Semana da leitura
AULAS ABERTAS
Dia 19 de março. Auditório 2. 10h 05m
Literatura e Ciência:
Unidades de medida ao longo dos tempos em Portugal, por António Fortuna
“acordarom e poseram por postura que qualquer
que nam afinar as medidas e varas pessas
os moradores da cidade cada mês e os do termo de três em três meses
Outrosy se lhe forem achadas medidas ou pessoas [sic] nam verdadeiras que paguem
por cada huua vez cinquoenta livras pera o comçelho afora as penas que lhe per
direito devem a dar por medirem por medidas falsas”.
Livro das Posturas Antigas, Leit. de Teresa Campos Rodrigues, Lisboa, CML, 1974, pp. 78-79: “das medydas e varas e pesas”.
O que têm de comum a poesia satírica medieval, o Auto da Índia de Gil Vicente, Anátema, de Camilo Castelo Branco, e Malhadinhas, Aquilino Ribeiro?
Bem, estes foram alguns dos textos e autores abordados pelo Dr. António Fortuna, docente na nossa escola, para apresentar a sua Aula Aberta/Palestra sobre as Unidades de medida ao longo dos tempos em Portugal.
Assim, na aula de Física e Química, os alunos do 10º A, ouviram falar de unidades de medida (que entretanto caíram em desuso, sobretudo a partir de 1975, com a adoção do sistema decimal) a partir da leitura de textos literários.
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| Aula Aberta - 10º A |
Para a medição do comprimento, foram referidas as medidas antropomórficas: braça, palmo, polegada, côvado, jarda, pé.
Outras medidas referidas: alqueire, quarta, arrátel, canada, quartilho, meio quartilho.
A título de curiosidade, os alunos ficaram a saber que na Idade Média as medidas-padrão eram gravadas em monumentos medievais portugueses e que diferiam de terra para terra.
Esta interessante palestra, que associa a Ciência à Literatura, será repetida no dia 3 de abril, quinta-feira, pelas 21 horas, na Biblioteca Escolar, desta vez tendo como público alvo toda a comunidade educativa.
Dia 21 de março. 8h 15m e 16h45m. Sala 5
Línguas e Literaturas Peninsulares: um passado comum?, por Ana Paula Fortuna
Nesta aula aberta, a professora Ana Paula Fortuna abordou a questão da origem das línguas peninsulares, explorando a poesia trovadoresca, nomeadamente textos de Martin Codax e de Bernardo de Bonaval.


