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domingo, 26 de março de 2017

O intertexto vicentino em Almeida Garrett


Um Auto de Gil Vicente

Para celebrar a partida da Infanta D. Beatriz para Sabóia, onde casaria com Carlos III, Gil Vicente prepara a representação da peça Cortes de Júpiter e é em torno desse labor – que suscita o processo metateatral, do teatro dentro do teatro – que se desenrola a trama, insinuando os amores secretos entre a infanta e o poeta Bernardim Ribeiro. 

A peça de Garrett estreou-se nesse mesmo ano, a 15 de agosto, no Teatro da Rua dos Condes, em Lisboa, sob a direção de Émile Doux e com a jovem Emília das Neves no papel principal, mas só em 1841 seria dada à estampa.




Margarida Marinho e Beatriz Batarda em Um auto de Gil Vicente, de Almeida Garrett. 
Encenação de Luís Miguel Cintra, cenário e figurinos de Cristina Reis.
Teatro da Cornucópia, 1996. Foto de Pedro Soares.




Luís Miguel Cintra e Márcia Breia em Um auto de Gil Vicente, de Almeida Garrett. 
Encenação de Luís Miguel Cintra, cenário e figurinos de Cristina Reis. 
Teatro da Cornucópia, 1996. Foto de Paulo Cintra e Laura Castro Caldas.


Dia Mundial do Teatro - evocar A. Garrett



"O drama de Gil Vicente que tomei para título deste não é um episódio, é o assunto mesmo do meu drama: é o ponto em que se enlaça e do qual se desenlaça depois a acção; mas eu não quis só fazer um drama, sim um drama de outro drama, e ressuscitar Gil Vicente a ver se ressuscitava o teatro."
Almeida Garrett, in Luís Francisco Rebello, Breve História do Teatro Português,p. 95.