Violent Extremism, UNESCO, 2016, p.7


 http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002446/244676e.pdf
Clicar na imagem para aceder ao Guia.



Este é o primeiro Guia do Professor da UNESCO sobre Prevenção do Extremismo Violento através da educação. Este documento foi desenvolvido como resposta direta às necessidades dos Estados Membros da UNESCO, tal como é expresso no ponto 197 / Decisão EX 46 tomada pelo Conselho Executivo da UNESCO em outubro 2015, que solicita à Organização que melhore a sua capacidade de assistência aos países que trabalham para fortalecer as suas respostas educativas ao extremismo violento, incluindo a Educação para a Cidadania Global (Global Citizenship Education/ GCED) baseada nos direitos humanos, tendo em conta os contextos nacionais. 

Como tal, este Guia também constitui o primeiro contributo da UNESCO para a implementação do Plano de Ação para Prevenir o Extremismo violento do Secretário-Geral da ONU, no que diz respeito ao Setor da Educação. 

Juntamente com este Guia, estão a ser desenvolvidas orientações técnicas pela Organização para os formuladores de políticas educacionais nos ministérios da educação.

Esta orientação procura fornecer aos países um conjunto de recursos que possam ajudar a construir e reforçar as capacidades nacionais para enfrentar os mentores /agentes do extremismo violento através de respostas holísticas e pragmáticas em todo o setor da educação. 

Para garantir a relevância deste Guia do Professor em diferentes contextos geográficos e socioculturais, o mesmo foi desenvolvido, após um processo extensivo de consulta a especialistas e professores de diferentes regiões, e testado em campo por agentes educativos em países selecionados. Como tal, ele pode ser usado tal como é apresentado, ou ser considerado como um protótipo a ser contextualizado, adaptado e traduzido para responder às necessidades específicas dos alunos.

UNESCO. Tradução da nossa responsabilidade.



sábado, 9 de setembro de 2017

#Goalkeepers17


Os guardiões dos objetivos globais somos todos nós!

Seja a primeira geração a terminar com a pobreza, a geração mais determinada a acabar com a desigualdade e a injustiça e a última geração a ser ameaçada pela mudança climática.





A maior aula do mundo




 https://www.youtube.com/watch?time_continue=39&v=cBxN9E5f7pc



"A nossa pode ser a primeira geração a acabar com a pobreza - e a última geração a lidar com as mudanças climáticas antes que seja demasiado tarde."
Ban Ki-moon, ex-Secretário-Geral das Nações Unidas




Em 2015, as Nações Unidas lançaram os Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável, uma série de objetivos ambiciosos para acabar com a extrema pobreza, combater a desigualdade e a injustiça e corrigir as mudanças climáticas para todos até 2030.

Se forem concretizados, estes objetivos irão assegurar a saúde, segurança e futuro do planeta para todos. Para que possam ser concretizados, têm, antes, de mais, de ser divulgados e conhecidos. 

É neste contexto que foi criada a Maior aula do mundo, um projeto direcionado para o contexto de ensino e aprendizagem, promotor dos valores da cidadania global, particularmente da consciencialização da responsabilidade de todos e cada um de nós em relação ao futuro do nosso planeta. Para cada uma das 17 Metas, são disponibilizados recursos educativos e planos de aula.

Este projeto é parte importante da grande missão do Project Everyone garantir que os 7 milhões de habitantes do planeta saibam quais são as Metas do Desenvolvimento Sustentável, para que haja uma maior possibilidade de estas serem alcançadas. 

O Project Everyone procura usar o poder das grandes agências de comunicação a favor das Metas do Desenvolvimento Sustentável (também conhecidas como Objetivos Globais), acelerando assim a criação de um mundo mais justo até 2030, onde a pobreza tenha sido erradicada, as mudanças climáticas tenham sido adequadamente abordadas e a injustiça e desigualdade sejam inaceitáveis.

O projeto, planeado por Richard Curtis (cineasta e fundador da Comic Relief), é executado por uma equipa de criativos especialistas em comunicação que trabalha em parceria com uma grande variedade de organizações. 


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

As TIC no ensino-aprendizagem da literacia



Publicações UNESCO








Os exemplos de programas de literacia e numeracia incluídos na compilação Harnessing the Potential of ICTs for Literacy Teaching and Learning (Explorar o potencial das TIC para o ensino e a aprendizagem da literacia) confirmam que o uso das TIC para apoiar a aquisição e o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e aritmética geralmente fazem parte de estratégias de aprendizagem combinadas mais amplas. As abordagens tradicionais de ensino e aprendizagem em sala de aula são complementadas pela aprendizagem autorregulada, onde os alunos podem praticar e progredir a um ritmo individual, no seu próprio tempo e em diferentes lugares. Essas estratégias contêm também possibilidades para os alunos interagirem uns com os outros e partilharem a experiência de aprendizagem em diferentes lugares. 

Uma série de programas apresentados nesta seleção, permitem que os alunos se possam conectar e trocar informações sobre saúde, nutrição, religião e outros importantes tópicos do dia a dia ou para coordenar as suas atividades de desenvolvimento comunitário. Esses programas inspiradores surgiram em diferentes cenários culturais e são transferíveis para uma variedade de contextos.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Educação para o desenvolvimento sustentável



Publicações UNESCO


 http://unesdoc.unesco.org/images/0025/002521/252197POR.pdf
© UNESCO


                Título original: Education for Sustainable Development Goals: learning objectives
                Autor: Rieckmann, Marco
                Brasília: UNESCO, 2017. 62 p.




"A UNESCO vem promovendo a educação para o desenvolvimento sustentável (EDS) desde 1992. Ela liderou a Década das Nações Unidas para a EDS 2005-2014 e agora está à frente da sua continuação, o Programa de Ação Global (Global Action Programme – GAP) para a EDS. 

O impulso para a EDS nunca foi tão forte. Questões globais – como a mudança climática – exigem uma mudança urgente no nosso estilo de vida e uma transformação do nosso modo de pensar e agir. Para alcançar essa mudança, precisamos de novas habilidades, valores e atitudes que levem a sociedades mais sustentáveis. 

Os sistemas de educação devem responder a essa necessidade premente, definindo objetivos e conteúdos de aprendizagem relevantes, introduzindo pedagogias que empoderem os educandos, e instando as suas instituições a incluir princípios de sustentabilidade nas suas estruturas de gestão. 

A nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reflete claramente essa visão da importância de uma resposta educacional adequada. A educação é explicitamente formulada como um objetivo independente – o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4. Numerosas metas e indicadores relacionados à educação também estão contemplados nos outros Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

A educação é tanto um objetivo em si mesmo como um meio para atingir todos os outros ODS. Não é apenas uma parte integrante do desenvolvimento sustentável, mas também um fator fundamental para a sua consecução. É por isso que a educação representa uma estratégia essencial na busca pela concretização dos ODS. 

O objetivo desta publicação é ser um guia para profissionais da educação sobre o uso da EDS na aprendizagem para os ODS e, consequentemente, contribuir para a realização dos ODS. O guia identifica objetivos de aprendizagem indicativos e sugere temas e atividades de aprendizagem para cada ODS. Ele também apresenta métodos de implementação em diferentes níveis, desde a formulação de cursos até estratégias nacionais. 

O guia não pretende ser prescritivo de qualquer forma, mas sim oferecer orientações e sugestões que os educadores podem selecionar e adaptar para que se encaixem em contextos de aprendizagem concretos. 

Estou confiante de que este guia ajudará a desenvolver competências de sustentabilidade para todos os educandos e a capacitar a todos para que contribuam para a consecução da nossa agenda global ambiciosa e crucial."


(Qian Tang, Diretor-geral assistente para Educação da UNESCO).


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pensamento crítico & literacia dos media


LER+, LER MELHOR


Usar os media criticamente: 10 estratégias




http://teachthought.com/pedagogy



Do cinzel à imprensa escrita e ao tablete, da rádio e televisão ao twitter e ao facebook, enquanto existirem pensamentos e ideias, continuaremos a querer publicá-los e partilhá-los com os outros.

Seria previsível que, à medida que a tecnologia se torna mais integrada, mais acessível a todas as classes socioeconómicas e "mais inteligente", a conetividade se aprofundasse à medida que as nossas prioridades - e as ferramentas que usamos para expressá-las - mudam. 

No entanto a realidade não é assim tão linear. A teoria da aprendizagem defende que das duas uma - ou queremos ligar-nos, relacionar-nos e experimentar o sentimento de pertença ou nos remetemos ao egoísmo, à exploração e à ganância. Esta não é, pois, uma simples encruzilhada moral, mas uma questão de neurologia. 


A conectividade digital, que já está na vanguarda de tantos ensinamentos e aprendizagens, veio para ficar. Mas o uso de plataformas de redes sociais como twitter, facebook e instagram pode caminhar por uma fronteira ténue entre conectividade e narcisismo.

No contexto educativo, esta presença crescente do mundo digital vem mostrar a necessidade de criação de experiências empáticas de aprendizagem que conectem os aprendentes para fins profundamente humanos (quanto maior a disfunção, maior a necessidade do sentimento de pertença). 

Vejamos 10 formas de ajudar as crianças e os jovens a usar os media sociais de forma crítica. O pensamento crítico começa com o eu ("Self") e expande-se. 

Assim, em vez de lutar contra coisas como "tempo de ecrã", talvez possamos ajudá-los a usar esse tempo de maneira mais construtiva baseados no pensamento crítico.


1. Pense no objetivo, não na plataforma.

Conecte os alunos através da função e finalidade, e não através da tecnologia e dos gadgets (dispositivos)

2. Use os media sociais para ajudar os alunos estabelecer o contexto para eles próprios.

3. Trabalhe a tolerância intelectual.

Ajude os alunos a tomar consciência do modo como se relacionam com outros que são diferentes - que pensam, olham e atuam de forma diferente do que estão acostumados e como respondem a ideias diferentes das suas.

Faça isso não apenas numa perspectiva ética "seja gentil", mas também intelectual. Uma grande parte da inteligência é ser capaz de aprender com qualquer coisa, e uma grande parte disso é a capacidade de avaliar ideias sem viés pessoal, bem como a capacidade de se sentar com uma ideia e analisá-la sem a aceitar ou rejeitar.

4. Ilumine a interdependência.

Ajude os alunos a esclarecer para si mesmos a quem e a quê estão conectados - o óbvio e o menos óbvio. Incentive os alunos a identificar múltiplas "cidadanias" a que pertencem, tanto local como digitalmente, e a sua participação diversa em cada uma.

5. Expanda as zonas de conforto conceptuais.

Use a educação baseada em locais e a aprendizagem baseada em projetos para ajudar os alunos a estabelecer novas conexões com pessoas, lugares e ideias fora do mapa curricular

6. Clarifique as categorias de conhecimento.

Ajude os alunos a ver o conhecimento em categorias - académico vs recreativo; criativo vs industrial, fluido versus fixo, etc. - e o modo como as media sociais as enfatizam, suportam, ou disponibilizam. Se eles forem capazes de começar a ver essas categorias, poderão estar mais conscientes do que estão a  "ingerir".

7. Analise e compare cidadania e cidadania digital.

Ajude os alunos a ver os efeitos de seu comportamento sobre os outros e o comportamento dos outros sobre eles. Além disso, ofereça estratégias de cidadania digital como "PENSE!", de modo a que tenham um tipo de estrutura para fazê-lo por conta própria.

8. Amplifique a cognição.

Tem uma nova ideia? Compartilhe-a com outras pessoas interessadas nesse tipo de ideias.

Documente o "processo" dessa ideia - de onde veio, como mudou, o que influenciou, o que pode fazer com ela, e assim por diante. Amplifique essa compreensão usando as habilidades conectadas e criativas dos media sociais.

9. Analise o modo como a forma afeta a mensagem.

A perspectiva é uma parte importante dos media sociais, tal como a identidade e a forma da ideia (vídeo versus tweet versus imagens, etc.). Se os alunos perceberem que a forma da mensagem afeta a própria mensagem, poderão pensar / refletir no que está "em volta" dessa mensagem e para além da plataforma, ver as ideias e as suas próprias origens.

Peça aos alunos que definam o mapa conceptual da sua própria interdependência num determinado contexto (lar, família, hobby, bairro, sala de aula, área de conteúdo, etc.).

10. Procure a autenticidade.

Ajude os alunos a identificar papéis autênticos numa comunidade que lhes diga muito (de que gostem e com que se preocupem).

Para ser "autêntico", os papéis devem existir naturalmente e permitir um vazio visível quando deixado sem preenchimento, proporcionando ao aluno um papel significativo relevante.

(tradução da nossa responsabiidade)


terça-feira, 25 de outubro de 2016

UNESCO | Biblioteca Mundial da Ciência



WORLD LIBRARY OF SCIENCE
A Global Community for Science Education



 http://www.nature.com/wls
Clicar na imagem para aceder ao portal




Portal aberto online de ensino e aprendizagem.

Unesco lança biblioteca científica gratuita e multilíngue para estudantes: a World Library of Science que já conta com 300 artigos, 25 e-books e mais de 70 vídeos cedidos pela revista Nature.

Com este instrumento, a UNESCO pretende favorecer a igualdade de oportunidades, melhorar a qualidade do ensino, reforçar a ciência e a educação, promover o uso de conteúdos educativos de livre acesso e fomentar a criação de comunidades de estudantes e docentes.




sábado, 23 de julho de 2016

Da leitura como método, arte e habilidade



Na capa: fragmento do quadro O Taful, de La Tour



"A leitura é de facto aprendida e ensinada, o que pode fazer-se bem ou mal; mas contém em si uma dose demasiado elevada de arte e de habilidade para que seja possível submetê-la por completo - ou mesmo só em grande parte - à metodização. Educar, porém, equivale a conduzir o método até às últimas consequências, procurando depois maneira de prosseguir um pouco mais sem ele."
Robert Scholes, Protocolos de Leitura, Lisboa: Edições 70, 1991, p. 18 


"Principiemos por ler um quadro, um quadro que representa a leitura."


Georges de La Tour, A educação da Virgem, c. 1650. 
Óleo s/ tela, 83,8 x 100, 3 cm, Nova Iorque, The Frick Collection.



Sobre PROTOCOLOS DE LEITURA

"Uma obra fundamental que empreende a construção de uma abordagem semiótica dos problemas da leitura, da escrita e do ensino.
Partindo do princípio de que «o mundo é um texto», o autor estuda vários textos literários e também fotografias, quadros, anúncios de televisão, biografias e romances, para nos apresentar uma discussão clara e acessível em redor de inúmeros temas de teoria literária." (contracapa do livro)



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Stop saying "You are so smart"



Growth Mindset Poster (http://www.lifehack.org/346078/30-things-say-you-want-teach-kids-about-growth-mindset)




Este poster foi criado com base no livro de Eduardo Bricena "The Power of Belief: Mindset and Success". Nele, o autor revela-nos que o modo como elogiamos um aluno pode promover uma mentalidade fixa ou uma mentalidade em crescimento e vem lembrar que nós, professores, podemos motivar as nossas crianças e ajudá-las a acreditar nelas mesmas. 



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Ensino da literatura e da ciência no mês da educação



No mês de outubro, mês dedicado à temática da educação, a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) tem em curso um conjunto de iniciativas, nomeadamente conferências e publicações disponibilizadas online para download gratuito.

Uma dessas publicações prende-se com a "Literatura e o ensino do português", e pode ser acedida aqui.



 http://www.ffms.pt/upload/docs/literatura-e-ensino-do-portugues_TeV96n5QfU6aulPTsk-BZg.pdf


"Os autores defendem, com argumentos sabiamente pensados e expostos, que, no quadro educativo, não há nem pode haver Letras sem Belas Letras. Que não se pode ensinar Português sem se ensinar também, obviamente na medida certa, Literatura: Camões, Gil Vicente, o Padre António Vieira, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e outros não podem deixar de estar nas nossas escolas. E também defendem que a medida atual está aquém da medida certa. Por medida não se deve entender apenas a quantidade mas também e sobretudo a qualidade. Neste domínio, segundo eles, interessa o “quanto” e interessa o “quê” e o “como”.

Será necessário, nesta como noutras áreas, que, na busca da medida certa, sejamos mais exigentes para connosco próprios.” (2013, p. 10-11).




Outra publicação da FFMS é sobre a ciência e apresenta-se como uma avaliação do grau de exigência no ensino básico em Portugal. Pode ser consultada aqui.



 http://www.ffms.pt/upload/docs/que-ciencia-se-aprende-na-escola_iY-abpKvY0SxrpIT61cJCg.pdf