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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Património e identidade



Brinquedos e jogos tradicionais







Hoje, à tarde, os alunos do 3A, acompanhados pela professora Alcina Gonçalves, estiveram na biblioteca a participar num atelier de brinquedos e jogos tradicionais, orientado pelo professor João Pinto. A atividade foi realizada no âmbito da celebração do Ano Europeu do Património Cultural

Para além da construção de brinquedos, os alunos tiveram oportunidade, também, de aprender alguns truques sobre puzzles tradicionais e de consultar bibliografia sobre brinquedos populares.














No final da sessão, os alunos do 3º A assistiram a um vídeo sobre presépios, elaborados com elementos naturais (troncos, pinhas), da autoria do professor João Pinto.  





 



sábado, 27 de outubro de 2018

Europa: Potência Mundial de Cultura



2018 Ano Europeu do Património Cultural
Palestra | 22 de outubro







No passado dia 22 de outubro, pelas 20:45, o coordenador do Centro de Informação Europeia Jacques DelorsDr. Carlos Ribeiro Medeiros, esteve no Auditório 1 da nossa escola para uma palestra em torno da Europa: Potência Mundial de Cultura. 

Organizado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas, em articulação com a Biblioteca Escolar, este evento constituiu mais uma das iniciativas promovidas na / pela Escola Camilo Castelo Branco no âmbito da celebração de 2018 - Ano Europeu do Património Cultural.

A participação neste evento foi alargada à Comunidade local. 












Algumas notas biográficas sobre o palestrante

Carlos Ribeiro Medeiros é licenciado em Geografia e Planeamento Regional, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 

Tem uma Pós-graduação em Estudos Europeus, vertente económica, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, um Curso de Especialização em Gestão de Negócios Internacionais, pelo Instituto Português de Conjuntura Estratégica e um Curso de Especialização em Ciências da Informação e Documentação, pelo Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 

Em 2015/2016 iniciou o Doutoramento em Geografia e Planeamento Territorial na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

É coordenador da Unidade de Informação e Comunicação do Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD), integrado na Direcção-Geral dos Assuntos Europeus do Ministério dos Negócios Estrangeiros, desde 2008. 

Entre 2003 e 2007 foi coordenador da Unidade de Informação do CIEJD e entre 1995 e 2002 foi coordenador das Teleinformações do Centro de Informação Jacques Delors. Foi responsável pela Linha Telefónica de informações sobre questões comunitárias no Secretariado Europa 1992 – Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre 1991 e 1993. 

Tem proferido conferências, participado em vários seminários, colóquios e congressos e assegurado a docência de unidades curriculares em cursos de licenciatura e seminários de pós-graduação centrados em temáticas europeias. 

Entre 1990 e 2015 foi membro ativo do Team Europe, como especialista em Política Regional, tendo assegurado a Coordenação, em Portugal, entre 2013 e 2015, desta rede de especialistas em assuntos europeus. 

É Formador certificado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional desde 2001 e pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua desde 1998.

Participou na elaboração do Guia Expresso : Parlamento Europeu  (2004) e no  Guia Expresso da União Europeia (2003). Colaborou no Dicionário Portugal e a Europa – 65 Anos de História – 25 Anos de Adesão (2011). 



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Nós e a Europa





No passado dia 22 de outubro, às 16:45, os alunos do 10º B e do 7º F estiveram na Biblioteca para a assistir a uma palestra, apresentada pelo Dr. Carlos Ribeiro Medeiros, coordenador do Centro de Informação Europeia Jacques Delors.

Excelente comunicador, o nosso convidado falou sobre nós e a Europa, sublinhando o que nos une, mas também sobre o que nos distingue.

Partilhamos AQUI o powerpoint que foi passado na palestra. 



 







 




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Património cultural e futuro…





Por Guilherme d’Oliveira Martins* 


O debate europeu atravessa um momento especialmente difícil e incerto. Persistem os efeitos da crise financeira, que evoluem lentamente. Há sinais de persistência de uma doença crónica, que ameaça tornar a União Europeia irrelevante e subalterna num mundo de polaridades difusas e de muitas incertezas e perigos – desde a crescente influência das novas potências asiáticas à incontrolável situação do Médio Oriente, passando pela irracionalidade do terror e pela ausência de uma verdadeira capacidade para o diálogo entre culturas. Falta vontade política partilhada, capaz de responder a uma equação de pelo menos três incógnitas: Como dar aos cidadãos voz ativa na definição dos objetivos comuns através de instituições mediadoras eficazes? Como ligar a política e a economia, assegurando um papel ativo da União Europeia no equilíbrio e regulação da cena internacional? Como garantir o desenvolvimento sustentável, baseado no conhecimento, na aprendizagem, na inovação, na coesão e na qualidade de vida? 

Eis por que razão a Cultura assume uma importância decisiva, já que a sustentabilidade não pode resumir-se nem à mera gestão dos recursos materiais, nem aos temas ambientais. Importa considerar o valor da memória, da aprendizagem e da capacidade criadora. Ao falar de Cultura, estamos a ligar a fidelidade à memória, o respeito pela herança recebida das gerações passadas à Educação e à Ciência. Veja-se o que se passa relativamente à caixa de Pandora que se chama «Brexit». Ao contrário do que muitos disseram após a decisão do referendo – os efeitos duradouros dessa anunciada saída não têm apenas a ver com câmbios, inflação, crescimento económico ou autonomia, mas fundamentalmente com o enfraquecimento europeu, com perda de coesão, com a desvalorização do conhecimento, com a prevalência dos egoísmos nacionais e com a emergência de conflitos desregulados. Todos esses sinais estão a ser sentidos, com consequências negativas para todos – e o certo é que a incerteza norte-americana não facilita essa evolução. 

Perante este pano de fundo, devemos aproveitar a decisão da União Europeia de adotar 2018 como o Ano Europeu do Património Cultural. Não se trata apenas um gesto de boas intenções – mas da demonstração da importância das raízes históricas e culturais; da necessidade de proteger e salvaguardar o património comum; da importância transversal e estratégica das políticas públicas ligadas à Educação, à Formação e à Ciência, bem como do entendimento de que só a proteção do património cultural, no contexto de uma identidade aberta e plural, e a sua ligação à qualidade da criação contemporânea podem corresponder a uma visão integrada do desenvolvimento, capaz de preservar uma cultura de paz. 

Não é verdade que Jean Monnet tenha dito alguma vez que se tivesse de recomeçar a construção europeia teria partido da cultura. De facto, a lógica de uma solidariedade funcional exige a diversidade cultural – que, na fórmula de Jacques Delors, se deve associar às causas da paz e da segurança e do desenvolvimento sustentável. Isto não significa, porém, que Monnet ou Schuman desvalorizassem a cultura. Consideravam-na como denominador comum de valores, como fonte da liberdade, da igualdade e da solidariedade e como pressuposto do respeito mútuo e da dignidade humana. A política, a economia e a cultura articulam-se, assim, na defesa do bem comum – ou seja, na procura de interesses vitais comuns que contribuam para a paz e o desenvolvimento. Daí que a sustentabilidade deva ser considerada através do cuidado com a história e com a equidade entre gerações – preservando o património cultural e protegendo a natureza do esgotamento dos recursos… 

O objetivo do Ano Europeu do Património Cultural - 2018 é sensibilizar para a história e os valores europeus e reforçar o sentimento da identidade europeia – não como identidade fechada, mas como realidade aberta e multifacetada, ao encontro de outras culturas. De facto, os desafios que o património cultural enfrenta e que têm impacto na sociedade contemporânea envolvem desde a transição para a era digital até à pressão ambiental e demográfica, sem esquecer a prevenção e o combate do tráfico ilícito de bens culturais. Estamos a falar de monumentos, de sítios, de objetos com valor histórico, de acervos de museus, bibliotecas e arquivos, de tradições, de referências. Reportamonos à memória viva, como a língua ou a ciência. Mas, fundamentalmente, tratamos de conhecimentos, de cultura e de humanidade… Ter memória é respeitarmo-nos, é estudar a História e conhecer as raízes. Cuidar do que recebemos é dar atenção, é não deixar ao abandono, é conhecer, estudar, investigar, proteger e conservar. Mas trata-se ainda de promover a diversidade cultural, o diálogo entre culturas e a coesão social, de realçar o contributo económico do património cultural para os setores criativos e para o desenvolvimento e de salientar o papel do património cultural nas relações internacionais, desde a prevenção de conflitos à reconciliação e à recuperação de património destruído. 

Trata-se de seguir e aprofundar o que está consagrado na Convenção Quadro do Conselho da Europa sobre o valor do Património Cultural na Sociedade Contemporânea, assinada em Faro a 27 de outubro de 2005 (e entrada em vigor a 1 de junho de 2011), cuja preocupação fundamental foi assumir a noção crucial de património cultural comum e de construir um conceito de responsabilidade partilhada – envolvendo o património construído e material, o património imaterial e a criação contemporânea. As políticas públicas de cultura devem, assim, começar pelo cuidado da herança e da memória. Mas o património cultural não se refere apenas ao passado, e sim à permanência de valores comuns, à salvaguarda das diferenças e ao respeito do que é próprio, do que se refere aos outros e do que é herança comum. Como compreenderemos a Europa sem o diálogo entre a tradição e o progresso, sem a compreensão da história, desde as raízes da antiguidade, dos judeus, cristãos e muçulmanos, da civilização greco-latina até à modernidade? Esse entendimento não pode, porém, ser confundido com a dissolução de referências ou com o puro relativismo (que é, tantas vezes, antecâmara paradoxal do absolutismo). Urge compreender, afinal, que o que tem mais valor é o que não tem preço. E isso é difícil de entender quando há quem pense que tudo se pode comprar ou vender… 

*Administrador Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, coordenador nacional do Ano Europeu do Património Cultural. 

(Texto publicado no Jornal Público de 17.08.2017)






segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Ano Europeu do Património Cultural


#EuropeForCulture






2018 é o Ano Europeu do Património Cultural!


A herança cultural não é só monumentos: é também as nossas histórias e experiências partilhadas, a nossa alimentação, os nossos livros, as nossas tradições. 

O objetivo do Ano Europeu do Património Cultural é incentivar a partilha e apreciação do património cultural europeu, sensibilizar para a nossa história e valores comuns e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum. O património cultural europeu permite-nos compreender o passado e olhar para o nosso futuro.