Está patente na Biblioteca Escolar uma exposição com os trabalhos realizados pelos alunos do 12º ano, turma E, na disciplina de Desenho A, a partir da leitura do romance de José Saramago, A Viagem do Elefante, sob orientação da Profª Alcina Gonçalves.
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domingo, 21 de fevereiro de 2016
Exposição: A Viagem do Elefante, de José Saramago
Está patente na Biblioteca Escolar uma exposição com os trabalhos realizados pelos alunos do 12º ano, turma E, na disciplina de Desenho A, a partir da leitura do romance de José Saramago, A Viagem do Elefante, sob orientação da Profª Alcina Gonçalves.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
A viagem do elefante em BD
Entrevista com João Amaral, aquando do lançamento do seu livro de BD A viagem do elefante (1)
"A verdade é que quando li o livro, não só fiquei imediatamente preso a ele, como começaram a surgir imagens na minha mente e pensei que havia ali muito bom material para fazer uma adaptação."
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| João Amaral |
As Leituras do Pedro (ALP) - Porquê adaptar Saramago?
João Amaral (JA) - E porque não adaptar Saramago? Já anteriormente tinha pensado em realizar uma adaptação do Ensaio Sobre a Cegueira, uma obra que achei admirável em todos os sentidos. No entanto, nunca avancei com ela, porque soube entretanto que o Fernando Meirelles estava a realizar o filme baseado no romance e pensei que os dois projetos poderiam colidir e assim abandonei a ideia...
ALP - Porquê A Viagem do Elefante?
JA - Bem, a verdade é que este foi um livro que me foi apresentado pela minha mulher que, conhecendo-me melhor do que ninguém, pensou, quando o leu, que seria algo que eu gostaria de fazer. E não se enganou. A verdade é que quando li o livro, não só fiquei imediatamente preso a ele, como começaram a surgir imagens na minha mente e pensei que havia ali muito bom material para fazer uma adaptação. Anteriormente, isso já me tinha acontecido com A Voz dos Deuses, de João Aguiar e com o romance que referi na questão anterior. Por isso, não quis, desta vez, perder a oportunidade de me aventurar num projeto que soube, desde sempre, que iria ser longo.
(1) Publicado no blogue As leituras do Pedro. Versão integral da entrevista que serviu de base ao texto publicado no Jornal de Notícias de 13 de Novembro de 2014.
Ler entrevista completa no blogue As leituras do Pedro...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
João Amaral adapta para BD romance de Saramago
O livro A viagem do elefante, de José Saramago (um dos títulos selecionados na nossa escola para a prova de seleção do Concurso Nacional de Leitura), foi adaptado para banda desenhada por João Amaral, em 2014.
"Li o livro de uma rajada e senti o mesmo que tinha sentido quando adaptei A voz dos deuses [romance de João Aguiar]; estava a ver as imagens da história na minha cabeça", afirmou João Amaral à agência Lusa.
Diz Pilar del Rio, no prefácio que escreveu para este álbum, que "o caminho até Viena é tortuoso: João Amaral sabe-o bem porque o esteve a desenhar durante mais de dois anos passo a passo. Estava em sua casa e também ouviu os barritos do elefante, pelo que se pôs a delimitar a zona para que nenhum leitor se perdesse na aventura de ler. João Amaral estudou muito bem aquilo que José Saramago havia escrito e logo que o soube com todas as letras pintou-o para que nada na sua banda desenhada fosse falso."
O que mais agradou a João Amaral neste trabalho de adaptação do conto para BD foi a construção das personagens e o facto de se abordar a condição humana.
"Há quem pense que uma adaptação é só pegar nas palavras do autor, mas há coisas que na literatura funcionam de uma maneira que depois não funciona em banda desenhada. Tenho muitas sequências de silêncio, que no livro são palavras", afirmou.
José Saramago, que publicou A viagem do elefante em 2008, dois anos antes de morrer, entra na banda desenhada como o narrador da viagem de Salomão, o elefante.
Esta adaptação para BD faz parte dos títulos recomendados pelo PNL para o 3º Ciclo, leitura autónoma.
João Amaral, nascido em Lisboa em 1966, já trabalhou no jornalismo, em publicidade e ilustrou manuais escolares. Da obra publicada fazem parte a adaptação para BD do romance A voz dos deuses, de João Aguiar, em conjunto com Rui Carlos Cunha, e a BD As cinzas da revolta, assinando como Jhion, com argumento de Miguel Peres.
Para além da BD, A viagem do elefante foi também adaptado para um espetáculo de teatro de rua, produzido pelo Trigo Limpo Teatro ACERT, já apresentado em várias cidades portuguesas, nomeadamente Figueira de Castelo Rodrigo:
Espetáculo comunitário de teatro de rua - revisitação teatral do Caminho de Salomão
João Amaral estará na nossa escola no dia 22 de fevereiro para mais um Encontro(s) com autores.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Concurso Nacional de Leitura'15
Obras selecionadas para o Ensino Secundário
Título: A viagem do elefante
Autor: José Saramago
Editor: Caminho
ISBN: 9789722120173
Nº Páginas: 304
"Por muito incongruente que possa parecer...", assim começa o romance (ou conto, como ele prefere chamá-lo) de José Saramago, sobre a insólita viagem de um elefante chamado Salomão, que no século XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e um arquiduque.
O episódio é verdadeiro. Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com dona Catarina d' Áustria, resolveu numa bela noite de 1551 oferecer um elefante a seu primo, o arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos Quinto. O animal viera de Goa juntamente com seu tratador, há cerca de dois anos. De início, o exotismo de um paquiderme de três metros de altura e quatro toneladas de peso, bebendo diariamente duzentos litros de água e outros tantos quilos de forragem, deslumbrara os portugueses, mas agora Salomão não passava de um elefante fedorento e sujo, mantido num cercado nos arredores de Lisboa. Até que surge a ideia mirabolante de o oferecer de presente ao arquiduque, então regente da Espanha, a morar no palácio do sogro em Valladolid.
Esse fato histórico é o ponto de partida para José Saramago criar, com a sua prodigiosa imaginação, uma ficção em que se encontram pelos caminhos da Europa personagens reais de sangue azul, chefes de exército que quase chegam a vias de fato, padres que querem exorcizar Salomão ou pedir-lhe um milagre. Depois de percorrer Portugal, Espanha e Itália, a caravana chega aos estreitos desfiladeiros dos Alpes, que Salomão enfrenta impávido.
A viagem do elefante é a concretização de uma ideia que Saramago elaborou durante mais de dez anos, desde que, numa viagem a Salzburgo, na Áustria, entrou por acaso num restaurante chamado O Elefante.
"Creio que no próprio dia da minha chegada fomos jantar com outros professores a um restaurante que se chamava 'O Elefante'. O simples nome do restaurante não era suficiente para despertar a minha curiosidade, mas a verdade é que lá dentro havia uma escultura relativamente grande representando um elefante e havia, sobretudo, um friso de pequenas esculturas que, entre a Torre de Belém, que era a primeira, e outra de um monumento ou edifício público que representaria Viena, marcava o itinerário do elefante entre Lisboa e Viena. Perguntei-lhe o que era aquilo, ela contou-me e, naquele momento, eu senti que aquilo podia dar uma história." (Agência Lusa. 5 de nov. de 2011)
Com sua finíssima ironia e muito humor, Saramago reconstrói essa epopeia de fundo histórico e dela se vale para fazer considerações sobre a natureza humana e elefantina. Impelido a cruzar meia Europa por conta dos caprichos de um rei e de um arquiduque, Salomão não decepcionou as cabeças coroadas. Prova de que, remata o autor, sempre se chega aonde se tem de chegar.
Texto de Companhia das Letras (adaptado)
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José Saramago
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
O elefante Salomão, de José Saramago
Elefante Salomão, de "A viagem do elefante" • Performance pelo Grupo Trigo Limpo teatro Acert.
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